Sailor Moon é muito fashion

Nós da Ovelha simplesmente amamos coisas geeks e nerds, como quadrinhos, videogame, anime e mangá. Se você também foi uma criança que cresceu assistindo os desenhos da TV Manchete nos anos 90 (ou pegou a fase em que o Cartoon Network exibiu alguns animes nos anos 2000), provavelmente é apaixonada por Sailor Moon.

Nós ainda devemos um post dedicado sobre este anime incrível, que trouxe representatividade para muitas garotas entre tantos outros voltados ao público masculino na época, como Caveleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z e Shurato.

No Japão, ainda mais com o lançamento recente do remake horrível Sailor Moon Crystal, é comum vermos vários produtos merchandising, como brinquedos, roupas e acessórios com tema das guerreiras. Mas o que podemos perceber é que este universo anda inspirando e conquistando as passarelas da moda mundo afora.

No início de outubro, pudemos notar as referências à Sailor Moon (entre outros animes) no desfile da coleção de primavera 2016 da Louis Vuitton.

 
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Antes, na San Diego Comic Con, rolou o Her Universe Fashion Show, um desfile de moda feminina de diversas marcas focadas em “Geek Couture”. O desfile trouxe coleções inspiradas em diversas séries e quadrinhos, como Game of Thrones, Spiderman e… Sailor Moon, que ganhou o prêmio “Escolha da Audiência” com seu look incrível transformável, de Usagi Tsukino para Sailor Moon, feito pela marca Leetal Platt.

 
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Ainda em outubro, para a noooossa alegria, a guerreira da Lua emprestou sua imagem e estilo como tema da coleção da marca Sorry, I’m Not, que brilhou nas passarelas da Moscou Fashion Week.

A estrela do anime estava estampada em quase todas as peças da coleção da grife streetwear, com looks bastante coloridos e divertidos. Confira algumas imagens na galeria abaixo (clique para ver):

 
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O desfile foi bastante mágico (especialmente para fãs como eu babarem emocionadas), com músicas que traziam referências sutis ao universo do anime e efeitos sonoros da série. O estilista da marca ainda fechou o desfile mascarado segurando o Cutie Moon Rod. Confira o vídeo:

 

 
As roupas já estão à venda no site da marca. Com esse dolar, eu não me arrisco a comprar. Mas queria, viu. Se você é muito fã e pode dedicar uma grana, não deixe de ter seu moletom fofo da Usagi babando ou chorando. MUITO INCRÍVEL.
 
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Notícia via SOS Sailor Moon. Imagens via, via, via e via.

Mais de Nina Grando

Likes para uma vida fake

Que já não viveu aquele misto de ansiedade, angústia e curiosidade quando rolamos nosso feed do Facebook e Instagram e somos inundadas por fotos de praia, janelas de avião, piqueniques em parques ensolarados, drinks e jantares elaborados, exposições, Nova York (sempre temos ela, mesmo com o dólar nas alturas), exposições, festas incríveis, piscinas, risadas, looks de revista e corpos incríveis?

Os amigos vivendo um vidão e eu aqui, em casa, só de calcinha, encolhida na cama com o celular na mão. DEPRÊ. Poxa! Estamos lá, praticando o de boismo quando as redes sociais estapeiam nossa cara. O que você está fazendo? Penteia esse cabelo! Faz uma pose! Mostre que você tá por cima! Afinal, de que adianta ser feliz sem platéia?

 
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Uma platéia, acima de tudo, humana. Que tem um zilhão de medos, falta de confiança e uma autoestima sensível à primeira dúvida. O que uma boa pose e um filtro do Instagram não fazem para arrasar com nosso emocional, hein? Isso reflete diretamente em nós, interferindo em como nos sentimos com nós mesmas e com as coisas que temos. Quando compartilhamos uma foto, um link ou um pensamento nas redes sociais, apresentamos fragmentos daquilo que desejamos que nos defina. Porque esperamos por aceitação. Queremos elogios, queremos ser lembradas.

Parece narcisismo, mas é carência. É necessidade de aceitação. E é algo tão compulsivo quanto uma droga. Na esperança de preencher algum vazio, precisamos de mais likes. Mais shares. Audiência. Quantidade ganhando da qualidade. Tudo é quantificável. São números.

 
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A gente não vive mais. A gente mostra. Vamos num museu ver uma exposição incrível como do Ron Mueck ou Yayoy Kusama e vemos selfies, duck faces, dedos em paz e amor. Almoçamos com os amigos e tiramos foto do drink, foto do prato – e somos marcadas ali, no crouton da caesar salad.

A atriz Kirsten Dunst estrelou um curta que faz justamente uma crítica a esta geração dos likes, em que tudo o que importa é a exposição de um ideal cool. O curta tem direção de Matthew Frost e foi produzido para a Vs. Magazine.

