Jogue: Oxenfree

8,0

10 Arte
8 Roteiro
8 Jogabilidade
10 Entretenimento
9

Oxenfree é um game que foi muito aguardado desde 2015. O jogo parece um filme adolescente geek dos anos 80 misturado com Poltergeist – e só essa premissa já é incrível. Os gráficos são maravilhosos, cenários incríveis que parecem pintados à mão. A trilha-sonora é uma delícia. E há também muito diálogo, com uma bela variedade de opções de interação como nos jogos da Telltale Games (famoso pela série game do The Walking Dead). Mas também temos o fator mais legal para nós, garotas: a protagonista é Alex, uma adolescente super divertida, destemida e inteligente.

Oxenfree é o primeiro jogo é da Night School Studios, e eles começaram com o pé direito. Eu paguei 37 reais no Steam e posso dizer que valeu cada centavo. O jogo começa apresentando um grupo de adolescentes que resolve passar um fim de semana acampando juntos. Nossa protagonista de cabelo azul, Alex, é acompanhada por seu melhor amigo Ren, e Jonas, seu enteado que acabara de conhecer. Também participam Nona, a garota por quem Ren está apaixonado, e Clarissa, uma garota popular e meio metida que namorou o irmão mais velho de Alex, Michael.

O plano da turma de beber até cair e relaxar na praia acaba mudando de figura quando eles vão de encontro a situações bizarras sobrenaturais que expõem suas vulnerabilidades. Toda essa problemática não veio do nada. Nossos amigos Ren e Alex tinham a intenção de provocar o lado obscuro daquele lugar paradisíaco, pois tinham ouvido que haviam coisas estranhas ali, dado a um trágico fato que se passou naquela região nos anos 50: o naufrágio de um submarino. Pra isso, Alex levou consigo um rádio para captar essas freqüências do além.

 
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Mesmo com toda a aura misteriosa, o jogo não te coloca em batalhas, tampouco te obriga a resolver enigmas complicados. Parece que você está vivendo uma história em quadrinhos, um Scott Pilgrim só que menos fantasioso e mais medonho. É uma narrativa ativa, em que você vai tomando decisões através das escolhas de diálogo que faz. Todas as conversas, aliás, são narradas por dubladores muito convincentes, que ajudam a dar carisma e personalidade para cada personagem. Por isso que, por mais que tenha todo um enredo sobrenatural, o jogo ainda se mantém divertido e sensível –pra não dizer fofo–, pois foca no relacionamento da Alex com seu passado e com as pessoas do grupo.

Achei o jogo bastante inovador na sua mecânica. Sua “arma” é o rádio, basicamente. É ele que te dá pistas, informações… e abre portais para outra dimensão. Além disso, os efeitos gráficos são responsáveis por toda a atmosfera cool e estranha do jogo, com glitches de arrepiar que lembram aqueles defeitos das antigas fitas VHS.

 
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Não dá pra contar muito sem acabar soltando spoilers (mas nada como Undertale, né). O que posso dizer é que o jogo faz jus ao seu potencial e todas as expectativas. Porém, devo dizer que fiquei bastante decepcionada com a forma que ele termina. É como se a Night School Studios tivesse pressa para lançar o game e por isso fez com que ele terminasse meio que de repente, com tanta coisa que poderia ser melhor explorada ou explicada. É uma pena. Dá aquela vontade de começar tudo de novo, porque ficamos com aquele vazio, aquela sensação de que não era pra acabar ainda. Mas isso não tira a delícia e a graça de jogar Oxenfree. Ainda acho que é um jogo que vale à pena. Especialmente se você curte jogos no estilo de Gone Home.

