Candy Mel representa todas as mulheres

O Outubro Rosa é o mês de prevenção ao câncer de mama. Pelo mundo vemos diversas campanhas com mulheres famosas. Mas este ano, fomos maravilhosamente surpreendidas pela Avon.

A garota-propaganda da campanha da marca este ano é ninguém menos que Mel Gonçalves, a Candy Mel da Banda UÓ. E sabe o que é mais legal disso tudo? A Mel é uma mulher trans (já falou inclusive sobre isso numa entrevista) e, enquanto a maioria das campanhas e marcas estrelam mulheres cis para falarem sobre a conscientização do auto-exame nas mamas, a Avon chutou o balde dessa normativa e trouxe uma representação incrível que fala com TODAS NÓS!

 

 
O fato da Mel ser trans não é mencionado na campanha – porque simplesmente não precisa. Mas só de ela estar ali, toda musa cor-de-rosa, é um momento precioso para a visibilidade trans e para toda a comunidade LGBTTQ. Que isso seja mais um cutucão na publicidade! Queremos mais Candy Mel!

E pra terminar, um som bem animado da Banda UÓ (;

 

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    Representatividade trans é urgente e necessária. Mas o outubro rosa não se trata disso não é mesmo? Não é sobre se vestir de rosa,ou sobre vender produtos rosas. As vitimas de câncer de mama são mulheres cis,homens e mulheres trans representam apenas 1% dos casos. Duvido que um homem trans encabeçaria a campanha,porque pela lógica também estão no grupo dos que mais sofrem pela doença.

    • Eu sou uma mulher cis e pra mim não me incomoda nem um pouquinho ter uma mulher trans como garota-propaganda da campanha do Outubro Rosa da Avon, ainda mais em um comercial tão sutil – ela só está passando maquiagem e empoderando mulheres como todas nós. Existem outras milhares de campanhas de conscientização sobre o auto-exame com mulheres cis. UM MONTE. O que não falta é mulher cis sendo representada nesse Outubro Rosa e em outras campanhas de cosméticos. Deixo um trecho do que Candy Mel disse numa entrevista recente ao site Papel Pop: “A campanha ajudou a reforçar o quanto somos mulheres e quanto podemos falar de mulher pra mulher. Isso é evolução! Isso é empoderamento! Ela mostra que eu também tenho o direito de representar as mulheres no geral e posso sim alertar pra que elas se cuidem.”

      • E ainda, Silvia Badim diz em seu texto no Blogueiras Feministas: “No caso de mulheres trans, não existem ainda estudos específicos sobre câncer de mama, porém como muitas tomam estrógeno e fazem tratamentos hormonais, esses procedimentos podem aumentar o risco e a incidência de câncer de mama. É um tema de saúde da mulher.” – sim, MULHERES = cis ou trans. Fica o link: http://blogueirasfeministas.com/2015/10/por-um-outubro-rosa-feminista/