Tem gente que gosta de dizer que os desenhos japoneses não são mais como antigamente, que não se faz mais nada de bom e etc. Na verdade, nunca existiu época melhor para ser fã de animação japonesa. Mais animes estão sendo lançados do que nunca antes, criando oportunidades para experimentar e inovar.
Nesse contexto, como ficam as mulheres? Já sabemos que elas são um público consumidor muito forte no território japonês, e são capazes de salvar franquias inteiras. Mas e as que trabalham com animes?
A indústria da animação japonesa, assim como maior parte do mercado de trabalho japonês, é dominado por homens. Mesmo que tenham existido mulheres trabalhando com animes desde os anos 50/60 como Reiko Okuyama — em obras como O Túmulo dos Vagalumes e Mazinger Z — Nakamura Kazuko — Princesa e o Cavaleiro (Ribon no Kishi) e Hakujaden, o primeiro desenho animado colorido do Japão–, são poucas as que estiveram em cargos de chefia criativa, como direção e roteiro.
Chegamos ao absurdo de, durante uma entrevista ao The Guardian, o ex-produtor do estúdio Ghibli — conhecido por filmes como “Meu Amigo Totoro” (1988) e “A Viagem de Chihiro”(2001) –, Yoshiaki Nishimura, afirmar que mulheres não poderiam dirigir filmes dependendo do tipo de história. “Mulheres tendem a ser mais realistas e lidam melhor com o cotidiano. Homens, por outro lado, tendem a ser mais idealistas – e filmes de fantasia precisam de uma abordagem idealista. Eu não acho que é apenas coincidência que homens sejam escolhidos”. Após críticas, ele desculpou-se publicamente.
Sabe, eu também não acho que seja apenas coincidência que os escolhidos para cargos de chefia sejam quase sempre homens.
No entanto, com o surgimento uma nova geração de artistas, várias mulheres entraram na indústria e criaram alguns dos animes mais interessantes dos últimos tempos. Inclusive temos várias delas dirigindo séries que estão saindo agora no Japão. São diretoras que devem ficar no radar de qualquer fã de animação. Vamos falar de algumas delas ;)
Sayo Yamamoto
Apesar de ter dirigido poucos animes, ela já conseguiu deixar sua marca, produzindo séries para o público feminino adulto. A sua estreia como diretora foi Michiko to Hatchin (2008), uma história sobre uma dupla de mulheres – a fugitiva Michiko e a órfã Hatchin – em uma viagem por um Brasil fictício para encontrar um homem misterioso. Detalhe que quase todo o núcleo de personagens principais são negras, algo muito raro quando se trata de animes.
O seu segundo trabalho foi Lupin III – The Woman Called Fujiko Mine (2012), uma releitura feminista sobre a Femme Fatale de uma das franquias de animação mais consagradas do Japão. O papel da mulher na sociedade e seus dilemas são tema comum nas suas obras, combinado a um estilo de direção que transborda elementos pop, com um erotismo que não costuma se ver na televisão.
Yamamoto já trabalhou com storyboard, design, roteiro e dirigiu aberturas e episódios de animes de peso como Samurai Champloo, Psycho Pass e Space☆Dandy. Com um currículo de causar inveja, suas participações vão de Death Note, a Attack on Titan até o filme Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance.
Segundo a própria diretora, suas especialidades são erótica e comédia. Dois elementos que são a alma do seu trabalho atual: o belíssimo Yuri!!! On Ice. Um anime sobre patinação no gelo que já é considerado um dos melhores de 2016. Recomendadíssimo.
Rie Matsumoto
Uma mulher ser diretora de três animes antes dos trinta anos de idade já é um feito impressionante por si só. O primeiro trabalho de direção foi o filme de Heartcatch Precure!, de uma das maiores franquias de garotas mágicas do Japão, quando tinha apenas 25 anos. Em 2011, dirigiu e escreveu Kyousougiga, hoje um cult, onde ela apresentou pela primeira vez seu estilo de direção vibrante e altamente estilizado. Em 2015, Matsumoto foi responsável pela adaptação de Kekkai Sensen, que foi um sucesso de público.
Eu sou fã da maneira como ela conduz histórias que são, acima de tudo, incrivelmente divertidas. Se você não tem medo de ver algo diferente, os trabalhos dela são a indicação perfeita. Kekkai Sensen, inclusive, é um dos meus animes favoritos de todos os tempos.
Naoko Yamada
Uma das mais novas do estúdio Kyoto Animation, mas que já tem no currículo a direção de um dos animes mais influentes do século: K-ON!. Junto com Tamako Love Story, Yamada consagrou-se como uma diretora que consegue captar a beleza do cotidiano como poucos, além de uma atenção ao detalhe que impressiona.
Mitsue Yamazaki
Diretora recém chegada, seu primeiro trabalho foi Hakkenden, em 2013. Porém, começou a chamar atenção com a adaptação da comédia romântica Gekkan Shoujo Nozaki-kun, um dos animes mais engraçados de 2014. Além disso, trabalhou no aclamado Mawaru Penguindrum.
