Rainha da Su Casa: Velozes e Furiosos (fail)

[infobox maintitle="Não-blog sobre viver no exterior" subtitle="O Rainha da Su Casa é uma série de posts sobre a experiência de ir morar no extreior com cachorro, gato, namorado e tudo mais. Clique aqui para ler os posts anteriores." bg="red" color="black" opacity="on" space="30" link="http://ovelhamag.com/tag/rainha-da-su-casa/"]

 

Para quem acompanhou a saga da saída do Brasil para a Espanha e todo o rolê que foi para viajar com minhas mascotas, agora vem a parte 3!

Opa, dois meses se passaram. Te dizer que foram meses muito intensos apesar da narrativa ainda estar na pacata vila (do chaves) de Presillas Bajas. Pois sim, vou continuar de onde paramos e aí a história vai encontrar a realidade em algum lugar do tempo-espaço, afinal, tempo é relativo, né não?

Estávamos eu e Ivan então buscando um carro barato pra poder sobreviver o inverno (the winter was already there e os John Snow não sabendo nada). Com o pouco de internet que tínhamos no nosso 3g – que pegava perto da montanha -, achamos um site que se assemelhava ao Craigs List, uma parada meio Mercado Livre mas sem muita credibilidade. Aquele medo de roubarem o rim ou qualquer coisa que se assemelhasse a isso. Mas eram ali onde se encontravam os carros mais baratos, fazer o quê?

Pois bem, era janeiro e tínhamos que ir à cidade fazer nosso documento de residentes. Tínhamos um visto no passaporte e ele tinha que ser validado na extrangería (nome do departamento que cuida das burocracias dos estrangeiros). Resolvemos então alugar um carro por uma semana pra poder fazer quatro importantíssimas coisas: supermercado giga, levar o Madiba pra renovar a vacina de raiva, procurar um carro e ir na extrangeria.

 
[caption id="attachment_11101" align="aligncenter" width="700"]IMG_3381 vai aqui uma foto aleatória pra dar um respiro no texto, hihi[/caption]  
Com o carro em mãos, levamos o Madiba ao veterinário, ele foi vacinado contra raiva, tudo certo. Queríamos vacinar ele também contra Leishimaniosis que aqui na Espanha tem surto. Em Almería, que é a maior cidade perto de onde morávamos, 3 de 4 cachorros tinham a doença e ela passa pra humanos. Vou deixar o link aqui caso queiram saber mais. Mas infelizmente, ele só poderia começar o tratamento, passados 30 dias da vacina de raiva em seu sistema, então fomos pra próxima burô a se resolver.

Próximo passo, procurar carro. Localizamos uns 3 carros diferentes e em distâncias diferentes para dar uma olhada. O primeiro carro estava a uns 100km, mas a gente uniu o útil ao agradável e fomos visitando os arredores. Chegamos na cidade de Huércal-Overa e o rapaz pediu pra que a gente esperasse ele num posto de gasolina, acho que o medo de perder o rim era mútuo. Enfim, o carro era baratinho, uns 700 euros mas era véio, todo cagado, batido, sem documentação ok, ia ser aquele rolê. Beeeeeeijo.

 
Screen Shot 2016-06-24 at 18.57.49
 
No dia seguinte, e agora eu até posso dizer que dia era porque aqui na Espanha comemora-se Dia de Reis, aqui it’s a thing, sei lá, nunca nem tinha ouvido falar, não que eu me lembre. No Brasil é mais conhecido como, o dia em que a galera desarma a árvore de Natal. Foi o que me disseram, hahaha. Aqui é feriado, fecham as ruas, tem parada, representação dos reis magos chegando pra presentear baby-j e tudo mais.

Fomos numa cidadezinha bem pequena e de proletários que trabalham nos invernadeiros (grandes estufas que plantam tomates e utilizam imigrantes para o trabalho porque é desumano) chamada Campohermoso. Bem pertim de casa, uns 25km. Chegando lá, crashamo na festa de família no dia de reis dos irmãos que queriam nos vender o carro. Era massa o carro, mas muito antigo, de 98, tava inteirão mas cara, era super duro pra dirigir, agradecemos a visita e fomos embora.

