Carolina em nós

A escritora, poetisa e sambista brasileira Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977) será homenageada a partir do dia 3 de outubro em  exposição no Museu Afro Brasil.

Carolina em nós” é idealizado pelo grupo Ilú Obá de Min, que há dez anos ocupa as ruas de SP com atividades para promover a cultura afro-brasileira. A exposição é gratuita e vai até o dia 31 de janeiro de 2016.

Cortejo Barra Funda - 15-02-2015 - foto de Vanderlei Yui 6Carolina Maria de Jesus é conhecida pela obra “Quarto de Despejo”, que teve a 1ª edição publicada em 1960 e foi traduzida para 13 idiomas. Ela escreveu ainda outros livros, alguns que sequer foram publicados, além de centenas de textos, entre poesias, peças de teatro e marchas carnavalescas.

“Carolina em nós” vai contextualizar a vida e obra da escritora em painéis, fotos e cenários montados na lateral do prédio. Ao homenagear mulheres negras desde sua criação, o grupo Ilú Obá de Min pretende estimular o empoderamento feminino, o enfrentamento ao sexismo, racismo e à intolerância religiosa por meio das oficinas do toque dos orixás, tradicionalmente mantidos pelas casas de candomblé, e percussão afro-brasileira.

Nesta exposição, a reciclagem também vai ser ressaltada, já que Carolina Maria de Jesus era catadora de papel. O programa da mostra vai contar com um informativo sobre o tempo de decomposição dos produtos e, entre as oficinas que vão ser oferecidas, está a de confecção de cadernos a partir de material de reuso.

Outro ponto alto do evento vai ser a mesa redonda com Vera Eunice, filha de Carolina, com o jornalista Audálio Dantas, que revelou a escritora, e a pesquisadora Rafaela Fernandes. A partir de 20 de outubro também podem ser agendadas visitas monitoradas à exposição.
 
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EXPOSIÇÃO “CAROLINA EM NÓS”
Abertura: 03/10 – às 14h com show com grupo Ilú Obá de Min
Encerramento: 31/01
Programação: disponível no www.museuafrobrasil.org.br

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Assista: As maravilhas

Como não indicar um filme sobre mulheres feito por uma mulher e que faz você se emocionar? “As maravilhas” é um longa-metragem muito pessoal da diretora Alice Rohrwacher. Ela nega em várias entrevistas que seja autobiográfico, mas, ao vê-lo, dá para sentir uma afetividade com aquela história, como se Gelsomina fosse uma antepassada de Alice.

Gelsomina (papel de Maria Alexandra Lungu), aliás, é uma garota de 12 anos e a personagem principal da história. Ela é a filha mais velha e a mais responsável de uma família de apicultores que moram no interior da Itália – o filme foi gravado entre a Toscana e a Umbria. São pessoas humildes que ainda valorizam a produção caseira e vivem de criar abelhas para fazer mel.

Wolfgang, o pai da família, é um cara bronco. Resumindo. Ele é casado com Angelica, que é interpretada por Alba Rohrwacher (irmã da diretora e uma das melhores atrizes italianas atuais). Angelica, a mãe, pouco tem voz nas decisões da casa, mas é nela que as filhas confiam.
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A atriz Monica Bellucci entra em cena no papel de uma apresentadora de TV, que promove um concurso para premiar uma família daquela região rural. Sua presença meio mítica encanta Gelsomina, que tenta convencer seu pai a participar do programa. Claro que ele vai ser contra a ideia.
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A partir daí o filme acompanha o processo de amadurecimento de Gelsomina, o despertar do seu desejo sexual por um garoto que vai viver com a família, seu relacionamento com as três irmãs mais novas.

É um filme essencialmente feminino sobre o início da adolescência. É interessante para se refletir também sobre as responsabilidades de adultos que as meninas acabam assumindo. “As maravilhas” é para quem gosta de ver um tipo de cinema bucólico e poético – especialmente nas cenas em que Gelsomina deixa abelhas saírem de sua boca e andarem pelo seu rosto.
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Cortejo Barra Funda - 15-02-2015 - foto de Vanderlei Yui 6Carolina Maria de Jesus é conhecida pela obra “Quarto de Despejo”, que teve a 1ª edição publicada em 1960 e foi traduzida para 13 idiomas. Ela escreveu ainda outros livros, alguns que sequer foram publicados, além de centenas de textos, entre poesias, peças de teatro e marchas carnavalescas.

“Carolina em nós” vai contextualizar a vida e obra da escritora em painéis, fotos e cenários montados na lateral do prédio. Ao homenagear mulheres negras desde sua criação, o grupo Ilú Obá de Min pretende estimular o empoderamento feminino, o enfrentamento ao sexismo, racismo e à intolerância religiosa por meio das oficinas do toque dos orixás, tradicionalmente mantidos pelas casas de candomblé, e percussão afro-brasileira.

Nesta exposição, a reciclagem também vai ser ressaltada, já que Carolina Maria de Jesus era catadora de papel. O programa da mostra vai contar com um informativo sobre o tempo de decomposição dos produtos e, entre as oficinas que vão ser oferecidas, está a de confecção de cadernos a partir de material de reuso.

Outro ponto alto do evento vai ser a mesa redonda com Vera Eunice, filha de Carolina, com o jornalista Audálio Dantas, que revelou a escritora, e a pesquisadora Rafaela Fernandes. A partir de 20 de outubro também podem ser agendadas visitas monitoradas à exposição.
 

EXPOSIÇÃO “CAROLINA EM NÓS”
Abertura: 03/10 – às 14h com show com grupo Ilú Obá de Min
Encerramento: 31/01
Programação: disponível no www.museuafrobrasil.org.br

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