Links da semana

Fati Abubakar/Reprodução

Olá, ovelhas!

Aqui veremos coisas inspiradoras que merecem a atenção de vocês. Se quiserem compartilhar mais assuntos interessantes, é só comentar lá no fim do post. <3


// FATI ABUBAKAR

Entrevista da Folha com a fotógrafa nigeriana Fati Abubakar. Ela fala sobre as ações terroristas do Boko Haram e sobre o perfil que criou no Instagram Bits of Borno (foto acima), inspirado no Humans of New York.

 


// ZIANNA

Zianna tem 9 anos é de Charlotte, Estados Unidos. São dela as palavras mais emocionantes sobres os últimos casos de mortes de negros pela polícia: “Não devíamos derramar lágrimas”. Veja o vídeo:

 


// DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO

Matéria do Nexo sobre a mobilização das mulheres pela descriminalização do aborto na América Latina, tema que é discutido todo dia 28 de setembro.

 


// FOTOGRAFIA

A Dazed entrevistou a fotógrafa Anna Mascarenhas sobre seu projeto com as irmãs Sheila, Lara e Mara, que moram em uma favela de São Paulo com a mãe (o pai as abandonou) e sonham em ser modelos.

[caption id="attachment_11839" align="aligncenter" width="700"]Foto: Anna Mascarenhas, Styling: Suyane Ynaya Foto: Anna Mascarenhas, Styling: Suyane Ynaya[/caption]

 


// LE CLITORIS

Trailer do documentário animado sobre essa nossa partezinha querida do corpo. O filme sai em 2017.

 


// SOBRE ABORTO

A entrevista é de maio deste ano, mas vale super a pena ler. A Galileu falou com o obstetra Jefferson Drezett, que fez mais de 600 abortos.

 


// UM TERÇO

Sim, UM TERÇO dos brasileiros culpa as mulheres pelos estupros sofridos. Essa pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública foi divulgada na semana passada. Mesmo entre as mulheres, 30% concorda com este raciocínio, que culpa a vítima pela violência sexual sofrida.

O The Intercept BR logo fez uma análise dessa pesquisa: Até quando vamos negar que existe cultura de estupro no Brasil?

 


// DEA FERRAZ

O Brasil Post entrevistou a cineasta que decidiu investigar como os homens enxergam as mulheres e o resultado está em “Câmara de Espelhos”.

 


// ESCOLA SEM MACHISMO

A ONU Mulheres lançou no início de setembro um Currículo de Gênero para discutir sobre educação de gênero dentro das salas de aula.

 


// SASHA FROLOVA

Entrevista da revista Paper com a fotógrafa nova-iorquina sobre sua série “Busts” e mamilos como polêmica.

980x

 


// MARIA DA PENHA

‘Como sobrevivi a duas tentativas de assassinato pelo marido e mudei as leis do Brasil’ – Entrevista da BBC Brasil com a Maria da Penha.

 


// ESPORTE

De acordo com o novo estatuto da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), todos os times que disputarem a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana deverão ter uma equipe feminina a partir de 2019.

 


Até a próxima semana, menines! Força \o/

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Mais de Letícia Mendes

Leia: as escritoras da Flip 2017

A Festa Literária Internacional de Paraty chega ao 15º ano em edição que ficará marcada por mais mulheres do que homens nas mesas de debate. O evento começou ontem, dia 26, e rola até 30 de julho, com a curadoria da jornalista Josélia Aguiar.

Em todos os anos bate aquele mesmo desespero: “Preciso ler todos esses livros e conhecer todos esses autores”. Caindo na real, não dá tempo de fazer tudo isso num período de 5 dias. Por isso, seleciono algumas das autoras que estarão lá na Flip e que guardarei para a vida. Se não der para ler agora, tudo bem, elas estarão na minha lista de leituras futuras com certeza:

1. Conceição Evaristo

De Belo Horizonte, nascida em 1946, ela é uma das principais vozes da memória negra brasileira, apesar de ter sido publicada em inglês, francês e espanhol bem antes de ser reconhecida no Brasil. Seu livro Olhos d’água (2015) levou o Prêmio Jabuti, e ela também escreveu Ponciá Vicêncio e Becos da memória (ambos pela Pallas Editora, 2017) e Insubmissas lágrimas de mulheres (Malê, 2017).

O que saiu sobre Conceição Evaristo na mídia:

– ‘A autoria negra existe e não é de hoje’, diz escritora Conceição Evaristo – Folha
O encontro da escritora Conceição Evaristo com a ativista Angela Davis – Ilustríssima
Conceição Evaristo: a literatura como arte da ‘escrevivência’ – O Globo

2. Diamela Eltit

Chilena, nascida em 1949, fez parte do Colectivo de Acciones De Arte (CADA) durante a ditadura de Pinochet. Estreou na ficção com Lumpérica (Ediciones del Ornitorrinco, 1983). Jamais o fogo nunca (Relicário, 2017) é a primeira tradução em português de um de seus mais importantes romances. Recentemente, seus manuscritos foram adquiridos pela Universidade de Princeton.

