O diário de fotos de Zackary e Rhys

#23, The Longest Day of the Year, 2011 © Zackary Drucker & Rhys Ernst

Um ex-casal de artistas se fotografou ao longo do relacionamento de seis anos. Neste período, os dois mudavam de sexo: Zackary Drucker é uma mulher transexual e Rhys Ernst é um homem trans.

Zackary é produtora da série documental “This is me” e faz parte do elenco da série “I am Cait”, sobre a Caitlyn Jenner. Rhys é cineasta e produtor da série “Transparent”.

Eles estão lançando o diário de fotos “Relationship” (publicado pela Prestel – não encontrei à venda no Brasil), uma série que foi exposta na Whitney Biennial de 2014 e mostra a intimidade do cotidiano e as transformações físicas e psicológicas deles.

A “Dazed” entrevistou os artistas sobre esse trabalho:

“Eu acho que o relacionamento era a história mais importante para nós quando vimos as imagens. É do mesmo jeito que abordamos a transexualidade em um monte de nossas histórias: ela está lá, mas não tem que ser a coisa que está batendo na sua cabeça”, disse Rhys.

Recomendo a leitura da matéria. Vamos acompanhar esses artistas e vamos todo mundo ver a série “Transparent”, que já vai para a terceira temporada.

Mais fotos do livro:

[caption id="attachment_11080" align="aligncenter" width="700"]#24, The Shadow Self, 2011 © Zackary Drucker & Rhys Ernst #24, The Shadow Self, 2011 © Zackary Drucker & Rhys Ernst[/caption] [caption id="attachment_11081" align="aligncenter" width="700"]#37, 2008-2013 © Zackary Drucker & Rhys Ernst #37, 2008-2013 © Zackary Drucker & Rhys Ernst[/caption] [caption id="attachment_11082" align="aligncenter" width="700"]#44, Flawless Through the Mirror, 2013 © Zackary Drucker & Rhys Ernst #44, Flawless Through the Mirror, 2013 © Zackary Drucker & Rhys Ernst[/caption]
Mais de Letícia Mendes

Nós somos as melhores

Nunca senti tanta nostalgia da adolescência nos últimos tempos quanto ao ver “Nós somos as melhores”, filme sueco de 2013 que estreou no fim de novembro em pouquíssimas salas de cinema. Não que eu tenha sido punk aos 13 anos. Mas, muito além da postura rebelde e ao mesmo tempo fofa das três protagonistas, o filme traz o saudosismo de uma fase da vida em que não há muito com o que se preocupar.

Do diretor Lukas Moodysson, o mesmo de “Corações em conflito” (2009) – drama com Gael García Bernal, que eu idolatro -, “Nós somos as melhores” se passa em Estocolmo nos anos 1980. Bobo e Klara são o que podemos chamar de amigas inseparáveis. Elas estudam juntas, falam ao telefone a tarde toda, dormem uma na casa da outra. Exatamente o que nós, mulheres aos 30 anos, fazíamos com a nossa melhor amiga de escola que hoje trabalha, é casada, tem filhos.

Vi är bäst!Foto: Sofia Sabel
Bobo e Klara se vestem com roupas bem largas e cortam o cabelo curtinho, ou seja, diferente de todas as outras garotas do colégio. As duas também ouvem punk rock, enfrentando o argumento de que o punk está morto, e decidem montar uma banda mesmo sem saber tocar qualquer instrumento.

Elas usam a bateria e o baixo emprestados de um centro cultural, mas simplesmente espancam os instrumentos. “Odeio esporte, odeio esporte. Vamos abortar o esporte”, diz a primeira letra composta pela dupla. Nisso, entra Hedvig, uma garota que é cristã fervorosa e manja muito de acordes musicais. Logo ela entra pra banda e seus longos cabelos loiros ganham outro corte.

Todos os dilemas da adolescência estão ali: desentendimento com os pais; interesse pelos garotos, ou até pelo mesmo garoto; e a importância da amizade. Mas não é a visão do adulto, no caso a do diretor, que fica em primeiro plano. As atrizes Mira Barkhammar, Mira Grosin e Liv LeMoyne são o que dão naturalidade à história. De fato, elas são as melhores e reafirmam como é possível fazer um filme massa sobre adolescentes, sem cair num lugar-comum.

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Zackary Drucker é uma mulher transexual e Rhys Ernst é um homem trans.

Zackary é produtora da série documental “This is me” e faz parte do elenco da série “I am Cait”, sobre a Caitlyn Jenner. Rhys é cineasta e produtor da série “Transparent”.

Eles estão lançando o diário de fotos “Relationship” (publicado pela Prestel – não encontrei à venda no Brasil), uma série que foi exposta na Whitney Biennial de 2014 e mostra a intimidade do cotidiano e as transformações físicas e psicológicas deles.

A “Dazed” entrevistou os artistas sobre esse trabalho:

“Eu acho que o relacionamento era a história mais importante para nós quando vimos as imagens. É do mesmo jeito que abordamos a transexualidade em um monte de nossas histórias: ela está lá, mas não tem que ser a coisa que está batendo na sua cabeça”, disse Rhys.

Recomendo a leitura da matéria. Vamos acompanhar esses artistas e vamos todo mundo ver a série “Transparent”, que já vai para a terceira temporada.

Mais fotos do livro:

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