Conheça: Naira Mattia

Fotografia com ângulo feminino e tons pastéis

Recentemente tive a oportunidade de conhecer a Naira Mattia e seu trabalho com cores, luzes e formas em fotografias incríveis.
 

 
Durante um evento no qual pude expor meus trabalhos ao lado de outras mulheres inspiradoras além da Naira (vide Bruna Bento e Débora Nisenbaum <3) pude entender um pouco – além da minha própria experiência – sobre como nos desdobramos em busca do que realmente queremos fazer, mesmo que isso não acabe sendo lá tão duradouro como imaginamos.

Digo isso pois a Naira – assim como eu – se formou em publicidade, seguindo profissionalmente na área até entender que aquilo não condizia com seus anseios.

De São Paulo (para o mundo!) ela hoje fotografa ensaios, retratos, viagens e inúmeras composições pensadas cautelosamente. É só dar uma olhada pelo seu Instagram para saber do que estou falando.
 

[caption id="attachment_16123" align="alignnone" width="1170"] auto-retrato de Naira Mattia[/caption]  
Além de seu trabalho artístico, Naira também mantém um blog, onde além de postar seus trabalhos ela fala sobre seu processo, comenta algumas referências e dá boas dicas para quem está se acostumando com a fotografia profissional ou amadora.

Em um dos seus posts sobre construção de imagem, ela diz:

PRESENÇA: assumir a responsabilidade sobre os elementos que conseguimos controlar. estar sensível à realidade que nos circunda. deixar que a intuição nos diga como reagir. assumir como reais todas as variáveis. não julgar, só sentir.

É realmente importante essa percepção para qualquer processo artístico. Acredito que isso explica boa parte da beleza das composições da fotógrafa.
 
[caption id="attachment_16124" align="alignnone" width="1170"] trabalho de Naira Mattia para o EP “Salva-Vidas” de Geo[/caption]  


Siga a Naira Mattia: Portfolio / Blog / Instagram
 

Mais de Fernanda Garcia

Como Sailor Moon empoderou crianças

A Vice lançou neste mês de março uma série chamada “American Obsessions” onde eles apresentam com mini documentários um olhar sobre a tendência que rola na consciência americana. O mais recente episódio mostra como Sailor Moon influenciou positivamente a vida de algumas crianças nos anos 90, enquanto passavam por questões de identidade, gênero e aceitação.

 

 
No início do documentário, Charlene Ingram diz:

“Sailor Moon tem uma mensagem muito pura, que é fácil de entender superficialmente, mas se você se aprofundar vê que tem várias, várias camadas. Se você ver como uma forma muito básica de um time de garotas derrotando seus inimigos, isso é fácil de entender. Mas quando você olha para as personalidades das personagens e até dos vilões, isso se torna bastante complexo”.

 

 
Outro fã, Barry, lembra:

“Quando eu estava na escola as outras crianças cantavam músicas sobre me matar, pulando em círculos ao meu redor […]. Eu não tive [na infância] a experiência de ter amigos, mas ‘Sailor Moon’ estava sempre mostrando quão legal era ter amigos, como era incrível… E ela era tão boa com eles… Eu sempre pensava: ‘quando tiver amigos, serei bom assim também”.

 

 
No dia internacional da Sailor Moon em Nova York, vemos o depoimento de Alex, que conta que este é um dia em que eles podem se sentir livres, onde encontram pessoas do passado que os ajudaram a se sentirem mais fortes.

Sailor Moon mostra fantásticas heroínas que não têm vergonha de suas identidades e acho que isso nos une.

Ainda não temos uma versão legendada em português, mas para quem quiser (e puder) ver na íntegra em inglês mesmo, dá o play abaixo! :)

 

 

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