O humor de Jessica Williams

Jessica Williams tem 25 anos, é a mais jovem correspondente do Daily Show e a primeira mulher negra no programa. O Daily Show, programa de comédia bem icônico nos EUA, sempre acha talentos incríveis (é lá que o Steve Carell começou) e eles super acertaram com a Jessica!

Desde que ela se tornou correspondente em 2012, o trabalho da atriz vem abordando temas super importantes de um jeito muito engraçado. Jessica já falou de assédio sexual, de Ferguson, de Baltimore, de legalização da maconha, e de aborto. Ela é tão gênia que em fevereiro, quando o Jon Stewart anunciou que ia sair do programa depois de 16 temporadas como apresentador, as pessoas imediatamente começaram a torcer para que a Jessica assumisse o cargo. Infelizmente, não é a Jessica que vai substituir o Jon, mas como ela mesma disse, ainda é o começo da carreira dela e vai ficar tudo bem.

Um dos quadros mais conhecidos da Jessica, o “Jessica’s Feminized Atmosphere”, é sobre o assédio sexual a qual estamos submetidas todos os dias nas ruas e é muito bom:

 
https://www.youtube.com/watch?v=C4sgHJh3eKk
 
Outro momento bem legal da Jessica no Daily Show ficou conhecido como “Hova’s Honor”. Quando a FOX News escolheu descrever o Jay-Z como um “cara que vendeu crack, que foi traficante de drogas, e que até admitiu ter atirado em alguém”, ao invés de descrevê-lo como rapper, produtor, compositor, e uma das pessoas mais bem sucedidas do hip hop americano; a Jessica expôs como a emissora sempre faz uma cobertura bem problemática e enviesada da comunidade negra no país.

 
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No começo de maio desse ano, quando a Suprema Corte americana se preparava para votar sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo, vários conservadores (insuportáveis) se reuniram para protestar e a cobertura da Jessica sobre o evento foi genial, como de costume:

 

 
Se eu tivesse que ser qualquer outra pessoa que não eu mesma, eu seria a Jessica Williams. Tá, talvez eu escolheria também a Mindy Kaling ou a Beyoncé. Mas a Jessica é definitivamente meu spirit animal e uma prova disso é esse texto hilário que ela escreveu pra WIRED, onde ela diz que o mundo precisa de mais sites que falem sobre celebridades de um jeito inteligente. (Imagina um site de fofocas que use a Kim e o Kanye para pensar o papel das relações interraciais na nossa sociedade?)

 
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Recentemente a Jessica fez um papel no filme “People, Places, Things”, onde atuou junto com Regina Hall. E uma coisa que fez meu amor pela Jessica crescer, foi ver essa entrevista dela sobre o filme. A Jessica descreve “People, Places, Things” como um filme onde as mulheres negras puderam “apenas existir”, ficando livres de estereótipos raciais ou expectativas. A comediante também fala de como existem poucos papéis desse tipo para atrizes e atores negros em filmes independentes.

 

 
A Jessica também apareceu na terceira temporada de Girls e nessa entrevista aqui, ela fala sobre seu papel na série e também sobre como às vezes se sente pressionada sendo a única mulher negra no Daily Show.

 
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O Twitter dela anda meio paradinho, mas segue a Jessica no Instagram que lá sempre tem fotos maravilhosas dela viajando pelo mato com as amigas e sendo legal. E acompanha a página do Daily Show para ver todos os quadros que ela faz.

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JAND: universitários nigerianos em Londres

A Modé Aderinokun é uma nigeriana que já estudou no Togo, em Londres e em São Francisco. Em 2014 ela começou um quadrinho bem legal, o JAND.

O JAND explora a vida de oito estudantes universitários que moram em Londres e representam um grupo social que a autora conhece muito bem: o círculo de jovens nigerianos de classe média alta.

Em uma entrevista para o Okay Africa, a Modé explica que “as pessoas não percebem que existe uma classe alta na Nigéria, porque a mídia não mostra isso”. A autora acredita que essa é uma narrativa pouco explorada em livros filmes ou programas de TV sobre a Nigéria e JAND é a forma que ela encontrou de visibilizar essas histórias.

