Há uns meses eu venho querendo escrever este post sobre um guilty pleasure que começou ano passado: estou gostando das músicas do Justin Bieber. Hoje, enfim, tomei coragem depois de assistir a este vídeo maravilhoso da maravilhosa Jout Jout que resume bem esse momento e que me fez perceber que não estou sozinha.
Tudo começou quando meu amigo Nathan chegou um dia em casa ouvindo uma música muito boa. Era Where Are U Now. Meu choque foi tremendo quando descobrimos se tratar de uma música do rapaz que tanto rechaçamos. Daí em diante, foi um caminho sem volta. Depois veio What Do You Mean e o estrago se consagrou com o lançamento de Sorry.
Mas agora que parei para analisar a situação, percebi um elo entre todas as músicas que me fizeram gostar do Justin Bieber: mulheres.
Pra falar a verdade, meu primeiro indício de que poderia gostar das músicas aconteceu com a música Beauty and The Beat.
E quem aparece no clipe? Nicki Minaj.
Tudo bem que ele canta basicamente que quer desfilar com a moça por aí, a boa e velha objetificação. A Nick também vacila dizendo em determinado verso que vai ter que tomar cuidado com a Selena e talz. Rivalidade feminina: zZzZzzzZZZz. Ainda assim, a batida me pegou.
Depois teve Where Are U Now.
Dessa vez, na parceria com Diplo e Skrillex, ele canta as sofrências de um omi abandonado. Que na verdade a gente nem sabe se foi abandonado, né? Pode ser só aquela história de cara legal que acha que só porque foi legal, a mulher tem que dar algo em troca.
Eu te dei atenção
Quando ninguém dava
Te dei a minha camisa
O que você está dizendo?
Para te manter aquecida
Te mostrei o jogo que todo mundo estava jogando
Sem dúvida
E eu estava de joelhos
Quando ninguém estava orando, oh Senhor
Mas aí, ele veio e lançou What Do You Mean e ganhou selinho feminista de aprovação ao perguntar pra gata o que ela quer dizer. Em entrevista sobre o significado da música, ele disse: “As meninas são muitas vezes apenas flip-floppy. Elas dizem uma coisa e querem dizer outra. Então, o que você quer dizer? Eu realmente não sei, é por isso que eu estou perguntado.”
Mas a cereja do bolo pra mim realmente veio com o lançamento do clipe de Sorry. Foi uma música que foi crescendo em mim. Ouvi a primeira vez e achei ok. Aí eu vi o clipe.
Minha relação com a música Sorry:
Depois de ver o clipe:
O clipe é estrelado e coreografado pela musa Parris Goebel e tem a galera dos grupos de dança ReQuest e Royal Family, da Nova Zelândia. Pq Justin arrasou? Pq ele chamou essas mulheres maravilhosas e ele NEM APARECE NO CLIPE!! Depois de ver essas moças dançando, a música ganha uma proporção animalesca que te faz querer dançar e ser fodona igual a elas. Elas não são objeto, elas são sujeito. E usam o corpo pelo talento que tem, não pela aparência. Elas são donas do próprio corpo. Peça quantas desculpas quiser, queridinho, tamos aqui com as amigas curtindo de boas. Parris também dirigiu o clipe, então não tem nada de male gaze por ali.
Um detalhe que descobri lendo uma matéria da Rolling Stones gringa: ela tem 23 anos. Ela tem um estúdio de dança fodástico chamado Palace e batizou o estilo de movimentos de Polyswagg. Repita essa palavra 3x na frente do espelho enquanto rebola até o chão. Dentre outros artistas para quem ela já fez coreografia estão Nick Minaj, Janet Jackson e J.Lo.
Este vídeo é de um ensaio *___*
No final do ano passado, o Justin fez a Beyoncé e lançou vários clipes das músicas do disco novo Purpose de uma vez. A ideia do projeto é que ele reencontrou o propósito na vida depois de ter sido um babaca durante muito tempo. Ele disse:
Eu podia sentir a energia das pessoas, e não me importar, também. Tipo, eu não dava a mínima se alguém gostava de mim ou não. E aí que as coisas começaram a ir mal, porque eu estava tão envolvido em ‘eu’, ‘eu, ‘eu’, ‘eu’, ‘eu’…. Algumas vezes, você sente que ‘cara, eu não quero mais fazer isso’. Sinto que perdi meu propósito por um tempo
Eu me sinto muito, muito diferente. Eu me sinto completamente oposta. Eu me sinto muito livre e indestrutível, que nada pode me parar e me machucar. Eu só fico mais confiante e feroz … Eu sou um tipo que intimida. As pessoas ficam com medo de mim. (…)Para mim, a história que eu conto quando eu estou dançando é que sou o azarão, que não tem sido fácil, mas que eu sou uma jovem mulher confiante, bem sucedida, que faz e está seguindo os sonhos.
