+ 1 ♡ sobre Coletor Menstrual

Oh Joy Sex Toy, por Erika Moen | Ovelha

Escrevo hoje do auge da minha menstruação e vou falar sobre um assunto que tem sido bastante abordado. Sou dessas que acha que não é nunca suficiente falar sobre um assunto quando o que ele realmente precisa é ser explorado e esclarecido, e provavelmente vocês já devem imaginar que eu vou falar do (rufando os tambores):

Coletoooor menstruaaaal!

Infelizmente a menstruação se tornou um tabu em nossa sociedade. Lidar com sangue mensalmente passou a ser um fardo para muitas mulheres. E eu não julgo jamais. Já tive amigas, de todas as cores, de várias e idades e muitos amores ou não pelas suas menstruações, hahaha. Eu passei a entender que cada umx tem uma relação diferente com seu ciclo e é importantíssimo respeitar essas relações.

Pessoalmente não gostava e aprendi a me relacionar melhor com meu ciclo depois que comecei a entrar no lindo mundo do feminismo. Entender nosso corpo, como ele funciona, o porquê é objetificado, o porquê é associado com impureza, pecados, sujeira, é extremamente importante para nos livrarmos de muitas imposições sociais. É libertador demais quebrar as construções sociais. É se libertar, se aceitar cada vez mais, é fazer as pazes consigo mesma. Gradualmente tem rolado pra mim, espero que pra você também. ♡
 
[separator type="thin"] [infobox maintitle="MINHA (MARAVILHOSA) EXPERIÊNCIA COM O COLETOR, VULGO COPINHO" bg="pink" color="black" opacity="on" space="25" link="no link"]  
Meu fluxo é grande, minha cólica é pungente, e isso se dá porque eu uso D.I.U.. Decidi parar de tomar pílula pra saber como era meu corpo naturalmente, sem hormônios. E aí ouvi falar do ~ copinho. Gente, qual é a primeira reação que alguém pode ter quando imagina um copinho com sangue dentro de si: ECA! Hahaha! E sem dúvida alguma a minha reação não foi diferente, até eu entender como funciona e dizer o meu “eca” para o absorvente descartável interno e pro externo também. Mas isso você vai entender lá na parte em que eu falo mal dos absorventes descartáveis, vamos falar de coisa boa, vem comigo.

O preço em média é de 65 a 85 Reais e pode durar até 5 anos dependendo da marca que você escolher, ou seja, um baita investimento! O sangue não entra em contato com você, ele não cheira mal, ele fica ali dentro do copinho até você decidir esvaziá-lo e colocar o copinho vazio novamente. E digo mais, isso se você lembrar que está usando o copinho, porque diversas vezes esqueci que estava com ele de tão confortável que é. Mas tudo bem porque você pode ficar até 12 horas com ele! Algumas migas minhas não curtiram o cabinho que vem nele para nos ajudar a retirar, ele pode ser cortado, não se preocupe. Algumas marcas já estão vindo sem, rola fazer uma pesquisa. Eu não tive o menor problema com o cabinho.

 

[caption id="attachment_3165" align="aligncenter" width="768"]Coletor Menstrual | Ovelha Miel dando um help na hora de escolher a posição de entrada (coletorsutra)[/caption]

 

MAS BÁRBARA EU USO 3 NOTURNOS NO DIA A DIA!

Sinto sua dor. Mas vou te dizer uma coisa, você não tem a menor ideia de quanto você menstrua. Seu sangue fica esparramado lá ou faz o algodão inflar como uma bexiga e você não tem ideia em ml’s de quanto seu corpo expele, e é muito interessante ter essa noção, me senti mais pertencente a mim. Se seu fluxo é pesado como o meu, você pode esvaziar o copinho com menos tempo de uso, você vai aprendendo a lidar com isso, com seu corpo. Me surpreendi muito com a minha quantidade, achei que era infinitamente mais, no começo eu tirava o copinho toda hora com medo que já estaria pra vazar e estava longe disso!

 

MAS É GIGA, NÃO VAI ENTRAR, VAI VAZAR!

Também pensei a mesma coisa. E vou te dizer que no período de adaptação, é bom você testar em casa e testar as melhores posições (coletorsutra) pra colocar. Eu assumo, sou muito ansiosa e não tenho muito saco, as vezes vaza e aí eu preciso respirar fundo, consultar meu coletorsutra e colocar novamente, pronto, tudo certo. Quando eu fico insegura porque sei que estou com pressa, carrego comigo sempre um Eco Absorvente, que é reutilizável. Me sinto feliz por ter tomado essa decisão, sei que estou fazendo o melhor pra mim, e pro planeta (dando tchauzinho de Miss).

