Cecile Emeke é uma cineasta e poeta jamaicana-britânica de 23 anos que faz vídeos sensacionais sobre a vida de jovens negras e negros no Reino Unido. Sua produção traz um retrato super sincero de uma juventude que é quase sempre mal representada.
O tumblr da Cecile é uma das coisas mais legais que eu descobri nos últimos tempos! Foi nele que eu vi o poema “Origin” e comecei a acompanhar o trabalho dela. A Cecile se interessa pela narrativa da diáspora africana, com foco especial na experiência da mulher negra. Uma das coisas que torna tudo mais legal é que a Cecile tem um olhar bem pessoal, então seus vídeos acabam abordando várias camadas da identidade negra. Toda vez que ela posta alguma coisa no canal dela no YouTube, eu corro pra ver.
Strolling/Flâner
Strolling é uma série de entrevistas com jovens negras e negros de Londres. Flâner é o mesmo conceito, mas com vídeos gravados na França. Enquanto andam pelas ruas de suas respectivas cidades, os entrevistados falam de tudo, desde identidade, afrofuturismo e colorismo, até Palestina e gentrificação.
Apesar de abordar temas densos, os vídeos são simples, têm uma trilha sonora bem legal e são construídos de uma forma linda (acho que tudo que ela faz fica lindo porque a Cecile é poeta). As opiniões apresentadas nem sempre são consensuais, mas a proposta da Cecile é justamente fomentar discussão: ela descreve o projeto como uma plataforma para diálogo honesto e aberto dentro do contexto da diáspora negra global.
Sendo uma mulher negra morando em uma cidade gigante, é inevitável reconhecer um pouquinho de mim em cada um dos depoimentos. Abaixo, um dos episódios de Flâner, onde as entrevistadas falam sobre a cultura negra na França, estereótipos relacionados às mulheres negras no país e a importância da amizade entre mulheres:
Fake Deep
Neste curta, 6 atrizes negras (e talentosíssimas) interpretam um poema escrito pela Cecile, sobre os aspectos sutis e benevolentes da misoginia a qual as mulheres negras estão submetidas. Em Fake Deep, a Cecile consegue verbalizar, com muita precisão, coisas que eu sempre senti, mas que nem sempre soube articular.
Ackee & Saltfish
Ackee & Saltfish começou como um curta-metragem, mas rapidamente se expandiu para uma websérie, e retrata a vida de duas melhores amigas: Rachel e Olivia. Se você gosta do tipo de humor de Broad City (essa coisa maravilhosa que também começou como uma websérie), você vai amar Ackee & Saltfish. Os diálogos são rápidos, engraçados e, acima de tudo, parecem reais e palpáveis. A Rachel e a Olivia são interpretadas por Vanessa Babirye e Michelle Tiwo, que são hilárias.
O primeiro episódio da série é um dos meus preferidos e chama “The Lauryn Hill Tickets”:
Em Ackee & Saltfish vemos mulheres negras sendo representadas para além das identidades que geralmente são impostas em filmes e séries. Na produção de Cecile, a mulher negra não é só a “melhor amiga engraçada da protagonista branca”, a barraqueira, a empregada. Sob o olhar de Cecile, mulheres negras são pessoas completas e não apenas acessórios para incrementar a trama.
Se você quer conhecer o trabalho da Cecile melhor, lê essa entrevista dela no New York Times, segue ela no Facebook e no Tumblr.
Cecile Emeke é uma cineasta e poeta jamaicana-britânica de 23 anos que faz vídeos sensacionais sobre a vida de jovens negras e negros no Reino Unido. Sua produção traz um retrato super sincero de uma juventude que é quase sempre mal representada.
O tumblr da Cecile é uma das coisas mais legais que eu descobri nos últimos tempos! Foi nele que eu vi o poema “Origin” e comecei a acompanhar o trabalho dela. A Cecile se interessa pela narrativa da diáspora africana, com foco especial na experiência da mulher negra. Uma das coisas que torna tudo mais legal é que a Cecile tem um olhar bem pessoal, então seus vídeos acabam abordando várias camadas da identidade negra. Toda vez que ela posta alguma coisa no canal dela no YouTube, eu corro pra ver.
Strolling/Flâner
Strolling é uma série de entrevistas com jovens negras e negros de Londres. Flâner é o mesmo conceito, mas com vídeos gravados na França. Enquanto andam pelas ruas de suas respectivas cidades, os entrevistados falam de tudo, desde identidade, afrofuturismo e colorismo, até Palestina e gentrificação.
