Kit de sobrevivência para modelos negras

A modelo Leomie Anderson no desfile da Victoria's Secret em 2015

Depois de desabafar no Twitter sobre o despreparo dos maquiadores e cabeleireiros na NYFW, a modelo Leomie Anderson decidiu tomar uma atitude. Neste fim de semana, a britânica postou um vídeo tutorial chamado “The Black Model Survival Kit”. Ela diz: “Como você pode imaginar, ser uma modelo negra é dar um duro extra. Existe um trabalho extra e outras coisas extra envolvidas”.

Em apenas 6 minutos de vídeo, a modelo dá dicas de cabelo e maquiagem para contornar situações em que os profissionais de beleza de uma sessão de fotos ou desfile se mostrarem despreparados para trabalhar com uma modelo negra. E ninguém quer entrar na passarela com a base errada nem ouvir que seu cabelo é difícil de lidar, né?

 

 

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Misty Copeland e as bailarinas negras

Misty Copeland é uma bailarina norte-americana que está quebrando barreiras e empoderando garotas ao redor do mundo. Por que?

 

 
Este comercial de 2014, estrelado por ela para a marca Under Armour, explica um pouco o poder da sua trajetória. Seu despertar para a dança foi aos 13 anos, quando morava com a mãe e seus cinco irmãos em um hotel na Califórnia. Ela foi rejeitada em diversas escolas por ser “muito velha” para começar o ballet e, principalmente, por ser negra. Claro que esse racismo era, em sua maioria, velado. Mas isso não a impediu de perseguir seu sonho, inspirada por Raven Wilkinson, uma das primeiras bailarinas afro-americanas. Hoje ela é a estrela do American Ballet Theatre, em Nova York.

 

 
O grande marco na carreira de Copeland veio em abril de 2012, quando protagonizou o ballet “Pássaro de Fogo”, de Stravinsky. Em 2014, foi solista em outro clássico: “O Quebra-Nozes”. Mais recentemente, Misty Copeland fez sua estreia no papel duplo de Odette / Odile em “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky, o papel mais épico do ballet mundial (é, aquele do filme “Cisne Negro“, interpretado pela Natalie Portman). Este é um protagonismo que a própria Copeland nunca pensou em viver nos palcos, já que é tradicionalmente interpretado por bailarinas brancas.

Existe um lindo documentário em andamento sobre bailarinas negras, chamado “Black Ballerina“. O filme apresenta o universo esmagadoramente branco da dança clássica, através das histórias de várias mulheres negras de diferentes gerações que se apaixonaram pelo ballet. Seis décadas atrás, enquanto prosseguiam os seus sonhos de carreira em dança clássica, Joan Myers Brown, Delores Browne e Raven Wilkinson confrontaram o racismo, a exclusão e a desigualdade de oportunidades. Décadas depois, o presente é retratado por três jovens mulheres negras que também desenvolvem carreiras como bailarinas. A pergunta que fica: Será que a cor do ballet mudou? Se sim, como? Se não, por quê?

 

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desabafar no Twitter sobre o despreparo dos maquiadores e cabeleireiros na NYFW, a modelo Leomie Anderson decidiu tomar uma atitude. Neste fim de semana, a britânica postou um vídeo tutorial chamado “The Black Model Survival Kit”. Ela diz: “Como você pode imaginar, ser uma modelo negra é dar um duro extra. Existe um trabalho extra e outras coisas extra envolvidas”.

Em apenas 6 minutos de vídeo, a modelo dá dicas de cabelo e maquiagem para contornar situações em que os profissionais de beleza de uma sessão de fotos ou desfile se mostrarem despreparados para trabalhar com uma modelo negra. E ninguém quer entrar na passarela com a base errada nem ouvir que seu cabelo é difícil de lidar, né?

 

 

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