Diário de Viagem: Miwa em Berlim

Berlim nunca foi a cidade dos meus sonhos, mas surgiu a oportunidade de fazer um curso de ilustração durante 10 dias lá e eu fui. Quando eu contava que ia pra lá, a galera me pilhava, falando: “você que morou em NY, vai amar Berlim…” Fui na expectativa de encontrar uma NY alemã e não foi isso que achei. Pra falar bem a verdade, na minha primeira visita à cidade, eu saí de lá com uma impressão meio esquisita. Não gostei muito. Por ter essa expectativa, eu acho que fiquei comparando as duas cidades o tempo todo. O erro!

Acontece que Berlim é uma cidade totalmente diferente de NY por vários motivos:

 

  • Você pode beber na rua, no metrô ou numa casinha de sapê – e a galera bebe pra caramba! Eles andam com garrafas de 600ml (?) e bebem no gargalo mesmo. Vi muita gente bebendo às 8h da manhã. Tudo é motivo pra beber.
  • A cultura de consumo de produtos globalizados, grandes redes e tal, é menor. Eles valorizam muuuito produtos locais. O famoso “Compro de quem faz”.
  • As pessoas são meio frias e às vezes grossas. Se você sorri, muitas vezes eles não sorriem de volta ou não entendem por que você está sorrindo pra elas. Mas não é por maldade, é simplesmente porque eles tão vivendo a vida deles. É cada um no seu quadrado.

 
Daí que fui de novo pra lá em abril e, já conhecendo um pouquinho da cidade, resolvi ir com outros olhos. Dessa vez, quis fazer rolê de quem mora lá, viver como eles viviam e…

me apaixonei pela cidade.

 
[caption id="attachment_4771" align="aligncenter" width="535"]♡♡♡ ♡♡♡[/caption]  
Foi tipo um segundo date com o lugar, uma segunda chance. E consegui entender um pouco esse jeito deles. Sabe aquele tio meio rabugento mas que no fundo tem um bom coração?  Muitas vezes foi porque a vida simplesmente o fez assim! Então, Berlim é igual.

A cidade parece um pouco com São Paulo (olha eu comparando a coitada mais uma vez): muito cinza, arte urbana, balada, música, comida e mistura de culturas. Mas é uma cidade bem mais barata (pasmem: mesmo em euro, hein), tem bastante verde, vários parques,  o transporte público é ótimo (ok, nesse caso não parece tanto), tudo é muito perto e geral anda de bike.

 
[caption id="attachment_4768" align="aligncenter" width="720"]Romero Britto international superstar Romero Britto international superstar[/caption]  
O que me fez muito amar a cidade dessa vez é que a galera é muito de boa no estilo de vida. Pra ir na balada, por exemplo, você não precisa se montar toda – aliás, tem balada que se você estiver de salto ou muito make, você nem entra. Você pode se vestir do jeito que quiser, tem gente de todo tipo. E tá tudo bem.

 
[caption id="attachment_4764" align="aligncenter" width="960"]East Side Gallery East Side Gallery[/caption]  
É uma cidade que realmente não dorme. Todos os dias tem algo pra se fazer, algum lugar pra comer ou beber aberto. Em todos os cantos acontecem feirinhas de comida ou mercados de pulgas. Eles prezam muito pela reutilização das coisas. Tudo é reaproveitável, desde móveis a roupas – ah, e as garrafas de vidro de cervejas que as pessoas compram no mercado são retornáveis. Você coloca numa maquininha e ganha dinheiro em troca. *__*

E tem muito parque, muito mesmo. Ou seja um estilo de vida not fancy. Valorizo!

A cidade também é conhecida por ser um grande polo artístico. Diferente de NY ou Paris, que são consideradas cidades museus, Berlim é considerada uma cidade-instalação-artística. É uma mistura de DIY e experimentações. Pra quem gosta de arte, design, ilustração, é o paraíso! Tem muita loja, galerias, eventos, vernissages e workshops. Não tem como não sair inspirado de lá. Pra trabalhar, no entanto, não é muito bom. São muitos artistas pro mercado. A concorrência é acirrada. Ótimo pra se inspirar e trocar experiência, ruim pra trabalhar e ganhar dinheiro.

Ok, muito blablabla, mas vamos ao que interessa:
 
Onde fiquei: Kreuzeberg, Berlim
Quanto tempo: 15 dias
Com quem: passei um período com uma amiga australiana e um amigo thailandês. No final da viagem, fiquei com meus amigos berlinenses.
Quanto gastei: 650 euros com comida, transporte, cerveja e hostel.
Conclusão: Amor à segunda vista, quero morar lá pra sempre.
 