O tom dos quadrinhos é bem leve, a gente acompanha a vida da burguesia da Nigéria pelas lentes das experiências desses jovens que estão estudando fora do país.

 
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O nome JAND tem dois significados: além de ser uma sigla para Just Another Nigerian Drama, a palavra “jand” é coloquialmente usada por jovens nigerianos como sinônimo de Londres.

Pra quem não sabe, Londres é um super destino acadêmico para estudantes nigerianos. De acordo com o relatório Migration in Nigeria: A Country Profile 2009, o número de estudantes nigerianos em instituições educacionais no Reino Unido cresceu de 2800 em 2007 para 30 mil em 2015. Além da proximidade física e de um processo de obtenção de vistos relativamente mais simples que de outros países, o Reino Unido também se tornou um destino pois os currículos de muitas escolas de elite nigerianas é o mesmo usado pelos britânicos.

Acompanha a página do JAND aqui.

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Jessica Williams tem 25 anos, é a mais jovem correspondente do Daily Show e a primeira mulher negra no programa. O Daily Show, programa de comédia bem icônico nos EUA, sempre acha talentos incríveis (é lá que o Steve Carell começou) e eles super acertaram com a Jessica!

Desde que ela se tornou correspondente em 2012, o trabalho da atriz vem abordando temas super importantes de um jeito muito engraçado. Jessica já falou de assédio sexual, de Ferguson, de Baltimore, de legalização da maconha, e de aborto. Ela é tão gênia que em fevereiro, quando o Jon Stewart anunciou que ia sair do programa depois de 16 temporadas como apresentador, as pessoas imediatamente começaram a torcer para que a Jessica assumisse o cargo. Infelizmente, não é a Jessica que vai substituir o Jon, mas como ela mesma disse, ainda é o começo da carreira dela e vai ficar tudo bem.

Um dos quadros mais conhecidos da Jessica, o “Jessica’s Feminized Atmosphere”, é sobre o assédio sexual a qual estamos submetidas todos os dias nas ruas e é muito bom:

 

 
Outro momento bem legal da Jessica no Daily Show ficou conhecido como “Hova’s Honor”. Quando a FOX News escolheu descrever o Jay-Z como um “cara que vendeu crack, que foi traficante de drogas, e que até admitiu ter atirado em alguém”, ao invés de descrevê-lo como rapper, produtor, compositor, e uma das pessoas mais bem sucedidas do hip hop americano; a Jessica expôs como a emissora sempre faz uma cobertura bem problemática e enviesada da comunidade negra no país.

 
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No começo de maio desse ano, quando a Suprema Corte americana se preparava para votar sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo, vários conservadores (insuportáveis) se reuniram para protestar e a cobertura da Jessica sobre o evento foi genial, como de costume:

 

 
Se eu tivesse que ser qualquer outra pessoa que não eu mesma, eu seria a Jessica Williams. Tá, talvez eu escolheria também a Mindy Kaling ou a Beyoncé. Mas a Jessica é definitivamente meu spirit animal e uma prova disso é esse texto hilário que ela escreveu pra WIRED, onde ela diz que o mundo precisa de mais sites que falem sobre celebridades de um jeito inteligente. (Imagina um site de fofocas que use a Kim e o Kanye para pensar o papel das relações interraciais na nossa sociedade?)

 
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Recentemente a Jessica fez um papel no filme “People, Places, Things”, onde atuou junto com Regina Hall. E uma coisa que fez meu amor pela Jessica crescer, foi ver essa entrevista dela sobre o filme. A Jessica descreve “People, Places, Things” como um filme onde as mulheres negras puderam “apenas existir”, ficando livres de estereótipos raciais ou expectativas. A comediante também fala de como existem poucos papéis desse tipo para atrizes e atores negros em filmes independentes.

 

 
A Jessica também apareceu na terceira temporada de Girls e nessa entrevista aqui, ela fala sobre seu papel na série e também sobre como às vezes se sente pressionada sendo a única mulher negra no Daily Show.

 
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O Twitter dela anda meio paradinho, mas segue a Jessica no Instagram que lá sempre tem fotos maravilhosas dela viajando pelo mato com as amigas e sendo legal. E acompanha a página do Daily Show para ver todos os quadros que ela faz.

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