Girls é muito mais que beijo grego

Girls” voltou! E a quarta temporada começou no “arrasa arrasante”, como diz Nina Grando. Atenção! Pequenos spoilers a seguir!

Marnie, aquela personagem irritante de tão meiga-linda, protagoniza uma cena de sexo. Mas não é qualquer cena. Anteriormente transando apenas debaixo dos lençóis, Marnie recebe um “beijo grego” de Desi, seu parceiro musical. Ele diz “Eu amo isso”, e ela responde “eu também te amo”.

Não consigo pensar em nada mais constrangedor do que essa situação. Depois da trepada, Marnie tem que encarar a namorada do cara, que ainda fala “desculpe-me se eu achei que havia uma tensão sexual entre vocês”. E toda essa sequência desagradável é o que me anima em assistir à série e colocá-la entre as favoritas do coração. Obrigada, Lena Dunham!

[caption id="attachment_1887" align="aligncenter" width="810"]Cena do ‘beijo grego’ do S04E01 de ‘Girls’ Cena do ‘beijo grego’ do S04E01 de ‘Girls’[/caption] [caption id="attachment_1888" align="aligncenter" width="640"]'Jenni e eu modelando a infame posição sexual da estreia da temporada para Allison', publicou Lena Dunham no Instagram ‘Jenni e eu modelando a infame posição sexual da estreia da temporada para Allison’, publicou Lena Dunham no Instagram[/caption]

Hannah e Adam, o casal que garantia as melhores posições sexuais da série, agora estão naquela fase reflexiva de um relacionamento. Com Hannah se mudando de Nova York para Iowa, toda a dinâmica muda. E parece que nada fica resolvido entre o casal mesmo após as pazes. Eles decidem planejar por não ter planos. Não há muito diálogo, mas há uma cena bonita de “despedida”. Veremos nos próximos episódios.

As participações dos outros personagens são pequenas, mas bem boas também. Elijah aparece em um momento “sai dessa egotrip, Marnie”. “O que Judy Garland e Lady Gaga têm em comum? As duas são vadias que não dão a mínima para o que as pessoas pensam”, diz o querido.

Soshanna se forma na faculdade e seus pais divorciados aparecem pela primeira vez. Jessa, que está brava com a mudança de Hannah, briga com a filha da Beadie (interpretada pela Natasha Lyonne, de “Orange is the new black“), artista que ela quase ajudou cometer suicídio na última temporada. Mas a parte mais bela desse primeiro episódio é quando Marnie aparece na casa da Hannah para desejar boa viagem. Isso é muito maior que um beijo grego.

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Livros notáveis de 2015

O jornal americano “New York Times” divulgou a lista dos livros notáveis deste ano. Dos 100 escolhidos, 52 são escritos por mulheres. Veja a lista completa aqui.

Inclusive, uma coletânea de contos de Clarice Lispector (1920-1977), publicada em julho deste ano nos Estados Unidos com o título “The complete stories”, entrou nessa lista. O jornal diz que “a brasileira foi uma das verdadeiras [vozes] autênticas da literatura latino-americana”. A editora Rocco planeja publicar a versão nacional do livro em abril de 2016.

Tantas mulheres entrarem nessa lista do “New York Times” é uma grande conquista. Ainda é muito difícil ver escritoras serem convidadas para eventos/debates de literatura, como a Festa Literária Internacional de Paraty, e até mesmo receberem prêmios por suas obras. Contudo, a mudança está acontecendo. Tivemos uma jornalista como vencedora do Nobel de Literatura 2015 e duas escritoras ganhando as principais categorias do Prêmio Jabuti. E a hashtag #leiamulheres, criada em 2014 pela britânica Joanna Walsh, continua nos incentivando.