[separator type="thin"]

Highlights! Top 5:

 

  • Urban Spree + Neue Heimat + Mercado de pulgas + vizinhança:

    Vá ao domingo na galeria e loja Urban Spree que fica do lado da estação Warschauer Strasse. Nesse dia, atrás da loja na Revalerstrasse mesmo, rola um mercado de pulgas e feira de comida, a Neue Heimant. Coma uma comidinha, beba uma cervejinha e explore a feirinha que tem um monte de achados. Aproveite e passeie pelas ruas ali perto, tem um monte de loja de roupas, livros, toy art e uns restaurantes bem bons também. Uma vizinhança muito legal para ser explorada.

  •  
    [caption id="attachment_4769" align="aligncenter" width="960"]Urban Spree Urban Spree[/caption] [caption id="attachment_4765" align="aligncenter" width="960"]Mercado de Pulgas Mercado de Pulgas[/caption]  

  • Photoautomat:

    Qualquer lugar que você ande por Berlim tem aquelas máquinas pra tirar aquelas tripinhas de foto instântanea em P&B. Vá com namorado, com os amigos ou mesmo sozinha. É muito legal!

  •  
    photoautomat
     

  • Döner Kebab > Curry Wurst:

    Esqueça o Curry Wurst, bom mesmo é o Döner Kebab que é carne de cordeiro + pão sírio + vegetais e molhos. Uma explosão de sabor! Melhor comida do mundo. Ah, às vezes eles colocam umas batatinhas fritas no meio. MARAVILHOSO!

  •  
    [caption id="attachment_4766" align="aligncenter" width="960"]Döner Kebab Döner Kebab[/caption]  

  • Cerveja boa e barata:

    Berliner é ótima e baratinha no mercado. Mas não beba a Berliner Kindl Weisse com um syrup colorido (tem verde e rosa). É uma mistura de uma cerveja azeda e um xarope mega doce. Horrível!

  •  

  • Volkspark Hasenheide, um Parque Kinder Ovo:

    Fui nesse parque só porque era do lado do meu hostel e tava afim de curtir um pouco minha ressaca, deitar na grama, tomar um sol na cara etc. Apenas que chegando lá dentro encontrei camelo, avestruz, pavão, bezerro, pato, um parque de diversões gigante (tinha até aqueles brinquedos com água e mini montanha russa), gente de topless e um lago! Cada passo, uma surpresa. Melhor parque!

 
[separator type="thin"]

Todo esse amor me contaminou e acabei criando um mini guia para criativos e curiosos. É um e-book em que dou dicas de como chegar na cidade, como pedir um bom Döner Kebab e algumas lojas, livrarias e galerias pra você gastar seu eurozinhos e se inspirar. Modéstia à parte: tá fofo, tá barato, tá didático, tá alternativo, tá guia gente como a gente. Olha o sample:

 


 

Ah, vai rolar uns vídeos desses lugares no meu canal também.
Se inscreve e não perde.

 

 

E os meus links: Site / Guia / Youtube

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A infância das Ovelhas

Nós aqui da Ovelha damos muito valor à infância. Acreditamos que manter sua criança interior constrói adultas mais autênticas e confiantes. Afinal, é a melhor época da vida né? Em que construímos nossa personalidade, nossa essência, e guardamos as lembranças mais preciosas da vida.

Para comemorar o Dia das Crianças, montamos os antes/depois de algumas colaboradoras ovelhetes e perguntamos a elas:
 

“O que infância significa para você?”

 


 

Nina Grando

nina

“Pra mim, uma imagem que retrata bem a infância é aquele vídeo do garoto gritando ‘NINTENDO SIXTY FOUR!’ quando desembrulha o pacote de presente. Sabe, aquele brilho no olho, a histeria, o êxtase pelas coisas banais como se fossem a coisa mais legal do mundo. Minhas lembranças de descer até a locadora de filmes pra jogar Street Fighter no fliperama. De ter feito xixi na calça de emoção ao terminar Sonic 2. Foi passar as férias inteiras jogando Tomb Raider com minha irmã e minha prima. Foi gravar diversas fitas K7 como se fosse um programa de rádio. Foi brincar com minhas amigas na rua de ‘alerta’ até a hora de passar Sailor Moon na TV Manchete. Ficar de bruços lendo gibis e revistas como a Herói e Animax. Desenhar guerreiras, ouvir as histórias que minha irmã escrevia. E também as travessuras de fingir estar doente pra não fazer a prova de matemática.”
 