O que saiu sobre Diamela Eltit na mídia:

– Escritora chilena Diamela Eltit retrata vácuo pós-luta contra ditadura – Folha
– Diamela Eltit: “A literatura continua sendo patrimônio do masculino como dominação” – Suplemento Pernambuco

3. Natalia Borges Polesso

Natalia tem 35 anos e nasceu em Bento Gonçalves (RS). Estreou na literatura com Recortes para álbum de fotografia sem gente (Modelo de Nuvem, 2013), premiado com o Açorianos. Em 2015, publicou sua poesia em Coração à corda (Patuá). Ganhou o Prêmio Jabuti com Amora (Não Editora, 2016), livro de contos sobre o amor no feminino.

O que saiu sobre a Natalia na mídia:

– Quem são as brasileiras que estão entre os melhores jovens escritores da América Latina – Nexo

4. Djaimilia Pereira de Almeida

De Luanda, Djaimilia tem 34 anos e seu primeiro livro se chama Esse cabelo (LeYa, 2017), que a consagrou como uma das novas vozes da literatura lusófona. Foi uma das vencedoras, em 2013, do prêmio de ensaios da revista serrote e assina coluna mensal na Revista Pessoa.

O que saiu sobre a Djaimilia na mídia:

Entrevista ao Suplemento Pernambuco

5. Scholastique Mukasonga

Ela nasceu em Ruanda, em 1956, e presenciou a violência dos conflitos no país. Mudou-se para a França em 1992, pouco antes do Genocídio de Ruanda, que dizimou ao menos meio milhão de ruandeses, incluindo sua mãe e parentes. Em 2006, publicou as memórias Inyenzi ou les Cafards (Gallimard). Seus premiados A mulher dos pés nus e Nossa Senhora do Nilo serão publicados pela editora Nós, por conta de sua ida à Flip.

O que saiu sobre a Scholastique Mukasonga na mídia:

– ‘Escrevo para salvaguardar memória’, diz ruandesa Scholastique Mukasonga – Folha


Mais livros de autoras da Flip que quero ler:

+ O martelo, de Adelaide Ivánova

+ Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves

+ Xica da Silva: a Cinderela negra, de Ana Miranda

+ Sem vista para o mar, de Carol Rodrigues

+ Coisas que não quero saber, de Deborah Levy

+ Por Elise, de Grace Passô

+ Roça barroca, de Josely Vianna Baptista

Uma história simples, de Leila Guerriero

Outros cantos, de Maria Valéria Rezende


Para quem estará lá, aproveitando todos os momentos lindos que uma Flip pode proporcionar, a Estela Rosa montou uma programação apenas com mulheres escritoras. Como estou bem distante do Brasil nesse momento, acompanharei pela transmissão online. Aproveitem todos os minutos possíveis de sabedoria dessas mulheres!

Leia mais
Entrevista da Folha com a fotógrafa nigeriana Fati Abubakar. Ela fala sobre as ações terroristas do Boko Haram e sobre o perfil que criou no Instagram Bits of Borno (foto acima), inspirado no Humans of New York.

 


// ZIANNA

Zianna tem 9 anos é de Charlotte, Estados Unidos. São dela as palavras mais emocionantes sobres os últimos casos de mortes de negros pela polícia: “Não devíamos derramar lágrimas”. Veja o vídeo:

 


// DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO

Matéria do Nexo sobre a mobilização das mulheres pela descriminalização do aborto na América Latina, tema que é discutido todo dia 28 de setembro.

 


// FOTOGRAFIA

A Dazed entrevistou a fotógrafa Anna Mascarenhas sobre seu projeto com as irmãs Sheila, Lara e Mara, que moram em uma favela de São Paulo com a mãe (o pai as abandonou) e sonham em ser modelos.

 


// LE CLITORIS

Trailer do documentário animado sobre essa nossa partezinha querida do corpo. O filme sai em 2017.

 


// SOBRE ABORTO

A entrevista é de maio deste ano, mas vale super a pena ler. A Galileu falou com o obstetra Jefferson Drezett, que fez mais de 600 abortos.

 


// UM TERÇO

Sim, UM TERÇO dos brasileiros culpa as mulheres pelos estupros sofridos. Essa pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública foi divulgada na semana passada. Mesmo entre as mulheres, 30% concorda com este raciocínio, que culpa a vítima pela violência sexual sofrida.

O The Intercept BR logo fez uma análise dessa pesquisa: Até quando vamos negar que existe cultura de estupro no Brasil?

 


// DEA FERRAZ

O Brasil Post entrevistou a cineasta que decidiu investigar como os homens enxergam as mulheres e o resultado está em “Câmara de Espelhos”.

 


// ESCOLA SEM MACHISMO

A ONU Mulheres lançou no início de setembro um Currículo de Gênero para discutir sobre educação de gênero dentro das salas de aula.

 


// SASHA FROLOVA

Entrevista da revista Paper com a fotógrafa nova-iorquina sobre sua série “Busts” e mamilos como polêmica.

980x

 


// MARIA DA PENHA

‘Como sobrevivi a duas tentativas de assassinato pelo marido e mudei as leis do Brasil’ – Entrevista da BBC Brasil com a Maria da Penha.

 


// ESPORTE

De acordo com o novo estatuto da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), todos os times que disputarem a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana deverão ter uma equipe feminina a partir de 2019.

 


Até a próxima semana, menines! Força \o/

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