Será inaugurada neste sábado (11) a exposição “FIO” na Casa SINLOGO, que fica em Pinheiros (SP). A artista plástica Flávia Lhacer é quem organiza a mostra cuja proposta é apresentar artistas mulheres que trabalham com as mãos. São elas: Anelena Toku, Carla Boregas, Cristiane Bertoluci, Denise Mikowski, Guta Carvalho, Helena Sasseron, Juliana Curi, Karlla Girotto, Leticia Matos, Sarah Lopes, Silvana Mello, e Talita Rossi.
“Tenho uma relação de profunda admiração pelo trabalho de todas elas. Procurei ter uma grande variedade de técnicas manuais e como cada artista desenvolvia cada técnica, trabalhando o FIO. É muito interessante ver como elas se expressam individualmente. Bordado no papel, tapeçaria, macramé, máscaras de crochê, esculturas de tricô, bordado em plantas… Na exposição dá para ver o quanto essas técnicas manuais permitem sair da receita, do óbvio”, diz a curadora, em entrevista à Ovelha.
Flávia conta que começou a bordar aos nove anos e que o hobby, normalmente aprendido com avós, mães e tias, hoje é uma expressão artística para ela. “Tive algumas fases na vida de ir e voltar para a técnica. A prática se intensificou na minha vida quando estudei Artes Plásticas na FAAP e após, quando comecei a me reunir com as amigas para praticar mais. Desde então tem sido um processo diário.”
Além do trabalho de artista/artesã e figurinista, ela dá aulas de bordado há três anos – seu curso de bordado experimental no Sesc Pompeia, por exemplo, sempre tem vagas esgotadas. “Tem sido muito interessante. Ver o processo criativo de cada aluna depois das aulas é o que mais me incentiva neste processo. A grande maioria das pessoas que me procuram são mulheres, entre elas, tenho tido contato com várias áreas do conhecimento, pois são pessoas com diversas experiências, que acabam trazendo suas impressões para o trabalho feito a mão. É de muita troca e aproveitamento”, afirma.
Ela diz que o incentivo a dar aulas veio da também professora Cris Bertoluci. “Nós nos conhecemos após termos participado de uma reportagem para a revista da Folha. Como tínhamos amigas em comum na reportagem, fomos apresentadas e ficamos amigas logo depois disso”, conta Cris.
Na “FIO”, o trabalho de Cris Bertoluci será em tricô. “Acho que o tricô convive comigo diariamente, é quase impossível não virar algo pessoal. Como sou professora, acabo guardando ideias e vontades. Para o trabalho da exposição me inspirei na ideia das mulheres de Bauhaus, que tinha como tema ‘com a cabeça, com as mãos e com o coração’. As duas obras se relacionam muito com a ligação entre a criatividade e sincronicidade dos três órgãos”, revela.
Já Flávia diz que seus bordados, compostos por símbolos e palavras, funcionam para ela um pouco como o desenho. “Este processo criativo de desenvolvimento dos meus diários não tem uma técnica especifica. Expresso a partir da vontade de registrar. Acontece instintivamente”. As obras presentes na exposição manifestam novas formas de olhar e pensar o trabalho manual, em uma época na qual rapidez e tempo viraram sinônimo.”O manual permite um processo de tempo real, o próprio tempo das mãos. Isso é privilégio nos dias de hoje.”
Será inaugurada neste sábado (11) a exposição “FIO” na Casa SINLOGO, que fica em Pinheiros (SP). A artista plástica Flávia Lhacer é quem organiza a mostra cuja proposta é apresentar artistas mulheres que trabalham com as mãos. São elas: Anelena Toku, Carla Boregas, Cristiane Bertoluci, Denise Mikowski, Guta Carvalho, Helena Sasseron, Juliana Curi, Karlla Girotto, Leticia Matos, Sarah Lopes, Silvana Mello, e Talita Rossi.
