“Nunca foi um vestido”

Uma empresa americana de desenvolvimento de software chamada Axosoft lançou recentemente uma campanha na internet para valorizar as mulheres no setor de tecnologia (e de todos os outros).

Para isso, os designers fizeram uma brincadeira com a figura que costuma ilustrar as portas de banheiros femininos e mostraram que a roupa usada pelo pictograma não é um vestido, mas uma capa de super-heroína.

 
[caption id="attachment_4835" align="aligncenter" width="869"]Muitas mulheres apoiaram a campanha vestindo capas, como Kinsey Schofield, apresentadora do Fox News. Muitas mulheres apoiaram a campanha vestindo capas, como Kinsey Schofield, apresentadora do Fox News.[/caption]  
A empresa criou o site itwasneveradress.com para compartilhar histórias de superação. Legal, né? (;

 
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Mais de Anna Crô

Diário de viagem: Anna no Pantanal

Hoje vi uma ~~notícia linda~~ de que o dólar atingiu o maior valor desde 2004. Bem agora que eu estou planejando ir para a Tailândia. Todo mundo diz que lá é super barato, mas o dólar tá fazendo o favor de estragar. Mas este post não é para falar sobre isso. Na verdade, tudo isso me fez lembrar de uma viagem que fiz no ano passado. No mês de julho, tive que viajar para Cuiabá a trabalho e me deparei com um final de semana livre. Tentei convencer meu namorado na época a ir para lá me encontrar, mas ele não ia poder por causa do trabalho.

Em Cuiabá, me deparei com: refrigerante sendo servido no saquinho plástico porque lá não pode levar a garrafa de vidro embora, estrelas cadentes, capivaras na estrada, lindas plantações de algodão, Mirante da Chapada, Boca do inferno e inferninho. Também fui a um maravilhoso rodizio de peixes em que provei pacu, pirarucu, jacaré, arraia, peixe grelhado, à milanesa, purê de batata com maçã verde. Lá tinha a maior concentração de carros brancos (além dos táxis), catracas e cobradores nos pontos de ônibus e as pessoas e serviços mais atenciosos de tudo quanto é lugar que já visitei. Que surpresa ótima esse Centro-Oeste. Como um ipê amarelo no meio da estrada. Em vez de ficar ilhada no hotel vendo Netflix travado, fiz a única coisa que poderia fazer: me joguei.

Sábado no Pantanal

Como estava sozinha, fui até uma agência de viagens indicada por um amigo (Interativa Pantanal) para ver se eles ofereciam algum pacote. Escolhi passar um dia no Pantanal, porque, né? É o Pantanal, gente! Eu sou do Rio, moro em São Paulo, quando que ia ter essa chance de novo? O passeio incluía transporte de van até a entrada da Transpantaneira, passeio de barco por lá, almoço e volta. Não lembro quanto paguei na época, mas o preço hoje no site tá R$ 75.

Na van conheci duas meninas engenheiras de Vitória, Alice e Gabriela, e mais uma inglesa, Ruth, que tava viajando a América Latina sozinha (aliás, devo contar essa história fantástica num próximo post). A escolha não poderia ter sido mais acertada e logo vi que a preocupação de que fossem me achar #foreveralone – que durou apenas 1 minuto no hotel mas que confesso que existiu – era uma grandissíssississima bobagem.

Chegamos na Transpantaneira umas nove e pouco, dez horas. Tiramos foto na porta de entrada da estrada de terra que adentra o pantanal. Na porta, uma recepção de filhotes de jacaré.  Nos km seguintes vimos jacarés de boca aberta que pareciam rir. Mas o motorista explicou que eles não estavam rindo nem chocados com meu lindo look verde e vermelho… Isso é só algo que eles aparentemente fazem para regular a temperatura do corpo. “Choveu muito e o rio esta demorando pra baixar, mas normalmente nesta época já costuma ter mais de mil jacarés juntos. Em todo o pantanal, estima-se que tenha 3.5 milhões de jacarés”, disse o motorista animadinho. Me senti um pouco mal lembrando da carne de jacaré do rodízio. “Eles que são servidos no rodízio?”. “Não, tem dois grandes produtores de jacarés em cativeiro, com uns 100 mil cada, que abastecem restaurantes e produtores de bolsas e calcados”. Ufa… Não, pera.