Apesar de abordar temas densos, os vídeos são simples, têm uma trilha sonora bem legal e são construídos de uma forma linda (acho que tudo que ela faz fica lindo porque a Cecile é poeta). As opiniões apresentadas nem sempre são consensuais, mas a proposta da Cecile é justamente fomentar discussão: ela descreve o projeto como uma plataforma para diálogo honesto e aberto dentro do contexto da diáspora negra global.
Sendo uma mulher negra morando em uma cidade gigante, é inevitável reconhecer um pouquinho de mim em cada um dos depoimentos. Abaixo, um dos episódios de Flâner, onde as entrevistadas falam sobre a cultura negra na França, estereótipos relacionados às mulheres negras no país e a importância da amizade entre mulheres:
Fake Deep
Neste curta, 6 atrizes negras (e talentosíssimas) interpretam um poema escrito pela Cecile, sobre os aspectos sutis e benevolentes da misoginia a qual as mulheres negras estão submetidas. Em Fake Deep, a Cecile consegue verbalizar, com muita precisão, coisas que eu sempre senti, mas que nem sempre soube articular.
Ackee & Saltfish
Ackee & Saltfish começou como um curta-metragem, mas rapidamente se expandiu para uma websérie, e retrata a vida de duas melhores amigas: Rachel e Olivia. Se você gosta do tipo de humor de Broad City (essa coisa maravilhosa que também começou como uma websérie), você vai amar Ackee & Saltfish. Os diálogos são rápidos, engraçados e, acima de tudo, parecem reais e palpáveis. A Rachel e a Olivia são interpretadas por Vanessa Babirye e Michelle Tiwo, que são hilárias.
O primeiro episódio da série é um dos meus preferidos e chama “The Lauryn Hill Tickets”:
Em Ackee & Saltfish vemos mulheres negras sendo representadas para além das identidades que geralmente são impostas em filmes e séries. Na produção de Cecile, a mulher negra não é só a “melhor amiga engraçada da protagonista branca”, a barraqueira, a empregada. Sob o olhar de Cecile, mulheres negras são pessoas completas e não apenas acessórios para incrementar a trama.
Se você quer conhecer o trabalho da Cecile melhor, lê essa entrevista dela no New York Times, segue ela no Facebook e no Tumblr.
Cecile Emeke é uma cineasta e poeta jamaicana-britânica de 23 anos que faz vídeos sensacionais sobre a vida de jovens negras e negros no Reino Unido. Sua produção traz um retrato super sincero de uma juventude que é quase sempre mal representada.
O tumblr da Cecile é uma das coisas mais legais que eu descobri nos últimos tempos! Foi nele que eu vi o poema “Origin” e comecei a acompanhar o trabalho dela. A Cecile se interessa pela narrativa da diáspora africana, com foco especial na experiência da mulher negra. Uma das coisas que torna tudo mais legal é que a Cecile tem um olhar bem pessoal, então seus vídeos acabam abordando várias camadas da identidade negra. Toda vez que ela posta alguma coisa no canal dela no YouTube, eu corro pra ver.
Strolling/Flâner
Strolling é uma série de entrevistas com jovens negras e negros de Londres. Flâner é o mesmo conceito, mas com vídeos gravados na França. Enquanto andam pelas ruas de suas respectivas cidades, os entrevistados falam de tudo, desde identidade, afrofuturismo e colorismo, até Palestina e gentrificação.
Apesar de abordar temas densos, os vídeos são simples, têm uma trilha sonora bem legal e são construídos de uma forma linda (acho que tudo que ela faz fica lindo porque a Cecile é poeta). As opiniões apresentadas nem sempre são consensuais, mas a proposta da Cecile é justamente fomentar discussão: ela descreve o projeto como uma plataforma para diálogo honesto e aberto dentro do contexto da diáspora negra global.
Sendo uma mulher negra morando em uma cidade gigante, é inevitável reconhecer um pouquinho de mim em cada um dos depoimentos. Abaixo, um dos episódios de Flâner, onde as entrevistadas falam sobre a cultura negra na França, estereótipos relacionados às mulheres negras no país e a importância da amizade entre mulheres:
Fake Deep
Neste curta, 6 atrizes negras (e talentosíssimas) interpretam um poema escrito pela Cecile, sobre os aspectos sutis e benevolentes da misoginia a qual as mulheres negras estão submetidas. Em Fake Deep, a Cecile consegue verbalizar, com muita precisão, coisas que eu sempre senti, mas que nem sempre soube articular.
