No último final de semana, foi ao ar o projeto #MamiloLivre, que está espalhando peitinhos e peitões pela cidade de São de Paulo. Acompanhamos e ajudei a colagem de uns posters no Minhocão e de quebra conversei com a fotógrafa Júlia Rodrigues, uma das autoras e – para o nosso privilégio, uma das colaboradoras da Ovelha – para entender um pouco melhor a parada toda ae:
Ovelha: O que é o projeto?
Júlia Rodrigues: O mamilo livre é a união entre meu projeto pessoal #podenãopode e os textos da psicóloga Leticia Bahia. É um questionamento sobre a censura das partes do corpo feminino que não existe para o corpo masculino. É mais um suporte para uma discussão que já está acontecendo pelo mundo todo neste momento. Sabemos que não estamos inventando a roda, mas sentimos a necessidade de ter essa discussão trazida para o público brasileiro e agregar ao tema que já anda ronlando por aí.
Ovelha: E pq vc decidiu fazer esse projeto?
Júlia: Esse é um assunto que sempre me incomodou, principalmente por trabalhar como fotógrafa para revistas masculinas, com a nudez feminina e ter o meu trabalho pessoal sempre censurado nas mídias sociais. Me sentia meio que numa vida dupla, alimentando a objetificação do corpo feminino e ao mesmo tempo tentando quebrar a coisa toda. Mas, meu suporte para expor o que penso sempre foi visual. Me comunicar verbalmente ainda é um grande problema pra mim e as ideias da Leticia bateram perfeitamente com o que eu pensava. Essa fusão dos nossos trabalhos caiu como uma luva: eu cuido da imagem e ela cuida do conceito, texto, etc. No fim das contas, isso tudo é muito pessoal. Eu sou uma dessas pessoas que tem vergonha do próprio corpo e neste ano tive meu teste final: fui à uma praia onde topless era permitido e simplesmente entrei em pânico na hora de me libertar de todo aquele pano bobo por cima dos peitos. E quando uma amiga minha saiu do mar com o peito de fora, eu fiquei morrendo de vergonha e queria enfiar minha cabeça na areia. Ali, na hora, e antes mesmo disso, eu já sabia quão ridículo isso é… Mas não consigo me livrar dessa convenção social.
Ovelha: Qual é de espalhar peitinhos por aí? Júlia: Sentíamos a necessidade de estourar a bolha da mídia social. A Leticia verbalizou isso de uma forma perfeita. A gente estava fazendo sermão pra quem já é convertido. As pessoas que me seguem e a seguem nos facebooks da vida, na maioria das vezes, já são pessoas que concordam com os nossos pontos de vista. A solução era certamente sair do virtual e ir pra rua.
Ovelha: O que essa etaoa tem de diferente da anterior? Júlia: A maior diferença é que nossas ideias não estarão mais contidas dentro da nossa pequena bolha de simpatizantes e seguidores. A expectativa é que quem olhar as fotos na rua e ficar curioso, entre no site (que até o momento, já foi traduzido para 14 línguas por enquanto) e entenda melhor do que a gente está falando.
Ovelha:O que espera alcançar com isso? Júlia: Não sei se a palavra é alcançar. Estou interessada em ver para onde a discussão vai. Quero saber o que as pessoas pensam sobre isso, apresentar o que eu penso, e também mudar até mesmo como eu mesma me sinto em relação a isso. Tentar desarmar esse primeiro pensamento que as pessoas têm sobre o corpo feminino e o sexo, o pornográfico, o censurável.
Viu algum poster dos mamilos? Poste suas fotos com a hashtag #MamiloLivre !!
No último final de semana, foi ao ar o projeto #MamiloLivre, que está espalhando peitinhos e peitões pela cidade de São de Paulo. Acompanhamos e ajudei a colagem de uns posters no Minhocão e de quebra conversei com a fotógrafa Júlia Rodrigues, uma das autoras e – para o nosso privilégio, uma das colaboradoras da Ovelha – para entender um pouco melhor a parada toda ae:
Ovelha: O que é o projeto?
Júlia Rodrigues: O mamilo livre é a união entre meu projeto pessoal #podenãopode e os textos da psicóloga Leticia Bahia. É um questionamento sobre a censura das partes do corpo feminino que não existe para o corpo masculino. É mais um suporte para uma discussão que já está acontecendo pelo mundo todo neste momento. Sabemos que não estamos inventando a roda, mas sentimos a necessidade de ter essa discussão trazida para o público brasileiro e agregar ao tema que já anda ronlando por aí.
Ovelha: E pq vc decidiu fazer esse projeto?