O Pantanal é imenso! Tem 250 mil km², o equivalente a Bélgica, Holanda e mais outro país aí juntos. Sendo que 140 mil km² ficam no Brasil e o resto na Bolívia e no Paraguai. E aqui é um dos poucos lugares em que você pode ver uma ema atravessando a estrada de terra. O carro se aproximou, ela se assustou e correu como louca. Uma das cenas mais engraçadas que vi recentemente. Claro que fiquei o resto da semana com o “canto da ema” na cabeça.

Não cheguei a ver nenhuma onça, troféu da região, pois o número delas diminuiu bastante por causa da ocupação do homem. Mas vimos outros bichos. Um pássaro conhecido como cafézinho. Pequeno e marrom e preto. Além de pescadores no meio da água a poucos metros dos jacarés de boaça pescando. O mais lindo foi um trio de araras azuis pousado numa árvore que depois deu um rasante por cima da van. Mais um veado fêmea e um ninho de Tuiuiu.

Um hotel serviu de ponto base e fizemos um passeio de barco com um guia mega figura, depois almoçamos, ficamos na piscina, pescamos piranha e jogamos para os jacarés e depois voltamos. Cheguei em Cuiabá por volta das 19h a tempo de ir a um show do Caetano Veloso que estava rolando na cidade.

Domingo na Chapada dos Guimarães

Como fui a trabalho, visitei algumas cidades próximas de Cuiabá e na estrada passei pela Chapada. A vista dos morros alaranjados me impressionou demais de tão lindo e fiquei indignada com o fato de já ter ouvido falar mais do Grand Canyon do que daqui. Foda-se o Halloween, viva a cultura nacional! Gente, ces não tão ligadas! É muito lindo.

 

 

Descobri que rolava uma trilha por sete cachoeiras na Chapada, mas a cia de turismo só fazia o passeio às quintas-feiras (VAI ENTENDER…). O motorista querido da van que me levou pro Pantanal me indicou uma guia para fazer o passeio pelas cachoeiras que me indicou a maravilhosa Micheli, uma moça super do bem que além de ser guia da Chapada dos Guimarães também é super entusiasta das marionetes e que me contou toda a história dessa arte no Brasil (aparentemente, o movimento é mais forte no nordeste e no centro-oeste. Queria ter escrito este texto antes para lembrar de tudo). O passeio das cachoeiras só pode ser feito com guias porque tem umas galera aí que sujam tudo, já morreram e tal e aí restringiram o acesso.

A cidade da Chapada fica uns km de Cuiabá, mas rola um ônibus de uns R$ 12. Peguei um táxi até a rodoviária e achei o ônibus facilmente. Ele estava fazendo a curva para ir embora e o seguinte só partiria duas horas mais tarde. Corri feito condenada e alcancei o ônibus. Lá dentro, o trajeto de uma hora foi regado por deleites musicais da região.

Encontrei a Micheli na cidadezinha e logo partimos para a entrada do parque. Ela disse que eu não sou a única a ir sozinha e que os guias da região já estão acostumados com isso. O normal é indicar guias mulheres para esses casos. A trilha foi tranquila, sensacional e indico para todo mundo que curte natureza. Passamos pela cachoeria 7 de setembro, cachoeira do pulo (linda e com prainha aconchegante), Véu de noiva, Cachoeira Degrau, Cachoeira Prainha e Cachoeira das andorinhas. Achei as duas últimas as mais legais. O passeio custou uns R$ 120 (inclui carro até a entrada), mas porque eu tava sozinha. Se for em grupo sai mais barato para cada um.

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