Há uns meses eu venho querendo escrever este post sobre um guilty pleasure que começou ano passado: estou gostando das músicas do Justin Bieber. Hoje, enfim, tomei coragem depois de assistir a este vídeo maravilhoso da maravilhosa Jout Jout que resume bem esse momento e que me fez perceber que não estou sozinha.
Tudo começou quando meu amigo Nathan chegou um dia em casa ouvindo uma música muito boa. Era Where Are U Now. Meu choque foi tremendo quando descobrimos se tratar de uma música do rapaz que tanto rechaçamos. Daí em diante, foi um caminho sem volta. Depois veio What Do You Mean e o estrago se consagrou com o lançamento de Sorry.
Mas agora que parei para analisar a situação, percebi um elo entre todas as músicas que me fizeram gostar do Justin Bieber: mulheres.
Pra falar a verdade, meu primeiro indício de que poderia gostar das músicas aconteceu com a música Beauty and The Beat.
E quem aparece no clipe? Nicki Minaj.
Tudo bem que ele canta basicamente que quer desfilar com a moça por aí, a boa e velha objetificação. A Nick também vacila dizendo em determinado verso que vai ter que tomar cuidado com a Selena e talz. Rivalidade feminina: zZzZzzzZZZz. Ainda assim, a batida me pegou.
Depois teve Where Are U Now.
Dessa vez, na parceria com Diplo e Skrillex, ele canta as sofrências de um omi abandonado. Que na verdade a gente nem sabe se foi abandonado, né? Pode ser só aquela história de cara legal que acha que só porque foi legal, a mulher tem que dar algo em troca.
Eu te dei atenção
Quando ninguém dava
Te dei a minha camisa
O que você está dizendo?
Para te manter aquecida
Te mostrei o jogo que todo mundo estava jogando
Sem dúvida
E eu estava de joelhos
Quando ninguém estava orando, oh Senhor
Mas aí, ele veio e lançou What Do You Mean e ganhou selinho feminista de aprovação ao perguntar pra gata o que ela quer dizer. Em entrevista sobre o significado da música, ele disse: “As meninas são muitas vezes apenas flip-floppy. Elas dizem uma coisa e querem dizer outra. Então, o que você quer dizer? Eu realmente não sei, é por isso que eu estou perguntado.”
Mas a cereja do bolo pra mim realmente veio com o lançamento do clipe de Sorry. Foi uma música que foi crescendo em mim. Ouvi a primeira vez e achei ok. Aí eu vi o clipe.
Minha relação com a música Sorry:
Depois de ver o clipe:
O clipe é estrelado e coreografado pela musa Parris Goebel e tem a galera dos grupos de dança ReQuest e Royal Family, da Nova Zelândia. Pq Justin arrasou? Pq ele chamou essas mulheres maravilhosas e ele NEM APARECE NO CLIPE!! Depois de ver essas moças dançando, a música ganha uma proporção animalesca que te faz querer dançar e ser fodona igual a elas. Elas não são objeto, elas são sujeito. E usam o corpo pelo talento que tem, não pela aparência. Elas são donas do próprio corpo. Peça quantas desculpas quiser, queridinho, tamos aqui com as amigas curtindo de boas. Parris também dirigiu o clipe, então não tem nada de male gaze por ali.
Um detalhe que descobri lendo uma matéria da Rolling Stones gringa: ela tem 23 anos. Ela tem um estúdio de dança fodástico chamado Palace e batizou o estilo de movimentos de Polyswagg. Repita essa palavra 3x na frente do espelho enquanto rebola até o chão. Dentre outros artistas para quem ela já fez coreografia estão Nick Minaj, Janet Jackson e J.Lo.