Júlia: Esse é um assunto que sempre me incomodou, principalmente por trabalhar como fotógrafa para revistas masculinas, com a nudez feminina e ter o meu trabalho pessoal sempre censurado nas mídias sociais. Me sentia meio que numa vida dupla, alimentando a objetificação do corpo feminino e ao mesmo tempo tentando quebrar a coisa toda. Mas, meu suporte para expor o que penso sempre foi visual. Me comunicar verbalmente ainda é um grande problema pra mim e as ideias da Leticia bateram perfeitamente com o que eu pensava. Essa fusão dos nossos trabalhos caiu como uma luva: eu cuido da imagem e ela cuida do conceito, texto, etc. No fim das contas, isso tudo é muito pessoal. Eu sou uma dessas pessoas que tem vergonha do próprio corpo e neste ano tive meu teste final: fui à uma praia onde topless era permitido e simplesmente entrei em pânico na hora de me libertar de todo aquele pano bobo por cima dos peitos. E quando uma amiga minha saiu do mar com o peito de fora, eu fiquei morrendo de vergonha e queria enfiar minha cabeça na areia. Ali, na hora, e antes mesmo disso, eu já sabia quão ridículo isso é… Mas não consigo me livrar dessa convenção social.
Ovelha: Qual é de espalhar peitinhos por aí? Júlia: Sentíamos a necessidade de estourar a bolha da mídia social. A Leticia verbalizou isso de uma forma perfeita. A gente estava fazendo sermão pra quem já é convertido. As pessoas que me seguem e a seguem nos facebooks da vida, na maioria das vezes, já são pessoas que concordam com os nossos pontos de vista. A solução era certamente sair do virtual e ir pra rua.
Ovelha: O que essa etaoa tem de diferente da anterior? Júlia: A maior diferença é que nossas ideias não estarão mais contidas dentro da nossa pequena bolha de simpatizantes e seguidores. A expectativa é que quem olhar as fotos na rua e ficar curioso, entre no site (que até o momento, já foi traduzido para 14 línguas por enquanto) e entenda melhor do que a gente está falando.
Ovelha:O que espera alcançar com isso? Júlia: Não sei se a palavra é alcançar. Estou interessada em ver para onde a discussão vai. Quero saber o que as pessoas pensam sobre isso, apresentar o que eu penso, e também mudar até mesmo como eu mesma me sinto em relação a isso. Tentar desarmar esse primeiro pensamento que as pessoas têm sobre o corpo feminino e o sexo, o pornográfico, o censurável.
Viu algum poster dos mamilos? Poste suas fotos com a hashtag #MamiloLivre !!
os primeiros mamilos colados na cidade, na Oscar Freire
As ferramentas
Julia e a arte de colar peitos
Perto da Praça Roosevelt
este poste nunca mais será o mesmo
Leticia Bahia colando na Oscar Freire
Anna Crô colando peitos no Minhocão
no Largo da Batata
#MamiloLivre na Ferreira de Araújo
Mamilos à vista, Capitã!
na Natingui, na Vila Madalena
Julia e os mamilos libertos
os primeiros mamilos colados na cidade, na Oscar Freire
As ferramentas
Julia e a arte de colar peitos
Perto da Praça Roosevelt
este poste nunca mais será o mesmo
Leticia Bahia colando na Oscar Freire
Anna Crô colando peitos no Minhocão
no Largo da Batata
#MamiloLivre na Ferreira de Araújo
Mamilos à vista, Capitã!
na Natingui, na Vila Madalena
Julia e os mamilos libertos
No último final de semana, foi ao ar o projeto #MamiloLivre, que está espalhando peitinhos e peitões pela cidade de São de Paulo. Acompanhamos e ajudei a colagem de uns posters no Minhocão e de quebra conversei com a fotógrafa Júlia Rodrigues, uma das autoras e – para o nosso privilégio, uma das colaboradoras da Ovelha – para entender um pouco melhor a parada toda ae:
Ovelha: O que é o projeto?
Júlia Rodrigues: O mamilo livre é a união entre meu projeto pessoal #podenãopode e os textos da psicóloga Leticia Bahia. É um questionamento sobre a censura das partes do corpo feminino que não existe para o corpo masculino. É mais um suporte para uma discussão que já está acontecendo pelo mundo todo neste momento. Sabemos que não estamos inventando a roda, mas sentimos a necessidade de ter essa discussão trazida para o público brasileiro e agregar ao tema que já anda ronlando por aí.
Ovelha: E pq vc decidiu fazer esse projeto?
