Descartando um namoro por Whatsapp

O clipe da música “How Can It Be (feat. Maddee)”, do canadense Harrison, foi destaque da semana passa no Vimeo e no Update Or Die! ao simular a tela vertical de um smartphone (tanto que a ideia é que você assista na tela do seu celular) tendo o Whatsapp como cenário de um gélido término de namoro. A troca de mensagens entre o casal Matt e Katy é sincronizada com a música, o que aumenta a aflição do espectador na similaridade do tempo de interação entre os personagens.

Com o coração apertado, inicialmente podemos nos identificar com o rapaz que está levando o pé-na-bunda. Mas o interessante é ver a frieza e praticidade da garota, que dispensa o namorado de um ano enquanto conversa com o peguete em outra tela.

Antes de enchermos a boca pra falar sobre a falta de coragem da garota de terminar o namoro de forma mais “decente” (e nem me venham com slut shaming), a gente tem que se colocar no lugar dela e lembrar que todo mundo já foi egoísta e cagou no maiô em alguma relação. Tem até quem conheça outra pessoa e não tem nem a decência de terminar, pelo contrário: leva o casinho paralelo ao relacionamento. Dói, mas a vida vai ensinando que o que achávamos ser amor, era cilada.

Tem quem traduza esse vídeo sobre a parte ruim da tecnologia, que aumenta a distância e o foda-se entre as pessoas. Mas sabe, não vejo tanto por aí. Sempre teve quem não está nem aí. Que simplesmente sumia, não atendia telefone, não respondia carta, não atendia a campainha. Desde a época da sua avó.

Vamos ser mais honestos com a gente e com os outros. Melhor terminar do jeito que for do que levar uma relação que não tá legal pra você, que de consequência não vai ser legal pro outro.
 
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Pra quem curtiu o som, ouça o EP e siga o SoundCloud. Fica um outro som aqui:
 

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Advanced Style: envelhecer com estilo

Se você ainda não conhece o blog Advanced Style, prepare seu coração e seu Pinterest. Surgido no meio do boom dos sites de streetstyle, como o The Sartorialist, o projeto do fotógrafo Ari Seth Cohen trouxe uma diferente perspectiva sobre quem veste e cria moda, que até então não era contemplada pela maioria deles: a terceira idade. A inspiração? Suas avós. Por isso resolveu fotografar mulheres acima de 60 anos lá em 2008.

Chamar a terceira idade de “melhor idade” é um tanto estranho. É um período da vida difícil para a maioria das pessoas. Nessa fase somos mais suscetíveis a doenças, os remédios são caros, as dores são mais freqüentes, normalmente já não temos muitos entes queridos vivos, enfim. Além disso tudo, os idosos ainda são invisíveis, pouco lembrados pela mídia, marcas e muitas vezes pela própria família. Mas nem tudo é tristeza e desesperança. É isso que ensinam as senhoras do Advanced Style, especialmente as personagens do documentário originado do blog, que estreou este ano no Netflix Brasil.

 

 
O filme apresente sete diferentes mulheres extremamente estilosas que não perderam a alegria de viver com a idade avançada e que expõem sua personalidade através de roupas, cabelo e acessórios. Enquanto somos muito preocupadas com o ridículo quando mais novas, essas senhoras não tem medo da opinião dos outros, vestindo-se de formas fabulosas para ninguém além de si mesmas. Não existe fast fashion que venda o estilo e criatividade delas.

Eu amei conhecer cada uma delas, mas algumas mexeram mais comigo. A Debra Rapoport parece uma versão de mim amanhã, com sua excentricidade e cabelos coloridos. A Tziporah Salamon (que nome poder, né) tem um estilo absolutamente incrível, é super alegre e tem o sorriso mais bonito entre elas. Lembra muito uma tia que tenho, que é costureira e também ama moda. Mas acredito que a miss simpatia é a Ilona Royce Smithkin, sem dúvidas. Gente, a energia dela é invejável. Ela é professora de desenho, cantora e ainda faz os cílios postiços com a partir do próprio cabelo!