 

Bárbara Malagoli (a.k.a. Baby C)

barbara_malagoli

“Infância é Super Nintendo, pão na sanduicheira com Toddynho, revista Herói, praia e desenhar.”
 

 

Débora Backes

debora_backes

“Infância é viver o mais próximo possível da liberdade plena. Pode parecer clichê, mas é realmente a fase em que não se tem medos (tirando dos pesadelos e do escuro), nem preocupações (tirando o dever de casa, talvez). É a fase em que não se tem contato com as maldades do mundo – o egoísmo, a violência, o preconceito – e em que se vive sempre com um riso alto, solto, sem vergonha. Pelo menos, é assim que eu desejaria que a infância fosse para todas as crianças do mundo.”
 

 

Raphaela Salles

raphaela_salles

“Eu sempre amei ser criança, eu curti muito essa época. Brinquei de boneca até os 14 anos. E acho que a infância é isso, é poder brincar, se divertir, usar a imaginação, sonhar acordada, sem ter as responsabilidades e problemas de um adulto. É estar desprendido de normas sociais e poder ser quem quiser. Resumindo. A infância é a melhor época da vida e eu ainda carrego um pouquinho dela comigo.”
 

 

Barbara Mastrobuono

barbara_matsuorbo

“Infância é quando estamos formando os nossos corações.”
 

 

Fernanda Garcia (a.k.a. Kissy)

fernanda

“Infância pra mim significa duas coisas: casa da vó e brincar na rua com os primos até bem tarde!”
 

 

Anna Carolina Rodrigues

anna_Crô

“InfIancia era comer bolo da bisavó e biscoito globo e mate geladíssimo coberto de areia na praia. Era encher minha mãe de perguntas enquanto a gente jogava super mario. Passar o dia inteiro montando lego ou arrumando uma casa da barbie e na hora de brincar ir dormir. Era achar que tudo era possível e acreditar que meu pai era campeão mundial de video-game e do campeonato de beber refrigerante super rápido.”
 

 

Letícia Mendes

leticia

“Sabe aquele embrulho fosforescente que faz seus olhos brilharem mais do que a própria Barbie que ganhou de dia das crianças? Então, infância para mim é isso. É se impressionar com aquilo que pode ficar de lado para outras pessoas. É descobrir coisas novas todos os dias. É ter os olhos, o corpo e a mente sempre abertos para o mundo. Espero continuar na minha infância o máximo de tempo que conseguir.”

 


 

maquina

E para você leitora, O que a infância significa? :)
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Você pode beber na rua, no metrô ou numa casinha de sapê – e a galera bebe pra caramba! Eles andam com garrafas de 600ml (?) e bebem no gargalo mesmo. Vi muita gente bebendo às 8h da manhã. Tudo é motivo pra beber.
  • A cultura de consumo de produtos globalizados, grandes redes e tal, é menor. Eles valorizam muuuito produtos locais. O famoso “Compro de quem faz”.
  • As pessoas são meio frias e às vezes grossas. Se você sorri, muitas vezes eles não sorriem de volta ou não entendem por que você está sorrindo pra elas. Mas não é por maldade, é simplesmente porque eles tão vivendo a vida deles. É cada um no seu quadrado.
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    Daí que fui de novo pra lá em abril e, já conhecendo um pouquinho da cidade, resolvi ir com outros olhos. Dessa vez, quis fazer rolê de quem mora lá, viver como eles viviam e…

    me apaixonei pela cidade.

     

     
    Foi tipo um segundo date com o lugar, uma segunda chance. E consegui entender um pouco esse jeito deles. Sabe aquele tio meio rabugento mas que no fundo tem um bom coração?  Muitas vezes foi porque a vida simplesmente o fez assim! Então, Berlim é igual.

    A cidade parece um pouco com São Paulo (olha eu comparando a coitada mais uma vez): muito cinza, arte urbana, balada, música, comida e mistura de culturas. Mas é uma cidade bem mais barata (pasmem: mesmo em euro, hein), tem bastante verde, vários parques,  o transporte público é ótimo (ok, nesse caso não parece tanto), tudo é muito perto e geral anda de bike.