Ah, antes de terminar essa resenha: não me pergunte o que significa Oxenfree. Joguei o jogo inteiro na esperança de entender o título, mas foi em vão. Fazendo uma pesquisa rápida, acredito que o nome vem da frase “olly olly oxen free“, que é comumente falada por crianças em brincadeiras de esconde-esconde, pra dizer pro amiguinho que ele pode sair do esconderijo. Não tem muito sentido em inglês, talvez porque a origem da frase venha do alemão “alle, alle, auch sind frei”, algo como: “todos, todos, sejam também livres”.

Se bateu aquela curiosidade, aqui estão 13 minutos da preview do jogo. Não é exatamente como ficou na versão final, mas dá pra ter uma ideia de como começa. Cortesia do site Polygon (;

 

 

Mais de Nina Grando

Ouça: Zuri Akoko

A cena da música eletrônica atual é um pouco clube do bolinha. Diplo e Calvin Harris são os que mais tocam nas rádios. Mas as garotas também querem seu espaço. É aí que entra a produtora australiana Zuri Akoko, que participou dos shows da TOKIMONSTA em Sidney e lançou recentemente seu projeto, Book of Beats:

 

 
Recentemente, Akoko deu uma entrevista à NYLON, falando sobre suas influências musicais e dando sua opinião sobre o sexismo na cena eletrônica. Traduzimos aqui alguns trechos:

NYLON: Qual seria a sua maior influência?

Zuri Akoko: Acredito que as experiências da vida sempre influenciam o trabalho criativo. Eu realmente amo temas metafísicos. Acho que é o motivo de eu amar tanto sound design. Eu sinto como se eu estivesse escrevendo um efeito sonoro para um objeto sendo sugado por um buraco negro ou algo assim. Eu também acho que estar cercada de pessoas que possuem padrões elevados pode realmente acelerar o seu progresso. Pessoas como o HATCH (Jerry Gorman, produtor da cena eletrônica australiana) me ensinaram a importância de ter fortes habilidades criativas e técnicas de produção.

A cena eletrônica é mesmo dominada por homens, como parece? Você considera isso um problema? Como você procura quebrar esse teto de vidro?

Sim, (a cena musical eletrônica) é definitivamente dominada pelos homens, mas eu sinto que a grande maioria das indústrias começou dessa forma. Eu acho que é muito legal assistir a atual mudança e evolução da indústria musical. As meninas estão começando a obter o reconhecimento que merecem, mas acho que ainda temos um longo caminho a percorrer. Isso é um problema? Sim. Isso pode ser corrigido? Absolutamente. Basta que as minas continuem representando no rolê. Temos essa pressão para “provar” [para nós mesmas], mas eu não acho isso algo necessariamente ruim, porque nos faz lutar por excelência; nos faz acreditar no valor e na qualidade do nosso trabalho. Quanto mais mulheres se envolverem na cena da música eletrônica, o teto de vidro vai, eventualmente, entrar em colapso.

Como você espera inspirar meninas e mulheres com sua música?

Espero que as garotas possam olhar para mim e dizer: “Sim, eu posso fazer isso também.” É importante acreditar em sua intuição e ter auto-confiança! O YouTube mudou o jogo com a produção: você pode aprender qualquer coisa, com um pouco de paciência e disciplina. Se você quer fazer alguma coisa, todas as ferramentas estão ao seu alcance.
 

Siga a Zuri Akoko pela internet:
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Oxenfree é um game que foi muito aguardado desde 2015. O jogo parece um filme adolescente geek dos anos 80 misturado com Poltergeist – e só essa premissa já é incrível. Os gráficos são maravilhosos, cenários incríveis que parecem pintados à mão. A trilha-sonora é uma delícia. E há também muito diálogo, com uma bela variedade de opções de interação como nos jogos da Telltale Games (famoso pela série game do The Walking Dead). Mas também temos o fator mais legal para nós, garotas: a protagonista é Alex, uma adolescente super divertida, destemida e inteligente.