 
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O Advanced Style bateu de frente com a obrigatória juventude na moda e iniciou um importante debate sobre os limites da idade. Tanto que hoje vemos cada vez mais marcas trazendo modelos mais velhas em suas campanhas.

 

 
Se você gosta de moda e se interessa pela terceira idade, não deixe de assistir ao documentário Advanced Style!

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Harrison, foi destaque da semana passa no Vimeo e no Update Or Die! ao simular a tela vertical de um smartphone (tanto que a ideia é que você assista na tela do seu celular) tendo o Whatsapp como cenário de um gélido término de namoro. A troca de mensagens entre o casal Matt e Katy é sincronizada com a música, o que aumenta a aflição do espectador na similaridade do tempo de interação entre os personagens.

Com o coração apertado, inicialmente podemos nos identificar com o rapaz que está levando o pé-na-bunda. Mas o interessante é ver a frieza e praticidade da garota, que dispensa o namorado de um ano enquanto conversa com o peguete em outra tela.

Antes de enchermos a boca pra falar sobre a falta de coragem da garota de terminar o namoro de forma mais “decente” (e nem me venham com slut shaming), a gente tem que se colocar no lugar dela e lembrar que todo mundo já foi egoísta e cagou no maiô em alguma relação. Tem até quem conheça outra pessoa e não tem nem a decência de terminar, pelo contrário: leva o casinho paralelo ao relacionamento. Dói, mas a vida vai ensinando que o que achávamos ser amor, era cilada.

Tem quem traduza esse vídeo sobre a parte ruim da tecnologia, que aumenta a distância e o foda-se entre as pessoas. Mas sabe, não vejo tanto por aí. Sempre teve quem não está nem aí. Que simplesmente sumia, não atendia telefone, não respondia carta, não atendia a campainha. Desde a época da sua avó.

Vamos ser mais honestos com a gente e com os outros. Melhor terminar do jeito que for do que levar uma relação que não tá legal pra você, que de consequência não vai ser legal pro outro.
 

Pra quem curtiu o som, ouça o EP e siga o SoundCloud. Fica um outro som aqui:
 

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Harrison, foi destaque da semana passa no Vimeo e no Update Or Die! ao simular a tela vertical de um smartphone (tanto que a ideia é que você assista na tela do seu celular) tendo o Whatsapp como cenário de um gélido término de namoro. A troca de mensagens entre o casal Matt e Katy é sincronizada com a música, o que aumenta a aflição do espectador na similaridade do tempo de interação entre os personagens.

Com o coração apertado, inicialmente podemos nos identificar com o rapaz que está levando o pé-na-bunda. Mas o interessante é ver a frieza e praticidade da garota, que dispensa o namorado de um ano enquanto conversa com o peguete em outra tela.

Antes de enchermos a boca pra falar sobre a falta de coragem da garota de terminar o namoro de forma mais “decente” (e nem me venham com slut shaming), a gente tem que se colocar no lugar dela e lembrar que todo mundo já foi egoísta e cagou no maiô em alguma relação. Tem até quem conheça outra pessoa e não tem nem a decência de terminar, pelo contrário: leva o casinho paralelo ao relacionamento. Dói, mas a vida vai ensinando que o que achávamos ser amor, era cilada.

Tem quem traduza esse vídeo sobre a parte ruim da tecnologia, que aumenta a distância e o foda-se entre as pessoas. Mas sabe, não vejo tanto por aí. Sempre teve quem não está nem aí. Que simplesmente sumia, não atendia telefone, não respondia carta, não atendia a campainha. Desde a época da sua avó.

Vamos ser mais honestos com a gente e com os outros. Melhor terminar do jeito que for do que levar uma relação que não tá legal pra você, que de consequência não vai ser legal pro outro.
 

Pra quem curtiu o som, ouça o EP e siga o SoundCloud. Fica um outro som aqui:
 

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