Skate é coisa de garotinha

Garotas, essas menininhas de apenas 6 anos estão conquistando respeito e admiração dos sktatistas do mundo todo porque tiveram a “audácia” de entrar em um “território masculino“. Nenhuma novidade para as mulheres nos games, na programação, na ciência, etc. Mas o sucesso desse trio não se deu apenas por isso. É que elas são muito boas no skate. Mesmo.

Sierra Kerr, Relz Murohy e Bella Kenworthy formam o “Pink Helmet Posse” (Pelotão do Capacete Rosa). Se você pensa que elas ficam apenas “remando”, saiba que elas já “dropam” em piscinas de mais de 3 metros.

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Vendo uma lacuna no mercado para esse target, os pais das garotas se juntaram para lançar uma linha oficial de skateboard para jovens meninas. Além disso, lançaram uma série de tutoriais na internet para quem precisar de um incentivo para iniciar suas manobras (er… como eu, por exemplo).

Como eu disse, o sucesso é tanto que elas já estrelaram um curta-documentário para o site do New York Times. Clique aqui para dar o play no vídeo que abre este post (em inglês, sem legendas) e derreter por essas fofuras.

(imagens daqui e daqui)

Mais de Nina Grando

O gótico é negro

Vamos celebrar o dia de hoje! Não, não porque é feriado, tolinha. Hoje, 20 de novembro, é dia da consciência negra. Um dia para festejar a cultura, raízes e características afro-descendentes. Mas também é um dia para tomar consciência sobre os males sociais enfrentados por conta do racismo (e, por favor, se você ainda é contra cotas e acredita em racismo reverso, pode fechar este site, okay?).

A discriminação contra o negro precisa ser falada e combatida. Por isso que o nome do feriado fala de consciência. E já que estamos abordando sobre uma minoria, que é a maioria desprovida de respeito e privilégios ao redor do mundo, quero fechar o cerco mais ainda. Vou somar e falar da mulher negra. Mais ainda: vou falar das negras dentro da subcultura gótica.

O motivo é que eu acredito que esta é uma boa maneira de exemplificar como o negro pode e deve fazer parte em um contexto que muitos pensam ser um privilégio exclusivamente branco. Para isso, conversei com a Luana Carvalho, conhecida na cena como Moon. Ela criou a fanpage Góticos Afrodescendentes, com o intuito de dar visibilidade aos negros dentro da subcultura e, assim, oferecer um ponto de representatividade e diálogo na comunidade. A página, aliás, usa como referência a rainha vampira Akasha, que foi interpretada pela belíssima Aaliyah (r.i.p.) no filme “Rainha dos Condenados” (2002).

Ovelha: Moon, o que é a subcultura gótica?

Moon: A subcultura gótica é uma “tribo urbana” que teve seu início no país nos anos 80 (saudosos anos 80), inicialmente chamados de dark e hoje como góticos mesmo.

É uma filosofia de vida onde estilo musical e vestimenta são bem marcantes. Muita gente acha que abrange religião também, mas não – como foi originária do movimento pós punk, a cena nem se quer levanta qualquer ponto de discussão sobre religião (não, não adoramos ao diabo). Também temos uma boa carga de gosto pela filosofia, literatura e artes em geral. Hoje em dia temos várias vertentes dentro do movimento: gótico clássico, vitoriano, darkwave, cyber, deathrock, etc.

Ovelha: Em que momento você descobriu e se apaixonou pelo gótico?

Moon: Eu sempre sou fisgada pela música. Foi ainda criança que o Sisters of Mercy (vídeo acima) me encantou e, como uma coisa puxa a outra, me apaixonei loucamente pela subcultura gótica.

Ovelha: Por que você decidiu criar a página?

Moon: Toda a referência visual do gótico é importada da Europa, onde a grande maioria das pessoas é branca. Sendo assim, o gótico de tom de pele diferente sofre com o choque de referência (consigo mesmo e perante os demais do mesmo círculo). Quando criei a página há quase 3 anos, não havia a menor referência de como eram os visuais góticos elaborados e combinados com nossa pele negra. Maquiagem então… A primeira coisa que se via nos tutoriais era a moça passando pancake branco no rosto, o que para meu gosto fica uma máscara totalmente fora do aceitável para peles escuras. Claro que se observava claramente essa tentativa de ficar pelo menos parecido com o esteriótipo da referência. Por isso mesmo que criei a fanpage. Queria quebrar esse tabu de que gótico tem que ser branco e, de quebra, acostumar os olhos de todos à beleza do gótico afro, dando inúmeras referências a nós que temos um tom de pele diferente do branco.

Ovelha: Você já sofreu preconceito de membros da subcultura por ser negra?

Moon: E quem não? De tempos em tempos estamos denunciando manifestações de preconceito contra nós e comigo não aconteceu diferente.

Ovelha: E nas ruas, na família: você já sofreu preconceitos por ser gótica?

Moon: Existe preconceito e existe ignorância. O ser humano tem medo de tudo que não conhece. Quando você está pronta, com aquele visual super bem montado, você entra na condução e todos olham para você. Ninguém senta ao seu lado, ninguém quer ficar perto. Crianças acham que você é bruxa e por aí vai. Eu já me divirto com isso.

Ovelha: O Brasil é um país tropical, cuja maioria dos habitantes gosta de sol e praia – além viver torcendo o nariz sobre a aparência dos outros. Como a subcultura gótica é vista no país?

Moon: Volto a questão da referência Européia. Lá o clima é frio e por isso se usa vestimenta pesada. Aqui precisamos adaptar os visuais para o clima tropical, sobretudo no calor. Por isso que quando uma pessoa passa vestindo roupas pesadas num calor de 40 graus, todos vão estranhar. Até eu.

Ovelha: Obrigada pelo papo, Moon! Gostaria de dar algum conselho para outras mulheres negras que desejem abraçar subculturas (punk, decora, lolita, gótico, etc)?

Moon: Nada te impede de gostar e adotar certos elementos da vestimenta em seu guarda-roupa. O que importa é você ser autêntica e original. Não ligue para a opinião dos outros. Vai lá e seja feliz.

 
(imagens retiradas da fanpage Góticos Afrodescendentes)

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Pink Helmet Posse” (Pelotão do Capacete Rosa). Se você pensa que elas ficam apenas “remando”, saiba que elas já “dropam” em piscinas de mais de 3 metros.

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Vendo uma lacuna no mercado para esse target, os pais das garotas se juntaram para lançar uma linha oficial de skateboard para jovens meninas. Além disso, lançaram uma série de tutoriais na internet para quem precisar de um incentivo para iniciar suas manobras (er… como eu, por exemplo).

Como eu disse, o sucesso é tanto que elas já estrelaram um curta-documentário para o site do New York Times. Clique aqui para dar o play no vídeo que abre este post (em inglês, sem legendas) e derreter por essas fofuras.

(imagens daqui e daqui)

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Pink Helmet Posse” (Pelotão do Capacete Rosa). Se você pensa que elas ficam apenas “remando”, saiba que elas já “dropam” em piscinas de mais de 3 metros.

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Vendo uma lacuna no mercado para esse target, os pais das garotas se juntaram para lançar uma linha oficial de skateboard para jovens meninas. Além disso, lançaram uma série de tutoriais na internet para quem precisar de um incentivo para iniciar suas manobras (er… como eu, por exemplo).

Como eu disse, o sucesso é tanto que elas já estrelaram um curta-documentário para o site do New York Times. Clique aqui para dar o play no vídeo que abre este post (em inglês, sem legendas) e derreter por essas fofuras.

(imagens daqui e daqui)

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