“Tenho uma relação de profunda admiração pelo trabalho de todas elas. Procurei ter uma grande variedade de técnicas manuais e como cada artista desenvolvia cada técnica, trabalhando o FIO. É muito interessante ver como elas se expressam individualmente. Bordado no papel, tapeçaria, macramé, máscaras de crochê, esculturas de tricô, bordado em plantas… Na exposição dá para ver o quanto essas técnicas manuais permitem sair da receita, do óbvio”, diz a curadora, em entrevista à Ovelha.
Flávia conta que começou a bordar aos nove anos e que o hobby, normalmente aprendido com avós, mães e tias, hoje é uma expressão artística para ela. “Tive algumas fases na vida de ir e voltar para a técnica. A prática se intensificou na minha vida quando estudei Artes Plásticas na FAAP e após, quando comecei a me reunir com as amigas para praticar mais. Desde então tem sido um processo diário.”
Além do trabalho de artista/artesã e figurinista, ela dá aulas de bordado há três anos – seu curso de bordado experimental no Sesc Pompeia, por exemplo, sempre tem vagas esgotadas. “Tem sido muito interessante. Ver o processo criativo de cada aluna depois das aulas é o que mais me incentiva neste processo. A grande maioria das pessoas que me procuram são mulheres, entre elas, tenho tido contato com várias áreas do conhecimento, pois são pessoas com diversas experiências, que acabam trazendo suas impressões para o trabalho feito a mão. É de muita troca e aproveitamento”, afirma.
Ela diz que o incentivo a dar aulas veio da também professora Cris Bertoluci. “Nós nos conhecemos após termos participado de uma reportagem para a revista da Folha. Como tínhamos amigas em comum na reportagem, fomos apresentadas e ficamos amigas logo depois disso”, conta Cris.
Na “FIO”, o trabalho de Cris Bertoluci será em tricô. “Acho que o tricô convive comigo diariamente, é quase impossível não virar algo pessoal. Como sou professora, acabo guardando ideias e vontades. Para o trabalho da exposição me inspirei na ideia das mulheres de Bauhaus, que tinha como tema ‘com a cabeça, com as mãos e com o coração’. As duas obras se relacionam muito com a ligação entre a criatividade e sincronicidade dos três órgãos”, revela.
Já Flávia diz que seus bordados, compostos por símbolos e palavras, funcionam para ela um pouco como o desenho. “Este processo criativo de desenvolvimento dos meus diários não tem uma técnica especifica. Expresso a partir da vontade de registrar. Acontece instintivamente”. As obras presentes na exposição manifestam novas formas de olhar e pensar o trabalho manual, em uma época na qual rapidez e tempo viraram sinônimo.”O manual permite um processo de tempo real, o próprio tempo das mãos. Isso é privilégio nos dias de hoje.”
Detalhe da obra ‘Pink Intervention’, bordado em planta de Juliana Curi
Será inaugurada neste sábado (11) a exposição “FIO” na Casa SINLOGO, que fica em Pinheiros (SP). A artista plástica Flávia Lhacer é quem organiza a mostra cuja proposta é apresentar artistas mulheres que trabalham com as mãos. São elas: Anelena Toku, Carla Boregas, Cristiane Bertoluci, Denise Mikowski, Guta Carvalho, Helena Sasseron, Juliana Curi, Karlla Girotto, Leticia Matos, Sarah Lopes, Silvana Mello, e Talita Rossi.
“Tenho uma relação de profunda admiração pelo trabalho de todas elas. Procurei ter uma grande variedade de técnicas manuais e como cada artista desenvolvia cada técnica, trabalhando o FIO. É muito interessante ver como elas se expressam individualmente. Bordado no papel, tapeçaria, macramé, máscaras de crochê, esculturas de tricô, bordado em plantas… Na exposição dá para ver o quanto essas técnicas manuais permitem sair da receita, do óbvio”, diz a curadora, em entrevista à Ovelha.