 
[gallery columns="2" ids="11098,11096,11095,11094"]  

Fomos em um terceiro lugar ver carro. Era na própria cidade de Almería e a informação que a gente tinha era: tem um estacionamento perto do hospital Torrecárdenas (cara, tem palavra mais espanhola? fala isso com voz grossa, hahaha). Procuramos, perguntamos, achamos. Chegamos lá, olhamos os carros, anotamos uns números, ligamos, mas tinha um cara lá num mini conversível, tomando cerveja com o ~ brother ~ e cara, pra quem é do Rio de Janeiro, saca logo o esquema miliciano da parada, não tava bom o clima, fomos embora.

Então partimos para a terceira função com o carro, fomos na extrangeria. Chegando lá, aquele sentimento de repartição pública mal cuidada do caralho, senhas, apitos, pessoas com cara de que estão esperando há 2 horas. Sentimento único que pelo que entendi, não é só brasileiro que sofre de burocracia brabíssima. Fomos atendidos e disappointed but not surprised, falaram que a gente tinha que pagar um boleto aqui e depois marcar pela internet um agendamento para retirarmos nosso documento de estrangeiro. Na minha cabeça era, pô, vou aqui do lado no banco pagar a parada, entro na internet pelo celular e já marco pra agora mesmo.

 
disa
 
Uma salva palmas para: Bárbara, deixa de ser trouxa. Por favorzinho. Primeiro que a parada só fica aberta até 13:30, os bancos todos também fecham até 14h. Depois rola um intervalo de um buraco negro de 4 horas com absolutamente tudo fechado, se chama siesta. Maravilhoso pra quem trabalha, pra quem tem treta pra resolver, é difícil, viu. Difícil.

 
[caption id="attachment_11111" align="aligncenter" width="571"]giphy AHAAHAHAHHAHAHAHAHAHAHA FAMO![/caption]  
Então sobrou pra gente fazer a quarta e última coisa com o carro: supermercado giga. Pelo spoiler da foto de capa, já podem imaginar qual foi o método de transporte que escolhemos e compramos no supermercado mesmo. Duas bicicletas lindas, hahaha.

 
[caption id="attachment_11104" align="aligncenter" width="700"]IMG_3415 Madiba adorou o meio de transporte, haha <3[/caption]  
Voltamos pra casa felizes com nossas escolhas. Prometo escrever semanalmente a partir de agora. Já estamos em Madrid, desculpem o spoiler! Ainda tem muita história pra contar, senta que lá vem a história!

Mais de Bárbara Gondar

Assista: The OA

Não sei vocês, mas eu já sou fã da Brit Marling faz alguns anos. Desde que vi Another Earth (2011) fiquei fascinada pela história, pela atuação e pela própria Brit (bff) quando descobri que tinha sido ela quem havia escrito o roteiro do filme (em conjunto com o Zal Batmanglij, também em The OA). Logo depois assisti The East (2013), também escrito por ela, e Sound of my Voice (2011).

Esse último foi o que eu menos gostei e, ainda assim, muitas coisas interessantes. Inclusive, muitas coisas relacionadas com The OA, muitas mesmo. Acho que ela também não deve ter ficado muito satisfeita com o final e quis elaborar mais a ideia (pretensiosa, eu? risos). Inclusive uma sequência de movimentos de saudação, tão ~ infantis quanto a construção dos Movimentos em The OA.

Segue o trailer, vejam o que vocês acham.

Quando soube que ela havia feito (escrito e produzido) uma série, fiquei super feliz, fazia anos que não ouvia o nome dela. Apesar de ter lido críticas contundentes vindas de amigos próximos, fui logo assistir.

