A infância das Ovelhas

Arte feita com exclusividade por Bárbara Malagoli (Baby C)

Nós aqui da Ovelha damos muito valor à infância. Acreditamos que manter sua criança interior constrói adultas mais autênticas e confiantes. Afinal, é a melhor época da vida né? Em que construímos nossa personalidade, nossa essência, e guardamos as lembranças mais preciosas da vida.

Para comemorar o Dia das Crianças, montamos os antes/depois de algumas colaboradoras ovelhetes e perguntamos a elas:
 

“O que infância significa para você?”

 


 

Nina Grando

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“Pra mim, uma imagem que retrata bem a infância é aquele vídeo do garoto gritando ‘NINTENDO SIXTY FOUR!’ quando desembrulha o pacote de presente. Sabe, aquele brilho no olho, a histeria, o êxtase pelas coisas banais como se fossem a coisa mais legal do mundo. Minhas lembranças de descer até a locadora de filmes pra jogar Street Fighter no fliperama. De ter feito xixi na calça de emoção ao terminar Sonic 2. Foi passar as férias inteiras jogando Tomb Raider com minha irmã e minha prima. Foi gravar diversas fitas K7 como se fosse um programa de rádio. Foi brincar com minhas amigas na rua de ‘alerta’ até a hora de passar Sailor Moon na TV Manchete. Ficar de bruços lendo gibis e revistas como a Herói e Animax. Desenhar guerreiras, ouvir as histórias que minha irmã escrevia. E também as travessuras de fingir estar doente pra não fazer a prova de matemática.”
 

 

Bárbara Malagoli (a.k.a. Baby C)

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“Infância é Super Nintendo, pão na sanduicheira com Toddynho, revista Herói, praia e desenhar.”
 

 

Débora Backes

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“Infância é viver o mais próximo possível da liberdade plena. Pode parecer clichê, mas é realmente a fase em que não se tem medos (tirando dos pesadelos e do escuro), nem preocupações (tirando o dever de casa, talvez). É a fase em que não se tem contato com as maldades do mundo – o egoísmo, a violência, o preconceito – e em que se vive sempre com um riso alto, solto, sem vergonha. Pelo menos, é assim que eu desejaria que a infância fosse para todas as crianças do mundo.”
 

 

Raphaela Salles

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“Eu sempre amei ser criança, eu curti muito essa época. Brinquei de boneca até os 14 anos. E acho que a infância é isso, é poder brincar, se divertir, usar a imaginação, sonhar acordada, sem ter as responsabilidades e problemas de um adulto. É estar desprendido de normas sociais e poder ser quem quiser. Resumindo. A infância é a melhor época da vida e eu ainda carrego um pouquinho dela comigo.”
 

 

Barbara Mastrobuono

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“Infância é quando estamos formando os nossos corações.”
 

 

Fernanda Garcia (a.k.a. Kissy)

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“Infância pra mim significa duas coisas: casa da vó e brincar na rua com os primos até bem tarde!”
 

 

Anna Carolina Rodrigues

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“InfIancia era comer bolo da bisavó e biscoito globo e mate geladíssimo coberto de areia na praia. Era encher minha mãe de perguntas enquanto a gente jogava super mario. Passar o dia inteiro montando lego ou arrumando uma casa da barbie e na hora de brincar ir dormir. Era achar que tudo era possível e acreditar que meu pai era campeão mundial de video-game e do campeonato de beber refrigerante super rápido.”
 

 

Letícia Mendes

leticia

“Sabe aquele embrulho fosforescente que faz seus olhos brilharem mais do que a própria Barbie que ganhou de dia das crianças? Então, infância para mim é isso. É se impressionar com aquilo que pode ficar de lado para outras pessoas. É descobrir coisas novas todos os dias. É ter os olhos, o corpo e a mente sempre abertos para o mundo. Espero continuar na minha infância o máximo de tempo que conseguir.”

 


 

maquina

E para você leitora, O que a infância significa? :)
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Diário de viagem: Nã pela China

Meu nome é Ana Carolina Matsusaki, conhecida pelos amigos como . Antes, a China para mim era um shopping cheio de lojinhas com produtos pirateados na Avenida Paulista ou na 25 de março. O yakisoba era o prato oficial do país, e provavelmente o biscoito da sorte devia ser a sobremesa tradicional deles.

 
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De repente, fui parar na China e tudo mudou. Era 2012 e estávamos eu e meu namorado em uma trip de 5 meses pela Ásia. Passamos pela Tailândia, Camboja, Vietnã, Laos, mas nenhum foi tão marcante em termos de choque cultural quanto foi a China. Gosto de comparar nossa viagem à Ásia a um videogame, sendo os países do Sudeste Asiático o nível fácil. A China é o Chefão.