Oxenfree é o primeiro jogo é da Night School Studios, e eles começaram com o pé direito. Eu paguei 37 reais no Steam e posso dizer que valeu cada centavo. O jogo começa apresentando um grupo de adolescentes que resolve passar um fim de semana acampando juntos. Nossa protagonista de cabelo azul, Alex, é acompanhada por seu melhor amigo Ren, e Jonas, seu enteado que acabara de conhecer. Também participam Nona, a garota por quem Ren está apaixonado, e Clarissa, uma garota popular e meio metida que namorou o irmão mais velho de Alex, Michael.

O plano da turma de beber até cair e relaxar na praia acaba mudando de figura quando eles vão de encontro a situações bizarras sobrenaturais que expõem suas vulnerabilidades. Toda essa problemática não veio do nada. Nossos amigos Ren e Alex tinham a intenção de provocar o lado obscuro daquele lugar paradisíaco, pois tinham ouvido que haviam coisas estranhas ali, dado a um trágico fato que se passou naquela região nos anos 50: o naufrágio de um submarino. Pra isso, Alex levou consigo um rádio para captar essas freqüências do além.

 
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Mesmo com toda a aura misteriosa, o jogo não te coloca em batalhas, tampouco te obriga a resolver enigmas complicados. Parece que você está vivendo uma história em quadrinhos, um Scott Pilgrim só que menos fantasioso e mais medonho. É uma narrativa ativa, em que você vai tomando decisões através das escolhas de diálogo que faz. Todas as conversas, aliás, são narradas por dubladores muito convincentes, que ajudam a dar carisma e personalidade para cada personagem. Por isso que, por mais que tenha todo um enredo sobrenatural, o jogo ainda se mantém divertido e sensível –pra não dizer fofo–, pois foca no relacionamento da Alex com seu passado e com as pessoas do grupo.

Achei o jogo bastante inovador na sua mecânica. Sua “arma” é o rádio, basicamente. É ele que te dá pistas, informações… e abre portais para outra dimensão. Além disso, os efeitos gráficos são responsáveis por toda a atmosfera cool e estranha do jogo, com glitches de arrepiar que lembram aqueles defeitos das antigas fitas VHS.

 
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Não dá pra contar muito sem acabar soltando spoilers (mas nada como Undertale, né). O que posso dizer é que o jogo faz jus ao seu potencial e todas as expectativas. Porém, devo dizer que fiquei bastante decepcionada com a forma que ele termina. É como se a Night School Studios tivesse pressa para lançar o game e por isso fez com que ele terminasse meio que de repente, com tanta coisa que poderia ser melhor explorada ou explicada. É uma pena. Dá aquela vontade de começar tudo de novo, porque ficamos com aquele vazio, aquela sensação de que não era pra acabar ainda. Mas isso não tira a delícia e a graça de jogar Oxenfree. Ainda acho que é um jogo que vale à pena. Especialmente se você curte jogos no estilo de Gone Home.

Ah, antes de terminar essa resenha: não me pergunte o que significa Oxenfree. Joguei o jogo inteiro na esperança de entender o título, mas foi em vão. Fazendo uma pesquisa rápida, acredito que o nome vem da frase “olly olly oxen free“, que é comumente falada por crianças em brincadeiras de esconde-esconde, pra dizer pro amiguinho que ele pode sair do esconderijo. Não tem muito sentido em inglês, talvez porque a origem da frase venha do alemão “alle, alle, auch sind frei”, algo como: “todos, todos, sejam também livres”.

Se bateu aquela curiosidade, aqui estão 13 minutos da preview do jogo. Não é exatamente como ficou na versão final, mas dá pra ter uma ideia de como começa. Cortesia do site Polygon (;

 

 

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Oxenfree é um game que foi muito aguardado desde 2015. O jogo parece um filme adolescente geek dos anos 80 misturado com Poltergeist – e só essa premissa já é incrível. Os gráficos são maravilhosos, cenários incríveis que parecem pintados à mão. A trilha-sonora é uma delícia. E há também muito diálogo, com uma bela variedade de opções de interação como nos jogos da Telltale Games (famoso pela série game do The Walking Dead). Mas também temos o fator mais legal para nós, garotas: a protagonista é Alex, uma adolescente super divertida, destemida e inteligente.

