Girl power no Japão

Foto: Tomorrow Girls Troop

A “Dazed” fez um perfil bem legal do grupo Tomorrow Girls Troop. São ativistas, artistas, acadêmicas, mas nunca saberemos quem realmente porque elas usam máscaras de coelhos. Algo semelhante às Guerrilla Girls, que, por sua vez, vestem máscaras de gorilas para falarem de girl power.

“O coelho é inteligente, mas impotente. Um monte de meninas japonesas se associam aos coelhos”, diz uma das fundadoras do TGT.

O Tomorrow Girls Troop pretende recuperar e redefinir o bichinho como um símbolo de poder, e usar como mensagem de sensibilização para o feminismo e a igualdade de gênero em um dos lugares de patriarcado mais entrincheirado no mundo desenvolvido, o Japão.

Elas já mexeram com a lei (protestando contra a restrição do sobrenome único em casais no Japão), com a cultura popular (parodiando e criticando representações de mulheres em revistas e propagandas), e até com a linguagem (elas querem mudar a definição de “feminismo” no dicionário japonês).

Mais minas para nos inspirarmos na luta do dia a dia!

[caption id="attachment_10037" align="aligncenter" width="700"]Fazendo máscaras de coelhos em Tóquio. (Foto: Tomorrow Girls Troop) Fazendo máscaras de coelhos em Tóquio. (Foto: Tomorrow Girls Troop)[/caption]
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Ouça: Japanese Breakfast

Se você procurar “japanese breakfast” no Google, encontrará uma belíssima refeição com arroz, vegetais, sopa, peixe… O que é uma boa dica para começar o dia, mas proponho que digite “Japanese Breakfast band” e encontrará uma coisa tão delicinha quanto, que é esse projeto solo da cantora e compositora Michelle Zauner. Detalhe: ela é coreana, não japonesa!

Zauner vive em Eugene, Oregon, nos EUA, e lançou dois discos da Japanese Breakfast: “Psychopomp” (2016) e “Soft Sounds from Another Planet” (2017).

Eu recomendo MUITO que escutem o álbum “Soft Sounds from Another Planet”, que saiu faz pouquíssimo tempo. O single que ela divulgou primeiro desse disco é “Machinist”:


“Machinist” é uma narrativa de ficção científica sobre uma mulher que se apaixona por um robô. No vídeo acima, ela alucina com o combustível do foguete e destrói sua nave espacial na tentativa de construir um corpo para o robô que ela ama.

Mas a música que eu curto mesmo é “Road Head”, melancólica que só:

Sobre a “Road Head” para a Teen Vogue:

Há alguns anos eu estava namorando um músico de sucesso. Eu estava realmente presa de forma criativa, e essa pessoa não era muito encorajadora para mim e era como um egomaníaco. Eu estava realmente lutando para encontrar minha própria voz, e ele dizia como, “Bem, talvez isso não seja para você. Talvez você devesse tentar fazer outra coisa”. Na época, apenas doía tanto. Ele era uma pessoa tão tóxica, e não percebi na época, porque eu realmente o amava. Essa música é sobre como às vezes você tenta fazer algo selvagem e fora do comum, como um último esforço divertido para ressuscitar um relacionamento. E acaba por ser o sentimento mais triste e vazio que faz você perceber que não é para ser. Eu deixei essa pessoa há muitos anos e percebi o quão emocionalmente abusivo ele era para mim e quanto ele realmente me impediu de perseguir minha própria voz

 

Em outras entrevistas, Zauner disse que o conceito original do álbum seria fazer algo sci-fi mesmo, que cada música tivesse um sentimento atmosférico e tridimensional, que fizesse as pessoas flutuarem através de um espaço reflexivo.

A morte de sua mãe, vítima de câncer, influenciou muito na criação da Japanese Breakfast. Foi para enfrentar esse luto e sofrimento que ela começou a compôr para o primeiro disco, “Psychopomp”.

Ela também afirma que não curte K-pop, apesar de ser coreana e as pessoas questionarem muito sobre sua relação com a cultura do país. Fleetwood Mac é uma de suas influências musicais.

Aqui uma entrevista que ela deu para a Billboard sobre o segundo álbum:

Leia entrevistas dela para:

Teen Vogue
Interview Magazine
Spin
Vice
Glamour

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A “Dazed” fez um perfil bem legal do grupo Tomorrow Girls Troop. São ativistas, artistas, acadêmicas, mas nunca saberemos quem realmente porque elas usam máscaras de coelhos. Algo semelhante às Guerrilla Girls, que, por sua vez, vestem máscaras de gorilas para falarem de girl power.

“O coelho é inteligente, mas impotente. Um monte de meninas japonesas se associam aos coelhos”, diz uma das fundadoras do TGT.

O Tomorrow Girls Troop pretende recuperar e redefinir o bichinho como um símbolo de poder, e usar como mensagem de sensibilização para o feminismo e a igualdade de gênero em um dos lugares de patriarcado mais entrincheirado no mundo desenvolvido, o Japão.

Elas já mexeram com a lei (protestando contra a restrição do sobrenome único em casais no Japão), com a cultura popular (parodiando e criticando representações de mulheres em revistas e propagandas), e até com a linguagem (elas querem mudar a definição de “feminismo” no dicionário japonês).

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