O que a internet falou sobre a Women’s March

Colagem feita com exclusividade por Bárbara Malagoli (Baby C)
O futuro é feminino

Milhões de norte-americanas (sim, mais de 3 milhões, segundo o site FiveThirtyEight) e mais milhares de mulheres em vários cantos do mundo marcharam no último sábado (21), dia seguinte à posse do presidente Donald Trump. A principal manifestação foi em Washington e já se fala que foi um dos maiores protestos da história dos Estados Unidos.

A Women’s March reinvidica principalmente o direito ao aborto e à contracepção, direitos ameaçados por Trump, que nem chegou e já cortou o financiamento concedido a ONGs internacionais que oferecem aborto seguro às mulheres. Mas também tem como pauta a imigração e o endividamento estudantil, por exemplo.

Separamos alguns links para resumir a importância que essa marcha teve (e para você que ainda não teve tempo de ler sobre o assunto)


QUEM PARTICIPOU

O New York Times fez um especial belíssimo com fotos das Marchas das Mulheres em cada continente, em centenas de cidades. CLIQUE AQUI.

Crianças como a Sophie Cruz, de 6 anos, também tiveram voz e que voz!! Chorando até agora com a força dessa garota:

 


FAMOSAS FORAM VISTAS

Respeito quando artistas se posicionam politicamente e, mesmo ganhando salários milionários em Hollywood ou na indústria musical, participam de causas que talvez não as atinjam diretamente, como atingirá outras mulheres negras e latinas. Selecionei algumas das celebridades que compareceram (aqui tem uma lista com 36 delas):
 

America Ferrera


 

Alicia Keys


 

Scarlett Johansson


 

Janet Mock


 

Gina Rodriguez


 

Amy Poehler


 

Melissa Benoist


 

Rihanna


 

E a Madonna

Que basicamente disse que machistas NÃO PASSARÃO
 

 


ANGELA DAVIS

“Este é um país ancorado na escravidão e no colonialismo, o que significa, para o bem ou para o mal, a real história de imigração e escravização. Espalhar a xenofobia, lançar acusações de assassinato e estupro e construir um muro não apagarão a história”, disse Angela Davis, 72 anos, ativista feminista e defensora dos direitos civis da população negra norte-americana. O Brasil Post traduziu o discurso completo.

 


GLORIA STEINEM

Outro grande nome do movimento feminista, a ativista e jornalista Gloria Steinem, 82 anos, também discursou contra Donald Trump:

 


BALANÇO

As implicações da Women’s March para o futuro segundo Miriam Grossi, Carmen Rial e Miriam Adelman, três pesquisadoras do campo do gênero e das ciências sociais que falaram ao Nexo sobre quais os possíveis impactos para a política americana.

 


INTERSECCIONALIDADE


Porque aliar-se a todos os movimentos é importante para a mudança. Alguns textos em inglês que discutem o assunto:

When You Brag That The Women’s Marches Were Nonviolent (Quando você se gaba que a Marcha das Mulheres não foram violentas)

Some Inconvenient Truths About The Women’s March On Washington (Algumas verdades inconvenientes sobre a Marcha das Mulheres em Washington)

Quando décadas de história social e política mostraram que a resistência em larga escala sacrifica muitas vezes as causas minoritárias, o que significa “solidariedade”?

WHEN ANGRY ASIAN AMERICA SHOWED UP TO MARCH


 


GAMERS NA CORÉIA DO SUL

[caption id="attachment_13578" align="alignnone" width="800"] Mulheres marchando em Seoul no último dia 21 de janeiro, com uma bandeira contendo o emblema de coelho da personagem D.Va – via @marchseoul[/caption]

Seoul, capital da Coréia do Sul, também marchou pelas mulheres. Só que com uma característica peculiar: as mulheres gamers foram às ruas segurando bandeiras, cartazes, bottons e adesivos que estampavam um coelhinho, emblema de uma personagem do jogo Overwatch, como símbolo da luta das mulheres por mais respeito e visibilidade nos torneios ou mesmo em partidas online.

 


MACHO-CADO

A tentativa de protagonizar o homem – DE NOVO:

Após a Women’s March, jornais perguntam “e os homens?” – Texto da Bust

E não foi só na gringa não. Teve colunista da Folha de S. Paulo que também falou baboseira por aí (melhor não compartilhar lixo por aqui)

[caption id="attachment_13570" align="alignnone" width="500"] Quadrinho via Eatthattoast.Com[/caption]

 


FICARÁ NA HISTÓRIA

Os cartazes da Women’s March serão coletados por museus, galerias e bibliotecas de vários lugares, incluindo o National Museum of American History.

 


Encontrou mais algum link sensacional que não colocamos aqui no post? Então compartilhe nos comentários! ;)
 
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Colagem feita com exclusividade por Bárbara Malagoli (Baby C).
 

Mais de Letícia Mendes

Rihanna na Vogue

OLHA ELAAAAAAAAA!

 
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Sim, Rihanna está belíssima na capa da Vogue de abril.

Nesta edição da revista, a cantora fala principalmente do seu oitavo álbum de estúdio, “Anti”, que saiu em janeiro pelo Tidal, serviço de streaming do Jay Z.

Riri fala sobre como “Higher” nasceu de uma sessão de gravação regada a uísque, e sobre seu parceiro em “Work”, o rapper Drake. “Tudo o que ele faz é maravilhoso”, diz. Alguns tópicos principais da entrevista:
 

Sobre a colocarem contra Beyoncé:

“É o seguinte. As pessoas ficam tão empolgadas em celebrar algo que é negativo. Algo que é competitivo. Algo que é, você sabe, uma rivalidade. E isso apenas não é o que eu acordei para fazer. Porque eu só posso me fazer. E ninguém mais vai ser capaz de fazer isso.”

Sobre cantar com Paul McCartney:

“É quase como se ninguém nunca lhe dissesse sobre o seu sucesso. É como se, você não está ocupado sendo um Beatle?”

Sobre sua linha unisex para a Puma:

“Eu sempre quis fazer o que meus irmãos estavam fazendo. Eu sempre quis jogar os jogos que eles jogavam e jogar difícil e usar calças e sair… As mulheres se sentem empoderadas quando podem fazer as coisas que são supostamente apenas para os homens, você sabe? Isso rompe fronteiras, é libertador, e é empoderador quando você se sente como, bem, eu posso fazer isso também.”

Leia aqui a entrevista completa da Rihanna na Vogue.
 

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