Priya Shakti: uma HQ contra o estupro

A falta de representatividade da mulher nos quadrinhos está, aos poucos, sendo preenchida com boas iniciativas. A Marvel, por exemplo, trouxe uma garota de origem muçulmana para viver a super-heroína Ms. Marvel, transformou Thor em uma mulher e nos apresentou a Silk.

Também vemos o quadrinho independente ganhar força com histórias incríveis e divertidas de protagonistas femininas poderosas, como Rat Queens e Lumberjanes.

Recentemente, o cineasta indo-americano Ram Devineni lançou uma HQ para discutir a ainda latente violência sexual contra mulheres na Índia. Priya Shakti conta a história de Priya, uma jovem que sobrevive a um estupro coletivo e resolve lutar – com a ajuda de um tigre e das deusas hindu Parvati e Shiva – contra os agressores, com a missão erradicar os crimes de gênero no país.
 

 
Ram Devineni diz que teve a ideia da HQ após o assassinato de uma estudante em um ônibus em Nova Déli em decorrência de um estupro coletivo, que gerou uma onda de protestos na Índia. Ele disse que, ao conversar com um policial, ouviu que “garotas sérias não deveriam andar sozinhas à noite” – claramente culpabilizando a vítima. Isso fez com que ele percebesse que o estupro e a violência sexual são culturais. Assim, usou de uma das mídias pop mais poderosas para conseguir falar com crianças entre 10 a 12 anos sobre esse problema sério, afim de educá-las desde cedo sobre o problema.

A HQ é ainda transmídia, feita para interagir com tablets e smartphones, proporcionando uma experiência amplificada através da tecnologia da realidade aumentada. Essas interações do leitor com a história ajudou a espalhar a campanha #IStandForPriya (tradução livre: eu apoio Priya), que potencializa a missão do quadrinho.

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Amo/Sou: Stay Home Club

Eu sou uma pessoa assumidamente caseira. Claro, eu tenho vida social: adoro sair pra um restaurante gostosinho, ir ver um filme no cinema, passar horas numa livraria, conhecer barzinhos novos, andar de bicicleta, enfim. Mas isso de vez em quando. Normalmente, no meu tempo livre, meu rolê favorito é ficar em casa e por um disco pra ouvir, ler deitada na cama, brincar com minhas gatas, jogar videogame, perder horas descobrindo novas lojinhas da Etsy… ou mesmo quando estou emotiva e só quero ficar em casa choramingando vendo um filme na TV.

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Tanto que meu ex-namorado, que é um cara boêmio ultra carismático e extrovertido, tinha coceira com minha falta de ânimo pra sair. Enquanto ele amava dar rolês intermináveis com pessoas que ele tinha acabado de conhecer, eu torcia o nariz e queria ir embora mais cedo.

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Para abraçar esse meu lado recluso e um tanto anti-social, descobri há alguns anos atrás a lojinha Stay Home Club, que em tradução livre seria algo como “O Clube das Caseiras” (coloquei no feminino, porque o foco da loja é vestuário para garotas – apesar de ter uma camiseta ou outra para rapazes).

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As camisetas e moletons traduzem exatamente o que os outros gostam de dizer sobre as pessoas caseiras de uma maneira perfeitamente irônica e bem-humorada, trazendo frases como “Boring is Best” (algo como “tédio é melhor”), “Recluse” (reclusa) e “Awful” (horrível). Além de camisetas, eles vendem pins, posters, totes, canecas e mais um monte de outras coisas legais. E sim, garotas: entrega no Brasil.

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Ms. Marvel, transformou Thor em uma mulher e nos apresentou a Silk.

Também vemos o quadrinho independente ganhar força com histórias incríveis e divertidas de protagonistas femininas poderosas, como Rat Queens e Lumberjanes.

Recentemente, o cineasta indo-americano Ram Devineni lançou uma HQ para discutir a ainda latente violência sexual contra mulheres na Índia. Priya Shakti conta a história de Priya, uma jovem que sobrevive a um estupro coletivo e resolve lutar – com a ajuda de um tigre e das deusas hindu Parvati e Shiva – contra os agressores, com a missão erradicar os crimes de gênero no país.
 

 
Ram Devineni diz que teve a ideia da HQ após o assassinato de uma estudante em um ônibus em Nova Déli em decorrência de um estupro coletivo, que gerou uma onda de protestos na Índia. Ele disse que, ao conversar com um policial, ouviu que “garotas sérias não deveriam andar sozinhas à noite” – claramente culpabilizando a vítima. Isso fez com que ele percebesse que o estupro e a violência sexual são culturais. Assim, usou de uma das mídias pop mais poderosas para conseguir falar com crianças entre 10 a 12 anos sobre esse problema sério, afim de educá-las desde cedo sobre o problema.

A HQ é ainda transmídia, feita para interagir com tablets e smartphones, proporcionando uma experiência amplificada através da tecnologia da realidade aumentada. Essas interações do leitor com a história ajudou a espalhar a campanha #IStandForPriya (tradução livre: eu apoio Priya), que potencializa a missão do quadrinho.

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