Menstruação como arte

Maxi Pad Protest Art | Ovelha

Ano passado, um usuário do Twitter que atende pelo apelido @cutequeer96 tuitou a seguinte questão: “E se os homens sentissem nojo por estupro da mesma forma que sentem nojo por menstruação?”. Bom, o viral estava feito. Esse tweet se espalhou e estimulou diversos debates sobre a cultura de estupro e atitudes de gênero. Mas foi em Karlsruhe, uma cidade no sudoeste da Alemanha, que esse tweet inspirou um projeto de arte: maxi pad protest art.
 


 
Elonë, a artista pro trás do protesto artístico, teve sua mensagem impactada para muito além dos postes da sua cidade, graças ao Tumblr. Obviamente, ela recebeu tantas mensagens de apoio como de ódio.

Ela contou para o site da revista Dazed que alguns haters começaram a chamá-la de misândrica, o que ela afirma não ser. Para ela, feminismo é igualdade, por isso sua arte tem a intenção de provocar e fazer as pessoas pensarem sobre o mundo sexista que estamos inseridos.
 
Maxi Pad Protest Art | Ovelha
 
São mais de 40 absorventes espalhados pela cidade, mas ela tem intenções de expandir seu projeto. E ela convida para que qualquer pessoa do mundo que quiser se unir ao protesto, basta escrever sua mensagem em um absorvente, fotografar e compartilhar com a hashtag #padsagainstsexism.

Lembrando que Elonë não é a primeira artista a usar a ideia de menstruação como material para sua arte. A artista Tracey Emin, do Reino Unido, já apresentou um vidro com absorventes internos usados, logo ao lado de um teste de gravidez, para uma peça chamada “The History Of Painting Part 1”. E a artista chilena Carina Úbeda coletou cinco anos de sangue menstrual para sua exposição, chamada “Paños”. Porque enquanto o sangue masculino representa bravura, o da mulher representa vergonha.

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Jogue: Gone Home

Gone Home é um jogo muito, muito bonito. Eu considero ele um dos mais importantes indie games que estão ajudando a moldar as novas possibilidades de narrativa e gameplay na indústria de jogos. Mas essa é apenas a singela opinião de quem percebeu a relevância do jogo ao tratar de um tema tão delicado mergulhado em uma atmosfera de nostalgia.

A história se passa nos Estados Unidos, em 1995. Você é uma adolescente que volta para casa depois de passar um ano no exterior. Você espera que a sua família para recebê-la, mas a casa está vazia. Tem alguma coisa errada. Onde estão todos? E o que aconteceu?

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Gone Home é um simulador de exploração interativa. Você está ali, sozinha, com uma casa inteira para explorar e descobrir a história das pessoas que ali viveram. Abra qualquer gaveta e porta. Pegue objetos e examine-os para encontrar pistas. Descubra o que aconteceu na vida de uma família investigando o que eles deixaram para trás.

Com trilha-sonora das bandas punk riot grrrl Bratmobile e Heavens to Betsy, o jogo de clima nostálgico é dos criadores da série BioShock e do escritor de BioShock 2 – Minerva’s Den. Anita Sarkeesian, do Feminist Frequency, disse que este é um dos jogos mais envolventes e genuinamente emocionantes que ela já jogou. E eu posso dizer o mesmo.

É difícil eu dizer o que mais amei no jogo. Porque a história em si é de sentir as batidas do coração. Mas o mais legal e bonito é a preocupação com os detalhes do cenário, que retrata como eram os anos 90. Pra quem cresceu nessa época, não há como não vibrar ao encontrar fitas de Super Nintendo, poster de bandas, cartinhas escritas à mão, fitas k7, zines feministas e outras pérolas. Você pode ter um aperitivo do que estou falando logo abaixo:

É indiscutível o fato de que este jogo mostra a importância dos videogames dentro da cultura. A forma como sua narrativa ajuda a explicar os conflitos e desejos de uma geração, isso sem contar o valor artístico. Se você não é uma pessoa muito ligada em games, esse jogo é um bom começo. O jogo é relativamente curto, você pode terminar em algumas horas ou em pouquíssimos dias. Para jogar, é necessário ter um conhecimento intermediário de inglês e gostar de se debruçar em histórias envolventes. Gone Home foi desenvolvido pela The Fullbright Company. Disponível para PC, Mac e Linux pelo Steam ou pelo site deles.

(imagens: divulgação)

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@cutequeer96 tuitou a seguinte questão: “E se os homens sentissem nojo por estupro da mesma forma que sentem nojo por menstruação?”. Bom, o viral estava feito. Esse tweet se espalhou e estimulou diversos debates sobre a cultura de estupro e atitudes de gênero. Mas foi em Karlsruhe, uma cidade no sudoeste da Alemanha, que esse tweet inspirou um projeto de arte: maxi pad protest art.
 


 
Elonë, a artista pro trás do protesto artístico, teve sua mensagem impactada para muito além dos postes da sua cidade, graças ao Tumblr. Obviamente, ela recebeu tantas mensagens de apoio como de ódio.

Ela contou para o site da revista Dazed que alguns haters começaram a chamá-la de misândrica, o que ela afirma não ser. Para ela, feminismo é igualdade, por isso sua arte tem a intenção de provocar e fazer as pessoas pensarem sobre o mundo sexista que estamos inseridos.
 
Maxi Pad Protest Art | Ovelha
 
São mais de 40 absorventes espalhados pela cidade, mas ela tem intenções de expandir seu projeto. E ela convida para que qualquer pessoa do mundo que quiser se unir ao protesto, basta escrever sua mensagem em um absorvente, fotografar e compartilhar com a hashtag #padsagainstsexism.

Lembrando que Elonë não é a primeira artista a usar a ideia de menstruação como material para sua arte. A artista Tracey Emin, do Reino Unido, já apresentou um vidro com absorventes internos usados, logo ao lado de um teste de gravidez, para uma peça chamada “The History Of Painting Part 1”. E a artista chilena Carina Úbeda coletou cinco anos de sangue menstrual para sua exposição, chamada “Paños”. Porque enquanto o sangue masculino representa bravura, o da mulher representa vergonha.

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