As ilustrações de Yelena Bryksenkova

'Solitaire', Yelena Bryksenkova (2013)

Yelena Bryksenkova (ou ЕЛЕНА БРЫКСЕНКОВА) nasceu em São Petersburgo, na Rússia, foi criada em Cleveland, nos EUA, e hoje vive em Nova York.

Suas ilustrações basicamente são de gatos, plantas, lugares, mas adoro como ela retrata mulheres em situações diárias. As cores que ela usa e seus traços me fazem querer morar nos seus desenhos.

[caption id="attachment_14273" align="aligncenter" width="800"] ‘Headphones’ para a Flow magazine[/caption]

Minhas pinturas de canetinha e de guache acrílico são inspiradas pelo meu amor pelo lar e pelo conforto de objetos diários, como pelos temas mais mágicos, misteriosos e melancólicos

[caption id="attachment_14274" align="aligncenter" width="640"] Quadrinhos da Yelena[/caption]

Yelena Bryksenkova disse em entrevistas que busca referências no Pinterest e, assim que tem algumas ideias, ela desenha miniaturas para determinar a composição e, em seguida, passa para um esboço maior e mais detalhado. Ela usa uma caixa de luz para traçar levemente o esboço em papel de aquarela e faz a pintura final.

 

Siga o trabalho de Yelena: Twitter // Blog // Instagram // Site // Etsy

Mais de Letícia Mendes

Nós somos as melhores

Nunca senti tanta nostalgia da adolescência nos últimos tempos quanto ao ver “Nós somos as melhores”, filme sueco de 2013 que estreou no fim de novembro em pouquíssimas salas de cinema. Não que eu tenha sido punk aos 13 anos. Mas, muito além da postura rebelde e ao mesmo tempo fofa das três protagonistas, o filme traz o saudosismo de uma fase da vida em que não há muito com o que se preocupar.

Do diretor Lukas Moodysson, o mesmo de “Corações em conflito” (2009) – drama com Gael García Bernal, que eu idolatro -, “Nós somos as melhores” se passa em Estocolmo nos anos 1980. Bobo e Klara são o que podemos chamar de amigas inseparáveis. Elas estudam juntas, falam ao telefone a tarde toda, dormem uma na casa da outra. Exatamente o que nós, mulheres aos 30 anos, fazíamos com a nossa melhor amiga de escola que hoje trabalha, é casada, tem filhos.

Vi är bäst!Foto: Sofia Sabel
Bobo e Klara se vestem com roupas bem largas e cortam o cabelo curtinho, ou seja, diferente de todas as outras garotas do colégio. As duas também ouvem punk rock, enfrentando o argumento de que o punk está morto, e decidem montar uma banda mesmo sem saber tocar qualquer instrumento.

Elas usam a bateria e o baixo emprestados de um centro cultural, mas simplesmente espancam os instrumentos. “Odeio esporte, odeio esporte. Vamos abortar o esporte”, diz a primeira letra composta pela dupla. Nisso, entra Hedvig, uma garota que é cristã fervorosa e manja muito de acordes musicais. Logo ela entra pra banda e seus longos cabelos loiros ganham outro corte.

Todos os dilemas da adolescência estão ali: desentendimento com os pais; interesse pelos garotos, ou até pelo mesmo garoto; e a importância da amizade. Mas não é a visão do adulto, no caso a do diretor, que fica em primeiro plano. As atrizes Mira Barkhammar, Mira Grosin e Liv LeMoyne são o que dão naturalidade à história. De fato, elas são as melhores e reafirmam como é possível fazer um filme massa sobre adolescentes, sem cair num lugar-comum.

Leia mais

Yelena Bryksenkova disse em entrevistas que busca referências no Pinterest e, assim que tem algumas ideias, ela desenha miniaturas para determinar a composição e, em seguida, passa para um esboço maior e mais detalhado. Ela usa uma caixa de luz para traçar levemente o esboço em papel de aquarela e faz a pintura final.

 

Siga o trabalho de Yelena: Twitter // Blog // Instagram // Site // Etsy

" />