Alguns anos atrás, meus avós começaram a ficar bem doentes. Os dois em sintonia. Minha vó (eu chamo de batian, ok?) estava com alguma doença que não tinha sido exatamente diagnosticada mas parecia ser um ~ tipo ~ de Alzheimer. Meu vô (ditian) tinha descoberto um tumor no pulmão. Calma! Essa história tem um contexto bonito no final!
Na época eu estava terminando a faculdade, estudava a noite, não tinha aulas nas terças e também não estava trabalhando. Então decidi dedicar esses tempos livres pra ajudá-los. Minha vó tinha muitas responsabilidades na casa e meu vô já não podia ajudar. Então toda semana eu chegava lá na casa onde cresci, no bairro do Butantã em São Paulo e voltava quarta à noite, direto pra faculdade. Por sorte, eu pegava um ônibus que fazia o caminho exato que eu precisava (Jd. Bonfiglioli – Liberdade) sem precisar andar muito.
Foi uma época muito boa para eu passar mais tempo (fora alguns finais de semana quando também ia visitá-los) com duas pessoas tão essenciais na minha formação básica. Quando eu era bem pequena, minha mãe trabalhava e estudava até bem tarde e quem cuidava de mim e da minha irmã o tempo todo eram eles. Nessas minhas visitas, assistia NHK (canal japonês) com a batian depois do almoço e Bonanza com o ditian mais tarde – pura nostalgia!
Beleza.
No primeiro desses dias, quando soube que o tumor do meu vô estava já muito avançado e ele não teria mais muito tempo, obviamente fiquei muito triste. Eu desabei em lágrimas na volta desse primeiro dia, durante meu caminho no ônibus pra faculdade. Por mais que seja natural, era uma parada que não entrava bem na minha cabeça. Acredito que isso também é normal.
E EIS QUE entra no ônibus uma moça, mais ou menos da minha idade, ou um pouco mais velha, não reparei direito. Eu descia só no último ponto então ainda tinha muito chão pela frente. Não tenho ideia do que essa garota pensou ao me ver com a cara toda derretendo em prantos, mas quando ela desceu simplesmente deixou um bilhetinho no meu colo e saiu, sem alardes. E dizia:
Moça, não chora não. Todo mal passa e o bem sempre fica. Tenha um lindo fim de semana.
Ela não me conhecia, não sabia por que eu estava daquele jeito, mas não importava. Ela me queria bem! Guardei cada palavra desse recado na minha cabeça até hoje. Também tirei uma fotinho de celular. Infelizmente, o papelzinho do bilhete se perdeu no mundo depois que a minha mochila foi roubada certa vez.
Ela talvez nem saiba, mas fez um impacto enorme em mim e da melhor maneira possível. A sua atitude foi muito importante naquele momento – até hoje. Quem sabe ela se colocou no meu lugar e pensou algo do tipo “poxa, ela deve estar bem mal pra chorar sozinha em público assim”. Pois é, eu tava, mana. E você me ajudou com um gesto pequeno de valor bem grande. Queria me lembrar da sua fisionomia. Se eu a encontrasse de novo, daria um abraço bem apertado seguido de um “muuuuito obrigada”.
Minha vó acabou pegando uma forte pneumonia falecendo 1 mês antes do meu vô. Mas em cada momento triste, eu pensei (e ainda penso) nessa menina, no seu bilhete e na sua empatia comigo. A gente nunca espera um gesto gratuito de carinho de alguém desconhecido. É reconfortante e traz amor ao coração.
Obrigada!
Imagens do acervo da Fernanda Kissy
Alguns anos atrás, meus avós começaram a ficar bem doentes. Os dois em sintonia. Minha vó (eu chamo de batian, ok?) estava com alguma doença que não tinha sido exatamente diagnosticada mas parecia ser um ~ tipo ~ de Alzheimer. Meu vô (ditian) tinha descoberto um tumor no pulmão. Calma! Essa história tem um contexto bonito no final!
Na época eu estava terminando a faculdade, estudava a noite, não tinha aulas nas terças e também não estava trabalhando. Então decidi dedicar esses tempos livres pra ajudá-los. Minha vó tinha muitas responsabilidades na casa e meu vô já não podia ajudar. Então toda semana eu chegava lá na casa onde cresci, no bairro do Butantã em São Paulo e voltava quarta à noite, direto pra faculdade. Por sorte, eu pegava um ônibus que fazia o caminho exato que eu precisava (Jd. Bonfiglioli – Liberdade) sem precisar andar muito.
Foi uma época muito boa para eu passar mais tempo (fora alguns finais de semana quando também ia visitá-los) com duas pessoas tão essenciais na minha formação básica. Quando eu era bem pequena, minha mãe trabalhava e estudava até bem tarde e quem cuidava de mim e da minha irmã o tempo todo eram eles. Nessas minhas visitas, assistia NHK (canal japonês) com a batian depois do almoço e Bonanza com o ditian mais tarde – pura nostalgia!