Destaque no campo da produção independente, Soubi Yamamoto produziu quase que sozinha todos os seus animes. Suas histórias têm grande influência do gênero Boys Love, os romances homossexuais masculinos, e usam uma mistura curiosa entre texto e imagem. Meu favorito dela é Kono Danshi, Ningyo Hiroimashita que é sobre um garoto que se apaixona por um ‘sereio’. Seu mais recente trabalho foi a minissérie de quatro episódios Kono Danshi, Mahou ga Oshigoto Desu, que conta um romance com um mágico workholic.
Atsuko Ishizuka
A história dela é um caso incomum, porque Atsuko não via animes quando era criança e hoje é uma das diretoras mais respeitadas da indústria. Ela planejava entrar no ramo da música, mas um curta metragem chamou a atenção do estúdio Madhouse. Desde então ela já trabalhou como diretora assistente em Nana, dirigiu Hanayamata, Chihayafuru, e No Game No Life. O seu trabalho mais recente como diretora foi a adaptação de Prince of Stride: Alternative (2016).
Noriko Takao
Mais uma que também começou a carreira na Kyoto Animation, fazendo cenas para Inuyasha, Clannad, Suzumiya Haruhi no Yuutsu, entre outros. Sua estreia como diretora foi o divertidíssimo Saint☆Oniisan, que conta o dia a dia de Jesus e Budda morando em um apartamento em Tóquio. O anime mais recente que dirigiu foi a segunda temporada de The iDOLM@STER Cinderella Girls.
Kotomi Deai
Gosto de falar que essa diretora ainda vai criar um anime que eu vou amar. Ela estreou como diretora com a segunda temporada de Gin no Saji, e antes disso animou episódios de Michiko to Hatchin, Kimi ni Todoke e Tonari no Kaibutsu-kun. O primeiro anime original do qual foi responsável foi Rolling☆Girls, que é lindamente animado com sequências de luta de tirar o fôlego, mas uma confusão em termos de roteiro. Mal posso esperar pelo dia que ela terá total liberdade criativa de novo.
Uma das jovens talentosas formadas pelo estúdio Kyoto Animation (ou KyoAni, como é chamado). Seus únicos trabalhos como diretora foram Free!, e a continuação Free!: Eternal Summer, um anime de esporte sobre um grupo de nadadores no ensino médio. Essa diretora sem querer atraiu a raiva de muitos homens fãs de anime.
Um pouco de contexto: a KyoAni é conhecida por produzir animes com personagens femininas jovens e adoráveis que os otakus adoram. Free! foi a primeira tentativa do estúdio de fazer algo diretamente voltado para o público feminino. E, para o desgosto de muito marmanjo, a animação foi um sucesso de vendas e mal posso esperar por mais trabalhos dela.
Yoshimura Ai
Qualquer pessoa que tenha trabalhado em Gintama – um dos melhores animes de comédia de todos os tempos – ganha meu selo de confiança. Como diretora, já conseguiu adaptar hits como o romance escolar Ao Haru Ride e o interessante Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru (eita nome grande…). Seu primeiro trabalho original foi o (duvidoso) Dance with Devils. Seu mais recente trabalho foi Cheer Danshi!, baseado na história real de um grupo masculino de líderes de torcida.
E aí, gostaram? Vários dos animes mencionados estão disponíveis no Crunchyroll ou Netflix. Confira a lista: Yuri!!! On Ice, Kyousougiga, Hakkenden – Touhou Hakken Ibun, Gekkan Shoujo Nozaki-kun, Magic-kyun! Renaissance, Kono Danshi, Mahou ga Oshigoto Desu, Hanayamata, Chihayafuru, No Game No Life, Gin no Saji, Tonari no Kaibutsu-kun, Natsume Yuujinchou, Free!, Gintama
Dá uma olhada e diga lá o que achou aqui nos comentários.
Tem gente que gosta de dizer que os desenhos japoneses não são mais como antigamente, que não se faz mais nada de bom e etc. Na verdade, nunca existiu época melhor para ser fã de animação japonesa. Mais animes estão sendo lançados do que nunca antes, criando oportunidades para experimentar e inovar.
Nesse contexto, como ficam as mulheres? Já sabemos que elas são um público consumidor muito forte no território japonês, e são capazes de salvar franquias inteiras. Mas e as que trabalham com animes?
A indústria da animação japonesa, assim como maior parte do mercado de trabalho japonês, é dominado por homens. Mesmo que tenham existido mulheres trabalhando com animes desde os anos 50/60 como Reiko Okuyama — em obras como O Túmulo dos Vagalumes e Mazinger Z — Nakamura Kazuko — Princesa e o Cavaleiro (Ribon no Kishi) e Hakujaden, o primeiro desenho animado colorido do Japão–, são poucas as que estiveram em cargos de chefia criativa, como direção e roteiro.
Chegamos ao absurdo de, durante uma entrevista ao The Guardian, o ex-produtor do estúdio Ghibli — conhecido por filmes como “Meu Amigo Totoro” (1988) e “A Viagem de Chihiro”(2001) –, Yoshiaki Nishimura, afirmar que mulheres não poderiam dirigir filmes dependendo do tipo de história. “Mulheres tendem a ser mais realistas e lidam melhor com o cotidiano. Homens, por outro lado, tendem a ser mais idealistas – e filmes de fantasia precisam de uma abordagem idealista. Eu não acho que é apenas coincidência que homens sejam escolhidos”. Após críticas, ele desculpou-se publicamente.
