Ouça: Zuri Akoko

A cena da música eletrônica atual é um pouco clube do bolinha. Diplo e Calvin Harris são os que mais tocam nas rádios. Mas as garotas também querem seu espaço. É aí que entra a produtora australiana Zuri Akoko, que participou dos shows da TOKIMONSTA em Sidney e lançou recentemente seu projeto, Book of Beats:

 

 
Recentemente, Akoko deu uma entrevista à NYLON, falando sobre suas influências musicais e dando sua opinião sobre o sexismo na cena eletrônica. Traduzimos aqui alguns trechos:

NYLON: Qual seria a sua maior influência?

Zuri Akoko: Acredito que as experiências da vida sempre influenciam o trabalho criativo. Eu realmente amo temas metafísicos. Acho que é o motivo de eu amar tanto sound design. Eu sinto como se eu estivesse escrevendo um efeito sonoro para um objeto sendo sugado por um buraco negro ou algo assim. Eu também acho que estar cercada de pessoas que possuem padrões elevados pode realmente acelerar o seu progresso. Pessoas como o HATCH (Jerry Gorman, produtor da cena eletrônica australiana) me ensinaram a importância de ter fortes habilidades criativas e técnicas de produção.

A cena eletrônica é mesmo dominada por homens, como parece? Você considera isso um problema? Como você procura quebrar esse teto de vidro?

Sim, (a cena musical eletrônica) é definitivamente dominada pelos homens, mas eu sinto que a grande maioria das indústrias começou dessa forma. Eu acho que é muito legal assistir a atual mudança e evolução da indústria musical. As meninas estão começando a obter o reconhecimento que merecem, mas acho que ainda temos um longo caminho a percorrer. Isso é um problema? Sim. Isso pode ser corrigido? Absolutamente. Basta que as minas continuem representando no rolê. Temos essa pressão para “provar” [para nós mesmas], mas eu não acho isso algo necessariamente ruim, porque nos faz lutar por excelência; nos faz acreditar no valor e na qualidade do nosso trabalho. Quanto mais mulheres se envolverem na cena da música eletrônica, o teto de vidro vai, eventualmente, entrar em colapso.

Como você espera inspirar meninas e mulheres com sua música?

Espero que as garotas possam olhar para mim e dizer: “Sim, eu posso fazer isso também.” É importante acreditar em sua intuição e ter auto-confiança! O YouTube mudou o jogo com a produção: você pode aprender qualquer coisa, com um pouco de paciência e disciplina. Se você quer fazer alguma coisa, todas as ferramentas estão ao seu alcance.
 
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Siga a Zuri Akoko pela internet:
Instagram / Facebook / Twitter / Soundcloud

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Ouça: Tkay Maidza

Tkay Maidza tem apenas 18 anos e já é comparada a artistas importantes da cena musical, como M.I.A. e Missy Elliott. A MC mistura rap, eletrônico em um R&B super animado e fácil de seguir a rima (pelo menos no refrão, vai).
 
Tkay Maedza
 
No fim de 2014 ela lançou um clipe super cool para seu single ‘Switch Lines’, todo em animação. A direção do vídeo é de Sachio Cook (que, aliás, é um artista incrível). Pelo clipe e pela música, dá o play.
 

 
Tkay, que nasceu no Zimbábue e hoje mora na Austrália, teve um enorme apoio da sua família na sua carreira musical. Segundo a artista, ela herdou o bom ouvido para a música do seu pai, que também músico e toca guitarra e bateria.
 

 
Dê o play no Switch Tape Mixtape para ouvir 30 minutos de Tkay Maidza e requebrar o esqueleto no meio da sala… ou pelo menos balançar o pé enquanto trabalha.
 

Leia mais
Book of Beats:

 

 
Recentemente, Akoko deu uma entrevista à NYLON, falando sobre suas influências musicais e dando sua opinião sobre o sexismo na cena eletrônica. Traduzimos aqui alguns trechos:

NYLON: Qual seria a sua maior influência?

Zuri Akoko: Acredito que as experiências da vida sempre influenciam o trabalho criativo. Eu realmente amo temas metafísicos. Acho que é o motivo de eu amar tanto sound design. Eu sinto como se eu estivesse escrevendo um efeito sonoro para um objeto sendo sugado por um buraco negro ou algo assim. Eu também acho que estar cercada de pessoas que possuem padrões elevados pode realmente acelerar o seu progresso. Pessoas como o HATCH (Jerry Gorman, produtor da cena eletrônica australiana) me ensinaram a importância de ter fortes habilidades criativas e técnicas de produção.

A cena eletrônica é mesmo dominada por homens, como parece? Você considera isso um problema? Como você procura quebrar esse teto de vidro?

Sim, (a cena musical eletrônica) é definitivamente dominada pelos homens, mas eu sinto que a grande maioria das indústrias começou dessa forma. Eu acho que é muito legal assistir a atual mudança e evolução da indústria musical. As meninas estão começando a obter o reconhecimento que merecem, mas acho que ainda temos um longo caminho a percorrer. Isso é um problema? Sim. Isso pode ser corrigido? Absolutamente. Basta que as minas continuem representando no rolê. Temos essa pressão para “provar” [para nós mesmas], mas eu não acho isso algo necessariamente ruim, porque nos faz lutar por excelência; nos faz acreditar no valor e na qualidade do nosso trabalho. Quanto mais mulheres se envolverem na cena da música eletrônica, o teto de vidro vai, eventualmente, entrar em colapso.

Como você espera inspirar meninas e mulheres com sua música?

Espero que as garotas possam olhar para mim e dizer: “Sim, eu posso fazer isso também.” É importante acreditar em sua intuição e ter auto-confiança! O YouTube mudou o jogo com a produção: você pode aprender qualquer coisa, com um pouco de paciência e disciplina. Se você quer fazer alguma coisa, todas as ferramentas estão ao seu alcance.
 

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