Rivalidade entre irmãs

Ser rival da sua irmã é algo mais comum do que se pensa. Às vezes não tem jeito. É confronto que começa na infância e dura a vida toda. Seja por uma irmã achar que a outra foi mais favorecida pelos pais ou por temperamentos diferentes. Ainda assim, muitas pessoas se chocam quando veem criaturas tão opostas (não só pela aparência) vindas de uma mesma criação.

É muita coisa para se trabalhar na terapia, mas também é o argumento do filme “Os olhos amarelos dos crocodilos”, da diretora belga Cécile Telerman, baseado no livro homônimo da escritora Katherine Pancol.

 
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Joséphine (Julie Depardieu) é uma mulher discreta, que tem doutorado sobre a Idade Média e uma forte ligação com o pai que morreu há 30 anos. Ela expulsa o marido infiel de casa e tem uma dificuldade financeira para criar as duas filhas, Zoé – a caçula – e Hortense, uma adolescente que a desrespeita o tempo todo.

Iris (Emmanuelle Béart) é o oposto. Ela é uma mulher extrovertida e bem perua, que é sustentada pelo marido, um advogado super rico. Ela dá pouca atenção ao seu único filho e prefere passar mais tempo com as amigas fúteis. Desde menina, Iris foi privilegiada pela mãe – a ponto de salvá-la de um afogamento, deixando Joséphine para trás no mar.

 
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Durante um jantar de negócios do marido, para não ser considerada apenas uma madame, Iris diz que está escrevendo um livro que se passa na Idade Média.

A partir daí, a história é previsível. Iris vai praticamente obrigar a irmã a escrever o livro por ela, com a garantia de que Jo ficará com toda a grana. Esse livro se transforma em best-seller, mas quem leva toda a fama é Iris, não Joséphine. A editora cobra que Iris escreva um segundo livro, já que o primeiro foi um sucesso, mas Jo se recusa, o que trará toda essa rivalidade entre irmãs que elas tinham desde a infância à tona.

Mas não vá esperando uma trama bem densa, com um roteiro sensacional e conclusão incrível. É um filme que vale a pena ver apenas pelas personagens (e as atrizes maravilhosas), que são mulheres complexas, e pela questão das relações familiares. Uma família não deveria ser composta por chantagens, maldades e humilhações. Como agiríamos com a nossa irmã numa situação dessa?

 
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Mais de Letícia Mendes

Links da semana

Bom dia, ovelhas!

Mais um links da semana com várias coisas inspiradoras e outras que merecem um tempinho para leitura. Se quiserem compartilhar mais assuntos interessantes, é só comentar lá embaixo <3


// CHIMAS

A escritora Chimamanda Ngozi Adichie, nossa querida Chimas, deu a resposta perfeita ao editor da “American Spectator” que disse que Donald Trump não é racista: “Me desculpe, mas você é branco, então não é você que decide o que é ou não racismo. Você não pode sentar aqui e simplesmente defender que ele não foi diretamente racista, quando ele foi.”

 


// DJAMILA RIBEIRO

A voz da consciência negra feminina no Brasil – entrevista da Vice com a mestre em Filosofia Política e secretaria adjunta de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo.

 


// LEITURAS

10 Autoras Negras Para Descobrir, Ler E Recomendar – indicações do Modefica.

 


// VENCEDORA DO JABUTI

A escritora gaúcha Natalia Borges Polesso, de 35 anos, derrotou nomes como Rubem Fonseca, Luis Fernando Verissimo, Luiz Eduardo Soares e Antonio Carlos Viana – matéria do Globo.

 


// PRISCILA MONTEIRO

A mãe que sofreu aborto na lama e luta para incluir feto entre vítimas de Mariana (MG) – matéria da BBC.

 


// ‘MULHERIO’

Jornal feminista dos anos 1980 é reeditado. E parece ter sido feito hoje – matéria do Nexo.

