Ouça: The Anna Thompsons

Quando estive em Berlim em junho de 2013, minha amiga Juliana de Faria (criadora do maravilhoso grrrl power Think Olga) me levou até um restaurante/bar/estúdio de tatuagem chamado White Trash Fast Food, para experimentar o Octopus Burger. E lá todos os dias tem um show de algum artista ou banda independente.

Neste dia, quatro garotas subiram no palco. Elas tinham um estilo vintage super fofo, como uma banda de garotas vinda dos anos 60 – com excessão da baterista, que parecia ser do tempo dos Ramones. A vocalista e guitarrista me lembrou muito a Tavi Gevinson, por algum motivo. O que é um elogio, tive admiração imediata por ela. E pela baterista, claro. Alguns registros do show, retirados daqui):

Elas são The Anna Thompsons, uma banda canadense/espanhola/americana de Berlim. Algumas das suas inspirações: Dreamboat Annie, Dead Moon e The Zit Remedy. As garotas tem letras bastante politizadas e engraçadas, falando de tudo um pouco: unicórnios, caras assustadores, sexo, Gracie Jones e a crise econômica na Espanha. Todas elas dividem o vocal e até trocam de instrumentos durante os shows. Elas estão no Bandcamp e no Facebook.

Falando em Bandcamp, essas lindas lançaram seu álbum de estreia em janeiro desse ano. Embedei ele aqui com a arte da capa bem grandona – porque é linda, viu.

Mais de Nina Grando

Ouça: Lullatone

Lullatone é a banda ideal para ouvir de manhã, para começar o dia. Ou para acompanhar um domingo gostoso. O som é da dupla Shawn e Yoshimi, que vivem em Nagoya, uma cidade do Japão próxima à Tóquio. As músicas são apenas instrumentais, com uso de teclado, xilofone, flautas e sons eletrônicos.

As músicas são absolutamente BO-NI-TI-NHAS. É o adjetivo mais certeiro para descrever. Poderiam ser trilha sonora de um game da Nintendo, de um curta francês ou de um desenho animado. É um som que traduz um pouco as sensações e alegrias da vida. Um exemplo disso é o conjunto de quatro EPs com músicas que traduzem as diferentes estações: outono (Falling for Autumn), inverno (While Winter Whispers), primavera (The Sounds of Spring) e verão (Summer Songs).


 
As músicas do Lullatone não são apenas alegres e fofas. Eles também fazem músicas mais introspectivas e sensoriais. Um exemplo é a música “finishing something you worked really hard on” – traduzindo, “terminar algo em que você trabalhou exaustivamente”. É como se a música traduzisse essa sensação, esse sentimento de dever cumprido acompanhado de extremo cansaço.


 
A dupla não só faz sons deliciosos, mas tem projetos incríveis. Em janeiro de 2016, eles resolveram lançar uma música nova a cada quinta-feira. Isso resultou no EP ‘thinking about Thursdays‘. Os nomes das músicas entregam momentos bastante pessoais dos dois, como a segunda faixa, ‘a photograph from the day you were born‘. A foto do single parece mostrar Yoshimi segurando seu filho recém-nascido. FO-FO. O Shawn fez até um vídeo que resume o ano de 2016. Dá um quentinho no peito de ver alguém vivendo uma vida tão gostosa de fazer música com a pessoa amada, viajar pelo mundo fazendo workshops criativos e estar tão próximo da família ao mesmo tempo.


 
Pra deixar você ainda mais de queixo caído pelo casal Lullatone, saiba que eles também criaram um software chamado Typatone, que transforma qualquer sentença em música. Ou seja, você pode ler este post enquanto escuta seu som apenas copiando o conteúdo e colando na ferramenta. Ou enviar um “eu te amo” sonoro. De novo: FO-FO.


 
Que coisa mais gostosa essa banda, essas pessoas, essa sensibilidade. Que eles possam abrir um sorriso no seu rosto e trazer mais alegria para o seu dia hoje!

Obrigada, Lullatone!

 

Siga Lullatone: Site / Bandcamp / Soundcloud / Facebook

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Juliana de Faria (criadora do maravilhoso grrrl power Think Olga) me levou até um restaurante/bar/estúdio de tatuagem chamado White Trash Fast Food, para experimentar o Octopus Burger. E lá todos os dias tem um show de algum artista ou banda independente.

Neste dia, quatro garotas subiram no palco. Elas tinham um estilo vintage super fofo, como uma banda de garotas vinda dos anos 60 – com excessão da baterista, que parecia ser do tempo dos Ramones. A vocalista e guitarrista me lembrou muito a Tavi Gevinson, por algum motivo. O que é um elogio, tive admiração imediata por ela. E pela baterista, claro. Alguns registros do show, retirados daqui):

Elas são The Anna Thompsons, uma banda canadense/espanhola/americana de Berlim. Algumas das suas inspirações: Dreamboat Annie, Dead Moon e The Zit Remedy. As garotas tem letras bastante politizadas e engraçadas, falando de tudo um pouco: unicórnios, caras assustadores, sexo, Gracie Jones e a crise econômica na Espanha. Todas elas dividem o vocal e até trocam de instrumentos durante os shows. Elas estão no Bandcamp e no Facebook.

Falando em Bandcamp, essas lindas lançaram seu álbum de estreia em janeiro desse ano. Embedei ele aqui com a arte da capa bem grandona – porque é linda, viu.

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Juliana de Faria (criadora do maravilhoso grrrl power Think Olga) me levou até um restaurante/bar/estúdio de tatuagem chamado White Trash Fast Food, para experimentar o Octopus Burger. E lá todos os dias tem um show de algum artista ou banda independente.

Neste dia, quatro garotas subiram no palco. Elas tinham um estilo vintage super fofo, como uma banda de garotas vinda dos anos 60 – com excessão da baterista, que parecia ser do tempo dos Ramones. A vocalista e guitarrista me lembrou muito a Tavi Gevinson, por algum motivo. O que é um elogio, tive admiração imediata por ela. E pela baterista, claro. Alguns registros do show, retirados daqui):

Elas são The Anna Thompsons, uma banda canadense/espanhola/americana de Berlim. Algumas das suas inspirações: Dreamboat Annie, Dead Moon e The Zit Remedy. As garotas tem letras bastante politizadas e engraçadas, falando de tudo um pouco: unicórnios, caras assustadores, sexo, Gracie Jones e a crise econômica na Espanha. Todas elas dividem o vocal e até trocam de instrumentos durante os shows. Elas estão no Bandcamp e no Facebook.

Falando em Bandcamp, essas lindas lançaram seu álbum de estreia em janeiro desse ano. Embedei ele aqui com a arte da capa bem grandona – porque é linda, viu.

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