Oxenfree é o primeiro jogo é da Night School Studios, e eles começaram com o pé direito. Eu paguei 37 reais no Steam e posso dizer que valeu cada centavo. O jogo começa apresentando um grupo de adolescentes que resolve passar um fim de semana acampando juntos. Nossa protagonista de cabelo azul, Alex, é acompanhada por seu melhor amigo Ren, e Jonas, seu enteado que acabara de conhecer. Também participam Nona, a garota por quem Ren está apaixonado, e Clarissa, uma garota popular e meio metida que namorou o irmão mais velho de Alex, Michael.

O plano da turma de beber até cair e relaxar na praia acaba mudando de figura quando eles vão de encontro a situações bizarras sobrenaturais que expõem suas vulnerabilidades. Toda essa problemática não veio do nada. Nossos amigos Ren e Alex tinham a intenção de provocar o lado obscuro daquele lugar paradisíaco, pois tinham ouvido que haviam coisas estranhas ali, dado a um trágico fato que se passou naquela região nos anos 50: o naufrágio de um submarino. Pra isso, Alex levou consigo um rádio para captar essas freqüências do além.

 
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Mesmo com toda a aura misteriosa, o jogo não te coloca em batalhas, tampouco te obriga a resolver enigmas complicados. Parece que você está vivendo uma história em quadrinhos, um Scott Pilgrim só que menos fantasioso e mais medonho. É uma narrativa ativa, em que você vai tomando decisões através das escolhas de diálogo que faz. Todas as conversas, aliás, são narradas por dubladores muito convincentes, que ajudam a dar carisma e personalidade para cada personagem. Por isso que, por mais que tenha todo um enredo sobrenatural, o jogo ainda se mantém divertido e sensível –pra não dizer fofo–, pois foca no relacionamento da Alex com seu passado e com as pessoas do grupo.

Achei o jogo bastante inovador na sua mecânica. Sua “arma” é o rádio, basicamente. É ele que te dá pistas, informações… e abre portais para outra dimensão. Além disso, os efeitos gráficos são responsáveis por toda a atmosfera cool e estranha do jogo, com glitches de arrepiar que lembram aqueles defeitos das antigas fitas VHS.

 
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Não dá pra contar muito sem acabar soltando spoilers (mas nada como Undertale, né). O que posso dizer é que o jogo faz jus ao seu potencial e todas as expectativas. Porém, devo dizer que fiquei bastante decepcionada com a forma que ele termina. É como se a Night School Studios tivesse pressa para lançar o game e por isso fez com que ele terminasse meio que de repente, com tanta coisa que poderia ser melhor explorada ou explicada. É uma pena. Dá aquela vontade de começar tudo de novo, porque ficamos com aquele vazio, aquela sensação de que não era pra acabar ainda. Mas isso não tira a delícia e a graça de jogar Oxenfree. Ainda acho que é um jogo que vale à pena. Especialmente se você curte jogos no estilo de Gone Home.

Ah, antes de terminar essa resenha: não me pergunte o que significa Oxenfree. Joguei o jogo inteiro na esperança de entender o título, mas foi em vão. Fazendo uma pesquisa rápida, acredito que o nome vem da frase “olly olly oxen free“, que é comumente falada por crianças em brincadeiras de esconde-esconde, pra dizer pro amiguinho que ele pode sair do esconderijo. Não tem muito sentido em inglês, talvez porque a origem da frase venha do alemão “alle, alle, auch sind frei”, algo como: “todos, todos, sejam também livres”.

Se bateu aquela curiosidade, aqui estão 13 minutos da preview do jogo. Não é exatamente como ficou na versão final, mas dá pra ter uma ideia de como começa. Cortesia do site Polygon (;

 

 

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