Júlia: Esse é um assunto que sempre me incomodou, principalmente por trabalhar como fotógrafa para revistas masculinas, com a nudez feminina e ter o meu trabalho pessoal sempre censurado nas mídias sociais. Me sentia meio que numa vida dupla, alimentando a objetificação do corpo feminino e ao mesmo tempo tentando quebrar a coisa toda. Mas, meu suporte para expor o que penso sempre foi visual. Me comunicar verbalmente ainda é um grande problema pra mim e as ideias da Leticia bateram perfeitamente com o que eu pensava. Essa fusão dos nossos trabalhos caiu como uma luva: eu cuido da imagem e ela cuida do conceito, texto, etc. No fim das contas, isso tudo é muito pessoal. Eu sou uma dessas pessoas que tem vergonha do próprio corpo e neste ano tive meu teste final: fui à uma praia onde topless era permitido e simplesmente entrei em pânico na hora de me libertar de todo aquele pano bobo por cima dos peitos. E quando uma amiga minha saiu do mar com o peito de fora, eu fiquei morrendo de vergonha e queria enfiar minha cabeça na areia. Ali, na hora, e antes mesmo disso, eu já sabia quão ridículo isso é… Mas não consigo me livrar dessa convenção social.
[caption id="attachment_6611" align="aligncenter" width="1285"] Uma das frases do manifesto do #MamiloLivre[/caption]
Ovelha: Qual é de espalhar peitinhos por aí? Júlia: Sentíamos a necessidade de estourar a bolha da mídia social. A Leticia verbalizou isso de uma forma perfeita. A gente estava fazendo sermão pra quem já é convertido. As pessoas que me seguem e a seguem nos facebooks da vida, na maioria das vezes, já são pessoas que concordam com os nossos pontos de vista. A solução era certamente sair do virtual e ir pra rua.
Ovelha: O que essa etaoa tem de diferente da anterior? Júlia: A maior diferença é que nossas ideias não estarão mais contidas dentro da nossa pequena bolha de simpatizantes e seguidores. A expectativa é que quem olhar as fotos na rua e ficar curioso, entre no site (que até o momento, já foi traduzido para 14 línguas por enquanto) e entenda melhor do que a gente está falando.
[caption id="attachment_6612" align="aligncenter" width="1281"] Mais um dos 7 pontos do manifesto[/caption]
Ovelha:O que espera alcançar com isso? Júlia: Não sei se a palavra é alcançar. Estou interessada em ver para onde a discussão vai. Quero saber o que as pessoas pensam sobre isso, apresentar o que eu penso, e também mudar até mesmo como eu mesma me sinto em relação a isso. Tentar desarmar esse primeiro pensamento que as pessoas têm sobre o corpo feminino e o sexo, o pornográfico, o censurável.
Viu algum poster dos mamilos? Poste suas fotos com a hashtag #MamiloLivre !!
Aline Lata e Helena Wolfenson se conheciam de vista em São Paulo. Mas 15 dias depois do rompimento da barragem de resíduos de minério da Samarco/Vale/BHP, em novembro do ano passado em Minas, elas pegaram carona com uma amiga em comum rumo à Mariana e subdistritos. A ideia inicial era ajudar os locais como pudessem, com trabalho voluntário e tirando fotos.
Juntos, pegaram uma rota alternativa até Bento – que estava fechada para o público – e visitaram a casa deles e de conhecidos pela primeira vez depois da tragédia. Eles perderam não só todos os bens, mas também um lugar de memória de gerações que nasceram e cresceram naquele vale rural, cercado de um minério precioso. Ainda sim, encararam com humor. “Eles falaram: ‘se a Samarco fodeu com a nossa vida, vamos jogar bola na lama!’. Tinha umas piadas, uma beleza, que foram fazendo tudo ter mais sentido, diferente de uma certa passividade que eu vinha vendo lá”, conta Helena.
Dessa experiência, Aline e Helena tiveram a ideia de fazer o documentário Rastro de Lama, que contará a história de personagens que vivem na região atingida. Editaram o material que fizeram na ocasião e fizeram um teaser.
O plano agora é conseguir mais dinheiro para voltar à região no próximo mês, coletar mais material e arcar com os custos de finalização do filme. Para isso, estão fazendo uma campanha de financiamento coletivo, que termina no dia 18 de março. É tudo ou nada! A meta é arrecadar 50 650 reais. Se não conseguirem juntar a grana, o dinheiro volta integralmente para os doadores. É possível doar qualquer valor, mas a partir de 25 reais, é possível receber algumas recompensas como fotos e livros de artistas que estão colaborando com o projeto. Por isso, pedimos sua ajuda para ajudar esse projeto tão importante encabeçado por duas mulheres. Não podemos deixar que o maior crime ambiental do país seja esquecido.
