Jogue: Overcooked

Overcooked é um jogo cooperativo em que você tem que cozinhar diferentes pratos em cozinhas caóticas. É divertido e estressante ao mesmo tempo!

Se você quer um jogo divertido pra dar risada e passar nervoso ao mesmo tempo, jogue Overcooked, um jogo em que você tem que cozinhar diferentes pratos em cozinhas malucas e caóticas, com o relógio sempre apitando (é a comida que tá queimando, o pedido que tá demorando pra ser entregue e o cronômetro geral para o fim da fase). Dá só uma olhada no trailer:

 

 

“O próximo pedido é uma sopa de cebola!”

Eu fui apresentada a esse jogo da melhor forma possível: jogando cooperativamente com mais 3 pessoas. Sendo o jogo ambientado em uma cozinha de restaurante (seja num navio, numa espaçonave, no ártico ou em um vulcão), com mais pessoas você sente um pouco na pele a tensão de ser um cozinheiro em equipe, tendo que entregar os pedidos enquanto mantém tudo sob controle. A chave do sucesso (porque o legal não é só passar de fase, mas passar com as três estrelas de eficiência) é organização, calma e TEAM WORK! Quando se está jogando cooperativamente, você vai se ver gerenciando a cozinha entre seus amigos: quem pega os ingredientes, quem corta, quem cuida do fogão, quem finaliza e entrega, quem lava os pratos, etc.

Claro, o game também pode ser jogado de modo individual. Mas sei lá. Acho que com 2 ou mais pessoas é que a coisa fica realmente SENSACIONAL.

 

 

Representatividade na cozinha

Além de super divertido e fofo, Overcooked é um jogo que tem muita representatividade. Você pode jogar como homem, mulher, branco, negro, gato e até como um guaxinim paraplégico. É MUITO LEGAL.

 

 

O jogo custa por volta de R$ 40 e está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC, na Steam. Se você curte reunir os amigos pra jogar um joguinho, compra que é massa.

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Priya Shakti: uma HQ contra o estupro

A falta de representatividade da mulher nos quadrinhos está, aos poucos, sendo preenchida com boas iniciativas. A Marvel, por exemplo, trouxe uma garota de origem muçulmana para viver a super-heroína Ms. Marvel, transformou Thor em uma mulher e nos apresentou a Silk.

Também vemos o quadrinho independente ganhar força com histórias incríveis e divertidas de protagonistas femininas poderosas, como Rat Queens e Lumberjanes.

Recentemente, o cineasta indo-americano Ram Devineni lançou uma HQ para discutir a ainda latente violência sexual contra mulheres na Índia. Priya Shakti conta a história de Priya, uma jovem que sobrevive a um estupro coletivo e resolve lutar – com a ajuda de um tigre e das deusas hindu Parvati e Shiva – contra os agressores, com a missão erradicar os crimes de gênero no país.
 

 
Ram Devineni diz que teve a ideia da HQ após o assassinato de uma estudante em um ônibus em Nova Déli em decorrência de um estupro coletivo, que gerou uma onda de protestos na Índia. Ele disse que, ao conversar com um policial, ouviu que “garotas sérias não deveriam andar sozinhas à noite” – claramente culpabilizando a vítima. Isso fez com que ele percebesse que o estupro e a violência sexual são culturais. Assim, usou de uma das mídias pop mais poderosas para conseguir falar com crianças entre 10 a 12 anos sobre esse problema sério, afim de educá-las desde cedo sobre o problema.

A HQ é ainda transmídia, feita para interagir com tablets e smartphones, proporcionando uma experiência amplificada através da tecnologia da realidade aumentada. Essas interações do leitor com a história ajudou a espalhar a campanha #IStandForPriya (tradução livre: eu apoio Priya), que potencializa a missão do quadrinho.

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