 
[caption id="attachment_3168" align="aligncenter" width="300"]Pocahontas Pocahontas aprova o coletor[/caption]

 

PROBLEMAS (MIL) DOS ABSORVENTES DESCARTÁVEIS

Os absorventes descartáveis começaram a ser produzidos depois da Revolução Industrial, ou seja, com a implementação do capitalismo na sociedade (sou historiadora, me deixa). Sem dúvida, a indústria farmacêutica bilionária não liga se isso está causando problemas ao meio ambiente, e acredite, é bizarro de quão problemático a quantidade de fraldas e absorventes descartáveis têm trazido. Confira qui.

Enquanto você solta aquele punzinho (risos), troca a cruzada de perna ou levanta fazendo o sangue descer rapidamente, encharca o absorvente e enquanto o dia passa, a parte de fora da ppk, a bunda, as vezes até a coxa se sujam com sangue. Isso traz mal cheiro (quando você vai fazer xixi em um banheiro público, você já não sentiu aquele cheirão de “sangue véio”? É o odor do sangue em contato com o oxigênio + absorvente, pasme) e o plástico em contato com a pele, não deixa ela respirar, muitas mulheres têm alergias. O absorvente interno resseca a parte interna da vagina, sugando muitos nutrientes que não deveria, além do sangue menstrual. O custo mensal de absorventes descartáveis é em média 7 Reais por mês, totalizando 84 Reais por ano.

 

[caption id="attachment_3169" align="aligncenter" width="495"]Léo fazendo cestinha Isso aí, Leo.[/caption]

 
Eu uso Inciclo e portanto só posso falar dessa marca da qual tenho experiência e curto. Meu Ecoabsorvente é o da Morada da Floresta, escolhi a cor branca porque sou basic bitch, haha mas há marcas com estampas para todos os gostos. Há muitas outras marcas recomendadas de coletores, inclusive por amigas, como a Meluna, Mooncup, Holycup, etc. Faça sua busca por qualidade e você vai ficar bem. Por favor, não compre produtos chineses, inclusive dildos, porque eles não tem fiscalização sobre os materiais utilizados, muitas vezes usando chumbo em suas composições, que é extremamente maléfico para nosso corpo e para nossa pepeka.
 
[separator type="thin"] Se eu não convenci você, tenho certeza de que ela vai. E se você ainda não conhece a Jout Jout, de nada. Haha. :)


 
Imagem de capa: Oh Joy Sex Toy, de Erika Moen.

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Entrevistamos a Luiza do canal Tá, Querida ♡

Como não jornalista que sou, porém muito curiosa nas artes da escrita, fui ousada e alegre em fazer uma entrevista. O problema de não ter nenhuma graduação em jornalismo é não ter um parâmetro de como entrevistar alguém (entre muitos outros problemas, risos), mas também pode ser uma grande virtude porque pode quebrar o formato academicista e quadrado. Tenho certeza que não sou pioneira, mas fiz essa introdução apenas para te confirmar que as coisas sairão dos trilhos nos próximos parágrafos, tá, querida? #AquiÉfreeStaile

Provavelmente conheci a Luiza em 2014 quando, no Rio de Janeiro, estavam bombando os encontros de coletivos e grupos virtuais de feminismo. Nos esbarramos várias vezes, entre eventos feministas, marchas, feiras de arte gráfica independente. Depois de um período sem internet no começo do ano, quando a luz do http voltou à minha vida, descobri com o maior sorrisão no rosto que ela havia aberto um canal no YouTube. Sem mais delongas, postarei nossa conversa maravilhosa em forma de uma entrevista desconstruída (palavra do ano, amo).

DICULGAÇAOCANAL (1)

Tá, Querida, #RumoAos15k

(Quem está lendo a entrevista em 2020 está rindo com o #RumoAos15k, certeza)

Ovelha: Oi miga, tudo bem? Desculpa a demora para te mandar a entrevista, é que é muito difícil entrevistar alguém que, apesar de você já conhecer pessoalmente e ter compartilhado ambientes de luta, admira tanto pode acabar sendo um empecilho, hahaha. Então na verdade eu não estava atribulada não, só chupando o dedo tentando não parecer uma idiota, fazendo perguntas mais do mesmo.
O que me leva à primeira pergunta. Como mulheres, sabemos que temos inseguranças mil e você trabalha muito bem a segurança de nossos corpos. Se você puder contar um pouco como foi realizar o seu trabalho de conclusão de curso, tenho certeza que muitas de nós vamos amar saber sobre!