Beleza.
No primeiro desses dias, quando soube que o tumor do meu vô estava já muito avançado e ele não teria mais muito tempo, obviamente fiquei muito triste. Eu desabei em lágrimas na volta desse primeiro dia, durante meu caminho no ônibus pra faculdade. Por mais que seja natural, era uma parada que não entrava bem na minha cabeça. Acredito que isso também é normal.
E EIS QUE entra no ônibus uma moça, mais ou menos da minha idade, ou um pouco mais velha, não reparei direito. Eu descia só no último ponto então ainda tinha muito chão pela frente. Não tenho ideia do que essa garota pensou ao me ver com a cara toda derretendo em prantos, mas quando ela desceu simplesmente deixou um bilhetinho no meu colo e saiu, sem alardes. E dizia:
Moça, não chora não. Todo mal passa e o bem sempre fica. Tenha um lindo fim de semana.
Ela não me conhecia, não sabia por que eu estava daquele jeito, mas não importava. Ela me queria bem! Guardei cada palavra desse recado na minha cabeça até hoje. Também tirei uma fotinho de celular. Infelizmente, o papelzinho do bilhete se perdeu no mundo depois que a minha mochila foi roubada certa vez.
Ela talvez nem saiba, mas fez um impacto enorme em mim e da melhor maneira possível. A sua atitude foi muito importante naquele momento – até hoje. Quem sabe ela se colocou no meu lugar e pensou algo do tipo “poxa, ela deve estar bem mal pra chorar sozinha em público assim”. Pois é, eu tava, mana. E você me ajudou com um gesto pequeno de valor bem grande. Queria me lembrar da sua fisionomia. Se eu a encontrasse de novo, daria um abraço bem apertado seguido de um “muuuuito obrigada”.
Minha vó acabou pegando uma forte pneumonia falecendo 1 mês antes do meu vô. Mas em cada momento triste, eu pensei (e ainda penso) nessa menina, no seu bilhete e na sua empatia comigo. A gente nunca espera um gesto gratuito de carinho de alguém desconhecido. É reconfortante e traz amor ao coração.
Alguns anos atrás, meus avós começaram a ficar bem doentes. Os dois em sintonia. Minha vó (eu chamo de batian, ok?) estava com alguma doença que não tinha sido exatamente diagnosticada mas parecia ser um ~ tipo ~ de Alzheimer. Meu vô (ditian) tinha descoberto um tumor no pulmão. Calma! Essa história tem um contexto bonito no final!
Na época eu estava terminando a faculdade, estudava a noite, não tinha aulas nas terças e também não estava trabalhando. Então decidi dedicar esses tempos livres pra ajudá-los. Minha vó tinha muitas responsabilidades na casa e meu vô já não podia ajudar. Então toda semana eu chegava lá na casa onde cresci, no bairro do Butantã em São Paulo e voltava quarta à noite, direto pra faculdade. Por sorte, eu pegava um ônibus que fazia o caminho exato que eu precisava (Jd. Bonfiglioli – Liberdade) sem precisar andar muito.
[caption id="attachment_11302" align="aligncenter" width="1920"] Olha aí os bonitões no dia do casamento![/caption]
Foi uma época muito boa para eu passar mais tempo (fora alguns finais de semana quando também ia visitá-los) com duas pessoas tão essenciais na minha formação básica. Quando eu era bem pequena, minha mãe trabalhava e estudava até bem tarde e quem cuidava de mim e da minha irmã o tempo todo eram eles. Nessas minhas visitas, assistia NHK (canal japonês) com a batian depois do almoço e Bonanza com o ditian mais tarde – pura nostalgia!
Beleza.
No primeiro desses dias, quando soube que o tumor do meu vô estava já muito avançado e ele não teria mais muito tempo, obviamente fiquei muito triste. Eu desabei em lágrimas na volta desse primeiro dia, durante meu caminho no ônibus pra faculdade. Por mais que seja natural, era uma parada que não entrava bem na minha cabeça. Acredito que isso também é normal.
E EIS QUE entra no ônibus uma moça, mais ou menos da minha idade, ou um pouco mais velha, não reparei direito. Eu descia só no último ponto então ainda tinha muito chão pela frente. Não tenho ideia do que essa garota pensou ao me ver com a cara toda derretendo em prantos, mas quando ela desceu simplesmente deixou um bilhetinho no meu colo e saiu, sem alardes. E dizia:
Moça, não chora não. Todo mal passa e o bem sempre fica. Tenha um lindo fim de semana.