Sabe, eu também não acho que seja apenas coincidência que os escolhidos para cargos de chefia sejam quase sempre homens.
No entanto, com o surgimento uma nova geração de artistas, várias mulheres entraram na indústria e criaram alguns dos animes mais interessantes dos últimos tempos. Inclusive temos várias delas dirigindo séries que estão saindo agora no Japão. São diretoras que devem ficar no radar de qualquer fã de animação. Vamos falar de algumas delas ;)
Sayo Yamamoto
Apesar de ter dirigido poucos animes, ela já conseguiu deixar sua marca, produzindo séries para o público feminino adulto. A sua estreia como diretora foi Michiko to Hatchin (2008), uma história sobre uma dupla de mulheres – a fugitiva Michiko e a órfã Hatchin – em uma viagem por um Brasil fictício para encontrar um homem misterioso. Detalhe que quase todo o núcleo de personagens principais são negras, algo muito raro quando se trata de animes.
O seu segundo trabalho foi Lupin III – The Woman Called Fujiko Mine (2012), uma releitura feminista sobre a Femme Fatale de uma das franquias de animação mais consagradas do Japão. O papel da mulher na sociedade e seus dilemas são tema comum nas suas obras, combinado a um estilo de direção que transborda elementos pop, com um erotismo que não costuma se ver na televisão.
Yamamoto já trabalhou com storyboard, design, roteiro e dirigiu aberturas e episódios de animes de peso como Samurai Champloo, Psycho Pass e Space☆Dandy. Com um currículo de causar inveja, suas participações vão de Death Note, a Attack on Titan até o filme Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance.
Segundo a própria diretora, suas especialidades são erótica e comédia. Dois elementos que são a alma do seu trabalho atual: o belíssimo Yuri!!! On Ice. Um anime sobre patinação no gelo que já é considerado um dos melhores de 2016. Recomendadíssimo.
Rie Matsumoto
Uma mulher ser diretora de três animes antes dos trinta anos de idade já é um feito impressionante por si só. O primeiro trabalho de direção foi o filme de Heartcatch Precure!, de uma das maiores franquias de garotas mágicas do Japão, quando tinha apenas 25 anos. Em 2011, dirigiu e escreveu Kyousougiga, hoje um cult, onde ela apresentou pela primeira vez seu estilo de direção vibrante e altamente estilizado. Em 2015, Matsumoto foi responsável pela adaptação de Kekkai Sensen, que foi um sucesso de público.
Eu sou fã da maneira como ela conduz histórias que são, acima de tudo, incrivelmente divertidas. Se você não tem medo de ver algo diferente, os trabalhos dela são a indicação perfeita. Kekkai Sensen, inclusive, é um dos meus animes favoritos de todos os tempos.
Naoko Yamada
Uma das mais novas do estúdio Kyoto Animation, mas que já tem no currículo a direção de um dos animes mais influentes do século: K-ON!. Junto com Tamako Love Story, Yamada consagrou-se como uma diretora que consegue captar a beleza do cotidiano como poucos, além de uma atenção ao detalhe que impressiona.
Mitsue Yamazaki
Diretora recém chegada, seu primeiro trabalho foi Hakkenden, em 2013. Porém, começou a chamar atenção com a adaptação da comédia romântica Gekkan Shoujo Nozaki-kun, um dos animes mais engraçados de 2014. Além disso, trabalhou no aclamado Mawaru Penguindrum.
Destaque no campo da produção independente, Soubi Yamamoto produziu quase que sozinha todos os seus animes. Suas histórias têm grande influência do gênero Boys Love, os romances homossexuais masculinos, e usam uma mistura curiosa entre texto e imagem. Meu favorito dela é Kono Danshi, Ningyo Hiroimashita que é sobre um garoto que se apaixona por um ‘sereio’. Seu mais recente trabalho foi a minissérie de quatro episódios Kono Danshi, Mahou ga Oshigoto Desu, que conta um romance com um mágico workholic.
Atsuko Ishizuka
A história dela é um caso incomum, porque Atsuko não via animes quando era criança e hoje é uma das diretoras mais respeitadas da indústria. Ela planejava entrar no ramo da música, mas um curta metragem chamou a atenção do estúdio Madhouse. Desde então ela já trabalhou como diretora assistente em Nana, dirigiu Hanayamata, Chihayafuru, e No Game No Life. O seu trabalho mais recente como diretora foi a adaptação de Prince of Stride: Alternative (2016).
Noriko Takao
Mais uma que também começou a carreira na Kyoto Animation, fazendo cenas para Inuyasha, Clannad, Suzumiya Haruhi no Yuutsu, entre outros. Sua estreia como diretora foi o divertidíssimo Saint☆Oniisan, que conta o dia a dia de Jesus e Budda morando em um apartamento em Tóquio. O anime mais recente que dirigiu foi a segunda temporada de The iDOLM@STER Cinderella Girls.
