BitchCoin

Sim, você leu certo. Não é Bitcoin, mas sim BitchCoin. Essa moeda foi uma criação da artista plástica Sarah Meyohas. Ao comprar 1 BitchCoin, o comprador recebe uma impressão digital de uma fotografia da artista. Dessa forma, os colecionadores podem investir diretamente nela, como artista, do que simplesmente investir em uma arte especificamente.

Para investidores potenciais, é uma aposta na artista sem expiração. Sarah Meyohas promete que o BitchCoin terá um preço fixo de 100 dólares americanos, mesmo se o valor da fotografia aumentar com o tempo. Conforme sua arte for encarecendo ao longo do tempo, o BitchCoin também se valoriza.

bitchcoin-sarahmeyohas

A nova moeda digital é destaque na exposição “Where 6,” na galeria Where, em Brooklyn NY. Ao todo, 200 BitchCoins serão vendidos na inauguração do primeiro câmbio fotográfico, intitulado Speculation (“Especulação”, em tradução livre). De agora em diante, os BitchCoins poderão ser trocados por prints da obra Speculation ou qualquer outro futuro trabalho que Meyohas produzirá no futuro.

Normalmente um trabalho de um artista flutua na especulação de colecionadoras do mercado de arte sem a permissão ou mesmo o benefício do autor. Uma vez que ele vende sua obra, é isso: nenhum lucro dessas negociações posteriores volta para o artista. O BitchCoin dá à Sarah Meyohas mais poder sobre a valorização de suas obras. É uma ação corajosa e inteligente que vai de encontro com a atual economia crowd e moedas digitais alternativas, visto em iniciativas como o Patreon.

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Sobre as indelicadezas perante o diferente

Hoje meu dia começou com um cara da Sabesp interfonando no meu apartamento para ver o relógio da água. Reclamou que outra moradora foi mal-educada com ele por não deixá-lo entrar. Na saída, já com o pé pra fora do prédio, ele diz:

Só uma curiosidade: sua mão assim é acidente ou de nascença?

Ele nunca mais vai me ver na vida. Nunca mais. É esse o tipo de pergunta que se faz a uma pessoa que acabou de conhecer e que muito provavelmente não verá mais? Será que a pessoa acha mesmo que perguntar isso é o mesmo que perguntar as horas, ou se vai chover? Eu ainda me surpreendo com a falta de tato das pessoas.

Quando isso acontece eu congelo, fico sem graça, respondo um fraco “ah, nasci assim” e começo a me sentir horrível. Porque não importa o quão legal eu possa ser, não importa o cabelo colorido, as tatuagens, nada. Parece que o que fica é o estranho e bizarro fato de eu ser deficiente. As pessoas não sabem lidar com isso. Eu não as culpo. Eu tenho meus 28 anos e tento lidar com isso todos os dias.

E por isso mesmo, por eu ser uma mulher adulta e quase trintona que ainda se sente grilada com esse tipo de pergunta vindo de estranhos, que as pessoas precisam saber que isso não é assunto para conversa, principalmente quando você acaba de conhecer a pessoa.

Mas não pára por aí! Porque se essas indelicadezas acontecessem só com estranhos, já seria ruim. Mas tem coisa pior: quando a falta de noção vem das pessoas que você ama.

Eu tinha amizade com uma amiga do meu ex-namorado, mas que acabamos ficando muito próximas. A gente vivia se vendo pra tomar cerveja e conversar. Até um dia que ela, bêbada, me disse:

Quando o Joãozinho me contou que estava namorando você, eu perguntei pra ele: “Uau, ela é muito gata! Mas me conta, como é transar com uma deficiente?”

OU SEJA, não só a pessoa diminuiu a nova namorada do amigo à sua deficiência como ela ainda resolveu compartilhar esse fato com a mesma, anos de amizade depois.

Essas escrotices são mais comuns do que se possa imaginar. Você com certeza já deve ter cometido alguma gafe com algum amigo oprimido socialmente ou que está passando por alguma doença.

 

 
Todos nós somos seres humanos queremos ser amados, causar uma boa impressão, ser levados a sério, ser respeitados. E nós sofremos com nossos problemas todos os dias. Tem dias que nos reduzimos à nossa diferença sem precisar da “ajuda” de ninguém. Se você, ser perfeito, já fica com sua autoestima balançada algumas vezes, imagina a pessoa que convive com uma diferença.

Uma querida amiga escreveu em seu perfil do Facebook um desabafo que ilustra bem o que quero dizer e como se sentem as pessoas que tem alguma doença ou deficiência visível:

 
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Escrevi isso não somente como desabafo, mas também para utilidade pública. Pra quem ler pensar duas, três, ou quantas vezes for necessário antes de fazer um comentário sobre aquela característica da pessoa que te é tão diferente. Até que a pessoa chegue à lúcida conclusão de que na verdade não é pra falar nada.

Vou deixar alguns links que achei pela internet que também dão aquele toque amigo de como falar com pessoas que são deficientes, passando por uma doença ou que simplesmente tem algo na sua aparência fora do ideal social da perfeição. Obrigada, de nada.
 


 
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A nova moeda digital é destaque na exposição “Where 6,” na galeria Where, em Brooklyn NY. Ao todo, 200 BitchCoins serão vendidos na inauguração do primeiro câmbio fotográfico, intitulado Speculation (“Especulação”, em tradução livre). De agora em diante, os BitchCoins poderão ser trocados por prints da obra Speculation ou qualquer outro futuro trabalho que Meyohas produzirá no futuro.

Normalmente um trabalho de um artista flutua na especulação de colecionadoras do mercado de arte sem a permissão ou mesmo o benefício do autor. Uma vez que ele vende sua obra, é isso: nenhum lucro dessas negociações posteriores volta para o artista. O BitchCoin dá à Sarah Meyohas mais poder sobre a valorização de suas obras. É uma ação corajosa e inteligente que vai de encontro com a atual economia crowd e moedas digitais alternativas, visto em iniciativas como o Patreon.

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