Jogue: Gone Home

Gone Home é um jogo muito, muito bonito. Eu considero ele um dos mais importantes indie games que estão ajudando a moldar as novas possibilidades de narrativa e gameplay na indústria de jogos. Mas essa é apenas a singela opinião de quem percebeu a relevância do jogo ao tratar de um tema tão delicado mergulhado em uma atmosfera de nostalgia.

A história se passa nos Estados Unidos, em 1995. Você é uma adolescente que volta para casa depois de passar um ano no exterior. Você espera que a sua família para recebê-la, mas a casa está vazia. Tem alguma coisa errada. Onde estão todos? E o que aconteceu?

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Gone Home é um simulador de exploração interativa. Você está ali, sozinha, com uma casa inteira para explorar e descobrir a história das pessoas que ali viveram. Abra qualquer gaveta e porta. Pegue objetos e examine-os para encontrar pistas. Descubra o que aconteceu na vida de uma família investigando o que eles deixaram para trás.

Com trilha-sonora das bandas punk riot grrrl Bratmobile e Heavens to Betsy, o jogo de clima nostálgico é dos criadores da série BioShock e do escritor de BioShock 2 – Minerva’s Den. Anita Sarkeesian, do Feminist Frequency, disse que este é um dos jogos mais envolventes e genuinamente emocionantes que ela já jogou. E eu posso dizer o mesmo.

É difícil eu dizer o que mais amei no jogo. Porque a história em si é de sentir as batidas do coração. Mas o mais legal e bonito é a preocupação com os detalhes do cenário, que retrata como eram os anos 90. Pra quem cresceu nessa época, não há como não vibrar ao encontrar fitas de Super Nintendo, poster de bandas, cartinhas escritas à mão, fitas k7, zines feministas e outras pérolas. Você pode ter um aperitivo do que estou falando logo abaixo:

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É indiscutível o fato de que este jogo mostra a importância dos videogames dentro da cultura. A forma como sua narrativa ajuda a explicar os conflitos e desejos de uma geração, isso sem contar o valor artístico. Se você não é uma pessoa muito ligada em games, esse jogo é um bom começo. O jogo é relativamente curto, você pode terminar em algumas horas ou em pouquíssimos dias. Para jogar, é necessário ter um conhecimento intermediário de inglês e gostar de se debruçar em histórias envolventes. Gone Home foi desenvolvido pela The Fullbright Company. Disponível para PC, Mac e Linux pelo Steam ou pelo site deles.

(imagens: divulgação)

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Mais de Nina Grando

As batalhas de rap mais épicas da história

Se você às vezes dorme no ponto da internet e por conta disso perde os vídeos e memes mais divertidos que todo mundo já viu, saiba que não está sozinha.

Ontem meu namorado me apresentou a Epic Rap Battles of History que existe –pasmem– desde dezembro de 2011. Sim, demorou alguns bons anos para eu ver isso –mas antes tarde do que nunca. Como é uma daquelas coisas da internet que agracia a rotina, quem já viu sabe que vale à pena ver de novo.

Essa série de vídeos do YouTube traz sempre duas famosas personalidades históricas pop, reais ou ficcionais, para se enfrentarem em uma batalha de rap. A batalha pode ser personalidade vs. personalidade, grupo vs. grupo, casal vs. casal ou mesmo ter uma terceira parte do além que chega de repente para matar a batalha.

Os episódios do ERBH conta muitas vezes com atores convidados que são fenômenos da internet –como as vloggers Hannah Hart, Grace Helbig– ou artistas pop –como Snoop Dogg e Weird Al Yankovic.

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Gone Home é um simulador de exploração interativa. Você está ali, sozinha, com uma casa inteira para explorar e descobrir a história das pessoas que ali viveram. Abra qualquer gaveta e porta. Pegue objetos e examine-os para encontrar pistas. Descubra o que aconteceu na vida de uma família investigando o que eles deixaram para trás.

Com trilha-sonora das bandas punk riot grrrl Bratmobile e Heavens to Betsy, o jogo de clima nostálgico é dos criadores da série BioShock e do escritor de BioShock 2 – Minerva’s Den. Anita Sarkeesian, do Feminist Frequency, disse que este é um dos jogos mais envolventes e genuinamente emocionantes que ela já jogou. E eu posso dizer o mesmo.

É difícil eu dizer o que mais amei no jogo. Porque a história em si é de sentir as batidas do coração. Mas o mais legal e bonito é a preocupação com os detalhes do cenário, que retrata como eram os anos 90. Pra quem cresceu nessa época, não há como não vibrar ao encontrar fitas de Super Nintendo, poster de bandas, cartinhas escritas à mão, fitas k7, zines feministas e outras pérolas. Você pode ter um aperitivo do que estou falando logo abaixo:

É indiscutível o fato de que este jogo mostra a importância dos videogames dentro da cultura. A forma como sua narrativa ajuda a explicar os conflitos e desejos de uma geração, isso sem contar o valor artístico. Se você não é uma pessoa muito ligada em games, esse jogo é um bom começo. O jogo é relativamente curto, você pode terminar em algumas horas ou em pouquíssimos dias. Para jogar, é necessário ter um conhecimento intermediário de inglês e gostar de se debruçar em histórias envolventes. Gone Home foi desenvolvido pela The Fullbright Company. Disponível para PC, Mac e Linux pelo Steam ou pelo site deles.

(imagens: divulgação)

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Gone Home é um simulador de exploração interativa. Você está ali, sozinha, com uma casa inteira para explorar e descobrir a história das pessoas que ali viveram. Abra qualquer gaveta e porta. Pegue objetos e examine-os para encontrar pistas. Descubra o que aconteceu na vida de uma família investigando o que eles deixaram para trás.

Com trilha-sonora das bandas punk riot grrrl Bratmobile e Heavens to Betsy, o jogo de clima nostálgico é dos criadores da série BioShock e do escritor de BioShock 2 – Minerva’s Den. Anita Sarkeesian, do Feminist Frequency, disse que este é um dos jogos mais envolventes e genuinamente emocionantes que ela já jogou. E eu posso dizer o mesmo.

É difícil eu dizer o que mais amei no jogo. Porque a história em si é de sentir as batidas do coração. Mas o mais legal e bonito é a preocupação com os detalhes do cenário, que retrata como eram os anos 90. Pra quem cresceu nessa época, não há como não vibrar ao encontrar fitas de Super Nintendo, poster de bandas, cartinhas escritas à mão, fitas k7, zines feministas e outras pérolas. Você pode ter um aperitivo do que estou falando logo abaixo:

É indiscutível o fato de que este jogo mostra a importância dos videogames dentro da cultura. A forma como sua narrativa ajuda a explicar os conflitos e desejos de uma geração, isso sem contar o valor artístico. Se você não é uma pessoa muito ligada em games, esse jogo é um bom começo. O jogo é relativamente curto, você pode terminar em algumas horas ou em pouquíssimos dias. Para jogar, é necessário ter um conhecimento intermediário de inglês e gostar de se debruçar em histórias envolventes. Gone Home foi desenvolvido pela The Fullbright Company. Disponível para PC, Mac e Linux pelo Steam ou pelo site deles.

(imagens: divulgação)

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