Cativas – Presas pelo coração

Cativas – Presas pelo coração é um documentário que mostra a vida de mulheres livres que têm relacionamentos com presidiários. Apaixonadas por presidiários, elas vivem as limitações do relacionamento e a esperança de um dia constituir uma família do lado de fora. O filme investiga como são estes casamentos, o que eles são capazes de construir ou destruir na vida delas.

O universo destas mulheres é visto por meio de relatos emocionados, cartas carinhosamente decoradas e um acesso privilegiado à intimidade dos casais. Assista ao trailer:

 

 
Fruto de uma pesquisa de 12 anos da cineasta Joana Nin, que venceu o Festival É Tudo Verdade com Visita íntima, sua primeira incursão no tema. O cinema Caixa Belas Artes, em SP, fez uma sessão especial no dia 24 de setembro do filme, seguida de debate com a diretora Joana Nin, a psicanalista Maria Lucia Homem e a advogada Eliane Dias, membro da ONG Capão Cidadão e empresária do grupo Racionais MC’s.

Vale avisar que, em SP, o filme está em cartaz em apenas uma sala do Belas Artes, na sessão das 18h20.

Vai assistir!
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‘Garotas’ que não vemos no cinema

Ando me surpreendendo com filmes que falam sobre adolescência. Em dezembro, vi o belíssimo sueco “Nós somos as melhores” e, agora, está estreando em apenas um cinema de São Paulo (Reserva Cultural, na av. Paulista) o filme francês “Garotas”.

Mas não foi só o assunto do filme que me conquistou. Sabemos que mulheres negras não tem espaço no cinema. Em uma matéria que fiz para o G1, podemos ver como a falta de diversidade na indústria cinematográfica, destacando a de Hollywood, é uma questão cada vez maior. Assim, a diretora Céline Sciamma (que fez “Lírios D’água” e “Tomboy” – também sobre adolescentes) foi lá e colocou quatro atrizes iniciantes negras protagonizando uma história de amizade.
 
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Karidja Touré, de 21 anos, interpreta Marieme, uma garota de 16 que mora na periferia de Paris com os irmãos e a mãe que mal fica em casa por conta do trabalho de faxineira. O pai nem aparece na história. O irmão mais velho é violento e a agride por qualquer motivo. Ao saber que não conseguirá ingressar no curso técnico por causa das notas baixas, ela fica puta da vida e é aí que ela conhece Lady (Assa Sylla), Adiatou (Lindsay Karamoh) e Fily (Mariétou Touré).

Dois segundos e Marieme muda de estilo. Troca o moletom e as tranças afro por jaqueta de couro e cabelo liso. E ela também ganha um apelido: Vic. Em uma das cenas mais bonitas do filme, as quatro garotas alugam um quarto de hotel, se vestem com roupas de festa roubadas e dançam e cantam juntas “Diamonds”, da Rihanna. Sim, isso é ser uma adolescente! É recriar sua identidade em um grupo. É olhar para a miga e dizer “estamos juntas!”.
 
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É bom ficar ligada nos trabalhos da Céline Sciamma. A diretora do filme acerta muito ao abordar o racismo e o machismo sem tirar o amadurecimento das protagonistas do foco. Os dramas delas que importam. As brigas violentas com as garotas rivais (sim, temos meninas vs meninas), a perda da virgindade (sim, ela é chamada de puta), a falta de oportunidades na vida etc.

“A adolescência torna possível contar todo tipo de história. É um gênero que pode ser realista e naturalista, mas também permite fantasiar, falar de amor, de amizade, uma mistura que adoro fazer”, disse ela em uma entrevista bacana à Folha de S. Paulo.

Eu já era fã de Sciamma por causa de “Tomboy”, um filme sobre uma menina de dez anos que assume a identidade de menino. Essas histórias contemporâneas que me interessam e que são raras no cinema. Vale muito a pena acompanhar essa trajetória.
 
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Cativas – Presas pelo coração“ é um documentário que mostra a vida de mulheres livres que têm relacionamentos com presidiários. Apaixonadas por presidiários, elas vivem as limitações do relacionamento e a esperança de um dia constituir uma família do lado de fora. O filme investiga como são estes casamentos, o que eles são capazes de construir ou destruir na vida delas.

O universo destas mulheres é visto por meio de relatos emocionados, cartas carinhosamente decoradas e um acesso privilegiado à intimidade dos casais. Assista ao trailer:

 

 
Fruto de uma pesquisa de 12 anos da cineasta Joana Nin, que venceu o Festival É Tudo Verdade com Visita íntima, sua primeira incursão no tema. O cinema Caixa Belas Artes, em SP, fez uma sessão especial no dia 24 de setembro do filme, seguida de debate com a diretora Joana Nin, a psicanalista Maria Lucia Homem e a advogada Eliane Dias, membro da ONG Capão Cidadão e empresária do grupo Racionais MC’s.

Vale avisar que, em SP, o filme está em cartaz em apenas uma sala do Belas Artes, na sessão das 18h20.

Vai assistir!
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