Ouça: Kali Uchis

Kali Uchis é uma rapper e produtora mezzo colombiana mezzo americana que tem apenas 20 aninhos e já está causando por aí. A moça mudou-se para os EUA pré-adolescente, mas sua vida não foi nada fácil, especialmente por causa das gangues da comunidade onde morava, que até ameaçaram sequestrá-la (!). Com medo de sair de casa, o lance foi mergulhar no que podia fazer dentro do próprio quarto. Tendo a avó bibliotecária, Kali viveu em um mar de livros, gravuras e contos. A moça desenhava para ilustrar suas histórias e ainda brincava de fazer vídeos e de tocar alguns instrumentos musicais, como sax e piano.

Daí ela foi criando coisas e colocando no mundo. Então a moça foi descoberta e amada do dia pra noite. E não é pra menos. Seu som tem uma atmosfera gostosa e macia, meio vintage, mas com rimas que sobram na atitude. Poderosa, deixou o queixo do Snoop Dogg no chão depois de trabalharem juntos numa música.

https://www.youtube.com/watch?v=ab0h-wgc5CQ

Seu EP, “Por Vida”, já conta com produtores de primeira, como Tyler, The Creator e Kaytranada & BADBADNOTGOOD. A moça não é pouca coisa. O som dela é delícia, sensual, jovem e bem feminino. Dê o play.

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Placenta em exposição: a arte de dar a vida

Nós já ouvimos falar sobre a ideia de ingerir sua placenta, uma prática comum na medicina chinesa e popularizada no ocidente por celebridades de Hollywood. Porém, uma artista plástica resolveu enquadrá-la.

Para sua primeira exposição solo, chamada Present Life (que ficou até o mês passado na galeria Garis & Hahn, em Nova Iorque), a artista inglesa Zoë Buckman (que, detalhe, é casada com David Schwimmer, o Ross de Friends) preservou sua placenta desde maio de 2011, quando deu a luz à sua filha Cleo. Na exposição, juntamente com imagens de buquês de flores e estruturas em neon, está o órgão dissecado de Zoë, num luminoso quadro em mármore. O processo de preservação, feito no Institute for Plastination, na Alemanha, também durou nove meses.

Em entrevista, Zoë diz que a escolha de preservar sua placenta e expô-la como uma obra de arte se deu por seu interesse sobre o que acontece entre os estágios da experiência humana: quando a vida vira morte, quando a noite vira dia ou, mais literalmente, quando uma mulher vira mãe.
 
Primeira exposição solo de Zoë Buckman: 'Present Life' (2015)

Primeira exposição solo de Zoë Buckman: 'Present Life' (2015)
 
A ideia inicial de Zoë Buckman para seu debut era explorar a mortalidade versus permanência. A partir daí, evoluiu para percepções mais subconscientes sobre a definição do tempo, somado ao pensamento de que a vida é um presente. Presente, especialmente, no significado da presença no momento real. Porque nós nunca sabemos o que virá ou quanto tempo ainda nos resta.
 
Primeira exposição solo de Zoë Buckman: 'Present Life' (2015)
Primeira exposição solo de Zoë Buckman: 'Present Life' (2015)

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Daí ela foi criando coisas e colocando no mundo. Então a moça foi descoberta e amada do dia pra noite. E não é pra menos. Seu som tem uma atmosfera gostosa e macia, meio vintage, mas com rimas que sobram na atitude. Poderosa, deixou o queixo do Snoop Dogg no chão depois de trabalharem juntos numa música.

https://www.youtube.com/watch?v=ab0h-wgc5CQ

Seu EP, “Por Vida”, já conta com produtores de primeira, como Tyler, The Creator e Kaytranada & BADBADNOTGOOD. A moça não é pouca coisa. O som dela é delícia, sensual, jovem e bem feminino. Dê o play.

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