Rihanna é capa da Vanity Fair de outubro

Enquanto o novo álbum da Rihanna não vem, a gente se contenta com ela na capa da edição de novembro da Vanity Fair.

As fotos lindas da galeria foram feitas pela Annie Leibovitz em Havana, Cuba. Na entrevista, a cantora de 27 anos falou sobre vários assuntos como o vestido transparente cravejado de isvaróvisquis que ela usou na CFDA e sobre o conturbado relacionamento com Chris Brown. Lembra dele? Pois é, nem eu… Depois que ele a agrediu, deixei de acompanhar porque, né, não vi necessidade em celebrar artista que bate em mulher.

Ela – que ficou chati com o fim de Breaking Bad e que ama Bates Motel – também comentou sobre como as coisas são distorcidas e como seria divertido viver de acordo com a reputação que tem. Por outro lado, disse estar sempre preocupada em saber se as pessoas têm boas ou más intenções. E quem não está, RiRi?

Leia alguns trechos traduzidos:

Sobre o vestido

“Eu queria usar algo que parecesse flutuar sobre mim”, disse à jornalista Lisa Robinson. “Mas depois daquilo, pensei, OK, não dá pra gente fazer isso de novo por um tempinho. Sem mamilos, sem sexy shit, ou vai parecer chamariz. Aquela noite foi como um último berro. Eu decidi dar um tempo daquilo e usar roupas”.

Sobre relacionamentos

“Eu não tenho feito sexo ou saído com ninguém”, diz. “Não quero acordar no dia seguinte me sentindo culpada . Quer dizer, eu sinto tesão, sou humana, sou mulher, quero fazer sexo. Mas o que vou fazer? Achar o primeiro cara gato que acho que vai ser um ótimo programa pra noite e amanhã me sentir vazia e oca?”

(…)

“É solitário”, diz. “mas eu trabalho tanto que me distraio. Não tenho tempo para me sentir só. E fico com medo de relacionamentos porque me sinto culpada em querer que alguém seja completamente fiel e leal, quando eu não consigo dar nem 10% da atenção que eles precisam. É apenas a realidade do meu tempo, da minha vida, da minha agenda”.

falar sobre o assunto e dizer uma vez, 200 vezes, é como … Eu tenho que ser punida? Não me sinto bem com isso

Sobre Cris Brown

No ano passado, Rihanna foi puxada de volta pra história do abuso depois de um caso de um jogador de futebol americano que acabou sobrando pra ela. A NFL optou por não tocar a música Run This Town – parceria com Jay Z e Kanye West – durante um jogo por achar que seria uma “distração”. No Twitter, ela respondeu na época: “Vocês estão me punindo por algo que aconteceu com Ray Rice?”.

Lisa pergunta se Rihanna acha que sempre será um exemplo para vítimas de abuso doméstico. “Bem, eu simplesmente nunca entendi isso”, diz ela, “a forma como a vítima é punida mais e mais. Está no passado, e eu não quero dizer ‘Supere isso’, porque é uma coisa muito séria que ainda é relevante; ainda é real. Um monte de mulheres, um monte de jovens meninas, ainda estão passando por isso. Um monte de meninos também. Não é um assunto para varrer para debaixo do tapete, então eu não posso simplesmente rejeitá-lo como se não fosse nada, ou não levar a sério. Mas, para mim, e qualquer um que tenha sido vítima de abuso doméstico, ninguém quer nem lembrar. Ninguém sequer quer admitir. Então, falar sobre o assunto e dizer uma vez, 200 vezes, é como … Eu tenho que ser punida? Não me sinto bem com isso. ”

“Sempre vejo o melhor nas pessoas”, comenta. “Eu espero o melhor, e eu sempre procuro por aquela pouca bondade, aquele pontecial, e espero que desabroche. Você quer que eles se sintam bem sendo homem, mas agora os homens têm medo de ser homens. Eles acham que ser um homem de verdade é na verdade ser frouxo (being a pussy)*, que puxar a cadeira para uma mulher, ou ser gentil ou até mesmo carinhoso com sua garota na frente dos broder, você é menos homem por isso. Isso é doente. Eles não são cavalheiros porque isso faz com que eles pareçam fracos. É com isso que estamos lidando agora, cem por cento, e as meninas estão se acomodando com isso, mas eu não vou. Vou esperar para sempre se for preciso … mas OK. Você tem que ser ferrado várias vezes para aprender, mas agora eu estou esperando por mais do que esses caras podem realmente dar.”