Abaixo, destaco apenas os livros de escritoras escolhidos pelo jornal. Fica a dica de muitas leituras para 2016:

THE BEAUTIFUL BUREAUCRAT, de Helen Phillips
CITIZEN: An American Lyric, de Claudia Rankine
THE COMPLETE STORIES, de Clarice Lispector
THE DOOR, de Magda Szabo
FATES AND FURIES, de Lauren Groff
THE FIFTH SEASON. The Broken Earth: Book One, de N.K. Jemisin
THE FIRST BAD MAN, de Miranda July
FROM THE NEW WORLD: Poems 1976-2014, de Jorie Graham
GOD HELP THE CHILD, de Toni Morrison
HARRIET WOLF’S SEVENTH BOOK OF WONDERS, de Julianna Baggott
THE HOLLOW LAND, de Jane Gardam
HONEYDEW: Stories, de Edith Pearlman
HOW TO BE BOTH, de Ali Smith
THE INCARNATIONS, de Susan Barker
A LITTLE LIFE, de Hanya Yanagihara
THE LOVE OBJECT: Selected Stories, de Edna O’Brien
MAN AT THE HELM, de Nina Stibbe
A MANUAL FOR CLEANING WOMEN: Selected Stories, de Lucia Berlin
THE MARE, de Mary Gaitskill
MISLAID, de Nell Zink
NIGHT AT THE FIESTAS: Stories, de Kirstin Valdez Quade
OUTLINE, de Rachel Cusk
THE STORY OF THE LOST CHILD. Book 4, The Neapolitan Novels: “Maturity, Old Age”, de Elena Ferrante
THE STORY OF MY TEETH, de Valeria Luiselli
THE TURNER HOUSE, de Angela Flournoy
VANESSA AND HER SISTER, de Priya Parmar
THE VISITING PRIVILEGE: New and Collected Stories, de Joy Williams
THE ARGONAUTS, de Maggie Nelson
BECOMING NICOLE: The Transformation of an American Family, de Amy Ellis Nutt
THE CRIME AND THE SILENCE: Confronting the Massacre of Jews in Wartime Jedwabne, de Anna Bikont
DAUGHTERS OF THE SAMURAI: A Journey From East to West and Back, de Janice P. Nimura
THE FOLDED CLOCK: A Diary, de Heidi Julavits
THE GAY REVOLUTION: The Story of the Struggle, de Lillian Faderman
GHETTOSIDE: A True Story of Murder in America, de Jill Leovy
H IS FOR HAWK, de Helen Macdonald
HUNGER MAKES ME A MODERN GIRL: A Memoir, de Carrie Brownstein
THE INVENTION OF NATURE: Alexander Von Humboldt’s New World, de Andrea Wulf
JONAS SALK: A Life, de Charlotte DeCroes Jacobs
LISTENING TO STONE: The Art and Life of Isamu Noguchi, de Hayden Herrera
THE MONOPOLISTS: Obsession, Fury, and the Scandal Behind the World’s Favorite Board Game, de Mary Pilon
NEGROLAND: A Memoir, de Margo Jefferson
THE ODD WOMAN AND THE CITY: A Memoir, de Vivian Gornick
ONE OF US: The Story of Anders Breivik and the Massacre in Norway, de Asne Seierstad
ORDINARY LIGHT: A Memoir, de Tracy K. Smith
THE PRIZE: Who’s in Charge of America’s Schools?, de Dale Russakoff
SPINSTER: Making a Life of One’s Own, de Kate Bolick
SPQR: A History of Ancient Rome, de Mary Beard
STALIN’S DAUGHTER: The Extraordinary and Tumultuous Life of Svetlana Alliluyeva, de Rosemary Sullivan
STRANGERS DROWNING: Grappling With Impossible Idealism, Drastic Choices and the Overpowering Urge to Help, de Larissa MacFarquhar
$2.00 A DAY: Living on Almost Nothing in America, de Kathryn J. Edin and H. Luke Shaefer
THE UNRAVELING: High Hopes and Missed Opportunities in Iraq, de Emma Sky
WITCHES OF AMERICA, de Alex Mar

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arrasa arrasante”, como diz Nina Grando. Atenção! Pequenos spoilers a seguir!