Este vídeo é de um ensaio *___*
No final do ano passado, o Justin fez a Beyoncé e lançou vários clipes das músicas do disco novo Purpose de uma vez. A ideia do projeto é que ele reencontrou o propósito na vida depois de ter sido um babaca durante muito tempo. Ele disse:
Eu podia sentir a energia das pessoas, e não me importar, também. Tipo, eu não dava a mínima se alguém gostava de mim ou não. E aí que as coisas começaram a ir mal, porque eu estava tão envolvido em ‘eu’, ‘eu, ‘eu’, ‘eu’, ‘eu’…. Algumas vezes, você sente que ‘cara, eu não quero mais fazer isso’. Sinto que perdi meu propósito por um tempo
Eu me sinto muito, muito diferente. Eu me sinto completamente oposta. Eu me sinto muito livre e indestrutível, que nada pode me parar e me machucar. Eu só fico mais confiante e feroz … Eu sou um tipo que intimida. As pessoas ficam com medo de mim. (…)Para mim, a história que eu conto quando eu estou dançando é que sou o azarão, que não tem sido fácil, mas que eu sou uma jovem mulher confiante, bem sucedida, que faz e está seguindo os sonhos.
Há uns meses eu venho querendo escrever este post sobre um guilty pleasure que começou ano passado: estou gostando das músicas do Justin Bieber. Hoje, enfim, tomei coragem depois de assistir a este vídeo maravilhoso da maravilhosa Jout Jout que resume bem esse momento e que me fez perceber que não estou sozinha.
Tudo começou quando meu amigo Nathan chegou um dia em casa ouvindo uma música muito boa. Era Where Are U Now. Meu choque foi tremendo quando descobrimos se tratar de uma música do rapaz que tanto rechaçamos. Daí em diante, foi um caminho sem volta. Depois veio What Do You Mean e o estrago se consagrou com o lançamento de Sorry.
Mas agora que parei para analisar a situação, percebi um elo entre todas as músicas que me fizeram gostar do Justin Bieber: mulheres.
Pra falar a verdade, meu primeiro indício de que poderia gostar das músicas aconteceu com a música Beauty and The Beat.
E quem aparece no clipe? Nicki Minaj.
Tudo bem que ele canta basicamente que quer desfilar com a moça por aí, a boa e velha objetificação. A Nick também vacila dizendo em determinado verso que vai ter que tomar cuidado com a Selena e talz. Rivalidade feminina: zZzZzzzZZZz. Ainda assim, a batida me pegou.
Depois teve Where Are U Now.
Dessa vez, na parceria com Diplo e Skrillex, ele canta as sofrências de um omi abandonado. Que na verdade a gente nem sabe se foi abandonado, né? Pode ser só aquela história de cara legal que acha que só porque foi legal, a mulher tem que dar algo em troca.
Eu te dei atenção
Quando ninguém dava
Te dei a minha camisa
O que você está dizendo?
Para te manter aquecida
Te mostrei o jogo que todo mundo estava jogando
Sem dúvida
E eu estava de joelhos
Quando ninguém estava orando, oh Senhor
Mas aí, ele veio e lançou What Do You Mean e ganhou selinho feminista de aprovação ao perguntar pra gata o que ela quer dizer. Em entrevista sobre o significado da música, ele disse: “As meninas são muitas vezes apenas flip-floppy. Elas dizem uma coisa e querem dizer outra. Então, o que você quer dizer? Eu realmente não sei, é por isso que eu estou perguntado.”
Mas a cereja do bolo pra mim realmente veio com o lançamento do clipe de Sorry. Foi uma música que foi crescendo em mim. Ouvi a primeira vez e achei ok. Aí eu vi o clipe.
Minha relação com a música Sorry:
Depois de ver o clipe:
O clipe é estrelado e coreografado pela musa Parris Goebel e tem a galera dos grupos de dança ReQuest e Royal Family, da Nova Zelândia. Pq Justin arrasou? Pq ele chamou essas mulheres maravilhosas e ele NEM APARECE NO CLIPE!! Depois de ver essas moças dançando, a música ganha uma proporção animalesca que te faz querer dançar e ser fodona igual a elas. Elas não são objeto, elas são sujeito. E usam o corpo pelo talento que tem, não pela aparência. Elas são donas do próprio corpo. Peça quantas desculpas quiser, queridinho, tamos aqui com as amigas curtindo de boas. Parris também dirigiu o clipe, então não tem nada de male gaze por ali.
