As animações de Min Liu

Animações incríveis em preto, branco e vermelho, no maior estilo The White Stripes

 

Min Liu é uma motion designer taiwandesa SENSACIONAL.

 

 

Dentre seus trabalhos, estão o clipe Bang da Anitta. Lembra daquelas pequenas animações do clipe?

Então minha gente Min Liu que fez.

 

 

MAAAS o trabalho mais cool dessa designerrr maravilhosa são seus gifs do projeto BLOODY DAIRY. São conjuntos de vários gifs que misturam idéias macabras em ações cotidianas. Acho que um gif vale mais que mil palavras, certo?

 





 

Aproveita e corre no site dela pra dar uma conferida em todos os gifs!
Siga Min Liu: Site / Behance / Instagram

 

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Escrito por
Mais de Janis Souza

Leia: A odisséia de Penélope

A Odisséia de Penélope (The Penelopiad, 2005) é um livro da escritora canadense Margaret Atwood que, por sinal, atua em mil coisas. Essa mulher é romancista, poetisa, contista e ensaísta e ganhou o Prêmio Arthur C. Clarke e o Prémio Príncipe das Astúrias na categoria “letras”.

Para localizar quem ainda não sabe quem é essa escritora MARAVILHOSA, lembra do livro Conto da Aia (The Handmaid’s Tale) que inspirou a série? Então queridas, foi Margaret Atwood quem escreveu.

O foco de minha indicação é a trajetória de Penélope, esposa de Ulisses (Odisseu). O livro é narrado por Penélope depois de morta, contando fatos de sua vida. Ao mesmo tempo, assombrada pelas doze escravas que a ajudaram a enganar e distrair os homens (pretendentes) que tentavam usurpar o trono de Ulisses e foram enforcadas injustamente.

Margaret Atwood dá voz a Penélope, uma voz que é secundária dentro do clássico de Homero. Ou seja, dá voz a nós mulheres dentro do clássico. Penélope pode ser conhecida parcialmente por sua fidelidade a seu marido, mas enganam-se os que só acham isso, pois Penélope possui todas as características gregas de um herói que são honra (τιμή), virtude (αρετή), glória (κλέος) e é tão divina quanto Ulisses. Penélope é uma heroína da história.

Atwood segue o padrão clássico grego. A narrativa é cantada e declamada pelas Musas, assim a história alterna entre a narrativa de Penélope e o coro das Musas. Nada de melhor que as 12 escravas de Penélope enforcadas por Ulisses e Telêmaco na odisseia homérica como as Musas dessa narrativa certo? Na introdução do livro, Atwood afirma exatamente sua estrutura para contar e porque contar essa história dessa maneira:

“Optei por entregar a narrativa a Penélope e às doze escravas enforcadas. As escravas formam o Coro, que canta e declama, concentrando-se nas duas questões que se destacam numa leitura atenta da Odisséia: o motivo do enforcamento das escravas e o real propósito de Penélope. A maneira como a história é contada na Odisséia não convence, há muitas incoerências. Sempre vivi assombrada pelas escravas enforcadas; em A odisseia de Penélope, ocorre o mesmo com Penélope. ”

Cheia de ironia e classe, Atwood reconta o clássico homérico. Alguns trechos podem não ficar claro para quem não leu a Odisséia de Homero, assim recomendo a leitura dos resumos dos cantos para facilitar sua vida e para uma leitura 100% proveitosa.

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