Leia a entrevista original em inglês

*Nota da editora – Deixo aqui minha demanda para que se mude a conotação da expressão “being a pussy”.

Mais de Anna Crô

A vez dos pais

É curioso ver como a questão de gênero é encarada de jeitos tão diferentes em cada país. Enquanto aqui no Brasil… ainda ouvimos muito marmanjo dizendo que quem cuida dos filhos é a mulher e também muita mulher dizendo que “o marido é um máximo, ajuda muito em casa, ele até troca fralda de vez em quando”. {Gata, ele não está fazendo nada mais do que a obrigação. Não precisa encher a bola}

… Lá na Suécia acabou de ser aprovado um aumento de 30 dias na licença-paternidade. Isso significa que agora o pessoal de lá têm direito a três meses de licença remunerada. E esse benefício é amplamente utilizado, por cerca de 90% dos homens com filhos. Os dias de afastamento podem ser usados até a criança completar 8 anos e são acumulados para cada filho que nasce ou é adotado. {achei legal grifar porque achei interessante}

Enquanto tirava licença paternidade, o fotógrafo sueco Johan Bävman decidiu documentar outros homens na mesma situação. O resultado foi esse ensaio fofo que ele batizou de Pais Suecos (Swedish Dads). Em uma entrevista na gringa, ele disse que, durante essa época, tinha dificuldade de encontrar qualquer coisa que fosse escrita para ele como pai. “Então eu tive a ideia de  documentar pais durante a licença paternidade, de ouvir por que eles queriam estar em casa com seus filhos e o que eles esperavam aprender disso”, disse Johan.

Para quem não sabe, aqui no Brasil a licença paternidade garantida pela legislação trabalhista é de míseros 5 dias. Algumas cidades já vêm tentando aumentar esse prazo para 15 dias, mas a regra ainda é essa. Alguns projetos de lei para estender essa licença tramitam no Congresso a passos lentos. Um deles para 15 dias (parado no Senado), outro para 30 (travado na Câmara).

No setor privado, algumas empresas garantem por conta própria esse benefício ampliado. Mas isso ainda é coisa fina e só se encontra nas de setores endinheirados. Na farmacêutica Pfizer, por exemplo, a licença é de 10 dias. Lá fora, encontra-se casos mais incríveis como o da Virgin: homens e mulheres que trabalhem nos escritórios da empresa em Londres ou Genebra há mais de quatro anos, podem tirar até 1 ano de licença RE-MU-NE-RA-DA. Quem trabalha há menos de dois anos também pode tirar, mas só ganha 25% do salário. Tudo bem que só cerca de 2% da empresa se encaixa nos requisitos, mas não deixa de ser notável.

Todas essas ações tem impacto, mas o mais importante é a mudança na mentalidade. Na Suécia, já se entende que a criação dos filhos é uma responsabilidade de ambos os pais. Não à toa, o país é considerado um dos países mais igualitários em questões de gênero pelo Fórum Econômico Mundial.

Por aqui, a ONG Instituto Papai trabalha para com objetivo de equiparar a licença paternidade com a licença maternidade. Em uma entrevista à EBC, Ricardo Castro, coordenador geral do instituto, disse que a disparidade entre as licenças causa a falsa impressão de que as mulheres são as únicas cuidadoras das crianças. “Buscamos garantias legais para o homem estar mais tempo em casa”. Além disso, Ricardo ressalta a necessidade da licença-paternidade se estender a outras formações de famílias, como o pai solteiro e o casal homossexual.

Cade vez mais as empresas, mesmo por aqui, têm se preocupado – pelo menos no discurso – com o bem estar dos funcionários. E isso não quer dizer que elas sejam boazinhas, apenas faz parte da estratégia delas para reter funcionários. Se a pessoa quer mais direitos e benefícios, precisa pedir pro RH da empresa. Pode não acontecer nada, mas vai que…
 

Informações via Revista Você SA, Agência Câmara de Notícias e EBC

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edição de novembro da Vanity Fair.

