Amo/Sou: Stay Home Club

Eu sou uma pessoa assumidamente caseira. Claro, eu tenho vida social: adoro sair pra um restaurante gostosinho, ir ver um filme no cinema, passar horas numa livraria, conhecer barzinhos novos, andar de bicicleta, enfim. Mas isso de vez em quando. Normalmente, no meu tempo livre, meu rolê favorito é ficar em casa e por um disco pra ouvir, ler deitada na cama, brincar com minhas gatas, jogar videogame, perder horas descobrindo novas lojinhas da Etsy… ou mesmo quando estou emotiva e só quero ficar em casa choramingando vendo um filme na TV.

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Tanto que meu ex-namorado, que é um cara boêmio ultra carismático e extrovertido, tinha coceira com minha falta de ânimo pra sair. Enquanto ele amava dar rolês intermináveis com pessoas que ele tinha acabado de conhecer, eu torcia o nariz e queria ir embora mais cedo.

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Para abraçar esse meu lado recluso e um tanto anti-social, descobri há alguns anos atrás a lojinha Stay Home Club, que em tradução livre seria algo como “O Clube das Caseiras” (coloquei no feminino, porque o foco da loja é vestuário para garotas – apesar de ter uma camiseta ou outra para rapazes).

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As camisetas e moletons traduzem exatamente o que os outros gostam de dizer sobre as pessoas caseiras de uma maneira perfeitamente irônica e bem-humorada, trazendo frases como “Boring is Best” (algo como “tédio é melhor”), “Recluse” (reclusa) e “Awful” (horrível). Além de camisetas, eles vendem pins, posters, totes, canecas e mais um monte de outras coisas legais. E sim, garotas: entrega no Brasil.

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Descartando um namoro por Whatsapp

O clipe da música “How Can It Be (feat. Maddee)”, do canadense Harrison, foi destaque da semana passa no Vimeo e no Update Or Die! ao simular a tela vertical de um smartphone (tanto que a ideia é que você assista na tela do seu celular) tendo o Whatsapp como cenário de um gélido término de namoro. A troca de mensagens entre o casal Matt e Katy é sincronizada com a música, o que aumenta a aflição do espectador na similaridade do tempo de interação entre os personagens.

Com o coração apertado, inicialmente podemos nos identificar com o rapaz que está levando o pé-na-bunda. Mas o interessante é ver a frieza e praticidade da garota, que dispensa o namorado de um ano enquanto conversa com o peguete em outra tela.

Antes de enchermos a boca pra falar sobre a falta de coragem da garota de terminar o namoro de forma mais “decente” (e nem me venham com slut shaming), a gente tem que se colocar no lugar dela e lembrar que todo mundo já foi egoísta e cagou no maiô em alguma relação. Tem até quem conheça outra pessoa e não tem nem a decência de terminar, pelo contrário: leva o casinho paralelo ao relacionamento. Dói, mas a vida vai ensinando que o que achávamos ser amor, era cilada.

Tem quem traduza esse vídeo sobre a parte ruim da tecnologia, que aumenta a distância e o foda-se entre as pessoas. Mas sabe, não vejo tanto por aí. Sempre teve quem não está nem aí. Que simplesmente sumia, não atendia telefone, não respondia carta, não atendia a campainha. Desde a época da sua avó.

Vamos ser mais honestos com a gente e com os outros. Melhor terminar do jeito que for do que levar uma relação que não tá legal pra você, que de consequência não vai ser legal pro outro.
 

Pra quem curtiu o som, ouça o EP e siga o SoundCloud. Fica um outro som aqui:
 

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Tanto que meu ex-namorado, que é um cara boêmio ultra carismático e extrovertido, tinha coceira com minha falta de ânimo pra sair. Enquanto ele amava dar rolês intermináveis com pessoas que ele tinha acabado de conhecer, eu torcia o nariz e queria ir embora mais cedo.

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Para abraçar esse meu lado recluso e um tanto anti-social, descobri há alguns anos atrás a lojinha Stay Home Club, que em tradução livre seria algo como “O Clube das Caseiras” (coloquei no feminino, porque o foco da loja é vestuário para garotas – apesar de ter uma camiseta ou outra para rapazes).

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As camisetas e moletons traduzem exatamente o que os outros gostam de dizer sobre as pessoas caseiras de uma maneira perfeitamente irônica e bem-humorada, trazendo frases como “Boring is Best” (algo como “tédio é melhor”), “Recluse” (reclusa) e “Awful” (horrível). Além de camisetas, eles vendem pins, posters, totes, canecas e mais um monte de outras coisas legais. E sim, garotas: entrega no Brasil.

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