     

     
    O que me fez muito amar a cidade dessa vez é que a galera é muito de boa no estilo de vida. Pra ir na balada, por exemplo, você não precisa se montar toda – aliás, tem balada que se você estiver de salto ou muito make, você nem entra. Você pode se vestir do jeito que quiser, tem gente de todo tipo. E tá tudo bem.

     

     
    É uma cidade que realmente não dorme. Todos os dias tem algo pra se fazer, algum lugar pra comer ou beber aberto. Em todos os cantos acontecem feirinhas de comida ou mercados de pulgas. Eles prezam muito pela reutilização das coisas. Tudo é reaproveitável, desde móveis a roupas – ah, e as garrafas de vidro de cervejas que as pessoas compram no mercado são retornáveis. Você coloca numa maquininha e ganha dinheiro em troca. *__*

    E tem muito parque, muito mesmo. Ou seja um estilo de vida not fancy. Valorizo!

    A cidade também é conhecida por ser um grande polo artístico. Diferente de NY ou Paris, que são consideradas cidades museus, Berlim é considerada uma cidade-instalação-artística. É uma mistura de DIY e experimentações. Pra quem gosta de arte, design, ilustração, é o paraíso! Tem muita loja, galerias, eventos, vernissages e workshops. Não tem como não sair inspirado de lá. Pra trabalhar, no entanto, não é muito bom. São muitos artistas pro mercado. A concorrência é acirrada. Ótimo pra se inspirar e trocar experiência, ruim pra trabalhar e ganhar dinheiro.

    Ok, muito blablabla, mas vamos ao que interessa:
     
    Onde fiquei: Kreuzeberg, Berlim
    Quanto tempo: 15 dias
    Com quem: passei um período com uma amiga australiana e um amigo thailandês. No final da viagem, fiquei com meus amigos berlinenses.
    Quanto gastei: 650 euros com comida, transporte, cerveja e hostel.
    Conclusão: Amor à segunda vista, quero morar lá pra sempre.
     

    Highlights! Top 5:

     

    • Urban Spree + Neue Heimat + Mercado de pulgas + vizinhança:

      Vá ao domingo na galeria e loja Urban Spree que fica do lado da estação Warschauer Strasse. Nesse dia, atrás da loja na Revalerstrasse mesmo, rola um mercado de pulgas e feira de comida, a Neue Heimant. Coma uma comidinha, beba uma cervejinha e explore a feirinha que tem um monte de achados. Aproveite e passeie pelas ruas ali perto, tem um monte de loja de roupas, livros, toy art e uns restaurantes bem bons também. Uma vizinhança muito legal para ser explorada.

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    • Photoautomat:

      Qualquer lugar que você ande por Berlim tem aquelas máquinas pra tirar aquelas tripinhas de foto instântanea em P&B. Vá com namorado, com os amigos ou mesmo sozinha. É muito legal!

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      photoautomat
       

    • Döner Kebab > Curry Wurst:

      Esqueça o Curry Wurst, bom mesmo é o Döner Kebab que é carne de cordeiro + pão sírio + vegetais e molhos. Uma explosão de sabor! Melhor comida do mundo. Ah, às vezes eles colocam umas batatinhas fritas no meio. MARAVILHOSO!

    •  

       

    • Cerveja boa e barata:

      Berliner é ótima e baratinha no mercado. Mas não beba a Berliner Kindl Weisse com um syrup colorido (tem verde e rosa). É uma mistura de uma cerveja azeda e um xarope mega doce. Horrível!

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    • Volkspark Hasenheide, um Parque Kinder Ovo:

      Fui nesse parque só porque era do lado do meu hostel e tava afim de curtir um pouco minha ressaca, deitar na grama, tomar um sol na cara etc. Apenas que chegando lá dentro encontrei camelo, avestruz, pavão, bezerro, pato, um parque de diversões gigante (tinha até aqueles brinquedos com água e mini montanha russa), gente de topless e um lago! Cada passo, uma surpresa. Melhor parque!

     

    Todo esse amor me contaminou e acabei criando um mini guia para criativos e curiosos. É um e-book em que dou dicas de como chegar na cidade, como pedir um bom Döner Kebab e algumas lojas, livrarias e galerias pra você gastar seu eurozinhos e se inspirar. Modéstia à parte: tá fofo, tá barato, tá didático, tá alternativo, tá guia gente como a gente. Olha o sample:

     


     

    Ah, vai rolar uns vídeos desses lugares no meu canal também.
    Se inscreve e não perde.

     

     

    E os meus links: Site / Guia / Youtube

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