Ela não me conhecia, não sabia por que eu estava daquele jeito, mas não importava. Ela me queria bem! Guardei cada palavra desse recado na minha cabeça até hoje. Também tirei uma fotinho de celular. Infelizmente, o papelzinho do bilhete se perdeu no mundo depois que a minha mochila foi roubada certa vez.
Ela talvez nem saiba, mas fez um impacto enorme em mim e da melhor maneira possível. A sua atitude foi muito importante naquele momento – até hoje. Quem sabe ela se colocou no meu lugar e pensou algo do tipo “poxa, ela deve estar bem mal pra chorar sozinha em público assim”. Pois é, eu tava, mana. E você me ajudou com um gesto pequeno de valor bem grande. Queria me lembrar da sua fisionomia. Se eu a encontrasse de novo, daria um abraço bem apertado seguido de um “muuuuito obrigada”.
[caption id="attachment_11301" align="aligncenter" width="1920"] Fotinho no dia que recebi o bilhete ♡[/caption]
Minha vó acabou pegando uma forte pneumonia falecendo 1 mês antes do meu vô. Mas em cada momento triste, eu pensei (e ainda penso) nessa menina, no seu bilhete e na sua empatia comigo. A gente nunca espera um gesto gratuito de carinho de alguém desconhecido. É reconfortante e traz amor ao coração.
Em meio a essa grande onda de maus acontecimentos, precisamos manter o foco e controlar nossas emoções para não cair na maldita bad vibe. Nós da Ovelha acreditamos que deve sempre haver um equilíbrio emocional pra manter a harmonia tanto consigo mesmo quanto com as pessoas ao seu redor.
Pensando nisso, listei aqui 5 games fáceis de achar na internet e em lojas, pra jogar de cabeça fria e manter a mente inspirada com visuais belos. Dá uma olhada e conta pra gente qual o seu preferido :)
Katamari (PS, XBox, iOS, Android, Windows Phone)
“Na na na na na na na Katamari Damacy…” Katamari é uma série de games que possui versões como o Katamari Damacy, Katamari Forever e Touch My Katamari. Basicamente, o objetivo do jogo é rolar o Katamari (uma espécie de bolinha que faz qualquer coisa ficar grudada nela apenas tocando) por diversos cenários extremamente bem feitos e de encher os olhos com tamanha riqueza em detalhes. Os personagens do jogo (cousins) tem um design lindo e a trilha sonora é uma delícia.
Tsum Tsum (iOS / Android)
Tsum Tsum é um jogo que eu tenho que me monitorar pra não viciar, confesso. É um tipo de Candy Crush, só que da Disney e com um reloginho de tempo. Nele você precisa juntar todos os personagens iguais e dependendo da jogada você ganha mais pontos que depois você pode trocar por mais personagens e mais bônus. Se você curte, assim como eu, um joguinho simples também, que não precise quebrar muito a cabeça mas ainda exercita o cérebro, essa é a minha dica mais prática. Aliás, o Tsum Tsum virou febre no Japão, muito mais do que o Candy Crush foi/é aqui no Brasil. O sucesso foi tanto que a Disney desenvolveu produtos fofíssimos dos seus personagens com o design do Tsum Tsum, olha só! Pra jogar, você precisa criar uma conta no Line para então fazer seu login.
Kirby (Nintendo)
O Kirby é um clássico da Nintendo quase tanto quanto Donkey Kong ou Mário. Mas recomendo ele nesse post por causa da sua extrema fofura e beleza visual. Meu favorito até o momento (não joguei todos) é o The Crystal Shards, pra N64. Tem aquela vibe “olha só gente é 3D!” lá dos anos 90 – hahahah – é lindo demais. Além disso, a trilha e os efeitos sonoros são muito gostosinhos.
McDonald’s Treasure Land Adventure (Sega)
Conceitos capitalistas a parte, o jogo do McDonalds é uma bela lisergia. Nele você controla o Ronald Mc Donald num jogo de plataforma com cenários mega coloridos. Para derrotar os adversários ao longo do jogo, o Ronald usa um “poder” de lançar estrelhinhas neles. Louco né?
Flower (PS)
Do mesmo premiado estúdio dos games Journey e Flow, no Flower você começa guiando uma pétala de flor que vai voando e colhendo mais pétalas num cenário 3D super bonito.
Spoiler: no final do jogo os cenários das fases são um pouquinho mais bad, porque mostram o impacto do concreto e instalações elétricas da cidade grande na natureza. Mas você pode escolher a fase que quer jogar e o Flower é incansável, então vai nas fases bonitinhas das campinas floridas e brilhantes que tá tudo lindo.
Além desses, tem também os games da Sailor Moon que a gente já falou aqui e vale lembrar também. E o melhor: na internet a gente acha tudo né? Emuladores, roms e games online. Então bora?