♪ Jovem ainda ♪

Arte feita por Bárbara Malagoli (Baby C)

Não, essa não é uma playlist em homenagem ao Chaves, mas sim, as letras musicais desse clássico televisivo me inspiraram. Afinal, existem jovens de 80 e tantos anos e também velhos de apenas vinte e seis.

Brincadeiras à parte, queremos prestigiar as cantoras brasileiras com mais de 60 anos de idade. É tão bonito ver, por exemplo, a Elza Soares fazendo várias turnês com seu novo disco; além de Gal Costa e Alcione que tem seus shows sempre cheios e prestigiados.

Não queremos que essas mulheres caiam no ostracismo apenas por terem envelhecido. Aliás, comentem, por favor, no final do post se lembrarem de mais alguma artista 6.0 que esteja viva e não tenha entrado na playlist.

Aproveite e siga todas as playlists da Ovelha no Spotify!


Arte feita por Bárbara Malagoli (Baby C).

Mais de Letícia Mendes

Azealia Banks critica o feminismo

A rapper norte-americana Azealia Banks, de 24 anos, postou vários tuítes neste fim de semana em que desabafa sobre a desigualdade racial dentro do movimento feminista. Não sei por qual motivo específico ela iniciou essa discussão nas redes, mas o que importa é que ela levantou vários termos que ainda são pouco comentados dentro do feminismo, como “womanism” (mulherismo, em português) e “feminismo interseccional”, que foi bastante citado por suas seguidoras no Twitter.

 


 
Azealia disse: “Ter sua cor julgada ou merecimento determinado por MULHERES NEGRAS com base no quanto você lida com a respeitabilidade é irritante. Essas mesmas meninas estão sentadas em suas mesas com suas bizarras tranças afro loiras lutando para não parecerem muito negras na frente de seus patrões. Elas sentam e dão um Google em US$ 1.000 + sapatos que não podem pagar, bebem lattes de abóbora e especiarias e julgam garotas como eu, que estão realmente vivendo suas vidas.

A artista continuou falando sobre como ela detesta mulheres negras que se dizem feministas:

Eu também estou realmente cansada dessa tendência das mulheres negras pularem no trem feminista. Tipo… pelo amor… O feminismo nunca apoiou as mulheres negras. Nós caímos nessa merda no início dos anos 1920, ajudando as mulheres brancas a ganharem o direito de votar… As mulheres negras ajudaram as “feministas” a ganharem o direito de votar e elas se viraram e fizeram muita merda contra nós. Nos deixaram no escuro. Com nada. Eu não acredito em nenhuma mulher que diz ser uma feminista. Não importa de que cor ela seja.

 


Eu sou uma mulherista. Por favor, deixem-me fora de seus artigos feministas e discussões feministas. Obrigada”, afirmou.

Segundo a Wikipedia, mulherismo “é uma teoria social profundamente enraizada na opressão racial e de gênero das mulheres negras”. Azealia pediu para que as pessoas, antes de desmerecem o conceito de mulherismo, dessem um Google em dois nomes: bell hooks (ativista americana, que gosta de letras minúsculas) e Alice Walker (escritora e ativista americana).

Realmente, além de pesquisar e ler sobre isso, precisamos conversar mais com as nossas amigas feministas negras para colocar suas pautas no movimento, que vão desde a questão do assédio até a discussão sobre transição capilar. Acredito que essa seja a principal reivindicação da Azealia Banks, quando fez esse desabafo, e é um assunto que tem que estar mais no nosso cotidiano.


E aí? Qual é a opinião de vocês?

Leia mais

Aproveite e siga todas as playlists da Ovelha no Spotify!


Arte feita por Bárbara Malagoli (Baby C).

" />