Girl power no Japão

Foto: Tomorrow Girls Troop

A “Dazed” fez um perfil bem legal do grupo Tomorrow Girls Troop. São ativistas, artistas, acadêmicas, mas nunca saberemos quem realmente porque elas usam máscaras de coelhos. Algo semelhante às Guerrilla Girls, que, por sua vez, vestem máscaras de gorilas para falarem de girl power.

“O coelho é inteligente, mas impotente. Um monte de meninas japonesas se associam aos coelhos”, diz uma das fundadoras do TGT.

O Tomorrow Girls Troop pretende recuperar e redefinir o bichinho como um símbolo de poder, e usar como mensagem de sensibilização para o feminismo e a igualdade de gênero em um dos lugares de patriarcado mais entrincheirado no mundo desenvolvido, o Japão.

Elas já mexeram com a lei (protestando contra a restrição do sobrenome único em casais no Japão), com a cultura popular (parodiando e criticando representações de mulheres em revistas e propagandas), e até com a linguagem (elas querem mudar a definição de “feminismo” no dicionário japonês).

Mais minas para nos inspirarmos na luta do dia a dia!

[caption id="attachment_10037" align="aligncenter" width="700"]Fazendo máscaras de coelhos em Tóquio. (Foto: Tomorrow Girls Troop) Fazendo máscaras de coelhos em Tóquio. (Foto: Tomorrow Girls Troop)[/caption]
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Lauren Mayberry fala sobre ex abusivo

Em meio à divulgação do álbum “Every open eye“, Lauren Mayberry, vocalista da banda eletrônica escocesa Chvrches, publicou um texto na newsletter Lenny, organizada pela criadora da série “GirlsLena Dunham, sobre um antigo relacionamento abusivo que ela teve.

No seu depoimento, ela conta que foi empurrada contra a parede e o cara bateu várias vezes na cabeça dela. Quando ela ficou em estado de choque, ele disse: “Não aja como se eu tivesse batido em você.” Foi nesse momento que ela se tocou que deveria cair fora.

O artigo é intitulado “Minha vida, minha voz, meu corpo, minhas regras”. Aqui, destaco alguns trechos:

“Quando nos conhecemos, ele parecia encantador. Ele era inteligente, apaixonado, criativo e solidário. Mas, após os primeiros meses, ele se tornou cada vez mais paranóico, inseguro, ciumento, e deprimido. Tudo se tornou minha culpa. Eu era descuidada. Eu era idiota. Eu era egoísta. Eu não era confiável. Eu era uma pessoa fraca que iria falhar em qualquer coisa que tentasse, então não deveria me preocupar. Ele me odiava, mas então ele me amava e eu era a melhor pessoa do mundo – até que eu não era mais.”

“Eu deveria saber que em algum nível a situação não estava certa. Eu deliberadamente escondi um monte de detalhes de pessoas próximas a mim, discretamente encobri as rachaduras na esperança de que era “só uma fase” ou com a noção equivocada de que eu tinha de alguma forma me metido nessa confusão e era o meu trabalho sair dela. Eu disse mentirinhas para esconder sua agressão passiva (ou agressão óbvia e definitiva) do mundo exterior.”

“Após estar imersa nessa situação por tanto tempo, eu comecei a questionar minha própria competência e desconfiar de minhas próprias opiniões, e minha saúde física e mental se deterioraram a um ponto que amigos e familiares tiveram que intervir.”

“Uma relação pode ser profundamente prejudicial sem que ninguém deixe marcas em você. Tantas pessoas – especialmente mulheres jovens – acabam tentando manter esses relacionamentos emocionalmente abusivos porque não acham que é tão ruim assim e que nós somos realmente algumas sortudas porque não experimentamos o abuso ‘real’.”

lauren
 

Lembrando que, no Brasil, para falar com a central de atendimento à mulher é só ligar no 180.

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A “Dazed” fez um perfil bem legal do grupo Tomorrow Girls Troop. São ativistas, artistas, acadêmicas, mas nunca saberemos quem realmente porque elas usam máscaras de coelhos. Algo semelhante às Guerrilla Girls, que, por sua vez, vestem máscaras de gorilas para falarem de girl power.

“O coelho é inteligente, mas impotente. Um monte de meninas japonesas se associam aos coelhos”, diz uma das fundadoras do TGT.

O Tomorrow Girls Troop pretende recuperar e redefinir o bichinho como um símbolo de poder, e usar como mensagem de sensibilização para o feminismo e a igualdade de gênero em um dos lugares de patriarcado mais entrincheirado no mundo desenvolvido, o Japão.

Elas já mexeram com a lei (protestando contra a restrição do sobrenome único em casais no Japão), com a cultura popular (parodiando e criticando representações de mulheres em revistas e propagandas), e até com a linguagem (elas querem mudar a definição de “feminismo” no dicionário japonês).

Mais minas para nos inspirarmos na luta do dia a dia!

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