Ouça: Brown Eyed Girls

Integrantes do Brown Eyed Girls: Miryo, Narsha, JeA e Gain
No mundo do K-pop, as Brown Eyed Girls são uma verdadeira lenda

O grupo pop feminino mais antigo ainda em atividade sem mudanças na formação original. O Brown Eyed Girls, também chamado de BEG, é composto de JeA, Miryo, Narsha e Gain e surgiu em 2006 e seu principal estilo era o R&B balada. No entanto, elas só estouraram três anos depois, com o hit Abracadabra, do álbum Sound G. A icônica dança onde elas aparecem remexendo o quadril ficou tão popular que foi repetida no vídeo clipe de Gentleman, do rapper PSY, após o sucesso mundial de Gangnam Style. Inclusive uma das integrantes do grupo, Gain, aparece no vídeo.


 
Em um universo onde as gravadoras apostam em girlbands e boybands com artistas cada vez mais novos, as integrantes do Brown Eyed Girls entram na casa dos trinta anos esbanjando energia e potencial para o k-pop. E com clipes que sempre causam polêmica na conservadora Coreia do Sul, seja cantando baladas sobre amores perdidos ou parodiando Kill Bill.


 
Desde então, elas já fizeram de tudo um pouco e não tem medo de se arriscar em novos gêneros musicais, seja disco, EDM ou hip hop. Todas as integrantes também se arriscaram na carreira solo e produziram músicas tão boas quanto. A carreira solo de Gain é interessantíssima, tocando em temas como sexualidade feminina, religião e fama com uma delicadeza que pouco se vê no cenário musical coreano.


 
Dá para ouvir parte da discografia delas no Spotify, além do canal oficial do grupo no Youtube.
 

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O fim do Vine e os problemas do Twitter

O Twitter anunciou que vai fechar o Vine. Essa é uma das principais medidas que a empresa tomou para diminuir gastos e atrair compradores. No entanto, boa parte dos usuários da ~ melhor rede social ~ acredita que uma das razões para a crise do Twitter é o fato da rede não tomar medidas para controlar os discursos de ódio e o assédio que rola solto no site.

A história que o passarinho azul tem com trolls, machistas, racistas, estupradores, e xenofóbicos já é bem longa. Milhares de mulheres sofrem ou já sofreram assédio no site. Um dos casos mais famosos foi o Gamergate, um estardalhaço virtual onde dezenas de desenvolvedoras de games, jornalistas e pesquisadoras feministas foram
atacadas durante MESES, chegando a receber ameaças de estupro e morte. Só em 2016 a atriz Leslie Jones, de Ghostbusters, e a roteirista da HQ Mockingbird, Chelsea Cain, saíram do site por causa dos ataques e ofensas misóginas e racistas que receberam durante dias.

Essa semana o Twitter perdeu três grandes possíveis compradores. Dois deles inclusive disseram que o problema dos trolls e do assédio influenciaram na desistência da compra.

Lógico que o Vine tinha problemas também, não dava lucro e não atraía publicidade, então o fim do aplicativo não é algo inesperado. Mas, justo nesse momento que o Twitter está tentando construir uma identidade mais atraente para o mercado, soa um pouco estranho que a empresa decida acabar com um serviço que não era ligado a imagem tóxica da rede social. Sem falar que o Vine produz muito conteúdo viral e de ótima qualidade, filmes de 6 segundos com uma criatividade assustadora. Conteúdo que é criado, em grande parte, por pessoas não brancas.

Sei que querem agradar aos investidores, mas essa decisão reflete algo bizarro sobre as prioridades deles. A resposta do Twitter para a reclamação de que o ninho de ódio que circula no site custa milhões de dólares em prejuízo para a empresa foi fechar um serviço e demitir pessoal. E a questão do assédio? E o ataques racistas e misóginos? Esse elefante branco no meio da sala que parecem ignorar.

O ex-CEO do Twitter, Dick Costolo, disse que a empresa não sabe lidar com todos os “indesejados” que usam a rede social. Porém, o passarinho azul não viu problema ao retirar material que infringisse os direitos de transmissão durante as Olímpiadas do Rio, como GIFs, graças ao pedido do COI.

Resumindo, o Twitter está mandando a mensagem de que prefere acabar com uma plataforma usada por uma comunidade vibrante de artistas do que lidar com o grupo de racistas, homofóbicos, estupradores e terroristas que andam livres pela sua rede social. Os esforços da empresa estão voltados para as relações comerciais, e esquecem o principal: as pessoas que usam o site.

Vai mesmo sacrificar o futuro da empresa defendendo lixo misógino e racista, Twitter?

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