As fotos lindas da galeria foram feitas pela Annie Leibovitz em Havana, Cuba. Na entrevista, a cantora de 27 anos falou sobre vários assuntos como o vestido transparente cravejado de isvaróvisquis que ela usou na CFDA e sobre o conturbado relacionamento com Chris Brown. Lembra dele? Pois é, nem eu… Depois que ele a agrediu, deixei de acompanhar porque, né, não vi necessidade em celebrar artista que bate em mulher.

Ela – que ficou chati com o fim de Breaking Bad e que ama Bates Motel – também comentou sobre como as coisas são distorcidas e como seria divertido viver de acordo com a reputação que tem. Por outro lado, disse estar sempre preocupada em saber se as pessoas têm boas ou más intenções. E quem não está, RiRi?

Leia alguns trechos traduzidos:

Sobre o vestido

“Eu queria usar algo que parecesse flutuar sobre mim”, disse à jornalista Lisa Robinson. “Mas depois daquilo, pensei, OK, não dá pra gente fazer isso de novo por um tempinho. Sem mamilos, sem sexy shit, ou vai parecer chamariz. Aquela noite foi como um último berro. Eu decidi dar um tempo daquilo e usar roupas”.

Sobre relacionamentos

“Eu não tenho feito sexo ou saído com ninguém”, diz. “Não quero acordar no dia seguinte me sentindo culpada . Quer dizer, eu sinto tesão, sou humana, sou mulher, quero fazer sexo. Mas o que vou fazer? Achar o primeiro cara gato que acho que vai ser um ótimo programa pra noite e amanhã me sentir vazia e oca?”

(…)

“É solitário”, diz. “mas eu trabalho tanto que me distraio. Não tenho tempo para me sentir só. E fico com medo de relacionamentos porque me sinto culpada em querer que alguém seja completamente fiel e leal, quando eu não consigo dar nem 10% da atenção que eles precisam. É apenas a realidade do meu tempo, da minha vida, da minha agenda”.

falar sobre o assunto e dizer uma vez, 200 vezes, é como … Eu tenho que ser punida? Não me sinto bem com isso

Sobre Cris Brown

No ano passado, Rihanna foi puxada de volta pra história do abuso depois de um caso de um jogador de futebol americano que acabou sobrando pra ela. A NFL optou por não tocar a música Run This Town – parceria com Jay Z e Kanye West – durante um jogo por achar que seria uma “distração”. No Twitter, ela respondeu na época: “Vocês estão me punindo por algo que aconteceu com Ray Rice?”.

Lisa pergunta se Rihanna acha que sempre será um exemplo para vítimas de abuso doméstico. “Bem, eu simplesmente nunca entendi isso”, diz ela, “a forma como a vítima é punida mais e mais. Está no passado, e eu não quero dizer ‘Supere isso’, porque é uma coisa muito séria que ainda é relevante; ainda é real. Um monte de mulheres, um monte de jovens meninas, ainda estão passando por isso. Um monte de meninos também. Não é um assunto para varrer para debaixo do tapete, então eu não posso simplesmente rejeitá-lo como se não fosse nada, ou não levar a sério. Mas, para mim, e qualquer um que tenha sido vítima de abuso doméstico, ninguém quer nem lembrar. Ninguém sequer quer admitir. Então, falar sobre o assunto e dizer uma vez, 200 vezes, é como … Eu tenho que ser punida? Não me sinto bem com isso. ”

“Sempre vejo o melhor nas pessoas”, comenta. “Eu espero o melhor, e eu sempre procuro por aquela pouca bondade, aquele pontecial, e espero que desabroche. Você quer que eles se sintam bem sendo homem, mas agora os homens têm medo de ser homens. Eles acham que ser um homem de verdade é na verdade ser frouxo (being a pussy)*, que puxar a cadeira para uma mulher, ou ser gentil ou até mesmo carinhoso com sua garota na frente dos broder, você é menos homem por isso. Isso é doente. Eles não são cavalheiros porque isso faz com que eles pareçam fracos. É com isso que estamos lidando agora, cem por cento, e as meninas estão se acomodando com isso, mas eu não vou. Vou esperar para sempre se for preciso … mas OK. Você tem que ser ferrado várias vezes para aprender, mas agora eu estou esperando por mais do que esses caras podem realmente dar.”

Leia a entrevista original em inglês

*Nota da editora – Deixo aqui minha demanda para que se mude a conotação da expressão “being a pussy”.

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