Não esperava nada menos vindo dela. Continua a mesma linha de raciocínio de sempre, traz problematizações reais e fortes, assuntos sérios dentro de de um universo que é ao mesmo tempo fantástico e realista. Uma direção de arte maravilhosa, com uma ambientação muito natural, uma narrativa fluída, trilha sonora boa, é muito bem amarrado. #táamarrado

Pessoalmente achei a série um ode à excelente narrativa. Coisas maravilhosas que só a mágica do cinema pode nos trazer tão bem, inclusive eu acredito que The OA seja um filme de 8 horas, haha. A série pode ser contemplada de diferentes formas, de acordo com a expectativa e ideologia do espectador. Explico.

Caso você seja uma pessoa cética, a história é sobre uma superação de trauma e tudo o que pode discorrer dentro disso, histórias justificadas, personagens fictícios, muitos detalhes. Mas o melhor é que, durante toda a história, você pode fazer essa construção tranquilamente na sua cabeça e editar o que foi real e o que foi imaginário, sendo cético ou não. Até porque, o roteiro traz todas as peças para que isso aconteça, o psicólogo do FBI e a aceitação de Nina/Prairie/OA sobre suas deliberações, os livros embaixo da cama etc.

Trata também de pessoas acreditarem em fantasias e ilusões dependendo do seu estado de vulnerabilidade para suprir alguma necessidade. Ou seja, ter um apoio moral, psicológico e físico, um tipo de pertencimento e acolhimento.

Muito provavelmente, se você é uma dessas pessoas mais céticas, os movimentos trazidos e executados pelos personagens foram infantis e podem até ter beirado o ridículo, o que pode ter culminado na distração do atirador no final da série e permitiu que ele fosse desarmado.

O que eu acredito desse tipo de interpretação da narrativa é que a nossa vida segue essa mesma linha. Acredito que nós também fazemos movimentos ridículos, nossas rotinas, nossas manhas, nossos trabalhos, nossos relacionamentos, sexo, tudo é uma composição de movimentos que nos levam a outros lugares, coisas e sentimentos. Acredito também que todos nós em algum estado de vulnerabilidade nos abrimos para ser pertencidos, acolhidos, que seja por um grupo e/ou uma religião, e/ou tantas outras coisas mais. Por isso, acredito que essa série, mesmo que a pessoa seja muito cética, possa fazer alusões à narrativa do dia a dia, do mortal, do material com base no fantástico e continuar sendo boa.

Não é uma medida de saúde mental para ser bem ajustado em uma sociedade que está muito doente.

Caso você não seja uma pessoa cética, a série é o que ela realmente apresenta, a vivência de um trauma com uma base mística, com um aninhamento em algo agnóstico, apresentando uma experiência diferente de pós-morte para cada pessoa. Isso eu achei incrível. Uma representação feminina, com aparência indiana e falando árabe, um ser superior, a Kathun. Mas vai para muito além de algo místico-religioso, misturando uma maravilhosa ficção científica, falando sobre outras dimensões e de sentimentos de forma subjetiva e linda.

Fiquei apaixonada pela escolha de colocar pessoas com experiência de quase-morte com alguma capacidade de fazer algo com excelência, como a música, tocar algum instrumento, cantar com uma potência sentimental muito grande etc. Isso porque as artes, de alguma forma, nos tiram da nossa rotina maçante e nos colocam em algum estado alfa. Quem nunca se pegou viajando vendo alguma apresentação de dança ou música ou lendo um livro, uma poesia/poema, olhando um quadro? É difícil expressar esses sentimentos tão subjetivos e eu acredito que a série fez isso com maestria.

O mais interessante, na minha opinião, é que não interessa a forma que você tenha escolhido acreditar em como a história tenha se desdobrado porque, para a personagem principal, tudo aquilo foi verdade. Para os personagens secundários, pode ser que não além do aninhamento e pertencimento, mas ela viveu aquilo de forma intensa, assim como todos os outros. Inclusive, ela faz tudo para poder se reencontrar com o Homer, homem que também é mantido em cativeiro junto com ela e mais 4 pessoas. Nina/Prairie/OA mesma diz que não é o desfecho de um trauma, é o início de uma história.