[caption id="attachment_3148" align="aligncenter" width="750"] ‘Pink Intervention’, bordado em planta de Juliana Curi[/caption]
Flávia conta que começou a bordar aos nove anos e que o hobby, normalmente aprendido com avós, mães e tias, hoje é uma expressão artística para ela. “Tive algumas fases na vida de ir e voltar para a técnica. A prática se intensificou na minha vida quando estudei Artes Plásticas na FAAP e após, quando comecei a me reunir com as amigas para praticar mais. Desde então tem sido um processo diário.”
Além do trabalho de artista/artesã e figurinista, ela dá aulas de bordado há três anos – seu curso de bordado experimental no Sesc Pompeia, por exemplo, sempre tem vagas esgotadas. “Tem sido muito interessante. Ver o processo criativo de cada aluna depois das aulas é o que mais me incentiva neste processo. A grande maioria das pessoas que me procuram são mulheres, entre elas, tenho tido contato com várias áreas do conhecimento, pois são pessoas com diversas experiências, que acabam trazendo suas impressões para o trabalho feito a mão. É de muita troca e aproveitamento”, afirma.
[caption id="attachment_3154" align="aligncenter" width="600"] Flávia Lhacer e seus bordados: ‘É um processo diário’[/caption]
[caption id="attachment_3251" align="alignleft" width="192"]‘Toranjas’, obra de Talita Rossi[/caption]
Ela diz que o incentivo a dar aulas veio da também professora Cris Bertoluci. “Nós nos conhecemos após termos participado de uma reportagem para a revista da Folha. Como tínhamos amigas em comum na reportagem, fomos apresentadas e ficamos amigas logo depois disso”, conta Cris.
Na “FIO”, o trabalho de Cris Bertoluci será em tricô. “Acho que o tricô convive comigo diariamente, é quase impossível não virar algo pessoal. Como sou professora, acabo guardando ideias e vontades. Para o trabalho da exposição me inspirei na ideia das mulheres de Bauhaus, que tinha como tema ‘com a cabeça, com as mãos e com o coração’. As duas obras se relacionam muito com a ligação entre a criatividade e sincronicidade dos três órgãos”, revela.
[caption id="attachment_3160" align="aligncenter" width="1024"] Detalhe da obra ‘Pink Intervention’, bordado em planta de Juliana Curi[/caption]
Já Flávia diz que seus bordados, compostos por símbolos e palavras, funcionam para ela um pouco como o desenho. “Este processo criativo de desenvolvimento dos meus diários não tem uma técnica especifica. Expresso a partir da vontade de registrar. Acontece instintivamente”. As obras presentes na exposição manifestam novas formas de olhar e pensar o trabalho manual, em uma época na qual rapidez e tempo viraram sinônimo.”O manual permite um processo de tempo real, o próprio tempo das mãos. Isso é privilégio nos dias de hoje.”
Mais uma semana com um monte de coisas legais, importantes e inspiradoras que vimos e achamos que merecem a atenção de vocês.
// SILVANA LIMA
A BBC Brasil entrevistou a surfista cearense Silvana Lima(foto acima), de 31 anos. “Para as marcas de ‘surfwear’ (principais patrocinadores do esporte), a gente tem que ser modelo e surfista ao mesmo tempo. Então quem não é tipo modelinho acaba não tendo patrocínio, como foi o meu caso. Você acaba ficando de fora, é descartável.”
A criadora de “Girls” criticou a revista “Tentaciones”, do jornal “El País”, por usar Photoshop em uma foto sua. Acontece que eles não usaram Photoshop nenhum. A revista enviou a imagem original a Lena para provar que não houve modificações. A questão é que ela mesma não se reconheceu na foto. Quem nunca?
Uma foto publicada por Lena Dunham (@lenadunham) em
// OSCAR 2016
A cerimônia deste ano teve tantos atores brancos concorrendo – quer dizer, só atores brancos concorrendo – que a cor branca foi tendência até no tapete vermelho. Que ironia. Veja.
