Links da semana

'Não é você que decide o que é ou não racismo' - Chimamanda na BBC Newsnight

Bom dia, ovelhas!

Mais um links da semana com várias coisas inspiradoras e outras que merecem um tempinho para leitura. Se quiserem compartilhar mais assuntos interessantes, é só comentar lá embaixo <3


// CHIMAS

A escritora Chimamanda Ngozi Adichie, nossa querida Chimas, deu a resposta perfeita ao editor da “American Spectator” que disse que Donald Trump não é racista: “Me desculpe, mas você é branco, então não é você que decide o que é ou não racismo. Você não pode sentar aqui e simplesmente defender que ele não foi diretamente racista, quando ele foi.”

 


// DJAMILA RIBEIRO

A voz da consciência negra feminina no Brasil – entrevista da Vice com a mestre em Filosofia Política e secretaria adjunta de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo.

 


// LEITURAS

10 Autoras Negras Para Descobrir, Ler E Recomendar – indicações do Modefica.

 


// VENCEDORA DO JABUTI

A escritora gaúcha Natalia Borges Polesso, de 35 anos, derrotou nomes como Rubem Fonseca, Luis Fernando Verissimo, Luiz Eduardo Soares e Antonio Carlos Viana – matéria do Globo.

 


// PRISCILA MONTEIRO

A mãe que sofreu aborto na lama e luta para incluir feto entre vítimas de Mariana (MG) – matéria da BBC.

 


// ‘MULHERIO’

Jornal feminista dos anos 1980 é reeditado. E parece ter sido feito hoje – matéria do Nexo.

[caption id="attachment_12328" align="aligncenter" width="438"]Capa da 30ª edição de 'Mulherio' - Foto: Reprodução Capa da 30ª edição de ‘Mulherio’ – Foto: Reprodução[/caption]

 


// JUDITH BUTLER

Novo livro da filósofa versa sobre ocupações e o populismo reacionário que quer restaurar um estágio anterior da sociedade – matéria da Carta Capital.

 


// YASMIN THAINÁ

Cineasta indica 5 filmes feitos por negras e negros com histórias e experiências para pensar e viver.

 


// JANEIRO DE 2017

“Sailor Moon R The Movie: The Promise of the Rose” estreará nos cinemas dos EUA.

Venha, 2017!

 


Até a próxima semana! Força \o/

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Anna Karina aos 75

“A musa de Godard”. Esse é o modo mais superficial e antiquado de se descrever a atriz Anna Karina, como se ela só existisse para facilitar o trabalho do cineasta francês. Mas sim, ela foi sua maior inspiração.

Anna Karina e Jean-Luc Godard se casaram em 1961, se separaram em 1965 e fizeram sete filmes juntos: “Uma mulher é uma mulher” (1961), “Viver a vida” (1962), “O pequeno soldado” (1963), “Bande à part” (1964), “Alphaville” (1965), “O demônio das onze horas” (1965), e “Made in U.S.A.” (1966).

O próprio Godard a descreve como uma “mulher de ação”, uma colaboradora ativa de seus primeiros filmes. Ela representava o espírito livre efervescente da Nouvelle Vague. Agora, aos 75 anos, Anna Karina está afastada do cinema há quase dez.

Nascida na Dinamarca com o nome de Hanne Blarke Bayer, Anna Karina passou quatro anos em um orfanato e depois fugiu de carona até Paris com apenas 17 (sua mãe era cheia de dívidas, e seu padastro abusivo). Ela implorou aos padres parisienses que encontrassem algum lugar para ela dormir e aprendeu a falar francês sozinha por ir ao cinema.

Um dia, um caçador de talentos a viu em um restaurante por lá e foi aí que ela começou a carreira de modelo, fazendo campanhas de marcas como Coca-Cola e Palmolive. Foi a estilista Coco Chanel que sugeriu que ela mudasse seu nome para “algo mais dramático”.

No início dos anos 1960, Karina ganhou um prêmio no Festival de Berlim por “Uma mulher é uma mulher” e formava com Godard um dos casais mais descolados da época. Porém, sua vida não era só maravilha.

“Às vezes era um pesadelo. Eu nunca pude entender seu comportamento. Ele dizia que ia sair para comprar cigarros e voltava três semanas depois. E naquele tempo, como uma mulher, você não tem nenhum talão de cheques, você não tem nenhum dinheiro. Então, ele saía para ver Ingmar Bergman na Suécia ou William Faulkner na América. E eu ficava no apartamento, sem qualquer comida”, diz ela, em entrevista ao “Guardian” em janeiro deste ano.

Infidelidade, um aborto e uma overdose de barbitúricos também marcaram sua vida.

“Eu tive alguns maus momentos. Nós nos casamos porque, você sabe, eu estava grávida. Mas então eu perdi o bebê. Altos e baixos. Eu não queria mais viver. Eu tentei cometer suicídio e eles me mandaram para um hospício”, conta a atriz.

“E eu não estava nem um pouco louca. Mas era uma má situação naquela época para as mulheres – você poderia ficar lá para sempre. Mas um analista ajudou a me tirar. Em seguida, Jean-Luc veio e disse: ‘Oh, você vai filmar amanhã’. Bande à Part. Um filme de crime. Um filme de roubo. Esse filme provavelmente salvou minha vida.”

Se Karina fosse só “a musa de Godard”, sua carreira teria acabado, o que obviamente não aconteceu. Ela colaborou com Serge Gainsbourg, escreveu três romances, produziu e atuou em “A religiosa”, do diretor Jacques Rivette, uma de suas melhores performances.

Em 1972, quando começou a escrever e dirigir filmes, foi muito criticada. “Diziam: ‘O que ela está fazendo aqui? Este não é seu trabalho, ela deve permanecer sendo uma atriz’. Mas eu só queria ver se eu poderia fazer aquilo, isso é tudo. E eu escrevi romances. E cantei – dois álbuns. Eu não canto mais. Acho que estou ficando velha.”

Segundo o “Guardian”, ela não vê Godard há anos. Ela diz que ele vive como um recluso e não vê ninguém.

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// DJAMILA RIBEIRO

A voz da consciência negra feminina no Brasil – entrevista da Vice com a mestre em Filosofia Política e secretaria adjunta de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo.

 


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Venha, 2017!

 


Até a próxima semana! Força \o/

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