A história apresenta realidades super pesadas: uma criança que sofreu um acidente e ficou cega, precisou imigrar para sobreviver, perdeu um pai, foi vendida pela tia, foi adotada por um casal e teve imensos problemas psicológicos, precisou tomar remédio a vida toda, foi sequestrada e mantida em cativeiro por 7 anos, tentou escapar, apanhou, voltou a enxergar. Depois de livre, não conseguiu se adaptar ao mundo real e foi contar sua história para pessoas extremamente vulneráveis, e tudo isso, todo esse concentrado de vida real, foi diluído em 8 episódios da forma mais linda possível. Ainda temos as histórias dos personagens secundários que lidam com suicídio (Jesse) e falecimento (DDA) de parentes próximos, transexualidade (BUCK), bullying (STEVE), pressão da sociedade por ser não-branco e precisar fazer tudo perfeito para tentar se igualar num privilégio branco (Alfonso) e o ataque à escola no final. São todos temas atuais que foram colocados de forma explícita e ao mesmo tempo muito bem colocados, naturalmente colocados.

oa-gif-episode-8-2

oa-gif-episode-8-1

oa-gif-episode-8-3

Sinceramente, não sei se espero ou não uma segunda temporada. Claro que, por causa do ~ capitalismo selvagem, tudo vai depender da aceitação do público. Mas como eu disse, já está tudo tão bem amarrado que seria muito difícil continuar a história com sua dubiedade por mais episódios. Mas boto fé na menina, vamos ver o que acontece. Pra finalizar, quero dizer que eu amei o final e chorei pra cacete, parece que eu saí da história por dois minutos e assisti a um espetáculo de dança, pra depois voltar à não-realidade, mas realidade da série. Como em outra dimensão, haha. Ah, claro, sua percepção do final fica inteiramente por sua conta dependendo de como você acredita ou não na sucessão dos fatos! E não é só sobre ser cético ou não, é a mistura de tudo e todas as suas variáveis. <3 ~ #migasualouca #doubleinception

Leia mais
saída do Brasil para a Espanha e todo o rolê que foi para viajar com minhas mascotas, agora vem a parte 3!

Opa, dois meses se passaram. Te dizer que foram meses muito intensos apesar da narrativa ainda estar na pacata vila (do chaves) de Presillas Bajas. Pois sim, vou continuar de onde paramos e aí a história vai encontrar a realidade em algum lugar do tempo-espaço, afinal, tempo é relativo, né não?

Estávamos eu e Ivan então buscando um carro barato pra poder sobreviver o inverno (the winter was already there e os John Snow não sabendo nada). Com o pouco de internet que tínhamos no nosso 3g – que pegava perto da montanha -, achamos um site que se assemelhava ao Craigs List, uma parada meio Mercado Livre mas sem muita credibilidade. Aquele medo de roubarem o rim ou qualquer coisa que se assemelhasse a isso. Mas eram ali onde se encontravam os carros mais baratos, fazer o quê?

Pois bem, era janeiro e tínhamos que ir à cidade fazer nosso documento de residentes. Tínhamos um visto no passaporte e ele tinha que ser validado na extrangería (nome do departamento que cuida das burocracias dos estrangeiros). Resolvemos então alugar um carro por uma semana pra poder fazer quatro importantíssimas coisas: supermercado giga, levar o Madiba pra renovar a vacina de raiva, procurar um carro e ir na extrangeria.

 

 
Com o carro em mãos, levamos o Madiba ao veterinário, ele foi vacinado contra raiva, tudo certo. Queríamos vacinar ele também contra Leishimaniosis que aqui na Espanha tem surto. Em Almería, que é a maior cidade perto de onde morávamos, 3 de 4 cachorros tinham a doença e ela passa pra humanos. Vou deixar o link aqui caso queiram saber mais. Mas infelizmente, ele só poderia começar o tratamento, passados 30 dias da vacina de raiva em seu sistema, então fomos pra próxima burô a se resolver.

