BitchCoin

Sim, você leu certo. Não é Bitcoin, mas sim BitchCoin. Essa moeda foi uma criação da artista plástica Sarah Meyohas. Ao comprar 1 BitchCoin, o comprador recebe uma impressão digital de uma fotografia da artista. Dessa forma, os colecionadores podem investir diretamente nela, como artista, do que simplesmente investir em uma arte especificamente.

Para investidores potenciais, é uma aposta na artista sem expiração. Sarah Meyohas promete que o BitchCoin terá um preço fixo de 100 dólares americanos, mesmo se o valor da fotografia aumentar com o tempo. Conforme sua arte for encarecendo ao longo do tempo, o BitchCoin também se valoriza.

bitchcoin-sarahmeyohas

A nova moeda digital é destaque na exposição “Where 6,” na galeria Where, em Brooklyn NY. Ao todo, 200 BitchCoins serão vendidos na inauguração do primeiro câmbio fotográfico, intitulado Speculation (“Especulação”, em tradução livre). De agora em diante, os BitchCoins poderão ser trocados por prints da obra Speculation ou qualquer outro futuro trabalho que Meyohas produzirá no futuro.

Normalmente um trabalho de um artista flutua na especulação de colecionadoras do mercado de arte sem a permissão ou mesmo o benefício do autor. Uma vez que ele vende sua obra, é isso: nenhum lucro dessas negociações posteriores volta para o artista. O BitchCoin dá à Sarah Meyohas mais poder sobre a valorização de suas obras. É uma ação corajosa e inteligente que vai de encontro com a atual economia crowd e moedas digitais alternativas, visto em iniciativas como o Patreon.

Tags relacionadas
,
Mais de Nina Grando

Livro tarado: Morango e Chocolate

fraiseetchocolat03

Morango e chocolate (Fraise et Chocolat, no original) é uma história erótica autobiográfica narrada pela jovem francesa de origem sino-khmer Aurélia Aurita (pseudônimo de Chenda Khun), em que aborda seu fascínio pela cultura japonesa e, principalmente, por seu companheiro Frédèric Boilet, um famoso quadrinista francês residente no Japão conhecido pela influência nipónica no seu trabalho (autor de “O Espinafre de Yukiko” e “Garotas de Tóquio“, lançados pela Conrad).

O livro narra as primeiras semanas desse amor cheio de romance e alguns pormenores, como a diferença de idade de 20 anos entre eles. Aurita tinha 24 anos e Frédéric, 44. Não que isso fosse um problema, mas é delicado e empático ver a crueza do registro dos pensamentos da autora, como: “ele tem muitio mais experiência que eu, e agora?”. A história se passa em 2004. Os dois se conheceram em Paris, em junho daquele ano. Porém, o romance começou apenas em outubro, quando Aurita viajou para o Japão convidada a participar de uma coletânea de quadrinhos.

O foco do livro é relatar as semanas de amor entre ela e Boilet que, sem nenhum pudor e com muita franqueza, mostra como era o sexo entre os dois com direito a detalhes sobre os orgasmos e fantasias. Nenhum detalhe é omitido. É uma leitura gostosa, divertida e às vezes dá um pouco de vergonha alheia por tomar conhecimento de tanta intimidade do casal. Não há como não se identificar em vários momentos pois, em meio às trepadas loucas, eles também alugam um filme para assistir e tem conversas bobas num restaurante. E é bonito e comovente a forma como vamos descobrindo, junto da autora, suas descobertas sexuais (como o episódio da lagarta, um dos mais engraçados) ou quando ela explica o significado do morango e chocolate.

Por isso, o que eu mais gosto do livro é que não há como não se sentir íntima da autora. O traço singelo de Aurita torna o erotismo mais doce, real e inocente. O protagonismo da autora em um tema tão comum para os autores homens é percebido pela maneira emocional que faz seus registros, cheios de ternura e dúvidas em meio ao furacão de desejos e excitações.

O livro foi lançado no Brasil pela editora Casa 21. Para comprar, clique aqui. Se quiser conhecer mais os trabalhos da incrível Aurélia Aurita, dê uma olhadinha no site dela.

(img, img, img, img)

Leia mais
BitchCoin. Essa moeda foi uma criação da artista plástica Sarah Meyohas. Ao comprar 1 BitchCoin, o comprador recebe uma impressão digital de uma fotografia da artista. Dessa forma, os colecionadores podem investir diretamente nela, como artista, do que simplesmente investir em uma arte especificamente.

Para investidores potenciais, é uma aposta na artista sem expiração. Sarah Meyohas promete que o BitchCoin terá um preço fixo de 100 dólares americanos, mesmo se o valor da fotografia aumentar com o tempo. Conforme sua arte for encarecendo ao longo do tempo, o BitchCoin também se valoriza.

bitchcoin-sarahmeyohas

A nova moeda digital é destaque na exposição “Where 6,” na galeria Where, em Brooklyn NY. Ao todo, 200 BitchCoins serão vendidos na inauguração do primeiro câmbio fotográfico, intitulado Speculation (“Especulação”, em tradução livre). De agora em diante, os BitchCoins poderão ser trocados por prints da obra Speculation ou qualquer outro futuro trabalho que Meyohas produzirá no futuro.

Normalmente um trabalho de um artista flutua na especulação de colecionadoras do mercado de arte sem a permissão ou mesmo o benefício do autor. Uma vez que ele vende sua obra, é isso: nenhum lucro dessas negociações posteriores volta para o artista. O BitchCoin dá à Sarah Meyohas mais poder sobre a valorização de suas obras. É uma ação corajosa e inteligente que vai de encontro com a atual economia crowd e moedas digitais alternativas, visto em iniciativas como o Patreon.

" />