“Prepare-se, você pode querer se sentar para isso, mas Beyoncé é negra. E como uma pessoa negra, você anda por aí todos os dias constantemente sendo lembrada de que é negra – estamos mais propensas a receber menos, estamos mais propensas a sermos mandadas para a prisão, e nós estamos mais propensas a ganhar uma competição de dança. (O que? Não é de todo ruim)”. Veja o vídeo.
A antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz fez uma análise da apresentação de Beyoncé no Super Bowl. “Dançar dessa forma, num evento viril como esse, transformou a performance em ato político”. Leia aqui.
Apesar de campanhas nas redes sociais, pedindo respeito às mulheres e esclarecendo a diferença entre paquera e assédio, o desrespeito durante o carnaval continuou o mesmo. Nem terminada a festa, surgiam relatos de agressões no Rio, São Paulo e Salvador, onde 461 casos de violência contra mulheres foram registrados por órgão municipal. Leia depoimentos aqui.
// MAIS CARNAVAL
Quando a a música “Paredão Metralhadora”, da banda Vingadora, explicita a babaquice das letras de Bell Marques. Leia!
// GLOBELEZA
O “Guardian” fez um vídeo muito bom para contar a história de Nayara Justino, atriz e modelo que foi selecionada por voto popular para ser Globeleza em 2013. Porém, ela foi considerada “negra demais” e, no ano seguinte, derrubada de seu posto por uma “mulata”. Vamos falar sobre racismo no Brasil.
// ALL BY MYSELF
A ilustradora mexicana Idalia Candelas (aqui o instagram dela) fez uma série de desenhos sobre mulheres que vivem sozinhas e os momentos íntimos, às vezes raros, que tanto valorizamos.
// AMANDLA
Uma entrevista com Amandla Stenberg sobre a forma sexista como a mídia trata as jovens atrizes. Aqui.
// FEMINISMO NEGRO E FILOSOFIA
A mestra em Filosofia Política e militante do feminismo negro Djamila Ribeiro participou da vídeo aula Mulheres na Política, curso de formação livre do labexperimental.org. Assista ao vídeo:
// SUSAN SARANDON
Os peitos da atriz levantaram um debate sobre como é difícil envelhecer, especialmente se você é sexy aos 69 anos em Hollywood. Leia aqui.
// MERCADO DE TRABALHO
Um estudo do Peterson Institute for International Economics divulgado neste mês aponta que ter mulheres em altos cargos executivos pode estar diretamente relacionado a uma maior rentabilidade da empresa. Companhias que aumentaram a presença de mulheres em até 30% em cargos de alta hierarquia viram, em média, um crescimento de 15% em sua rentabilidade. Leia aqui.
// MIRANDA JULY
Dez motivos para amar a escritora, cineasta e artista Miranda July. Aqui.
// ADELE
Entrevista bem compridinha com a cantora na edição de março da “Vogue” americana, com ensaio fotográfico de Annie Leibovitz. Leia mais aqui.
Até a próxima semana, ovelhitas! Força \o/
Olá, queridas!
Mais uma semana com um monte de coisas legais, importantes e inspiradoras que vimos e que achamos que merece atenção.
“Prepare-se, você pode querer se sentar para isso, mas Beyoncé é negra. E como uma pessoa negra, você anda por aí todos os dias constantemente sendo lembrada de que é negra – estamos mais propensas a receber menos, estamos mais propensas a sermos mandadas para a prisão, e nós estamos mais propensas a ganhar uma competição de dança. (O que? Não é de todo ruim)”. Veja o vídeo.
A antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz fez uma análise da apresentação de Beyoncé no Super Bowl. “Dançar dessa forma, num evento viril como esse, transformou a performance em ato político”. Leia aqui.
Apesar de campanhas nas redes sociais, pedindo respeito às mulheres e esclarecendo a diferença entre paquera e assédio, o desrespeito durante o carnaval continuou o mesmo. Nem terminada a festa, surgiam relatos de agressões no Rio, São Paulo e Salvador, onde 461 casos de violência contra mulheres foram registrados por órgão municipal. Leia depoimentos aqui.
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// GLOBELEZA
O “Guardian” fez um vídeo muito bom para contar a história de Nayara Justino, atriz e modelo que foi selecionada por voto popular para ser Globeleza em 2013. Porém, ela foi considerada “negra demais” e, no ano seguinte, derrubada de seu posto por uma “mulata”. Vamos falar sobre racismo no Brasil.
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A mestra em Filosofia Política e militante do feminismo negro Djamila Ribeiro participou da vídeo aula Mulheres na Política, curso de formação livre do labexperimental.org. Assista ao vídeo:
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Os peitos da atriz levantaram um debate sobre como é difícil envelhecer, especialmente se você é sexy aos 69 anos em Hollywood. Leia aqui.
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Um estudo do Peterson Institute for International Economics divulgado neste mês aponta que ter mulheres em altos cargos executivos pode estar diretamente relacionado a uma maior rentabilidade da empresa. Companhias que aumentaram a presença de mulheres em até 30% em cargos de alta hierarquia viram, em média, um crescimento de 15% em sua rentabilidade. Leia aqui.