 

 

Ano passado o jornal britânico The Guardian, em parceria com o National Film Board e a produtora digital Jam3, criou o web-documentário interativo Seven Digital Deadly Sins, que apresenta os sete pecados capitais — soberba (arrogância), avareza (ganância), luxúria, ira, gula, inveja e preguiça — traduzidos para o ambiente digital por meio de entrevistas com diferentes personagens. Durante a navegação, somos questionados sobre diversos aspectos dos hábitos digitais contemporâneos: você condena ou perdoa? Você peca ou não peca?

 

 
Entendam: não estou aqui demonizando as selfies. Pelo contrário, acredito que é uma forma incrível de aprender a se amar e se aceitar, perder o medo de ser quem se é. O sintomático aqui que chamo a atenção é que nós estamos replicando o que a grande mídia fez e continua fazendo: mostrar um ideal de vida, de corpo, de beleza, de estilo. E nós precisamos tomar muito, mas muito cuidado com o que assumimos como real.

Escrevi sobre iso há uns anos atrás, no blog Ponto Eletrônico, da consultoria de tendências em comportamento Box1824. Falava sobre o vazio em cada curtida.

Resolvi reascender essa discussão por causa da Essena O’Neill, uma garota que ganhou fama no Instagram por suas fotos maravilhosas – que ostentam um corpo perfeito, drinks, roupas de grife e maquiagem impecável – resolveu abrir o jogo em um vídeo para falar que tudo aquilo era falso, era uma idealização. Que, para cada foto ali, eram mais de 40 cliques para a pose perfeita, além de filtros e retoques. Ela fala abertamente sobre sua decisão em um vídeo incrível e corajoso, em que diz que todas as fotos escondiam sua depressão e baixa autoestima. E ela não quer mais que suas fotos façam outras pessoas se sentirem mal com seus corpos, com suas vidas, ao se compararem com essa fantasia.

 

 

Essena editou a descrição de várias fotos do seu Instagram, que até pouco haviam mais de 750 mil seguidores, para falar a verdade por trás de cada clique. Muitas das suas descrições falam “I won the genetic lottery” (traduzindo: “eu ganhei na loteria genética”). Muitas pessoas podem interpretar mal. Ela não diz isso porque ela se acha MARAVILHOSA, ela diz isso porque a ditadura da beleza da nossa sociedade enfiou na cabeça de todo mundo que a beleza ideal é de uma mulher magra, alta, de traços europeus, olhos claros, cabelos loiros, pele clara – bronzeada é um plus. Por isso que para ela os likes vinham com tanta facilidade.

 
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Para coroar esse momento, Essena O’Neill está com uma campanha online chamada Let’s Be Game Changers. No site, ela explica sua intenção:

 

Eu queria criar uma plataforma que atua para difundir mensagens de uma nova era da vida consciente, que vão além de tecnologia, afim de minimizar a cultura de celebridade, promover o veganismo, nutrição baseada em vegetais, consciência ambiental, questões sociais, igualdade de gênero, arte controversa. Quero apresentar uma série de entrevistas com os indivíduos que estão querendo virar o jogo que foi-lhes dito para jogar. Além disso, criei um fórum colaborativo positivo, para as pessoas poderem falar sobre coisas do mundo real, para se conectarem através de ideias, não de likes, seguidores ou número de visualizações.

 

Quadrinhos por Pandyland. Fotos do Instagram essenaoneill.

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horrível Sailor Moon Crystal, é comum vermos vários produtos merchandising, como brinquedos, roupas e acessórios com tema das guerreiras. Mas o que podemos perceber é que este universo anda inspirando e conquistando as passarelas da moda mundo afora.

No início de outubro, pudemos notar as referências à Sailor Moon (entre outros animes) no desfile da coleção de primavera 2016 da Louis Vuitton.

 
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Antes, na San Diego Comic Con, rolou o Her Universe Fashion Show, um desfile de moda feminina de diversas marcas focadas em “Geek Couture”. O desfile trouxe coleções inspiradas em diversas séries e quadrinhos, como Game of Thrones, Spiderman e… Sailor Moon, que ganhou o prêmio “Escolha da Audiência” com seu look incrível transformável, de Usagi Tsukino para Sailor Moon, feito pela marca Leetal Platt.

 
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Ainda em outubro, para a noooossa alegria, a guerreira da Lua emprestou sua imagem e estilo como tema da coleção da marca Sorry, I’m Not, que brilhou nas passarelas da Moscou Fashion Week.

A estrela do anime estava estampada em quase todas as peças da coleção da grife streetwear, com looks bastante coloridos e divertidos. Confira algumas imagens na galeria abaixo (clique para ver):

 

 
O desfile foi bastante mágico (especialmente para fãs como eu babarem emocionadas), com músicas que traziam referências sutis ao universo do anime e efeitos sonoros da série. O estilista da marca ainda fechou o desfile mascarado segurando o Cutie Moon Rod. Confira o vídeo:

 

 
As roupas já estão à venda no site da marca. Com esse dolar, eu não me arrisco a comprar. Mas queria, viu. Se você é muito fã e pode dedicar uma grana, não deixe de ter seu moletom fofo da Usagi babando ou chorando. MUITO INCRÍVEL.
 

Notícia via SOS Sailor Moon. Imagens via, via, via e via.

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