Marnie, aquela personagem irritante de tão meiga-linda, protagoniza uma cena de sexo. Mas não é qualquer cena. Anteriormente transando apenas debaixo dos lençóis, Marnie recebe um “beijo grego” de Desi, seu parceiro musical. Ele diz “Eu amo isso”, e ela responde “eu também te amo”.

Não consigo pensar em nada mais constrangedor do que essa situação. Depois da trepada, Marnie tem que encarar a namorada do cara, que ainda fala “desculpe-me se eu achei que havia uma tensão sexual entre vocês”. E toda essa sequência desagradável é o que me anima em assistir à série e colocá-la entre as favoritas do coração. Obrigada, Lena Dunham!

Hannah e Adam, o casal que garantia as melhores posições sexuais da série, agora estão naquela fase reflexiva de um relacionamento. Com Hannah se mudando de Nova York para Iowa, toda a dinâmica muda. E parece que nada fica resolvido entre o casal mesmo após as pazes. Eles decidem planejar por não ter planos. Não há muito diálogo, mas há uma cena bonita de “despedida”. Veremos nos próximos episódios.

As participações dos outros personagens são pequenas, mas bem boas também. Elijah aparece em um momento “sai dessa egotrip, Marnie”. “O que Judy Garland e Lady Gaga têm em comum? As duas são vadias que não dão a mínima para o que as pessoas pensam”, diz o querido.

Soshanna se forma na faculdade e seus pais divorciados aparecem pela primeira vez. Jessa, que está brava com a mudança de Hannah, briga com a filha da Beadie (interpretada pela Natasha Lyonne, de “Orange is the new black“), artista que ela quase ajudou cometer suicídio na última temporada. Mas a parte mais bela desse primeiro episódio é quando Marnie aparece na casa da Hannah para desejar boa viagem. Isso é muito maior que um beijo grego.

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arrasa arrasante”, como diz Nina Grando. Atenção! Pequenos spoilers a seguir!

Marnie, aquela personagem irritante de tão meiga-linda, protagoniza uma cena de sexo. Mas não é qualquer cena. Anteriormente transando apenas debaixo dos lençóis, Marnie recebe um “beijo grego” de Desi, seu parceiro musical. Ele diz “Eu amo isso”, e ela responde “eu também te amo”.

Não consigo pensar em nada mais constrangedor do que essa situação. Depois da trepada, Marnie tem que encarar a namorada do cara, que ainda fala “desculpe-me se eu achei que havia uma tensão sexual entre vocês”. E toda essa sequência desagradável é o que me anima em assistir à série e colocá-la entre as favoritas do coração. Obrigada, Lena Dunham!

Hannah e Adam, o casal que garantia as melhores posições sexuais da série, agora estão naquela fase reflexiva de um relacionamento. Com Hannah se mudando de Nova York para Iowa, toda a dinâmica muda. E parece que nada fica resolvido entre o casal mesmo após as pazes. Eles decidem planejar por não ter planos. Não há muito diálogo, mas há uma cena bonita de “despedida”. Veremos nos próximos episódios.

As participações dos outros personagens são pequenas, mas bem boas também. Elijah aparece em um momento “sai dessa egotrip, Marnie”. “O que Judy Garland e Lady Gaga têm em comum? As duas são vadias que não dão a mínima para o que as pessoas pensam”, diz o querido.

Soshanna se forma na faculdade e seus pais divorciados aparecem pela primeira vez. Jessa, que está brava com a mudança de Hannah, briga com a filha da Beadie (interpretada pela Natasha Lyonne, de “Orange is the new black“), artista que ela quase ajudou cometer suicídio na última temporada. Mas a parte mais bela desse primeiro episódio é quando Marnie aparece na casa da Hannah para desejar boa viagem. Isso é muito maior que um beijo grego.

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