Tá, Querida: quando eu fui num rolê que você tava fiquei muito besta de ver que a gente era tipo migas hahahahahaha. Enfim…fiquei muito feliz de saber que é um amor louco mútuo!!! <3 haha. Agora vamos as perguntas que eu tbm amei!!!! <3333

A história é meio longa. Vou tentar resumir. Em 2013 eu fiz um intercâmbio de 1 ano para a Inglaterra. Como era uma bolsa do Ciências Sem Fronteiras eu precisaria executar um projeto durante o intercâmbio para apresentar ao CNPQ. O projeto que fiz foi o #curtadocumentárioexperimental Espelho Torcido. O curta se trata de imagens de partes do meu corpo pelado, mostrando todas aos pedaços que mais odiava em mim. A ideia era tentar de alguma forma me forçar a encarar meu próprio corpo. Eu coloquei o vídeo na internet e tive uma ótima repercussão! Saiu em blogs, páginas, tumblrs etc. A partir daí várias pessoas me procuraram com depoimentos maravilhosos de como o filme havia ajudado em seus processos de empoderamento. E dessa forma eu acabei me empoderando também. E foi maravilhoso! Esse projeto serviu de partida inicial para eu depois vir a desenvolver meu TCC, um curta documentário chamado GORDA.

A ideia era tentar proporcionar a outras mulheres o mesmo processo que aconteceu comigo. Ao se deixarem ser filmadas, elas poderiam de alguma forma conseguir enxergar beleza em seus corpos. Sendo assim, o documentário trata da relação de 3 mulheres gordas com seus próprios corpos.

Quando fechei a ideia do projeto, coloquei na internet um formulário para a seleção das personagens! Em duas semanas, obtive 554 inscrições! Eu fechei imediatamente com medo de não dar conta do volume de depoimentos que teria para ler. (Os depoimentos desse formulário são maravilhosos, inclusive. Valeria fazer uma página só disso! haha) Fiquei uns bons meses debruçada nesses depoimentos para selecionar as personagens! Foi um processo bem difícil e demorado. As gravações também foram complicadas.

Produzi tudo praticamente sozinha entre arranjar locação, comprar figurino, conseguir equipamento, alimentação… Tudo saindo do meu bolso. Mas em compensação, tive uma rede de apoio imensa na internet. Toda a equipe do filme foi formada por mulheres que conheci na internet! Isso sem contar todas as outras que ajudaram compartilhando, apoiando e dando amor e força pra continuar! Foi um processo super difícil e desgastante, mas hiper recompensador e maravilhoso. Nunca havia experimentado tanto amor em uma relação de trabalho assim! Só pra falar que as minas são ABSOLUTAS! Enfim… O filme ainda não está pronto, mas vai sair! Se tudo certo até o final do ano eu lanço ele bem lindão no YouTube! A ideia é que todas as gordas (e as não gordas tbm) assistam! Como eu sei que não tô só, tenho fé que esse filme vai fazer muito barulho na interweb e vai ajudar muitas minas!

Espelhocapa2

Captura de Tela 2016-09-15 às 03.12.42

Ovelha: Como eu sempre queimo a largada, me conta, qual o seu nome, o que você faz, quantos anos você tem, onde você mora, de onde você é, qual o seu signo (brinks, sei que você não acredita) etc? Resumidamente, WHO ARE YOU IN THE LINE OF THE BREAD, Risos.

Tá, Querida: Meu nome é Luiza Santos Junqueira Ribeiro, eu trabalho como editora de vídeo (e trocentas outras coisinhas) no Canal Curta! que é um canal muito massa e um dos únicos independentes da TV brasileira. Tenho 24 anos. Moro no Rio de Janeiro. Sou de São José dos Campos – SP. Não acredito muito em signo (mas acredito um pouco haha), sou aquariana com os outros dois coisos em libra e um monte de outros coisos em capricórnio também. Eu curto muito comida! Acho que é isso!

Ovelha: Eu, como você, também migrei e isso mudou muita coisa em mim. Conhecer uma nova realidade, fazer parte dessa nova realidade e conhecer pessoas novas fora da minha zona de conforto mudou muito a minha cabeça. Como foi para você sair de Sanja City (São José dos Campos) para o Rio de Janeiro?

