Como chorar muito com um filme

Como chorar muito em um filme (Hotaru no Haka), por Letícia Mendes | Ovelha

Cheguei à conclusão de que os filmes que mais me fizeram sentir alguma emoção, lágrimas intensas e sorrisos sinceros, são os feitos pelo Studio Ghibli. Se você não conhece, amiga, pare de perder seu tempo. O Studio Ghibli foi fundado no Japão em 1985 por quatro caras: Hayao Miyazaki, Isao Takahata, Toshio Suzuki e Yasuyoshi Tokuma. Certamente Miyazaki é o mais famoso deles. Quase todo mundo já ouviu falar de “A viagem de Chihiro” (2001), uma das animações que ele dirigiu mais encantadoras de todas.

hotaru-no-haka-la-tumba-de-las-lucirnagas-novela-original-de-ayuki-1280x720

Mas o que me levou a escrever esse texto foi um longa do Takahata, chamado “Túmulo dos vagalumes” (1988). Céus! É uma das histórias mais tristes que já vi na vida. São dois irmãos, Seita e a pequenina Setsuko, que ficam órfãos durante a 2ª Guerra Mundial. A cumplicidade deles é linda e é o que faz você chorar mais ainda por conta do final trágico. É uma pena que não seja um filme tão conhecido no Brasil, mas tem legendado no YouTube.

tumulo

Do Takahata também tem os belíssimos “PomPoko: A grande batalha dos guaxinins” (1994) e “O conto da princesa Kaguya” (2013). Do Miyazaki, a recomendação é que você veja todos os filmes possíveis. Para citar alguns: “Meu amigo Totoro” (1988) – foooofo demais –, “O serviço de entregas da Kiki” (1989) – eu queria voar numa vassoura e usar um laço vermelho enorme na cabeça –, “Porco Rosso” (1992), “Princesa Mononoke” (1997), “O castelo animado” (2004), “Ponyo” (2008), e, o mais recente, “Vidas ao vento”.

Aliás, o drama de “Vidas ao vento” também se passa durante a 2ª Guerra Mundial, em que um jovem superinteligente chamado Jiro desenha aviões que ganham a finalidade de carregar bombas. “Le vent se lève il faut tenter de vivre” ou “o vento se vai é preciso tentar viver”, é uma frase citada pelo personagem. Studio Ghibli acaba comigo. É muita dor no coração, mas uma dor do bem.

10527844_10203638101569829_8256774737946907344_n

Outra dica, para quem é fanática como eu, é ver o documentário “Yume to kyôki no ohkoku” ou “The kingdom of dreams and madness”, que mostra a rotina do Miyazaki e de todos os funcionários do Studio Ghibli. É demais ver como as animações são criadas e todo o processo dos japas para distribuírem essas histórias que mexem com gente do mundo todo. Chorei.

Mais de Letícia Mendes

Clube do livro da Emma Watson

Emma Watson, atriz consagradíssima pela personagem Hermione Granger, da saga “Harry Potter”, formada em Literatura inglesa pela Universidade de Brown, e embaixadora global da boa vontade da ONU, anunciou nesta semana mais uma iniciativa belíssima.

Ela criou um clube do livro virtual, com o objetivo de fazer leituras conjuntas de obras relacionadas ao feminismo. Ela explica melhor nesse comunicado oficial:

“Como parte do meu trabalho na ONU mulheres, eu comecei a ler tantos livros e ensaios sobre a igualdade quanto minhas mãos alcançaram. Há tanta coisa incrível lá fora! Engraçada, inspiradora, triste, provocante, que empodera! Eu tenho descoberto tanto que, às vezes, eu sinto que minha cabeça está prestes a explodir… Eu decidi começar um clube do livro feminista, porque eu quero compartilhar o que estou aprendendo e ouvir seus pensamentos também. O plano é selecionar e ler um livro a cada mês, então discutir a obra durante a última semana do mês (para dar tempo a todos de ler!). Vou postar algumas perguntas/citações para começar as coisas, mas eu adoraria que isto crescesse para uma discussão aberta com e entre todos vocês. Sempre que possível eu espero ter a autora, ou outra voz proeminente sobre o assunto, junto à conversa.”

O primeiro livro é:

Após pedir sugestões de seus seguidores nas redes sociais, Emma decidiu chamar o clube de “Our Shared Shelf” (Nossa prateleira compartilhada, em tradução livre) e criou um grupo de discussões no site Goodreads.

CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NO CLUBE.

“My life on the road” (Minha vida na estrada) é escrito pela jornalista e ativista americana Gloria Steinem, que se engajou com o feminismo principalmente na década de 1960. No Brasil, foi publicado o livro “Memórias da transgressão”, uma coletânea de artigos publicados ao longo de vinte anos de carreira, que está indisponível nas livrarias.

Quem vai participar? \o/ \o/

Leia mais

Mas o que me levou a escrever esse texto foi um longa do Takahata, chamado “Túmulo dos vagalumes” (1988). Céus! É uma das histórias mais tristes que já vi na vida. São dois irmãos, Seita e a pequenina Setsuko, que ficam órfãos durante a 2ª Guerra Mundial. A cumplicidade deles é linda e é o que faz você chorar mais ainda por conta do final trágico. É uma pena que não seja um filme tão conhecido no Brasil, mas tem legendado no YouTube.

tumulo

Do Takahata também tem os belíssimos “PomPoko: A grande batalha dos guaxinins” (1994) e “O conto da princesa Kaguya” (2013). Do Miyazaki, a recomendação é que você veja todos os filmes possíveis. Para citar alguns: “Meu amigo Totoro” (1988) – foooofo demais –, “O serviço de entregas da Kiki” (1989) – eu queria voar numa vassoura e usar um laço vermelho enorme na cabeça –, “Porco Rosso” (1992), “Princesa Mononoke” (1997), “O castelo animado” (2004), “Ponyo” (2008), e, o mais recente, “Vidas ao vento”.

Aliás, o drama de “Vidas ao vento” também se passa durante a 2ª Guerra Mundial, em que um jovem superinteligente chamado Jiro desenha aviões que ganham a finalidade de carregar bombas. “Le vent se lève il faut tenter de vivre” ou “o vento se vai é preciso tentar viver”, é uma frase citada pelo personagem. Studio Ghibli acaba comigo. É muita dor no coração, mas uma dor do bem.

10527844_10203638101569829_8256774737946907344_n

Outra dica, para quem é fanática como eu, é ver o documentário “Yume to kyôki no ohkoku” ou “The kingdom of dreams and madness”, que mostra a rotina do Miyazaki e de todos os funcionários do Studio Ghibli. É demais ver como as animações são criadas e todo o processo dos japas para distribuírem essas histórias que mexem com gente do mundo todo. Chorei.

" />