Kotomi Deai
Gosto de falar que essa diretora ainda vai criar um anime que eu vou amar. Ela estreou como diretora com a segunda temporada de Gin no Saji, e antes disso animou episódios de Michiko to Hatchin, Kimi ni Todoke e Tonari no Kaibutsu-kun. O primeiro anime original do qual foi responsável foi Rolling☆Girls, que é lindamente animado com sequências de luta de tirar o fôlego, mas uma confusão em termos de roteiro. Mal posso esperar pelo dia que ela terá total liberdade criativa de novo.
Uma das jovens talentosas formadas pelo estúdio Kyoto Animation (ou KyoAni, como é chamado). Seus únicos trabalhos como diretora foram Free!, e a continuação Free!: Eternal Summer, um anime de esporte sobre um grupo de nadadores no ensino médio. Essa diretora sem querer atraiu a raiva de muitos homens fãs de anime.
Um pouco de contexto: a KyoAni é conhecida por produzir animes com personagens femininas jovens e adoráveis que os otakus adoram. Free! foi a primeira tentativa do estúdio de fazer algo diretamente voltado para o público feminino. E, para o desgosto de muito marmanjo, a animação foi um sucesso de vendas e mal posso esperar por mais trabalhos dela.
Yoshimura Ai
Qualquer pessoa que tenha trabalhado em Gintama – um dos melhores animes de comédia de todos os tempos – ganha meu selo de confiança. Como diretora, já conseguiu adaptar hits como o romance escolar Ao Haru Ride e o interessante Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru (eita nome grande…). Seu primeiro trabalho original foi o (duvidoso) Dance with Devils. Seu mais recente trabalho foi Cheer Danshi!, baseado na história real de um grupo masculino de líderes de torcida.
E aí, gostaram? Vários dos animes mencionados estão disponíveis no Crunchyroll ou Netflix. Confira a lista: Yuri!!! On Ice, Kyousougiga, Hakkenden – Touhou Hakken Ibun, Gekkan Shoujo Nozaki-kun, Magic-kyun! Renaissance, Kono Danshi, Mahou ga Oshigoto Desu, Hanayamata, Chihayafuru, No Game No Life, Gin no Saji, Tonari no Kaibutsu-kun, Natsume Yuujinchou, Free!, Gintama
Dá uma olhada e diga lá o que achou aqui nos comentários.
Lupin III – The Woman Called Fujiko Mine, de Sayo Yamamoto
Tem gente que gosta de dizer que os desenhos japoneses não são mais como antigamente, que não se faz mais nada de bom e etc. Na verdade, nunca existiu época melhor para ser fã de animação japonesa. Mais animes estão sendo lançados do que nunca antes, criando oportunidades para experimentar e inovar.
Nesse contexto, como ficam as mulheres? Já sabemos que elas são um público consumidor muito forte no território japonês, e são capazes de salvar franquias inteiras. Mas e as que trabalham com animes?
A indústria da animação japonesa, assim como maior parte do mercado de trabalho japonês, é dominado por homens. Mesmo que tenham existido mulheres trabalhando com animes desde os anos 50/60 como Reiko Okuyama — em obras como O Túmulo dos Vagalumes e Mazinger Z — Nakamura Kazuko — Princesa e o Cavaleiro (Ribon no Kishi) e Hakujaden, o primeiro desenho animado colorido do Japão–, são poucas as que estiveram em cargos de chefia criativa, como direção e roteiro.
Chegamos ao absurdo de, durante uma entrevista ao The Guardian, o ex-produtor do estúdio Ghibli — conhecido por filmes como “Meu Amigo Totoro” (1988) e “A Viagem de Chihiro”(2001) –, Yoshiaki Nishimura, afirmar que mulheres não poderiam dirigir filmes dependendo do tipo de história. “Mulheres tendem a ser mais realistas e lidam melhor com o cotidiano. Homens, por outro lado, tendem a ser mais idealistas – e filmes de fantasia precisam de uma abordagem idealista. Eu não acho que é apenas coincidência que homens sejam escolhidos”. Após críticas, ele desculpou-se publicamente.
Sabe, eu também não acho que seja apenas coincidência que os escolhidos para cargos de chefia sejam quase sempre homens.
[caption id="attachment_11977" align="aligncenter" width="500"]Meu sentimento quando falam essas desgraças.[/caption]
No entanto, com o surgimento uma nova geração de artistas, várias mulheres entraram na indústria e criaram alguns dos animes mais interessantes dos últimos tempos. Inclusive temos várias delas dirigindo séries que estão saindo agora no Japão. São diretoras que devem ficar no radar de qualquer fã de animação. Vamos falar de algumas delas ;)
Sayo Yamamoto
[caption id="attachment_11978" align="aligncenter" width="500"]Michiko to Hatchin[/caption]
Apesar de ter dirigido poucos animes, ela já conseguiu deixar sua marca, produzindo séries para o público feminino adulto. A sua estreia como diretora foi Michiko to Hatchin (2008), uma história sobre uma dupla de mulheres – a fugitiva Michiko e a órfã Hatchin – em uma viagem por um Brasil fictício para encontrar um homem misterioso. Detalhe que quase todo o núcleo de personagens principais são negras, algo muito raro quando se trata de animes.