Tá, Querida: Meus primeiros 3 anos fora de casa foram bem difíceis. Nunca fui diagnosticada com depressão (porque nunca fui em psicólogo infelizmente), mas acredito que nessa época vivi uma depressão bem complicada. Não fiz muitos amigos, mas amadureci um monte também. Depois dessa época eu fui fazer intercâmbio e foi aí que deu restart na minha vida. O fato de você sair do país e poder ver as coisas de longe ajuda muito. Sou imensamente grata por ter tido esse privilégio. Durante o intercâmbio eu tinha muito tempo livre então comecei a ficar mais ativa em grupos do facebook. Nesses ambientes conheci pessoas, novas realidades e o feminismo. Melhorei e me desconstruí muito naquele ano. Voltei pro Brasil com outra cabeça e daí sim consegui aproveitar a distância de casa para abrir ainda mais minha cabeça pra um mundo bem diferentão do que era o meu em Sanja City!

Ovelha: Qual foi o seu primeiro contato com o feminismo e como ele se desenvolveu na sua luta/militância (eu considero que muito orgânica e maravilhosamente haha)?

Tá, Querida: Meu primeiro contato com feminismo foi em grupos do Facebook sobre o assunto. Eu consumo muito literatura de Facebook. Aprendi muito em grupos com depoimentos de várias minas. Aprendi sobre a importância dos recortes dentro do feminismo e principalmente me empoderei. Grupos como Zine XXX, Selfless Poirtrait das minas (que entrei por um acaso) e todas as outras vertentes de grupos das minas foram minha escola feminista. Nunca li Simone de Beauvoir! Nunca nem conseguiria pois não me dou muito bem com literatura tradicional. (medo de assumir isso aqui e perder minha carteirinha de feminista hahaha mas é a verdade). Mas foi o feminismo que me tirou do buraco que eu estava. O feminismo salva! Amém! Então acaba que tudo o que eu faço tem alguma mensagem feminista por trás. Mas não me considero militante justamente pelo meu afastamento em relação aos movimentos e tal. Acho que é isso mesmo que você falou. O feminismo se desenvolveu organicamente nos meus discursos porque eu absorvi muito dele na internet! Mas militante mesmo eu não sou. Nem de facebook hahaha (sou daquelas lê tudo e não dá um piu).

Ovelha: É difícil perguntar alguma coisa específica sobre o seu canal porque já vi todos os seus vídeos, mas qual a chamada que você gostaria de fazer para as leitoras da Ovelha conhecerem seu canal? Qual é o vídeo que você mais gostou de fazer?

Tá Querida: Oi, Querida! Eu tenho um canal no YouTube que é uma das coisas que mais amo na vida! O Tá, Querida aborda empoderamento feminino, auto estima, receitinhas mara, cabelo colorido, cultura pop diferentona e mais um monte de coisas que não necessariamente tem relação uma com a outra. É o meu canal e eu faço o que eu quero (no ritmo de It’s My Party). Meu vídeo preferido é o que eu ensino limpar a bunda com rolinho de papel em casos emergenciais.

Ovelha: Sabemos que você estudou cinema. Qual é a sua rotina de trabalho e pesquisa para o Tá, Querida? Para alguém que quer fazer um canal, o que você indica/sugere (material e coragi)?

Tá, Querida: Minha rotina é bem orgânica (adorei essa palavra, miga hahaha). As ideias dos vídeos vão surgindo a partir das sugestões dxs queridxs. Eu vou anotando tudo, meio desorganizada, mas anoto tudo. Como eu trabalho durante a semana, uso o final de semana para gravar os vídeos e aproveitar a luz do dia. Mas as vezes me enrolo e tenho que gravar dia de semana de noite. Deixo para editar durante a semana, depois que chego do trabalho. É BEM cansativo e às vezes eu penso em diminuir isso. Mas ao mesmo tempo é tão divertido e gratificante que eu acho que estou viciada! Por enquanto sigo firme!

Pra quem fez cinema dá sempre medinho de colocar qualquer produto audiovisual na internet e chover críticas. Mas a real é que raramente isso vai acontecer, e se acontecer, foda-se! Claro que eu prezo pela qualidade audiovisual do meu canal pois eu sou formada nisso e ele meio que funciona como meu portfolio. Mas no fundo eu sei que ninguém precisa ser bonzão em audiovisual pra fazer um ótimo canal no YouTube. Eu acho que acima de tudo, o canal tem que ser feito pra própria pessoa. Faça vídeos porque você gosta de fazer vídeos, porque você gosta de assistir seus vídeos! Assim, mesmo que ninguém mais goste, será divertido e gratificante!