Ackee & Saltfish
Ackee & Saltfish começou como um curta-metragem, mas rapidamente se expandiu para uma websérie, e retrata a vida de duas melhores amigas: Rachel e Olivia. Se você gosta do tipo de humor de Broad City (essa coisa maravilhosa que também começou como uma websérie), você vai amar Ackee & Saltfish. Os diálogos são rápidos, engraçados e, acima de tudo, parecem reais e palpáveis. A Rachel e a Olivia são interpretadas por Vanessa Babirye e Michelle Tiwo, que são hilárias.
O primeiro episódio da série é um dos meus preferidos e chama “The Lauryn Hill Tickets”:
Em Ackee & Saltfish vemos mulheres negras sendo representadas para além das identidades que geralmente são impostas em filmes e séries. Na produção de Cecile, a mulher negra não é só a “melhor amiga engraçada da protagonista branca”, a barraqueira, a empregada. Sob o olhar de Cecile, mulheres negras são pessoas completas e não apenas acessórios para incrementar a trama.
Se você quer conhecer o trabalho da Cecile melhor, lê essa entrevista dela no New York Times, segue ela no Facebook e no Tumblr.
Joy Buolamwini é uma estudante de pós-graduação no MIT (o Massachusetts Institute of Technology, uma das instituições de ensino superior mais respeitadas dos EUA). O currículo dessa mina é surreal: antes de entrar no MIT, ela se formou em Ciências da Computação no Georgia Institute of Technology e tem mestrado em Aprendizado e Tecnologia na Universidade de Oxford.
Parte de seu trabalho como pesquisadora no MIT consiste em explorar a ligação entre tecnologia de impacto social e inclusão. Nesse sentido, a Joy lidera a Algorithmic Justice League (Liga da Justiça Algorítmica), uma iniciativa para combater os preconceitos existentes nos algoritmos que regem as tecnologias que usamos.
No TEDTalk abaixo a Joy fala sobre como passou a se interessar por esse tema:
Lá no MIT, ela tem a oportunidade de trabalhar vários projetos bizarros, incluindo o Espelho de Desejar,um projeto que ela criou para poder projetar máscaras digitais fantásticas para o seu reflexo. Para construir o sistema do espelho, ela usou um software genérico de reconhecimento facial,mas logo descobriu que era difícil testá-lo a menos que ela usasse uma máscara branca. Ou seja, o software de reconhecimento facial não estava preparado para reconhecer pessoas negras, só pessoas brancas. Segundo a Joy, isso é bem problemático: “o preconceito algorítmico, como o preconceito humano, resulta da injustiça.Porém, os algoritmos, tal como os vírus,podem espalhar preconceitos numa grande escalanum ritmo rápido.O preconceito em algoritmos também pode levar a experiências de exclusãoe a práticas discriminatórias.”
Esse tipo de desvio na tecnologia é criado da seguinte forma: cientistas criam um grupo de formação com exemplos de rostos. As pessoas que participam do estudo vão determinando o que é um rosto e não é. Contudo, se os grupos de formação não forem diversificados,qualquer rosto que se desvie da norma estabelecidaserá difícil de detectar.E foi isso que aconteceu com a Joy: as máquinas não foram ensinadas a ler rostos negros, só tinham visto exemplos de rostos brancos.
O ponto é que o preconceito algorítmico pode ser bem escroto e discriminatório, como explica Joy: “Nos meus exemplos com os robôs sociais que foi como eu descobri a exclusão com o preconceito algorítmico. Mas o preconceito algorítmico também pode levar a práticas discriminatórias. Nos Estados Unidos da América, os departamentos da polícia começam a usar o software de reconhecimento facial no seu arsenal de luta contra o crime. A Faculdade de Direito de Georgetown publicou um relatório mostrando que um em dois adultos, nos EUA — ou seja, 117 milhões de pessoas — têm os rostos em redes de reconhecimento facial. Os departamentos da polícia podem procurar nessas redes não regulamentadas, usando algoritmos que não foram auditados quanto ao seu rigor”.