O seu segundo trabalho foi Lupin III – The Woman Called Fujiko Mine (2012), uma releitura feminista sobre a Femme Fatale de uma das franquias de animação mais consagradas do Japão. O papel da mulher na sociedade e seus dilemas são tema comum nas suas obras, combinado a um estilo de direção que transborda elementos pop, com um erotismo que não costuma se ver na televisão.
[caption id="attachment_11980" align="aligncenter" width="500"]Lupin III – The Woman Called Fujiko Mine[/caption]
Yamamoto já trabalhou com storyboard, design, roteiro e dirigiu aberturas e episódios de animes de peso como Samurai Champloo, Psycho Pass e Space☆Dandy. Com um currículo de causar inveja, suas participações vão de Death Note, a Attack on Titan até o filme Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance.
Segundo a própria diretora, suas especialidades são erótica e comédia. Dois elementos que são a alma do seu trabalho atual: o belíssimo Yuri!!! On Ice. Um anime sobre patinação no gelo que já é considerado um dos melhores de 2016. Recomendadíssimo.
Uma mulher ser diretora de três animes antes dos trinta anos de idade já é um feito impressionante por si só. O primeiro trabalho de direção foi o filme de Heartcatch Precure!, de uma das maiores franquias de garotas mágicas do Japão, quando tinha apenas 25 anos. Em 2011, dirigiu e escreveu Kyousougiga, hoje um cult, onde ela apresentou pela primeira vez seu estilo de direção vibrante e altamente estilizado. Em 2015, Matsumoto foi responsável pela adaptação de Kekkai Sensen, que foi um sucesso de público.
Eu sou fã da maneira como ela conduz histórias que são, acima de tudo, incrivelmente divertidas. Se você não tem medo de ver algo diferente, os trabalhos dela são a indicação perfeita. Kekkai Sensen, inclusive, é um dos meus animes favoritos de todos os tempos.
Uma das mais novas do estúdio Kyoto Animation, mas que já tem no currículo a direção de um dos animes mais influentes do século: K-ON!. Junto com Tamako Love Story, Yamada consagrou-se como uma diretora que consegue captar a beleza do cotidiano como poucos, além de uma atenção ao detalhe que impressiona.
[caption id="attachment_11993" align="aligncenter" width="540"]Tamako Love Story[/caption]
Diretora recém chegada, seu primeiro trabalho foi Hakkenden, em 2013. Porém, começou a chamar atenção com a adaptação da comédia romântica Gekkan Shoujo Nozaki-kun, um dos animes mais engraçados de 2014. Além disso, trabalhou no aclamado Mawaru Penguindrum.
[caption id="attachment_11985" align="aligncenter" width="540"]Kono Danshi, Mahou ga Oshigoto Desu[/caption]
Destaque no campo da produção independente, Soubi Yamamoto produziu quase que sozinha todos os seus animes. Suas histórias têm grande influência do gênero Boys Love, os romances homossexuais masculinos, e usam uma mistura curiosa entre texto e imagem. Meu favorito dela é Kono Danshi, Ningyo Hiroimashita que é sobre um garoto que se apaixona por um ‘sereio’. Seu mais recente trabalho foi a minissérie de quatro episódios Kono Danshi, Mahou ga Oshigoto Desu, que conta um romance com um mágico workholic.
A história dela é um caso incomum, porque Atsuko não via animes quando era criança e hoje é uma das diretoras mais respeitadas da indústria. Ela planejava entrar no ramo da música, mas um curta metragem chamou a atenção do estúdio Madhouse. Desde então ela já trabalhou como diretora assistente em Nana, dirigiu Hanayamata, Chihayafuru, e No Game No Life. O seu trabalho mais recente como diretora foi a adaptação de Prince of Stride: Alternative (2016).
Mais uma que também começou a carreira na Kyoto Animation, fazendo cenas para Inuyasha, Clannad, Suzumiya Haruhi no Yuutsu, entre outros. Sua estreia como diretora foi o divertidíssimo Saint☆Oniisan, que conta o dia a dia de Jesus e Budda morando em um apartamento em Tóquio. O anime mais recente que dirigiu foi a segunda temporada de The iDOLM@STER Cinderella Girls.
Gosto de falar que essa diretora ainda vai criar um anime que eu vou amar. Ela estreou como diretora com a segunda temporada de Gin no Saji, e antes disso animou episódios de Michiko to Hatchin, Kimi ni Todoke e Tonari no Kaibutsu-kun. O primeiro anime original do qual foi responsável foi Rolling☆Girls, que é lindamente animado com sequências de luta de tirar o fôlego, mas uma confusão em termos de roteiro. Mal posso esperar pelo dia que ela terá total liberdade criativa de novo.
Uma das jovens talentosas formadas pelo estúdio Kyoto Animation (ou KyoAni, como é chamado). Seus únicos trabalhos como diretora foram Free!, e a continuação Free!: Eternal Summer, um anime de esporte sobre um grupo de nadadores no ensino médio. Essa diretora sem querer atraiu a raiva de muitos homens fãs de anime.