// DALVINA
A diarista Dalvina Borges Ramos, de 74 anos, ganhou o prêmio internacional Building of the Year 2016 (melhor construção do ano), promovido por um dos sites mais importantes do segmento no mundo, o ArchDaily. A casa dela é realmente muito bonita!
A documentarista Sharmeen Obaid-Chinoy procurava personagens para seu filme “A Girl in the River: The Price of Forgiveness”, que ganhou o Oscar deste ano de melhor documentário em curta-metragem, quando achou Saba Qaiser. O pai de Saba deu um tiro no rosto da jovem, colocou a moça em uma sacola e a lançou em um rio.
Um grupo de mulheres que dizem que fumar maconha as transforma em melhores mães se encontram todo mês para um jantar cujo cardápio é cannabis em Beverly Hills, Califórnia.
Casa SINLOGO, que fica em Pinheiros (SP). A artista plástica Flávia Lhacer é quem organiza a mostra cuja proposta é apresentar artistas mulheres que trabalham com as mãos. São elas: Anelena Toku, Carla Boregas, Cristiane Bertoluci, Denise Mikowski, Guta Carvalho, Helena Sasseron, Juliana Curi, Karlla Girotto, Leticia Matos, Sarah Lopes, Silvana Mello, e Talita Rossi.
“Tenho uma relação de profunda admiração pelo trabalho de todas elas. Procurei ter uma grande variedade de técnicas manuais e como cada artista desenvolvia cada técnica, trabalhando o FIO. É muito interessante ver como elas se expressam individualmente. Bordado no papel, tapeçaria, macramé, máscaras de crochê, esculturas de tricô, bordado em plantas… Na exposição dá para ver o quanto essas técnicas manuais permitem sair da receita, do óbvio”, diz a curadora, em entrevista à Ovelha.
Flávia conta que começou a bordar aos nove anos e que o hobby, normalmente aprendido com avós, mães e tias, hoje é uma expressão artística para ela. “Tive algumas fases na vida de ir e voltar para a técnica. A prática se intensificou na minha vida quando estudei Artes Plásticas na FAAP e após, quando comecei a me reunir com as amigas para praticar mais. Desde então tem sido um processo diário.”
Além do trabalho de artista/artesã e figurinista, ela dá aulas de bordado há três anos – seu curso de bordado experimental no Sesc Pompeia, por exemplo, sempre tem vagas esgotadas. “Tem sido muito interessante. Ver o processo criativo de cada aluna depois das aulas é o que mais me incentiva neste processo. A grande maioria das pessoas que me procuram são mulheres, entre elas, tenho tido contato com várias áreas do conhecimento, pois são pessoas com diversas experiências, que acabam trazendo suas impressões para o trabalho feito a mão. É de muita troca e aproveitamento”, afirma.
Ela diz que o incentivo a dar aulas veio da também professora Cris Bertoluci. “Nós nos conhecemos após termos participado de uma reportagem para a revista da Folha. Como tínhamos amigas em comum na reportagem, fomos apresentadas e ficamos amigas logo depois disso”, conta Cris.
Na “FIO”, o trabalho de Cris Bertoluci será em tricô. “Acho que o tricô convive comigo diariamente, é quase impossível não virar algo pessoal. Como sou professora, acabo guardando ideias e vontades. Para o trabalho da exposição me inspirei na ideia das mulheres de Bauhaus, que tinha como tema ‘com a cabeça, com as mãos e com o coração’. As duas obras se relacionam muito com a ligação entre a criatividade e sincronicidade dos três órgãos”, revela.
Já Flávia diz que seus bordados, compostos por símbolos e palavras, funcionam para ela um pouco como o desenho. “Este processo criativo de desenvolvimento dos meus diários não tem uma técnica especifica. Expresso a partir da vontade de registrar. Acontece instintivamente”. As obras presentes na exposição manifestam novas formas de olhar e pensar o trabalho manual, em uma época na qual rapidez e tempo viraram sinônimo.”O manual permite um processo de tempo real, o próprio tempo das mãos. Isso é privilégio nos dias de hoje.”