Próximo passo, procurar carro. Localizamos uns 3 carros diferentes e em distâncias diferentes para dar uma olhada. O primeiro carro estava a uns 100km, mas a gente uniu o útil ao agradável e fomos visitando os arredores. Chegamos na cidade de Huércal-Overa e o rapaz pediu pra que a gente esperasse ele num posto de gasolina, acho que o medo de perder o rim era mútuo. Enfim, o carro era baratinho, uns 700 euros mas era véio, todo cagado, batido, sem documentação ok, ia ser aquele rolê. Beeeeeeijo.

 
Screen Shot 2016-06-24 at 18.57.49
 
No dia seguinte, e agora eu até posso dizer que dia era porque aqui na Espanha comemora-se Dia de Reis, aqui it’s a thing, sei lá, nunca nem tinha ouvido falar, não que eu me lembre. No Brasil é mais conhecido como, o dia em que a galera desarma a árvore de Natal. Foi o que me disseram, hahaha. Aqui é feriado, fecham as ruas, tem parada, representação dos reis magos chegando pra presentear baby-j e tudo mais.

Fomos numa cidadezinha bem pequena e de proletários que trabalham nos invernadeiros (grandes estufas que plantam tomates e utilizam imigrantes para o trabalho porque é desumano) chamada Campohermoso. Bem pertim de casa, uns 25km. Chegando lá, crashamo na festa de família no dia de reis dos irmãos que queriam nos vender o carro. Era massa o carro, mas muito antigo, de 98, tava inteirão mas cara, era super duro pra dirigir, agradecemos a visita e fomos embora.

 

 

Fomos em um terceiro lugar ver carro. Era na própria cidade de Almería e a informação que a gente tinha era: tem um estacionamento perto do hospital Torrecárdenas (cara, tem palavra mais espanhola? fala isso com voz grossa, hahaha). Procuramos, perguntamos, achamos. Chegamos lá, olhamos os carros, anotamos uns números, ligamos, mas tinha um cara lá num mini conversível, tomando cerveja com o ~ brother ~ e cara, pra quem é do Rio de Janeiro, saca logo o esquema miliciano da parada, não tava bom o clima, fomos embora.

Então partimos para a terceira função com o carro, fomos na extrangeria. Chegando lá, aquele sentimento de repartição pública mal cuidada do caralho, senhas, apitos, pessoas com cara de que estão esperando há 2 horas. Sentimento único que pelo que entendi, não é só brasileiro que sofre de burocracia brabíssima. Fomos atendidos e disappointed but not surprised, falaram que a gente tinha que pagar um boleto aqui e depois marcar pela internet um agendamento para retirarmos nosso documento de estrangeiro. Na minha cabeça era, pô, vou aqui do lado no banco pagar a parada, entro na internet pelo celular e já marco pra agora mesmo.

 
disa
 
Uma salva palmas para: Bárbara, deixa de ser trouxa. Por favorzinho. Primeiro que a parada só fica aberta até 13:30, os bancos todos também fecham até 14h. Depois rola um intervalo de um buraco negro de 4 horas com absolutamente tudo fechado, se chama siesta. Maravilhoso pra quem trabalha, pra quem tem treta pra resolver, é difícil, viu. Difícil.

 

 
Então sobrou pra gente fazer a quarta e última coisa com o carro: supermercado giga. Pelo spoiler da foto de capa, já podem imaginar qual foi o método de transporte que escolhemos e compramos no supermercado mesmo. Duas bicicletas lindas, hahaha.

 

 
Voltamos pra casa felizes com nossas escolhas. Prometo escrever semanalmente a partir de agora. Já estamos em Madrid, desculpem o spoiler! Ainda tem muita história pra contar, senta que lá vem a história!

" />