Um pouco de contexto: a KyoAni é conhecida por produzir animes com personagens femininas jovens e adoráveis que os otakus adoram. Free! foi a primeira tentativa do estúdio de fazer algo diretamente voltado para o público feminino. E, para o desgosto de muito marmanjo, a animação foi um sucesso de vendas e mal posso esperar por mais trabalhos dela.
Yoshimura Ai
[caption id="attachment_11991" align="aligncenter" width="500"]Ao Haru Ride[/caption]
Qualquer pessoa que tenha trabalhado em Gintama – um dos melhores animes de comédia de todos os tempos – ganha meu selo de confiança. Como diretora, já conseguiu adaptar hits como o romance escolar Ao Haru Ride e o interessante Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru (eita nome grande…). Seu primeiro trabalho original foi o (duvidoso) Dance with Devils. Seu mais recente trabalho foi Cheer Danshi!, baseado na história real de um grupo masculino de líderes de torcida.
E aí, gostaram? Vários dos animes mencionados estão disponíveis no Crunchyroll ou Netflix. Confira a lista: Yuri!!! On Ice, Kyousougiga, Hakkenden – Touhou Hakken Ibun, Gekkan Shoujo Nozaki-kun, Magic-kyun! Renaissance, Kono Danshi, Mahou ga Oshigoto Desu, Hanayamata, Chihayafuru, No Game No Life, Gin no Saji, Tonari no Kaibutsu-kun, Natsume Yuujinchou, Free!, Gintama
Dá uma olhada e diga lá o que achou aqui nos comentários.
Uma das vantagens da animação como forma de storytelling é que ela pode criar uma suspensão de realidade muito maior do que em obras feitas com pessoas de carne e osso. Tanto que os animes conquistaram gerações com histórias envolvendo garotas mágicas, robôs com sentimentos, mundos de fantasia ou guerras intergalácticas. No entanto, existe todo um segmento no Japão de animes que tentam retratar o apelo do mundo real – a maioria deles classificamos como ‘slice of life’ – e SHIROBAKO é uma das pérolas do gênero.
Quando chegamos nos 20 e poucos anos, uma das primeiras porradas da vida dá é de que nada é simples. Mesmo para os que tem sorte e conseguem sair da adolescência sabendo o que querem fazer da vida, como atingir seus objetivos já é algo difícil. Para quem é jogado no mundo adulto sem um sonho específico, descobrir o que se deseja fazer no futuro enquanto procura estabilidade financeira e emocional é igualmente complicado.
O que eu quero fazer? Qual meu sonho? Como eu chego lá? Será que sou boa o suficiente para isso? Estou satisfeita com o que eu estou fazendo agora? E amanhã? Não existe um manual ou uma resposta única para as decisões que podemos tomar.
Dilemas como esse são abordados em SHIROBAKO, o que talvez seja o motivo para que o anime conquistasse o coração de muita gente.
O anime começa durante o ensino médio. Cinco amigas fazem parte do clube de animação do colégio e sonham em trabalhar com animes um dia. Elas se esforçam durante semanas para produzir uma animação caseira para a feira escolar, enquanto discutem sobre o que fazer após se formarem, o apoio da família ou não. Não parece diferente de outros animes sobre amadurecimento que se passam na época escolar…
Até que pulamos dois anos no futuro e achamos nossas protagonistas penando com as dificuldades da vida adulta.
Aoi Miyamori é produtora assistente num estúdio de animação mediano e trabalha tanto que nem tem certeza mais do que realmente deseja fazer. Sakaki Shizuka quer se tornar dubladora em um mercado saturado e não conseguiu um trabalho de destaque até então. Imai Midori é uma universitária que deseja virar roteirista de animes, mas não sabe nem por onde começar. Toudou Misa conseguiu um emprego como animadora 3D, mas suas chances de trabalhar com animes são bem pequenas. Yasuhara Ema é uma animadora novata no mesmo estúdio que Aoi trabalha, mas que vive preocupada com seu progresso artístico enquanto tenta cumprir as puxadas deadlines.
O principal apelo de SHIROBAKO é por ser um anime sobre como se faz anime.
Acompanhamos a rotina do estúdio fictício Musahino Animation durante a produção de um anime original e uma adaptação de mangá. É apresentado todo o processo, desde a criação do storyboard, o desenho dos quadros, edição, efeitos sonoros, dublagens e tudo mais. Conseguem explicar de forma didática e sem usar muitos jargões, deixando claro a importância que cada parte tem no resultado final.
Assim como também os problemas que podem acontecer durante a produção de um anime. E, acredite, são muitos. Tem certos momentos a produção de cada episódio parece resultado de nada menos que um milagre.
Inclusive, esse anime pode assustar num primeiro momento devido a quantidade grande de personagens. São tantos que durante os primeiros episódios aparecem placas com o nome e função de cada um. Por sorte os designs de cada personagem são bem distintos e não é difícil reconhecê-los.
No entanto, SHIROBAKO brilha de verdade é com seus personagens. E ganha ainda mais destaque por ter um núcleo de protagonistas femininas adultas com dilemas reais. Um dos momentos mais tocantes do anime é quando Ema está sofrendo porque sabe que precisa desenhar melhor e mais rápido, caso queira continuar trabalhando no futuro. Porém encontra-se no meio de um bloqueio criativo graças a uma cena difícil. Ela recebe ajuda de uma outra animadora, sua veterana, que a ensina lições valiosas (que acredito que valem para qualquer um que trabalha na indústria criativa).