Um detalhe que descobri lendo uma matéria da Rolling Stones gringa: ela tem 23 anos. Ela tem um estúdio de dança fodástico chamado Palace e batizou o estilo de movimentos de Polyswagg. Repita essa palavra 3x na frente do espelho enquanto rebola até o chão. Dentre outros artistas para quem ela já fez coreografia estão Nick Minaj, Janet Jackson e J.Lo.
Este vídeo é de um ensaio *___*
No final do ano passado, o Justin fez a Beyoncé e lançou vários clipes das músicas do disco novo Purpose de uma vez. A ideia do projeto é que ele reencontrou o propósito na vida depois de ter sido um babaca durante muito tempo. Ele disse:
Eu podia sentir a energia das pessoas, e não me importar, também. Tipo, eu não dava a mínima se alguém gostava de mim ou não. E aí que as coisas começaram a ir mal, porque eu estava tão envolvido em ‘eu’, ‘eu, ‘eu’, ‘eu’, ‘eu’…. Algumas vezes, você sente que ‘cara, eu não quero mais fazer isso’. Sinto que perdi meu propósito por um tempo
Eu me sinto muito, muito diferente. Eu me sinto completamente oposta. Eu me sinto muito livre e indestrutível, que nada pode me parar e me machucar. Eu só fico mais confiante e feroz … Eu sou um tipo que intimida. As pessoas ficam com medo de mim. (…)Para mim, a história que eu conto quando eu estou dançando é que sou o azarão, que não tem sido fácil, mas que eu sou uma jovem mulher confiante, bem sucedida, que faz e está seguindo os sonhos.
Hoje vi uma ~~notícia linda~~ de que o dólar atingiu o maior valor desde 2004. Bem agora que eu estou planejando ir para a Tailândia. Todo mundo diz que lá é super barato, mas o dólar tá fazendo o favor de estragar. Mas este post não é para falar sobre isso. Na verdade, tudo isso me fez lembrar de uma viagem que fiz no ano passado. No mês de julho, tive que viajar para Cuiabá a trabalho e me deparei com um final de semana livre. Tentei convencer meu namorado na época a ir para lá me encontrar, mas ele não ia poder por causa do trabalho.
Em Cuiabá, me deparei com: refrigerante sendo servido no saquinho plástico porque lá não pode levar a garrafa de vidro embora, estrelas cadentes, capivaras na estrada, lindas plantações de algodão, Mirante da Chapada, Boca do inferno e inferninho. Também fui a um maravilhoso rodizio de peixes em que provei pacu, pirarucu, jacaré, arraia, peixe grelhado, à milanesa, purê de batata com maçã verde. Lá tinha a maior concentração de carros brancos (além dos táxis), catracas e cobradores nos pontos de ônibus e as pessoas e serviços mais atenciosos de tudo quanto é lugar que já visitei. Que surpresa ótima esse Centro-Oeste. Como um ipê amarelo no meio da estrada. Em vez de ficar ilhada no hotel vendo Netflix travado, fiz a única coisa que poderia fazer: me joguei.
Sábado no Pantanal
Como estava sozinha, fui até uma agência de viagens indicada por um amigo (Interativa Pantanal) para ver se eles ofereciam algum pacote. Escolhi passar um dia no Pantanal, porque, né? É o Pantanal, gente! Eu sou do Rio, moro em São Paulo, quando que ia ter essa chance de novo? O passeio incluía transporte de van até a entrada da Transpantaneira, passeio de barco por lá, almoço e volta. Não lembro quanto paguei na época, mas o preço hoje no site tá R$ 75.
Na van conheci duas meninas engenheiras de Vitória, Alice e Gabriela, e mais uma inglesa, Ruth, que tava viajando a América Latina sozinha (aliás, devo contar essa história fantástica num próximo post). A escolha não poderia ter sido mais acertada e logo vi que a preocupação de que fossem me achar #foreveralone – que durou apenas 1 minuto no hotel mas que confesso que existiu – era uma grandissíssississima bobagem.
Chegamos na Transpantaneira umas nove e pouco, dez horas. Tiramos foto na porta de entrada da estrada de terra que adentra o pantanal. Na porta, uma recepção de filhotes de jacaré. Nos km seguintes vimos jacarés de boca aberta que pareciam rir. Mas o motorista explicou que eles não estavam rindo nem chocados com meu lindo look verde e vermelho… Isso é só algo que eles aparentemente fazem para regular a temperatura do corpo. “Choveu muito e o rio esta demorando pra baixar, mas normalmente nesta época já costuma ter mais de mil jacarés juntos. Em todo o pantanal, estima-se que tenha 3.5 milhões de jacarés”, disse o motorista animadinho. Me senti um pouco mal lembrando da carne de jacaré do rodízio. “Eles que são servidos no rodízio?”. “Não, tem dois grandes produtores de jacarés em cativeiro, com uns 100 mil cada, que abastecem restaurantes e produtores de bolsas e calcados”. Ufa… Não, pera.