// MIRANDA JULY
Dez motivos para amar a escritora, cineasta e artista Miranda July. Aqui.
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A antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz fez uma análise da apresentação de Beyoncé no Super Bowl. “Dançar dessa forma, num evento viril como esse, transformou a performance em ato político”. Leia aqui.
Apesar de campanhas nas redes sociais, pedindo respeito às mulheres e esclarecendo a diferença entre paquera e assédio, o desrespeito durante o carnaval continuou o mesmo. Nem terminada a festa, surgiam relatos de agressões no Rio, São Paulo e Salvador, onde 461 casos de violência contra mulheres foram registrados por órgão municipal. Leia depoimentos aqui.
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// GLOBELEZA
O “Guardian” fez um vídeo muito bom para contar a história de Nayara Justino, atriz e modelo que foi selecionada por voto popular para ser Globeleza em 2013. Porém, ela foi considerada “negra demais” e, no ano seguinte, derrubada de seu posto por uma “mulata”. Vamos falar sobre racismo no Brasil.
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A mestra em Filosofia Política e militante do feminismo negro Djamila Ribeiro participou da vídeo aula Mulheres na Política, curso de formação livre do labexperimental.org. Assista ao vídeo:
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Um estudo do Peterson Institute for International Economics divulgado neste mês aponta que ter mulheres em altos cargos executivos pode estar diretamente relacionado a uma maior rentabilidade da empresa. Companhias que aumentaram a presença de mulheres em até 30% em cargos de alta hierarquia viram, em média, um crescimento de 15% em sua rentabilidade. Leia aqui.
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Entrevista bem compridinha com a cantora na edição de março da “Vogue” americana, com ensaio fotográfico de Annie Leibovitz. Leia mais aqui.
A Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) homenageia em cada edição um autor brasileiro. Em 14 anos de Flip, apenas duas mulheres foram lembradas: a famosa Clarice Lispector (em 2005) e a não tão famosa Ana Cristina Cesar (agora em 2016).
É inevitável, então, que as pessoas digam “quem é Ana Cristina Cesar?”. E isso não é assim tão fácil de responder.
Eu soube da existência de Ana C., como ela é conhecida, em 2010. Foi quando estreou em São Paulo a peça de teatro “Um navio no espaço ou Ana Cristina Cesar”, dirigida por Paulo José e estrelada por Ana Kutner.
A sinopse dizia que se tratava de devaneios da poeta carioca antes dela pular do oitavo andar do seu prédio em Copacabana, aos 31 anos.
Essa informação me chocou e, após ver a peça, fui logo procurar livros dela e só achei em sebos “A teus pés”, originalmente publicado pela editora Brasiliense em 1982, um ano antes de seu suicídio.
Procurei mais por ela na internet e foi aí que decorei “Noite carioca”. Esse poema está no livro “Inéditos e dispersos” (1985), organizado pelo poeta Armando Freitas Filho, amigo de Ana C.:
Diálogo de surdos, não: amistoso no frio.
Atravanco na contramão. Suspiros no
contrafluxo. Te apresento a mulher mais discreta
do mundo: essa que não tem nenhum segredo.
Ana Cristina Cruz Cesar estudou Letras na PUC-RJ, de 1971 a 1975, e fez parte do movimento da poesia marginal ou geração mimeógrafo.
Em 1979 lançou, de forma independente, seu 1º livro de poesia, “Cenas de abril”. Seguem-se “Correspondência completa” e “Luvas de pelica”, publicado em 1980.
Ana C. também recebeu o título de Master of Arts em Theory and Practice of Literary Translation, em 1980 na Inglaterra, e traduziu as escritoras Emily Dickinson, Sylvia Plath e Katherine Mansfield.
Em 2013, a Companhia das Letras publicou o volume “Poética” e, por causa da Flip 2016, há vários relançamentos e novos livros em torno da poeta.
Destaco: a fotobiografia “Inconfissões”, organizada por Eucanaã Ferraz.
E muitas poetas brasileiras parecem guardar um pouco de Ana C. em seus livros. Precisamos saber mais de Alice Sant’Anna, Ana Martins Marques, Annita Costa Malufe, Angélica Freitas, Masé Lemos, Laura Erber, Laura Liuzzi, Marília Garcia…
Ler Ana Cristina Cesar é como ler o diário de uma amiga. É ler provocações e questionamentos sobre o corpo, a alma, a depressão, o sexo, a amizade. Mas quem é Ana Cristina Cesar? Acho que só lendo sua obra é que dá para entender um pouquinho do que ela foi.
“Prepare-se, você pode querer se sentar para isso, mas Beyoncé é negra. E como uma pessoa negra, você anda por aí todos os dias constantemente sendo lembrada de que é negra – estamos mais propensas a receber menos, estamos mais propensas a sermos mandadas para a prisão, e nós estamos mais propensas a ganhar uma competição de dança. (O que? Não é de todo ruim)”. Veja o vídeo.
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Entrevista bem compridinha com a cantora na edição de março da “Vogue” americana, com ensaio fotográfico de Annie Leibovitz. Leia mais aqui.