 
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E por que falar justamente da China? Até hoje, quando penso na China, quando falo sobre a China, é como se eu estivesse contando um sonho. Como encaixar na minha realidade as noites dormidas nos trens me alimentando com macarrão instantâneo, os dumplings no café da manhã, os chineses de cócoras jogando xadrez chinês, suas sopas quentes e perfumadas, os bebês com suas bundinhas de fora, chineses levantando da mesa do restaurante e deixando sobras que alimentariam 10 pessoas, os seus barcos de bambu, seus olhos curiosos nos sondando o tempo todo?

 
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Durante 45 dias viajamos por montanhas, campos de arroz e cidades com lanternas vermelhas. Foram cerca de 10 cidades: Yangshuo, Longsheng, Dali, Lijiang, Shangri-la, Chengdu, Leshan, Xiaan, Luoyang, Pingyao e Beijing.

 
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Tínhamos acabado de passar uma semana em Hong Kong quando colocamos nosso pé pela primeira vez na China de fato. Estávamos em Guanzhou, uma “pequena cidade” de 14 milhões de habitantes. Até então eu e meu namorado tínhamos viajado por 3 meses pela Ásia sem fazer nenhuma reserva de hotel. Chegávamos nas cidades e procurávamos na hora ou íamos até um hotel indicado pelo nosso guia de viagens. Na China percebemos que teríamos que mudar o nosso esquema, questão de sobrevivência. No primeiro hotel onde batemos à porta, ninguém falava inglês, e não havia vagas. Desespero. Eu já queria ir embora do país. Ainda bem que ficamos.

 

6 sabedorias milenares para pisar na China

 

Hospede-se em hostels

Na maioria dos hotéis não se fala inglês, e acredite, qualquer pessoa que fale inglês na China é uma pessoa em potencial para resolver 90% dos seus problemas. Nós sempre pedíamos para os recepcionistas dos hostels onde ficávamos, anotarem em papeizinhos tudo o que precisávamos: lugares que queríamos ir, nomes de remédios e o mais imprescindível para mim – a frase “sem pimenta, por favor”.
 

Vá de trem

Seguros e confortáveis são a forma mais divertida de se viajar pela China. Pássavamos horas conversando com os outros passageiros através de mímica. E eles costumam ser generosos, oferecendo – quase obrigando – comidinhas ao longo da viagem. Pode ser um milho cozido, pode ser uma lata de cerveja quente. Lembrando que você, mulher, provavelmente ficará de fora da oferta da cerveja quente e de alguns cigarros. Sim, a China é um país machista. Sim, vale a pena ficar fora da oferta de cerveja quente.
 

Like a superstar

Não faz tanto tempo assim que a China se abriu para o mundo. Turistas ocidentais ainda são raros por lá, principalmente fora de Beijing e Shanghai. Se o seu biotipo é diferente do dos chineses prepare-se para ser o centro das atenções. Os chineses vão querer tirar fotos com você (e inclusive fazer fila para isso), tocar seu cabelo (especialmente se você tiver dreads) e ficar na tua cola o tempo todo. Quando eu e meu namorado estávamos nas estações de trem jogando xadrez chinês para passar o tempo, não era raro nos vermos envoltos por uma multidão de curiosos.
 

Cadê meu yakisoba?

Embora você não encontre o yakisoba como conhecemos no Brasil (e com esse nome), há pratos muito similares. As comidas de lá são bem temperadas, muitas com molho agridoce e eles comem bastante sopa com noodles no dia a dia. Não dispenso e vou junto. Os deliciosos dumplings cozidos ao vapor em cestinhas de bambu são o pau pra toda obra. E para os mais lariquentos a dica é carregar sempre alguns potes de macarrão instantâneo com você, os boilers com água fervendo estão espalhados por todos os lados – trens, hotéis, hostels, estações de trem e de ônibus.
 

Internet controlada

Sim, é verdade que o acesso a sites como Facebook ou Instagram é censurado no país. Quem vê as lojinhas abarrotadas de turistas em cidades como Yangshuo ou Lijiang não diz que a China é um país comunista. Mas quanto mais viajávamos por lá, mais nos dávamos conta da triste mão de ferro que controla o país. Chineses totalmente desinformados (alguns não sabiam dos conflitos no Tibet), controle rigoroso para pisar na Praça da Paz Celestial (raio X e muitas câmeras) e boatos de que nosso guia poderia ser confiscado (por não mostrar Taiwan como parte da China).
 