Ovelha: Miga, se você pudesse indicar 5 canais no YouTube, quais seriam eles? Ah, obrigada por ter indicado o Dario, eu sou apaixonada por ele! Hahaha.

Tá, Querida: Conheço muito mais de 5 canais maravilhoooosos que eu indicaria, mas de supetão indico:

Mariri (vídeos lindos de um ponto de vista hiper sensível que é da mariri! É maravilhoso)

FaM (Isabella e Felipe postam vídeos TODO DIA do cotidiano deles. Os vídeos são absurdos com edição maravilhosa, imagens incríveis e o que há de mais topper shower em SP.)

Vinni Zone (acho que é um dos meus favoritos. Tenho muito orgulho de ser amiga desse menino. Os vídeos são MUITO engraçados. A edição é impecável e ele tem um jeito com a câmera maravilhoso. Fala sobre cultura pop e coisas diversas e sempre me faz rir muito)

Jana Viscardi (uma deusa maravilhosa que fala sobre comunicação e linguagem. É muita desconstrução e amor. Sem contar que as vezes rolam umas diquinhas de mercado de trabalho BAPHO)

Dario (Meu preferido sem dúvidas. Ele posta de dois a três vídeos POR DIA! Ele faz vídeos virais e essas coisas de internet (DIY, 100 camadas de alguma coisa…) mas com o jeitinho mais cativante do universo. Ele é muito engraçado, honesto e singelo. Não tem como não amar o Dário. Sou fã tiéte mesmo.

Captura de Tela 2016-09-15 às 02.51.37

Só temos a agradecer essa pessoa maravilhosa que a Luiza é. Ela tem uma percepção de que o trabalho dela não é um tipo de militância, mas miga, aqui sem tréplicas, é sim, haha! Falar sobre empoderamento feminino, mostrar que podemos ter escolhas dentro desse universo capitalista cheios de padrões inalcançáveis, quebrar isso é sem dúvida um tipo muito impactante de militância. Principalmente com o o trabalho de áudio, onde você mostra seu rosto e abre para pessoas que você nunca viu, quem você é. Apenas muito orgulho do seu trabalho, desejo que você tenha cada vez mais inscritos e seja felizona nessa vida de minha Deusa! Digo mais, você poderia pegar aqueles todos depoimentos e montar um livro, tenho certeza que ficaria incrível.

E se você curtiu a Luiza e alguns dos vídeos que postamos dela aqui, vai lá se inscrever no canal dela, mostra para as miga e sejamos todas felizes juntas! #migas Ai, vou deixar mais um vídeo dela aqui porque amo. Hahaha.

Leia mais
Escrevo hoje do auge da minha menstruação e vou falar sobre um assunto que tem sido bastante abordado. Sou dessas que acha que não é nunca suficiente falar sobre um assunto quando o que ele realmente precisa é ser explorado e esclarecido, e provavelmente vocês já devem imaginar que eu vou falar do (rufando os tambores):

Coletoooor menstruaaaal!

Infelizmente a menstruação se tornou um tabu em nossa sociedade. Lidar com sangue mensalmente passou a ser um fardo para muitas mulheres. E eu não julgo jamais. Já tive amigas, de todas as cores, de várias e idades e muitos amores ou não pelas suas menstruações, hahaha. Eu passei a entender que cada umx tem uma relação diferente com seu ciclo e é importantíssimo respeitar essas relações.

Pessoalmente não gostava e aprendi a me relacionar melhor com meu ciclo depois que comecei a entrar no lindo mundo do feminismo. Entender nosso corpo, como ele funciona, o porquê é objetificado, o porquê é associado com impureza, pecados, sujeira, é extremamente importante para nos livrarmos de muitas imposições sociais. É libertador demais quebrar as construções sociais. É se libertar, se aceitar cada vez mais, é fazer as pazes consigo mesma. Gradualmente tem rolado pra mim, espero que pra você também. ♡
 

 
Meu fluxo é grande, minha cólica é pungente, e isso se dá porque eu uso D.I.U.. Decidi parar de tomar pílula pra saber como era meu corpo naturalmente, sem hormônios. E aí ouvi falar do ~ copinho. Gente, qual é a primeira reação que alguém pode ter quando imagina um copinho com sangue dentro de si: ECA! Hahaha! E sem dúvida alguma a minha reação não foi diferente, até eu entender como funciona e dizer o meu “eca” para o absorvente descartável interno e pro externo também. Mas isso você vai entender lá na parte em que eu falo mal dos absorventes descartáveis, vamos falar de coisa boa, vem comigo.