O Pantanal é imenso! Tem 250 mil km², o equivalente a Bélgica, Holanda e mais outro país aí juntos. Sendo que 140 mil km² ficam no Brasil e o resto na Bolívia e no Paraguai. E aqui é um dos poucos lugares em que você pode ver uma ema atravessando a estrada de terra. O carro se aproximou, ela se assustou e correu como louca. Uma das cenas mais engraçadas que vi recentemente. Claro que fiquei o resto da semana com o “canto da ema” na cabeça.
Não cheguei a ver nenhuma onça, troféu da região, pois o número delas diminuiu bastante por causa da ocupação do homem. Mas vimos outros bichos. Um pássaro conhecido como cafézinho. Pequeno e marrom e preto. Além de pescadores no meio da água a poucos metros dos jacarés de boaça pescando. O mais lindo foi um trio de araras azuis pousado numa árvore que depois deu um rasante por cima da van. Mais um veado fêmea e um ninho de Tuiuiu.
Um hotel serviu de ponto base e fizemos um passeio de barco com um guia mega figura, depois almoçamos, ficamos na piscina, pescamos piranha e jogamos para os jacarés e depois voltamos. Cheguei em Cuiabá por volta das 19h a tempo de ir a um show do Caetano Veloso que estava rolando na cidade.
Domingo na Chapada dos Guimarães
Como fui a trabalho, visitei algumas cidades próximas de Cuiabá e na estrada passei pela Chapada. A vista dos morros alaranjados me impressionou demais de tão lindo e fiquei indignada com o fato de já ter ouvido falar mais do Grand Canyon do que daqui. Foda-se o Halloween, viva a cultura nacional! Gente, ces não tão ligadas! É muito lindo.
Descobri que rolava uma trilha por sete cachoeiras na Chapada, mas a cia de turismo só fazia o passeio às quintas-feiras (VAI ENTENDER…). O motorista querido da van que me levou pro Pantanal me indicou uma guia para fazer o passeio pelas cachoeiras que me indicou a maravilhosa Micheli, uma moça super do bem que além de ser guia da Chapada dos Guimarães também é super entusiasta das marionetes e que me contou toda a história dessa arte no Brasil (aparentemente, o movimento é mais forte no nordeste e no centro-oeste. Queria ter escrito este texto antes para lembrar de tudo). O passeio das cachoeiras só pode ser feito com guias porque tem umas galera aí que sujam tudo, já morreram e tal e aí restringiram o acesso.
A cidade da Chapada fica uns km de Cuiabá, mas rola um ônibus de uns R$ 12. Peguei um táxi até a rodoviária e achei o ônibus facilmente. Ele estava fazendo a curva para ir embora e o seguinte só partiria duas horas mais tarde. Corri feito condenada e alcancei o ônibus. Lá dentro, o trajeto de uma hora foi regado por deleites musicais da região.
Encontrei a Micheli na cidadezinha e logo partimos para a entrada do parque. Ela disse que eu não sou a única a ir sozinha e que os guias da região já estão acostumados com isso. O normal é indicar guias mulheres para esses casos. A trilha foi tranquila, sensacional e indico para todo mundo que curte natureza. Passamos pela cachoeria 7 de setembro, cachoeira do pulo (linda e com prainha aconchegante), Véu de noiva, Cachoeira Degrau, Cachoeira Prainha e Cachoeira das andorinhas. Achei as duas últimas as mais legais. O passeio custou uns R$ 120 (inclui carro até a entrada), mas porque eu tava sozinha. Se for em grupo sai mais barato para cada um.
Tudo começou quando meu amigo Nathan chegou um dia em casa ouvindo uma música muito boa. Era Where Are U Now. Meu choque foi tremendo quando descobrimos se tratar de uma música do rapaz que tanto rechaçamos. Daí em diante, foi um caminho sem volta. Depois veio What Do You Mean e o estrago se consagrou com o lançamento de Sorry.
