Links da semana

// DEAR WHITE PEOPLE

Em maio de 2015, a Karoline Gomes indicou na Ovelha o filme independente “Dear white people”, que nem chegou a estrear no Brasil e quem quis ver teve que procurar pelos piratas da internet. Na semana passada, a série baseada nesse filme estreou na Netflix dos EUA. Assim como o filme, satiriza as relações “pós-raciais” dos EUA ao mostrar alunos negros que entraram numa universidade de elite americana.

E obviamente teve gente branca acusando a Netflix de “antibranco” e promovendo boicote do tipo “vou cancelar minha assinatura” HAHAHA

Queridas pessoas brancas, a Netflix tem mais de 100 milhões de assinantes no mundo, logo, vcs racistas fariam um favor se cancelassem sua assinatura. beijos e aguardando ansiosamente a estreia na Netflix BR.

 


// WILLOW SMITH

“Frequencies by Willow Smith” é um canal no YouTube em que a cantora publicará músicas todas as semanas.

 


// CARNAVAL 2017

“O teu discurso não nega, racista” – texto da Djamila Ribeiro na Carta Capital sobre as marchinhas ofensivas de carnaval.

 


// LARISSA MENDES

Aluna negra e da periferia supera preconceitos para estudar na Poli – da Folha de S. Paulo

Em seu primeiro ano de engenharia civil na USP, Larissa Mendes, 19, ouviu de um colega: “Você não tem cara de quem estuda na Politécnica. Não tem muitas meninas assim aqui”. “Assim como?”, retrucou ela, hoje no 3º período do curso. Não obteve resposta. Pesquisa Datafolha apontou que, por lá, 82% são homens e 59% pertencem à classe A. Mulher, negra, Larissa foi criada no Capão Redondo. Levantamento de aluna do Poligen (Grupo de Estudos de Gênero da Escola Politécnica) apontou que, durante 121 anos, só sete mulheres negras se formaram na Poli.

 


// WILD BEASTS

A banda britânica lançou o clipe de “Alpha Female”, em que mostra a primeira mulher skatista profissional da Índia, Atita Verghese, e o coletivo Girl Skate India. Assista:

 


// VALÉRIA GOMES RIBEIRO

Mulher escolhe adotar bebê com microcefalia vítima de maus-tratos – da Folha de S. Paulo

Para muitos, ter um bebê com microcefalia é fatalidade. Para Valéria Gomes Ribeiro, 46, de Paulista, a 15 km do Recife (PE), foi uma escolha, um “presente de Deus”. Mãe adotiva de um rapaz de 19 anos, que tem deficiência mental, ela conseguiu a guarda provisória de João, de um ano e meio, que foi retirado da mãe biológica pelo Conselho Tutelar por maus-tratos. Ela acorda às 3h para levá-lo de ônibus a uma maratona de terapias e consultas. “Meu sonho é vê-lo andar, falar, me chamar de mamãe ou mainha.”

 


// LISTAS

17 mulheres LGBT fodonas da história que você deveria conhecer – do Buzzfeed

 


// ELIZABETH GREENFIELD

Ex-escrava americana, a soprano negra que desafiou as regras sobre quem podia cantar ópera no século 19 – do Nexo

 


// DIREITOS DAS MULHERES

O que aconteceu após 10 anos de aborto legalizado em Portugal – reportagem do Nexo

 


// APROPRIAÇÃO

Ana Maria Gonçalves escreve no The Intercept Brasil: NA POLÊMICA SOBRE TURBANTES, É A BRANQUITUDE QUE NÃO QUER ASSUMIR SEU RACISMO

 


// VALENTINA SAMPAIO

A modelo brasileira é a primeira mulher transgênero a estampar a capa da revista Vogue.

 


// MAIS CLIPES

Parceria da Grimes com a Janelle Monáe, “Venus Fly”:

O novo clipe da M.I.A. – P.O.W.A

 


Até a próxima semana, amigas! Força \o/

Tags relacionadas
Mais de Letícia Mendes

Lola Versus Frances Ha

lolavsfrances

Um dos filmes mais comentados e elogiados do ano passado tem uma história bem simples: uma garota nova-iorquina só se ferra na batalha diária da vida. Frances Ha, personagem-título, passa por situações extremamente constrangedoras, como fazer um “bate e volta” deprimente a Paris, e outras que poderiam ser constrangedoras, mas são fofas, tipo dançar descontroladamente no meio da rua. “Às vezes é bom fazer o que você deve fazer quando você tem que fazer”, diz Frances. “Amiga, me dá um abraço”, você pensa ao ver o filme. Veja uma das cenas mais lindinhas.

O que eu fui descobrir só essas semanas graças ao Netflix é que a belíssima-atriz-musa-amiga da Lena Dunham, Greta Gerwig, lançou em 2012 um filme parecidíssimo com “Frances Ha”. “Lola Versus” nem chegou a estrear nos cinemas brasileiros muito menos chamou a atenção da crítica gringa por ter uma vibe meio “Sessão da Tarde”. Porém, ao ler a sinopse, eu senti que precisava dar uma conferida nisso aí. Lola, personagem-título, tem 29 anos e está prestes a se casar com Luke, que é interpretado pelo muso Joel Kinnaman (o Holder, da série “The Killing”), quando ele entra em pânico e resolve terminar tudo.