Talvez doa em você

Escarrar no chão é normal. O tempo todo. Homens e mulheres. E dentro do restaurante, dentro do aeroporto, quando não tem placa proibindo. É a sinfonia da cidade. Além disso, em cidades pequenas, era comum ver crianças pequenas com roupas com uma abertura no bumbum <3 . Para facilitar o processo. Na rua mesmo.    

Cinco momentos maravilhosos para se viver na China

 

Pedalar de bicicleta em Shangri-la, uma pequena cidade próxima ao Tibet

 

Navegar de bambu boat pelo rio Amarelo em Yangshuo

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O famoso bairro 798 de Beijing

 

O bairro muçulmano em Xiaan, a cidade com os guerreiros de Terracota

 

Os terraços de arroz em Longsheng, conhecido como A Espinha do Dragão

 

Onde fiquei: China
Quanto tempo: 45 dias
Com quem: meu namorado
Quanto gastei:
Passagens (via Bangkok): R$ 2.400
Média de preço do hostel: $14 para duas pessoas
Média de gastos diário por pessoa: 20 a 30 dólares

Conclusão: Não é para os fracos. Volto em breve.


 
Nã Matsusaki é designer, ilustradora, mãe da pug Bullying e colaboradora Ovelha. Se você se apaixonou pela viagem dela, leia os relatos e mais fotos incríveis da sua viagem em seu blog, Ásia de Mochila.

Leia mais

“Pra mim, uma imagem que retrata bem a infância é aquele vídeo do garoto gritando ‘NINTENDO SIXTY FOUR!’ quando desembrulha o pacote de presente. Sabe, aquele brilho no olho, a histeria, o êxtase pelas coisas banais como se fossem a coisa mais legal do mundo. Minhas lembranças de descer até a locadora de filmes pra jogar Street Fighter no fliperama. De ter feito xixi na calça de emoção ao terminar Sonic 2. Foi passar as férias inteiras jogando Tomb Raider com minha irmã e minha prima. Foi gravar diversas fitas K7 como se fosse um programa de rádio. Foi brincar com minhas amigas na rua de ‘alerta’ até a hora de passar Sailor Moon na TV Manchete. Ficar de bruços lendo gibis e revistas como a Herói e Animax. Desenhar guerreiras, ouvir as histórias que minha irmã escrevia. E também as travessuras de fingir estar doente pra não fazer a prova de matemática.”
 

 

Bárbara Malagoli (a.k.a. Baby C)

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“Infância é Super Nintendo, pão na sanduicheira com Toddynho, revista Herói, praia e desenhar.”
 

 

Débora Backes

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“Infância é viver o mais próximo possível da liberdade plena. Pode parecer clichê, mas é realmente a fase em que não se tem medos (tirando dos pesadelos e do escuro), nem preocupações (tirando o dever de casa, talvez). É a fase em que não se tem contato com as maldades do mundo – o egoísmo, a violência, o preconceito – e em que se vive sempre com um riso alto, solto, sem vergonha. Pelo menos, é assim que eu desejaria que a infância fosse para todas as crianças do mundo.”
 

 

Raphaela Salles

raphaela_salles

“Eu sempre amei ser criança, eu curti muito essa época. Brinquei de boneca até os 14 anos. E acho que a infância é isso, é poder brincar, se divertir, usar a imaginação, sonhar acordada, sem ter as responsabilidades e problemas de um adulto. É estar desprendido de normas sociais e poder ser quem quiser. Resumindo. A infância é a melhor época da vida e eu ainda carrego um pouquinho dela comigo.”
 

 

Barbara Mastrobuono

barbara_matsuorbo

“Infância é quando estamos formando os nossos corações.”
 

 

Fernanda Garcia (a.k.a. Kissy)

fernanda

“Infância pra mim significa duas coisas: casa da vó e brincar na rua com os primos até bem tarde!”
 

 

Anna Carolina Rodrigues

anna_Crô

“InfIancia era comer bolo da bisavó e biscoito globo e mate geladíssimo coberto de areia na praia. Era encher minha mãe de perguntas enquanto a gente jogava super mario. Passar o dia inteiro montando lego ou arrumando uma casa da barbie e na hora de brincar ir dormir. Era achar que tudo era possível e acreditar que meu pai era campeão mundial de video-game e do campeonato de beber refrigerante super rápido.”
 

 

Letícia Mendes

leticia

“Sabe aquele embrulho fosforescente que faz seus olhos brilharem mais do que a própria Barbie que ganhou de dia das crianças? Então, infância para mim é isso. É se impressionar com aquilo que pode ficar de lado para outras pessoas. É descobrir coisas novas todos os dias. É ter os olhos, o corpo e a mente sempre abertos para o mundo. Espero continuar na minha infância o máximo de tempo que conseguir.”

 


 

maquina

E para você leitora, O que a infância significa? :)
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