Links da semana

MC Carol (Foto: I hate flash)

Olá, ovelhas!

Mais uma semana com um monte de coisas inspiradoras que merecem a atenção de vocês.


// EU EMPREGADA DOMÉSTICA

A ex-empregada doméstica Joyce Fernandes lançou uma campanha nas redes sociais para denunciar abusos de patrões. Aqui uma entrevista com ela. E sigam a página.

 

// REBECCA SUGAR

Durante a San Diego Comic-Con 2016, a criadora da série Steven Universe falou sobre ser bissexual:

 

// MC CAROL

‘Formation’ à brasileira: MC Carol denuncia violência policial e critica Lava Jato em novo funk

 

// PARA APRENDER

Um texto da historiadora Suzane Jardim sobre reconhecer esterótipos racistas internacionais. Aqui.

 

// LEITURAS

Onze ensaios recentes de mulheres jovens que estão abordando questões de raça e gênero.

Lista do Buzzfeed em inglês.

 

// WONDER WOMAN

Saiu o trailer de Mulher Maravilha, que estreia em junho de 2017. O que acharam?

 

// PROTESTO

Alicia Keys, Beyoncé e Rihanna estão entre as 23 celebridades que citam motivos pelos quais a polícia americana está matando negros no país. #23ways Veja o vídeo:

 

// CHIMAS

Por que a escritora Chimamanda Ngozi Adichie teve um filho, mas ninguém ficou sabendo. Texto do Brasil Post.

[caption id="attachment_4252" align="aligncenter" width="600"] Chimamanda Ngozi Adichie, a nossa 'Chimas' Chimamanda Ngozi Adichie, a nossa ‘Chimas’[/caption]

 

// VIOLÊNCIA

Misoginia agora é oficialmente crime de ódio no Reino Unido.

 

// RACISMO

‘Quando visto meu jaleco, me torno um sonho possível para as crianças da favela’, diz estudante negra de Medicina Mirna Moreira. Matéria da BBC Brasil.

 

// TRANS TOALETE

Nova York dá adeus a banheiros separados por sexo.

 

// PASSADO

Propagandas absurdas do começo do século 20 alertando os homens sobre os perigos dos direitos das mulheres.

hjkhkhkhhvintage_woman_suffragette_poster_(3)

 

// VAMOS AJUDAR

Marcha Mundial das Mulheres lança financiamento coletivo para Virada Feminista

 

// DESABAFO

A atriz Jennifer Aniston publicou um texto em que critica as revistas de fofoca por inventarem uma possível gravidez dela há tempos: ‘Não estou grávida. Estou é farta’. Em inglês.

 

// GÊNERO E NÚMERO

A primeira plataforma brasileira que aborda questões de gênero a partir de dados. Veja o teaser:

 

// MULHERES NO CINEMA

Kirsten Dunst dirigirá seu primeiro longa, adaptação de “A Redoma de Vidro”.

 


Até a próxima semana! Força \o/

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Mais de Letícia Mendes

Assista: todos os filmes da Chantal Akerman

A diretora belga Chantal Akerman foi a pioneira do cinema experimental, ou seja, ela fazia filmes com baixo orçamento, muitas vezes sem ter uma equipe, e contava histórias sem uma narrativa linear ou até trilha sonora.

É “normal” não conhecermos muito de sua obra por aqui. Seus filmes praticamente foram exibidos no Brasil em circuitos de cinema de arte e festivais. Um desses ciclos de filmes sobre a Chantal foi organizado pela professora doutora Carla Maia, que fez um mestrado sobre a cineasta (Lá, do outro lado. Subjetivação em dois filmes de Chantal Akerman, 2008).

Porém, eu acredito que nunca é tarde pra começar. Os filmes de Chantal são difíceis, exigem paciência e dedicação, mas o importante é não se impressionar com a duração e conseguir conclui-los. Eu não vi a filmografia completa dela, até porque ela fez bastante coisa durante sua vida, mas vamos aos principais.

Seu filme mais conhecido é Jeanne Dielman, 23 quai du Commerce, 1080 Bruxelles, de 1975, que ela dirigiu com 24 anos.

jeanne-dielman-23-quai-du-commerce-1080-bruxelles-1975-002-delphine-seyrig-knitting-pullover

Esse filme é um marco do cinema feminista. Ele retrata uma mulher viúva e dona de casa, que mora com seu filho adolescente e, ocasionalmente, se prostitui para ganhar um dinheiro. Sua rotina repetitiva começa a se alterar através de pequenos fatores que, após 3 horas e 20 minutos de filme, vão dar em um final que nos choca.

Jeanne Dielman… mostra a repetição do cotidiano de uma mulher, registrando apenas 3 dias da vida dela, sem fazer qualquer julgamento sobre suas atividades como doméstica e prostituta.

Muitos dos filmes da Chantal, principalmente os do início da carreira, se passam dentro de apartamentos, em lugares fechados, pouco confortáveis. Ela atua também em vários deles, desde o seu primeiro Saute ma ville (1968), e aborda o lesbianismo (era lésbica assumida) em Je Tu Il Elle (1974).

Chantal morreu no ano passado aos 65 anos em Paris, na França. Seu último filme se chama No home movie e é dedicado a sua mãe Natalia Akerman, sobrevivente de Auschwitz que morreu em 2014. Na verdade, toda a obra de Chantal é dedicada a sua mãe. Foi ela quem incentivou Chantal a estudar cinema e seguir esse caminho.

Descendente de uma família polonesa judaica, Chantal se da Bélgica para Nova York (EUA) e, em 1974, voltou para Bruxelas. Dirigiu quase 50 filmes, de documentários até comédias. Foi indicada ao prêmio do Festival de Berlim em 1989, com Histórias da América, e ao Festival de Veneza em 1991, com Noite e dia.

Seu longa mais comercial, ou seja, bem bem bem distante do seu experimentalismo é Um divã em Nova York, de 1996, com Juliette Binoche e William Hurt no elenco.

Aqui vai uma lista de 10 filmes essenciais da diretora, segundo o site do British Film Institute.

Se a Chantal não fizer seu estilo de cineasta, não tem problema, de verdade. Mas lembre-se: nunca é tarde para começar a curtir um cineminha experimental feito por uma mulher para mulheres ;)

Leia mais
Aqui uma entrevista com ela. E sigam a página.

 

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// PARA APRENDER

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Saiu o trailer de Mulher Maravilha, que estreia em junho de 2017. O que acharam?

 

// PROTESTO

Alicia Keys, Beyoncé e Rihanna estão entre as 23 celebridades que citam motivos pelos quais a polícia americana está matando negros no país. #23ways Veja o vídeo:

 

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Por que a escritora Chimamanda Ngozi Adichie teve um filho, mas ninguém ficou sabendo. Texto do Brasil Post.

 

// VIOLÊNCIA

Misoginia agora é oficialmente crime de ódio no Reino Unido.

 

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‘Quando visto meu jaleco, me torno um sonho possível para as crianças da favela’, diz estudante negra de Medicina Mirna Moreira. Matéria da BBC Brasil.

 

// TRANS TOALETE

Nova York dá adeus a banheiros separados por sexo.

 

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A primeira plataforma brasileira que aborda questões de gênero a partir de dados. Veja o teaser:

 

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Kirsten Dunst dirigirá seu primeiro longa, adaptação de “A Redoma de Vidro”.

 


Até a próxima semana! Força \o/

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