Na verdade, em quase todos os momentos em que uma das personagens enfrenta uma crise, elas são ajudadas por outras mulheres.
O machismo na indústria também não passa despercebido. Acredito que esse detalhe tenha sido adicionado pela roteirista do anime, Michiko Yotoke (que também escreveu o belíssimo Princess Tutu), que trabalha no campo há décadas.
Numa indústria tão complicada e cheia de obstáculos, produzindo obras de qualidade duvidosa, talvez o maior desafio que nossas personagens enfrentem seja como continuar lá. Todos os personagens, ou a maioria deles, parecem ser movidos por um otimismo necessário em um mercado de trabalho cruel. SHIROBAKO não esconde os problemas que afetam o mundo dos animes, mas segue em frente desejando fazer melhor.
Apesar disso, minha maior crítica ao anime é o com o design das personagens. Os homens – muitos baseados em pessoas de verdade, como o diretor que é baseado no próprio diretor de verdade do anime – tem diversos tipos de corpos, gordos e magros. Já as mulheres, apesar de serem bem construídas, quando se trata das aparências parecem cópias uma das outras, tirando diferenças de vestiário e cabelo. Claramente optaram por um design que agradasse o público masculino. E, apesar do anime não conter nenhum tipo de fanservice sexual, uma parte considerável do merchandising faz uso do visual fofo das protagonistas.
No fim das contas, SHIROBAKO é recomendado para todas aquelas que já sentiram as dúvidas e angústias da vida adulta. Principalmente se escolheu algo da área artística. É um anime que vira para todas as profissionais que já olharam para a carreira que escolheram e questionaram se realmente vale o esforço de fazer o que ama. O anime responde isso aos poucos, de forma dolorida em alguns momentos, e com um otimismo que faz falta: sim, vale a pena.
SHIROBAKO está disponível oficialmente no Brasil através do Crunchyroll, uma plataforma de streaming de animes e doramas.
Reiko Okuyama — em obras como O Túmulo dos Vagalumes e Mazinger Z — Nakamura Kazuko — Princesa e o Cavaleiro (Ribon no Kishi) e Hakujaden, o primeiro desenho animado colorido do Japão–, são poucas as que estiveram em cargos de chefia criativa, como direção e roteiro.
Chegamos ao absurdo de, durante uma entrevista ao The Guardian, o ex-produtor do estúdio Ghibli — conhecido por filmes como “Meu Amigo Totoro” (1988) e “A Viagem de Chihiro”(2001) –, Yoshiaki Nishimura, afirmar que mulheres não poderiam dirigir filmes dependendo do tipo de história. “Mulheres tendem a ser mais realistas e lidam melhor com o cotidiano. Homens, por outro lado, tendem a ser mais idealistas – e filmes de fantasia precisam de uma abordagem idealista. Eu não acho que é apenas coincidência que homens sejam escolhidos”. Após críticas, ele desculpou-se publicamente.
Sabe, eu também não acho que seja apenas coincidência que os escolhidos para cargos de chefia sejam quase sempre homens.
No entanto, com o surgimento uma nova geração de artistas, várias mulheres entraram na indústria e criaram alguns dos animes mais interessantes dos últimos tempos. Inclusive temos várias delas dirigindo séries que estão saindo agora no Japão. São diretoras que devem ficar no radar de qualquer fã de animação. Vamos falar de algumas delas ;)
Sayo Yamamoto
Apesar de ter dirigido poucos animes, ela já conseguiu deixar sua marca, produzindo séries para o público feminino adulto. A sua estreia como diretora foi Michiko to Hatchin (2008), uma história sobre uma dupla de mulheres – a fugitiva Michiko e a órfã Hatchin – em uma viagem por um Brasil fictício para encontrar um homem misterioso. Detalhe que quase todo o núcleo de personagens principais são negras, algo muito raro quando se trata de animes.
O seu segundo trabalho foi Lupin III – The Woman Called Fujiko Mine (2012), uma releitura feminista sobre a Femme Fatale de uma das franquias de animação mais consagradas do Japão. O papel da mulher na sociedade e seus dilemas são tema comum nas suas obras, combinado a um estilo de direção que transborda elementos pop, com um erotismo que não costuma se ver na televisão.
Yamamoto já trabalhou com storyboard, design, roteiro e dirigiu aberturas e episódios de animes de peso como Samurai Champloo, Psycho Pass e Space☆Dandy. Com um currículo de causar inveja, suas participações vão de Death Note, a Attack on Titan até o filme Evangelion: 2.0 You Can (Not) Advance.
Segundo a própria diretora, suas especialidades são erótica e comédia. Dois elementos que são a alma do seu trabalho atual: o belíssimo Yuri!!! On Ice. Um anime sobre patinação no gelo que já é considerado um dos melhores de 2016. Recomendadíssimo.