O preço em média é de 65 a 85 Reais e pode durar até 5 anos dependendo da marca que você escolher, ou seja, um baita investimento! O sangue não entra em contato com você, ele não cheira mal, ele fica ali dentro do copinho até você decidir esvaziá-lo e colocar o copinho vazio novamente. E digo mais, isso se você lembrar que está usando o copinho, porque diversas vezes esqueci que estava com ele de tão confortável que é. Mas tudo bem porque você pode ficar até 12 horas com ele! Algumas migas minhas não curtiram o cabinho que vem nele para nos ajudar a retirar, ele pode ser cortado, não se preocupe. Algumas marcas já estão vindo sem, rola fazer uma pesquisa. Eu não tive o menor problema com o cabinho.

 

 

MAS BÁRBARA EU USO 3 NOTURNOS NO DIA A DIA!

Sinto sua dor. Mas vou te dizer uma coisa, você não tem a menor ideia de quanto você menstrua. Seu sangue fica esparramado lá ou faz o algodão inflar como uma bexiga e você não tem ideia em ml’s de quanto seu corpo expele, e é muito interessante ter essa noção, me senti mais pertencente a mim. Se seu fluxo é pesado como o meu, você pode esvaziar o copinho com menos tempo de uso, você vai aprendendo a lidar com isso, com seu corpo. Me surpreendi muito com a minha quantidade, achei que era infinitamente mais, no começo eu tirava o copinho toda hora com medo que já estaria pra vazar e estava longe disso!

 

MAS É GIGA, NÃO VAI ENTRAR, VAI VAZAR!

Também pensei a mesma coisa. E vou te dizer que no período de adaptação, é bom você testar em casa e testar as melhores posições (coletorsutra) pra colocar. Eu assumo, sou muito ansiosa e não tenho muito saco, as vezes vaza e aí eu preciso respirar fundo, consultar meu coletorsutra e colocar novamente, pronto, tudo certo. Quando eu fico insegura porque sei que estou com pressa, carrego comigo sempre um Eco Absorvente, que é reutilizável. Me sinto feliz por ter tomado essa decisão, sei que estou fazendo o melhor pra mim, e pro planeta (dando tchauzinho de Miss).

 

 

PROBLEMAS (MIL) DOS ABSORVENTES DESCARTÁVEIS

Os absorventes descartáveis começaram a ser produzidos depois da Revolução Industrial, ou seja, com a implementação do capitalismo na sociedade (sou historiadora, me deixa). Sem dúvida, a indústria farmacêutica bilionária não liga se isso está causando problemas ao meio ambiente, e acredite, é bizarro de quão problemático a quantidade de fraldas e absorventes descartáveis têm trazido. Confira qui.

Enquanto você solta aquele punzinho (risos), troca a cruzada de perna ou levanta fazendo o sangue descer rapidamente, encharca o absorvente e enquanto o dia passa, a parte de fora da ppk, a bunda, as vezes até a coxa se sujam com sangue. Isso traz mal cheiro (quando você vai fazer xixi em um banheiro público, você já não sentiu aquele cheirão de “sangue véio”? É o odor do sangue em contato com o oxigênio + absorvente, pasme) e o plástico em contato com a pele, não deixa ela respirar, muitas mulheres têm alergias. O absorvente interno resseca a parte interna da vagina, sugando muitos nutrientes que não deveria, além do sangue menstrual. O custo mensal de absorventes descartáveis é em média 7 Reais por mês, totalizando 84 Reais por ano.

 

 
Eu uso Inciclo e portanto só posso falar dessa marca da qual tenho experiência e curto. Meu Ecoabsorvente é o da Morada da Floresta, escolhi a cor branca porque sou basic bitch, haha mas há marcas com estampas para todos os gostos. Há muitas outras marcas recomendadas de coletores, inclusive por amigas, como a Meluna, Mooncup, Holycup, etc. Faça sua busca por qualidade e você vai ficar bem. Por favor, não compre produtos chineses, inclusive dildos, porque eles não tem fiscalização sobre os materiais utilizados, muitas vezes usando chumbo em suas composições, que é extremamente maléfico para nosso corpo e para nossa pepeka.
 

Se eu não convenci você, tenho certeza de que ela vai. E se você ainda não conhece a Jout Jout, de nada. Haha. :)

 
Imagem de capa: Oh Joy Sex Toy, de Erika Moen.

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