Mas agora que parei para analisar a situação, percebi um elo entre todas as músicas que me fizeram gostar do Justin Bieber: mulheres.
Pra falar a verdade, meu primeiro indício de que poderia gostar das músicas aconteceu com a música Beauty and The Beat.
E quem aparece no clipe? Nicki Minaj.
Tudo bem que ele canta basicamente que quer desfilar com a moça por aí, a boa e velha objetificação. A Nick também vacila dizendo em determinado verso que vai ter que tomar cuidado com a Selena e talz. Rivalidade feminina: zZzZzzzZZZz. Ainda assim, a batida me pegou.
Depois teve Where Are U Now.
Dessa vez, na parceria com Diplo e Skrillex, ele canta as sofrências de um omi abandonado. Que na verdade a gente nem sabe se foi abandonado, né? Pode ser só aquela história de cara legal que acha que só porque foi legal, a mulher tem que dar algo em troca.
Eu te dei atenção
Quando ninguém dava
Te dei a minha camisa
O que você está dizendo?
Para te manter aquecida
Te mostrei o jogo que todo mundo estava jogando
Sem dúvida
E eu estava de joelhos
Quando ninguém estava orando, oh Senhor
Mas aí, ele veio e lançou What Do You Mean e ganhou selinho feminista de aprovação ao perguntar pra gata o que ela quer dizer. Em entrevista sobre o significado da música, ele disse: “As meninas são muitas vezes apenas flip-floppy. Elas dizem uma coisa e querem dizer outra. Então, o que você quer dizer? Eu realmente não sei, é por isso que eu estou perguntado.”
Mas a cereja do bolo pra mim realmente veio com o lançamento do clipe de Sorry. Foi uma música que foi crescendo em mim. Ouvi a primeira vez e achei ok. Aí eu vi o clipe.
Minha relação com a música Sorry:
Depois de ver o clipe:
O clipe é estrelado e coreografado pela musa Parris Goebel e tem a galera dos grupos de dança ReQuest e Royal Family, da Nova Zelândia. Pq Justin arrasou? Pq ele chamou essas mulheres maravilhosas e ele NEM APARECE NO CLIPE!! Depois de ver essas moças dançando, a música ganha uma proporção animalesca que te faz querer dançar e ser fodona igual a elas. Elas não são objeto, elas são sujeito. E usam o corpo pelo talento que tem, não pela aparência. Elas são donas do próprio corpo. Peça quantas desculpas quiser, queridinho, tamos aqui com as amigas curtindo de boas. Parris também dirigiu o clipe, então não tem nada de male gaze por ali.
Um detalhe que descobri lendo uma matéria da Rolling Stones gringa: ela tem 23 anos. Ela tem um estúdio de dança fodástico chamado Palace e batizou o estilo de movimentos de Polyswagg. Repita essa palavra 3x na frente do espelho enquanto rebola até o chão. Dentre outros artistas para quem ela já fez coreografia estão Nick Minaj, Janet Jackson e J.Lo.
Este vídeo é de um ensaio *___*
No final do ano passado, o Justin fez a Beyoncé e lançou vários clipes das músicas do disco novo Purpose de uma vez. A ideia do projeto é que ele reencontrou o propósito na vida depois de ter sido um babaca durante muito tempo. Ele disse:
Eu podia sentir a energia das pessoas, e não me importar, também. Tipo, eu não dava a mínima se alguém gostava de mim ou não. E aí que as coisas começaram a ir mal, porque eu estava tão envolvido em ‘eu’, ‘eu, ‘eu’, ‘eu’, ‘eu’…. Algumas vezes, você sente que ‘cara, eu não quero mais fazer isso’. Sinto que perdi meu propósito por um tempo
Eu me sinto muito, muito diferente. Eu me sinto completamente oposta. Eu me sinto muito livre e indestrutível, que nada pode me parar e me machucar. Eu só fico mais confiante e feroz … Eu sou um tipo que intimida. As pessoas ficam com medo de mim. (…)Para mim, a história que eu conto quando eu estou dançando é que sou o azarão, que não tem sido fácil, mas que eu sou uma jovem mulher confiante, bem sucedida, que faz e está seguindo os sonhos.