A ideia é levantar as questões que rodeiam o caso, como a exploração do minério no país afeta a história de pessoas que têm relação direta com essa esfera da economia, até as responsabilidades que deveriam ser cumpridas pela empresa, a fiscalização de obras, obrigatoriedade de planos de emergência e a parte que cabe aos governos Estadual e Federal. Ricardo e Marlon, e outros habitantes do subdistrito, vivem com a promessa da construção de uma Nova Bento Rodrigues. Que cidade será essa? Que futuro os espera? Será essa promessa cumprida? “O documentário precisa existir, para acompanhar de perto essas respostas e não deixar que essa promessa seja abandonada”, afirma a diretora Helena Wolfenson.
Ovelha – Qual o diferencial desse filme?
Aline Lata – Acho que o que diferença desse filme para outros que estão sendo feitos é a história do Marlon e do Ricardo, e a relação deles com a tragédia, a experiência deles é única, mas também se torna universal, quando se trata da relação entre grandes corporações com muito poder e pessoas que não tem voz na sociedade.
Helena – Acho que a nossa história parte muito de um ponto de vista subjetivo. Tanto do que nos tocou profundamente lá, o encontro com os meninos, quanto da história deles em si.
Ovelha – Sentiram alguma dificuldade/receio sendo mulheres lá? Ou viram alguma vantagem nisso?
Helena – Eu senti ser mulher em varias situações, portas se abrindo, fechando, abrindo por linhas tortas. Isso é muito presente sempre no Brasil, ainda mais no interior e sendo fotógrafa.
uma das colaboradoras da Ovelha – para entender um pouco melhor a parada toda ae:
Ovelha: O que é o projeto?
Júlia Rodrigues: O mamilo livre é a união entre meu projeto pessoal #podenãopode e os textos da psicóloga Leticia Bahia. É um questionamento sobre a censura das partes do corpo feminino que não existe para o corpo masculino. É mais um suporte para uma discussão que já está acontecendo pelo mundo todo neste momento. Sabemos que não estamos inventando a roda, mas sentimos a necessidade de ter essa discussão trazida para o público brasileiro e agregar ao tema que já anda ronlando por aí.
Ovelha: E pq vc decidiu fazer esse projeto?
Júlia: Esse é um assunto que sempre me incomodou, principalmente por trabalhar como fotógrafa para revistas masculinas, com a nudez feminina e ter o meu trabalho pessoal sempre censurado nas mídias sociais. Me sentia meio que numa vida dupla, alimentando a objetificação do corpo feminino e ao mesmo tempo tentando quebrar a coisa toda. Mas, meu suporte para expor o que penso sempre foi visual. Me comunicar verbalmente ainda é um grande problema pra mim e as ideias da Leticia bateram perfeitamente com o que eu pensava. Essa fusão dos nossos trabalhos caiu como uma luva: eu cuido da imagem e ela cuida do conceito, texto, etc. No fim das contas, isso tudo é muito pessoal. Eu sou uma dessas pessoas que tem vergonha do próprio corpo e neste ano tive meu teste final: fui à uma praia onde topless era permitido e simplesmente entrei em pânico na hora de me libertar de todo aquele pano bobo por cima dos peitos. E quando uma amiga minha saiu do mar com o peito de fora, eu fiquei morrendo de vergonha e queria enfiar minha cabeça na areia. Ali, na hora, e antes mesmo disso, eu já sabia quão ridículo isso é… Mas não consigo me livrar dessa convenção social.
Ovelha: Qual é de espalhar peitinhos por aí? Júlia: Sentíamos a necessidade de estourar a bolha da mídia social. A Leticia verbalizou isso de uma forma perfeita. A gente estava fazendo sermão pra quem já é convertido. As pessoas que me seguem e a seguem nos facebooks da vida, na maioria das vezes, já são pessoas que concordam com os nossos pontos de vista. A solução era certamente sair do virtual e ir pra rua.
Ovelha: O que essa etaoa tem de diferente da anterior? Júlia: A maior diferença é que nossas ideias não estarão mais contidas dentro da nossa pequena bolha de simpatizantes e seguidores. A expectativa é que quem olhar as fotos na rua e ficar curioso, entre no site (que até o momento, já foi traduzido para 14 línguas por enquanto) e entenda melhor do que a gente está falando.
Ovelha:O que espera alcançar com isso? Júlia: Não sei se a palavra é alcançar. Estou interessada em ver para onde a discussão vai. Quero saber o que as pessoas pensam sobre isso, apresentar o que eu penso, e também mudar até mesmo como eu mesma me sinto em relação a isso. Tentar desarmar esse primeiro pensamento que as pessoas têm sobre o corpo feminino e o sexo, o pornográfico, o censurável.
Viu algum poster dos mamilos? Poste suas fotos com a hashtag #MamiloLivre !!