 


// JUDITH BUTLER

Novo livro da filósofa versa sobre ocupações e o populismo reacionário que quer restaurar um estágio anterior da sociedade – matéria da Carta Capital.

 


// YASMIN THAINÁ

Cineasta indica 5 filmes feitos por negras e negros com histórias e experiências para pensar e viver.

 


// JANEIRO DE 2017

“Sailor Moon R The Movie: The Promise of the Rose” estreará nos cinemas dos EUA.

Venha, 2017!

 


Até a próxima semana! Força \o/

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Joséphine (Julie Depardieu) é uma mulher discreta, que tem doutorado sobre a Idade Média e uma forte ligação com o pai que morreu há 30 anos. Ela expulsa o marido infiel de casa e tem uma dificuldade financeira para criar as duas filhas, Zoé – a caçula – e Hortense, uma adolescente que a desrespeita o tempo todo.

Iris (Emmanuelle Béart) é o oposto. Ela é uma mulher extrovertida e bem perua, que é sustentada pelo marido, um advogado super rico. Ela dá pouca atenção ao seu único filho e prefere passar mais tempo com as amigas fúteis. Desde menina, Iris foi privilegiada pela mãe – a ponto de salvá-la de um afogamento, deixando Joséphine para trás no mar.

 
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Durante um jantar de negócios do marido, para não ser considerada apenas uma madame, Iris diz que está escrevendo um livro que se passa na Idade Média.

A partir daí, a história é previsível. Iris vai praticamente obrigar a irmã a escrever o livro por ela, com a garantia de que Jo ficará com toda a grana. Esse livro se transforma em best-seller, mas quem leva toda a fama é Iris, não Joséphine. A editora cobra que Iris escreva um segundo livro, já que o primeiro foi um sucesso, mas Jo se recusa, o que trará toda essa rivalidade entre irmãs que elas tinham desde a infância à tona.

Mas não vá esperando uma trama bem densa, com um roteiro sensacional e conclusão incrível. É um filme que vale a pena ver apenas pelas personagens (e as atrizes maravilhosas), que são mulheres complexas, e pela questão das relações familiares. Uma família não deveria ser composta por chantagens, maldades e humilhações. Como agiríamos com a nossa irmã numa situação dessa?

 
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Joséphine (Julie Depardieu) é uma mulher discreta, que tem doutorado sobre a Idade Média e uma forte ligação com o pai que morreu há 30 anos. Ela expulsa o marido infiel de casa e tem uma dificuldade financeira para criar as duas filhas, Zoé – a caçula – e Hortense, uma adolescente que a desrespeita o tempo todo.

Iris (Emmanuelle Béart) é o oposto. Ela é uma mulher extrovertida e bem perua, que é sustentada pelo marido, um advogado super rico. Ela dá pouca atenção ao seu único filho e prefere passar mais tempo com as amigas fúteis. Desde menina, Iris foi privilegiada pela mãe – a ponto de salvá-la de um afogamento, deixando Joséphine para trás no mar.

 
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Durante um jantar de negócios do marido, para não ser considerada apenas uma madame, Iris diz que está escrevendo um livro que se passa na Idade Média.

A partir daí, a história é previsível. Iris vai praticamente obrigar a irmã a escrever o livro por ela, com a garantia de que Jo ficará com toda a grana. Esse livro se transforma em best-seller, mas quem leva toda a fama é Iris, não Joséphine. A editora cobra que Iris escreva um segundo livro, já que o primeiro foi um sucesso, mas Jo se recusa, o que trará toda essa rivalidade entre irmãs que elas tinham desde a infância à tona.

Mas não vá esperando uma trama bem densa, com um roteiro sensacional e conclusão incrível. É um filme que vale a pena ver apenas pelas personagens (e as atrizes maravilhosas), que são mulheres complexas, e pela questão das relações familiares. Uma família não deveria ser composta por chantagens, maldades e humilhações. Como agiríamos com a nossa irmã numa situação dessa?

 
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