Tudo começou quando meu amigo Nathan chegou um dia em casa ouvindo uma música muito boa. Era Where Are U Now. Meu choque foi tremendo quando descobrimos se tratar de uma música do rapaz que tanto rechaçamos. Daí em diante, foi um caminho sem volta. Depois veio What Do You Mean e o estrago se consagrou com o lançamento de Sorry.
Mas agora que parei para analisar a situação, percebi um elo entre todas as músicas que me fizeram gostar do Justin Bieber: mulheres.
Pra falar a verdade, meu primeiro indício de que poderia gostar das músicas aconteceu com a música Beauty and The Beat.
E quem aparece no clipe? Nicki Minaj.
Tudo bem que ele canta basicamente que quer desfilar com a moça por aí, a boa e velha objetificação. A Nick também vacila dizendo em determinado verso que vai ter que tomar cuidado com a Selena e talz. Rivalidade feminina: zZzZzzzZZZz. Ainda assim, a batida me pegou.
Depois teve Where Are U Now.
Dessa vez, na parceria com Diplo e Skrillex, ele canta as sofrências de um omi abandonado. Que na verdade a gente nem sabe se foi abandonado, né? Pode ser só aquela história de cara legal que acha que só porque foi legal, a mulher tem que dar algo em troca.
Eu te dei atenção
Quando ninguém dava
Te dei a minha camisa
O que você está dizendo?
Para te manter aquecida
Te mostrei o jogo que todo mundo estava jogando
Sem dúvida
E eu estava de joelhos
Quando ninguém estava orando, oh Senhor
Mas aí, ele veio e lançou What Do You Mean e ganhou selinho feminista de aprovação ao perguntar pra gata o que ela quer dizer. Em entrevista sobre o significado da música, ele disse: “As meninas são muitas vezes apenas flip-floppy. Elas dizem uma coisa e querem dizer outra. Então, o que você quer dizer? Eu realmente não sei, é por isso que eu estou perguntado.”
Mas a cereja do bolo pra mim realmente veio com o lançamento do clipe de Sorry. Foi uma música que foi crescendo em mim. Ouvi a primeira vez e achei ok. Aí eu vi o clipe.
Minha relação com a música Sorry:
Depois de ver o clipe:
O clipe é estrelado e coreografado pela musa Parris Goebel e tem a galera dos grupos de dança ReQuest e Royal Family, da Nova Zelândia. Pq Justin arrasou? Pq ele chamou essas mulheres maravilhosas e ele NEM APARECE NO CLIPE!! Depois de ver essas moças dançando, a música ganha uma proporção animalesca que te faz querer dançar e ser fodona igual a elas. Elas não são objeto, elas são sujeito. E usam o corpo pelo talento que tem, não pela aparência. Elas são donas do próprio corpo. Peça quantas desculpas quiser, queridinho, tamos aqui com as amigas curtindo de boas. Parris também dirigiu o clipe, então não tem nada de male gaze por ali.
Um detalhe que descobri lendo uma matéria da Rolling Stones gringa: ela tem 23 anos. Ela tem um estúdio de dança fodástico chamado Palace e batizou o estilo de movimentos de Polyswagg. Repita essa palavra 3x na frente do espelho enquanto rebola até o chão. Dentre outros artistas para quem ela já fez coreografia estão Nick Minaj, Janet Jackson e J.Lo.
Este vídeo é de um ensaio *___*
No final do ano passado, o Justin fez a Beyoncé e lançou vários clipes das músicas do disco novo Purpose de uma vez. A ideia do projeto é que ele reencontrou o propósito na vida depois de ter sido um babaca durante muito tempo. Ele disse:
Eu podia sentir a energia das pessoas, e não me importar, também. Tipo, eu não dava a mínima se alguém gostava de mim ou não. E aí que as coisas começaram a ir mal, porque eu estava tão envolvido em ‘eu’, ‘eu, ‘eu’, ‘eu’, ‘eu’…. Algumas vezes, você sente que ‘cara, eu não quero mais fazer isso’. Sinto que perdi meu propósito por um tempo
Eu me sinto muito, muito diferente. Eu me sinto completamente oposta. Eu me sinto muito livre e indestrutível, que nada pode me parar e me machucar. Eu só fico mais confiante e feroz … Eu sou um tipo que intimida. As pessoas ficam com medo de mim. (…)Para mim, a história que eu conto quando eu estou dançando é que sou o azarão, que não tem sido fácil, mas que eu sou uma jovem mulher confiante, bem sucedida, que faz e está seguindo os sonhos.