Rie Matsumoto
Uma mulher ser diretora de três animes antes dos trinta anos de idade já é um feito impressionante por si só. O primeiro trabalho de direção foi o filme de Heartcatch Precure!, de uma das maiores franquias de garotas mágicas do Japão, quando tinha apenas 25 anos. Em 2011, dirigiu e escreveu Kyousougiga, hoje um cult, onde ela apresentou pela primeira vez seu estilo de direção vibrante e altamente estilizado. Em 2015, Matsumoto foi responsável pela adaptação de Kekkai Sensen, que foi um sucesso de público.
Eu sou fã da maneira como ela conduz histórias que são, acima de tudo, incrivelmente divertidas. Se você não tem medo de ver algo diferente, os trabalhos dela são a indicação perfeita. Kekkai Sensen, inclusive, é um dos meus animes favoritos de todos os tempos.
Naoko Yamada
Uma das mais novas do estúdio Kyoto Animation, mas que já tem no currículo a direção de um dos animes mais influentes do século: K-ON!. Junto com Tamako Love Story, Yamada consagrou-se como uma diretora que consegue captar a beleza do cotidiano como poucos, além de uma atenção ao detalhe que impressiona.
Mitsue Yamazaki
Diretora recém chegada, seu primeiro trabalho foi Hakkenden, em 2013. Porém, começou a chamar atenção com a adaptação da comédia romântica Gekkan Shoujo Nozaki-kun, um dos animes mais engraçados de 2014. Além disso, trabalhou no aclamado Mawaru Penguindrum.
Destaque no campo da produção independente, Soubi Yamamoto produziu quase que sozinha todos os seus animes. Suas histórias têm grande influência do gênero Boys Love, os romances homossexuais masculinos, e usam uma mistura curiosa entre texto e imagem. Meu favorito dela é Kono Danshi, Ningyo Hiroimashita que é sobre um garoto que se apaixona por um ‘sereio’. Seu mais recente trabalho foi a minissérie de quatro episódios Kono Danshi, Mahou ga Oshigoto Desu, que conta um romance com um mágico workholic.
Atsuko Ishizuka
A história dela é um caso incomum, porque Atsuko não via animes quando era criança e hoje é uma das diretoras mais respeitadas da indústria. Ela planejava entrar no ramo da música, mas um curta metragem chamou a atenção do estúdio Madhouse. Desde então ela já trabalhou como diretora assistente em Nana, dirigiu Hanayamata, Chihayafuru, e No Game No Life. O seu trabalho mais recente como diretora foi a adaptação de Prince of Stride: Alternative (2016).
Noriko Takao
Mais uma que também começou a carreira na Kyoto Animation, fazendo cenas para Inuyasha, Clannad, Suzumiya Haruhi no Yuutsu, entre outros. Sua estreia como diretora foi o divertidíssimo Saint☆Oniisan, que conta o dia a dia de Jesus e Budda morando em um apartamento em Tóquio. O anime mais recente que dirigiu foi a segunda temporada de The iDOLM@STER Cinderella Girls.
Kotomi Deai
Gosto de falar que essa diretora ainda vai criar um anime que eu vou amar. Ela estreou como diretora com a segunda temporada de Gin no Saji, e antes disso animou episódios de Michiko to Hatchin, Kimi ni Todoke e Tonari no Kaibutsu-kun. O primeiro anime original do qual foi responsável foi Rolling☆Girls, que é lindamente animado com sequências de luta de tirar o fôlego, mas uma confusão em termos de roteiro. Mal posso esperar pelo dia que ela terá total liberdade criativa de novo.
Uma das jovens talentosas formadas pelo estúdio Kyoto Animation (ou KyoAni, como é chamado). Seus únicos trabalhos como diretora foram Free!, e a continuação Free!: Eternal Summer, um anime de esporte sobre um grupo de nadadores no ensino médio. Essa diretora sem querer atraiu a raiva de muitos homens fãs de anime.
Um pouco de contexto: a KyoAni é conhecida por produzir animes com personagens femininas jovens e adoráveis que os otakus adoram. Free! foi a primeira tentativa do estúdio de fazer algo diretamente voltado para o público feminino. E, para o desgosto de muito marmanjo, a animação foi um sucesso de vendas e mal posso esperar por mais trabalhos dela.
Yoshimura Ai
Qualquer pessoa que tenha trabalhado em Gintama – um dos melhores animes de comédia de todos os tempos – ganha meu selo de confiança. Como diretora, já conseguiu adaptar hits como o romance escolar Ao Haru Ride e o interessante Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru (eita nome grande…). Seu primeiro trabalho original foi o (duvidoso) Dance with Devils. Seu mais recente trabalho foi Cheer Danshi!, baseado na história real de um grupo masculino de líderes de torcida.
E aí, gostaram? Vários dos animes mencionados estão disponíveis no Crunchyroll ou Netflix. Confira a lista: Yuri!!! On Ice, Kyousougiga, Hakkenden – Touhou Hakken Ibun, Gekkan Shoujo Nozaki-kun, Magic-kyun! Renaissance, Kono Danshi, Mahou ga Oshigoto Desu, Hanayamata, Chihayafuru, No Game No Life, Gin no Saji, Tonari no Kaibutsu-kun, Natsume Yuujinchou, Free!, Gintama
Dá uma olhada e diga lá o que achou aqui nos comentários.