Perto da fotografia em preto e branco de “Frances Ha”, “Lola Versus” é meio que colorido demais. Conforme uma amiga me ajudou a observar, as duas personagens se veem de repente livres de seus relacionamentos para conhecerem o mundo. Frances é a garota solitária, rejeitada até pela melhor amiga blasé; Lola é a disputada por todos os homens que aparecem em cena e até pela amiga-grude, afetada demais da conta.

Frances Ha” é mais realista. Frances paga aluguel, visita a família no Natal e sofre para viver de sua arte, o ballet. “Lola Versus” é mais piegas. Lola está sempre com maquiagem, cabelo e figurino perfeitos, seu apartamento é belezinha de catálogo, faz doutorado em literatura, e tudo isso sustentado pelo trabalho como garçonete.

É bizarro como dois filmes diferentes possam se complementar tanto. Parece até que a Greta Gerwig ficou tão decepcionada com o papel da Lola que ajudou o diretor e roteirista Noah Baumbach a fazer de “Frances Ha” um puta filme – e ela colaborou de verdade com o roteiro. Enfim, deixei bem claro quem é minha favorita, mas confesso que dei uma chorada com os dramas das duas personagens. E mal posso esperar para ver “The Humbling“, o novo filme da nossa musa ao lado de Al Pacino, ainda sem data de estreia no Brasil.

Leia mais
Karoline Gomes indicou na Ovelha o filme independente “Dear white people”, que nem chegou a estrear no Brasil e quem quis ver teve que procurar pelos piratas da internet. Na semana passada, a série baseada nesse filme estreou na Netflix dos EUA. Assim como o filme, satiriza as relações “pós-raciais” dos EUA ao mostrar alunos negros que entraram numa universidade de elite americana.

E obviamente teve gente branca acusando a Netflix de “antibranco” e promovendo boicote do tipo “vou cancelar minha assinatura” HAHAHA

Queridas pessoas brancas, a Netflix tem mais de 100 milhões de assinantes no mundo, logo, vcs racistas fariam um favor se cancelassem sua assinatura. beijos e aguardando ansiosamente a estreia na Netflix BR.

 


// WILLOW SMITH

“Frequencies by Willow Smith” é um canal no YouTube em que a cantora publicará músicas todas as semanas.

 


// CARNAVAL 2017

“O teu discurso não nega, racista” – texto da Djamila Ribeiro na Carta Capital sobre as marchinhas ofensivas de carnaval.

 


// LARISSA MENDES

Aluna negra e da periferia supera preconceitos para estudar na Poli – da Folha de S. Paulo

Em seu primeiro ano de engenharia civil na USP, Larissa Mendes, 19, ouviu de um colega: “Você não tem cara de quem estuda na Politécnica. Não tem muitas meninas assim aqui”. “Assim como?”, retrucou ela, hoje no 3º período do curso. Não obteve resposta. Pesquisa Datafolha apontou que, por lá, 82% são homens e 59% pertencem à classe A. Mulher, negra, Larissa foi criada no Capão Redondo. Levantamento de aluna do Poligen (Grupo de Estudos de Gênero da Escola Politécnica) apontou que, durante 121 anos, só sete mulheres negras se formaram na Poli.

 


// WILD BEASTS

A banda britânica lançou o clipe de “Alpha Female”, em que mostra a primeira mulher skatista profissional da Índia, Atita Verghese, e o coletivo Girl Skate India. Assista:

 


// VALÉRIA GOMES RIBEIRO

Mulher escolhe adotar bebê com microcefalia vítima de maus-tratos – da Folha de S. Paulo

Para muitos, ter um bebê com microcefalia é fatalidade. Para Valéria Gomes Ribeiro, 46, de Paulista, a 15 km do Recife (PE), foi uma escolha, um “presente de Deus”. Mãe adotiva de um rapaz de 19 anos, que tem deficiência mental, ela conseguiu a guarda provisória de João, de um ano e meio, que foi retirado da mãe biológica pelo Conselho Tutelar por maus-tratos. Ela acorda às 3h para levá-lo de ônibus a uma maratona de terapias e consultas. “Meu sonho é vê-lo andar, falar, me chamar de mamãe ou mainha.”

 


// LISTAS

17 mulheres LGBT fodonas da história que você deveria conhecer – do Buzzfeed

 


// ELIZABETH GREENFIELD

Ex-escrava americana, a soprano negra que desafiou as regras sobre quem podia cantar ópera no século 19 – do Nexo

 


// DIREITOS DAS MULHERES

O que aconteceu após 10 anos de aborto legalizado em Portugal – reportagem do Nexo

 


// APROPRIAÇÃO

Ana Maria Gonçalves escreve no The Intercept Brasil: NA POLÊMICA SOBRE TURBANTES, É A BRANQUITUDE QUE NÃO QUER ASSUMIR SEU RACISMO

 


// VALENTINA SAMPAIO

A modelo brasileira é a primeira mulher transgênero a estampar a capa da revista Vogue.

 


// MAIS CLIPES

Parceria da Grimes com a Janelle Monáe, “Venus Fly”:

O novo clipe da M.I.A. – P.O.W.A

 


Até a próxima semana, amigas! Força \o/

" />