A boa notícia é que esse cenário pode mudar com a criação de grupos de pesquisa mais diversos. “Há a oportunidade de criar grupos de formação com um espetro completoque reflitam um retrato mais rico da humanidade“, diz Joy. O documentário da Joy, o Coded Gaze: Unmasking Algorithmic Bias (algo como “o olhar codificado: desmascarando o preconceito algorítmico”) foi lançado no Museu de Belas Artes de Boston. O documentário mostra como a falta de diversidade na tecnologia levou à construção de algoritmos falhos e preconceituosos.
No começo deste ano, a Joy foi ganhadora do prêmio Search for Hidden Figures. Nesse link aqui ela fala um pouco mais sobre isso e no vídeo abaixo dá pra aprender um pouco sobre a trajetória dela:
Em uma entrevista para a BBC, a Joy conta que espera que a situação comece a melhorar, conforme as pessoas tomem consciência dos potenciais problemas decorrentes do preconceito algorítmico. “Qualquer tecnologia que criamos reflete tanto nossas aspirações quanto nossas limitações”, diz Joy, “se formos limitados na hora de pensar inclusão, isso vai ser refletido e incorporadona tecnologia que criamos”.
Segue a Joy no Twitter pra acompanhar os projetos dela!
Cecile Emeke é uma cineasta e poeta jamaicana-britânica de 23 anos que faz vídeos sensacionais sobre a vida de jovens negras e negros no Reino Unido. Sua produção traz um retrato super sincero de uma juventude que é quase sempre mal representada.
O tumblr da Cecile é uma das coisas mais legais que eu descobri nos últimos tempos! Foi nele que eu vi o poema “Origin” e comecei a acompanhar o trabalho dela. A Cecile se interessa pela narrativa da diáspora africana, com foco especial na experiência da mulher negra. Uma das coisas que torna tudo mais legal é que a Cecile tem um olhar bem pessoal, então seus vídeos acabam abordando várias camadas da identidade negra. Toda vez que ela posta alguma coisa no canal dela no YouTube, eu corro pra ver.
Strolling/Flâner
Strolling é uma série de entrevistas com jovens negras e negros de Londres. Flâner é o mesmo conceito, mas com vídeos gravados na França. Enquanto andam pelas ruas de suas respectivas cidades, os entrevistados falam de tudo, desde identidade, afrofuturismo e colorismo, até Palestina e gentrificação.
Apesar de abordar temas densos, os vídeos são simples, têm uma trilha sonora bem legal e são construídos de uma forma linda (acho que tudo que ela faz fica lindo porque a Cecile é poeta). As opiniões apresentadas nem sempre são consensuais, mas a proposta da Cecile é justamente fomentar discussão: ela descreve o projeto como uma plataforma para diálogo honesto e aberto dentro do contexto da diáspora negra global.
Sendo uma mulher negra morando em uma cidade gigante, é inevitável reconhecer um pouquinho de mim em cada um dos depoimentos. Abaixo, um dos episódios de Flâner, onde as entrevistadas falam sobre a cultura negra na França, estereótipos relacionados às mulheres negras no país e a importância da amizade entre mulheres:
Fake Deep
Neste curta, 6 atrizes negras (e talentosíssimas) interpretam um poema escrito pela Cecile, sobre os aspectos sutis e benevolentes da misoginia a qual as mulheres negras estão submetidas. Em Fake Deep, a Cecile consegue verbalizar, com muita precisão, coisas que eu sempre senti, mas que nem sempre soube articular.
Ackee & Saltfish
Ackee & Saltfish começou como um curta-metragem, mas rapidamente se expandiu para uma websérie, e retrata a vida de duas melhores amigas: Rachel e Olivia. Se você gosta do tipo de humor de Broad City (essa coisa maravilhosa que também começou como uma websérie), você vai amar Ackee & Saltfish. Os diálogos são rápidos, engraçados e, acima de tudo, parecem reais e palpáveis. A Rachel e a Olivia são interpretadas por Vanessa Babirye e Michelle Tiwo, que são hilárias.
O primeiro episódio da série é um dos meus preferidos e chama “The Lauryn Hill Tickets”:
Em Ackee & Saltfish vemos mulheres negras sendo representadas para além das identidades que geralmente são impostas em filmes e séries. Na produção de Cecile, a mulher negra não é só a “melhor amiga engraçada da protagonista branca”, a barraqueira, a empregada. Sob o olhar de Cecile, mulheres negras são pessoas completas e não apenas acessórios para incrementar a trama.
Se você quer conhecer o trabalho da Cecile melhor, lê essa entrevista dela no New York Times, segue ela no Facebook e no Tumblr.