Saatchi Gallery tem mostra só de mulheres

Champagne Life (2014) Julie Wachtel/Saatchi Gallery

Essa dica é para as amigas que moram em Londres. Do dia 13 de janeiro ao dia 6 de março, a Saatchi Gallery exibe sua primeira exposição só de mulheres artistas, intitulada “Champagne Life”. A mostra reúne o trabalho de 14 artistas emergentes de todo o mundo.

São elas: Mequitta Ahuja, Marie Angeletti, Julia Dault, Sigrid Holmwood, Maha Malluh, Seung Ah Paik, Soheila Sokhanvari, Julia Wachtel, Stephanie Quayle, Suzanne McClelland, Virgile Ittah, Mia Feuer, Jelena Bulajic e Alice Anderson.

O nome da exposição da Saatchi Gallery foi tirado da obra da artista americana Julia Wachtel. Sua peça “Champagne Life” é uma imagem do casal Kim Kardashian e Kanye West justaposta ao lado de uma Minnie Mouse azul-celeste.

Nigel Hurst, chefe da galeria, de uma entrevista ao “Guardian” em que diz que

em termos de números de mulheres artistas que estão tendo seus trabalhos expostos, ainda há um teto de vidro que tem de ser resolvido

Dá para ler mais sobre essa entrevista clicando aqui.

A discrepância é extrema e muito visível, diz Hurst. Por exemplo, o preço mais alto pago em leilão por uma obra de uma artista viva do sexo feminino é de US$ 7,1 milhões para uma pintura da japonesa Yayoi Kusama; o mais alto pela obra de um homem é de US$ 58,4 milhões para uma escultura de Jeff Koons. Quando o grupo East London Fawcett pesquisou 134 galerias comerciais de Londres, em 2013, constatou que apenas 31% dos artistas representados eram mulheres.

Segundo o site da revista “Dazed”, estatísticas básicas como estas mostram que o protesto do grupo feminista anônimo, Guerrilla Girls, que dedicou os últimos 30 anos a lutar contra o sexismo e o racismo no mundo da arte, ainda é muito relevante.

Veja mais algumas obras:

[caption id="attachment_8363" align="aligncenter" width="700"]Soheila Sokhanvari/Saatchi Gallery Soheila Sokhanvari/Saatchi Gallery[/caption] [caption id="attachment_8364" align="aligncenter" width="664"]Mequitta Ahuja/Saatchi Gallery Mequitta Ahuja/Saatchi Gallery[/caption] [caption id="attachment_8365" align="aligncenter" width="700"]Stephanie Quayle/Saatchi Gallery Stephanie Quayle/Saatchi Gallery[/caption]
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Amo/sou: Leah Goren, artista de NY

Leah Goren é uma ilustradora nova-iorquina cujos padrões de desenhos são pessoas, flores, formas geométricas, animais… Suas cores são suaves e fazem com que as imagens pareçam estar flutuando mesmo na paisagem.

Guache é o favorito dela, mas ela também usa tinta ou aquarela em alguns trabalhos. Ela faz principalmente encomendas para marcas e veículos de comunicação, mas também tem uma lojinha, que eu não tenho certeza se entrega no Brasil (a da Etsy entregava, mas acredito que ela não venda mais por lá)!

As artistas influentes para Leah são Niki de Saint PhalleSonia DelaunayCelia Birtwell, e Vera Neumann.

Ela fez essa capa da Frankie

Ela faz estampas de roupas

Ela faz zines

Ela faz cerâmica

Ela tem um livro sobre amizade

Conheça mais o trabalho de Leah Goren em:

Site // Tumblr // Twitter // Instagram // Shop

Leia mais
Saatchi Gallery exibe sua primeira exposição só de mulheres artistas, intitulada “Champagne Life”. A mostra reúne o trabalho de 14 artistas emergentes de todo o mundo.

São elas: Mequitta Ahuja, Marie Angeletti, Julia Dault, Sigrid Holmwood, Maha Malluh, Seung Ah Paik, Soheila Sokhanvari, Julia Wachtel, Stephanie Quayle, Suzanne McClelland, Virgile Ittah, Mia Feuer, Jelena Bulajic e Alice Anderson.

O nome da exposição da Saatchi Gallery foi tirado da obra da artista americana Julia Wachtel. Sua peça “Champagne Life” é uma imagem do casal Kim Kardashian e Kanye West justaposta ao lado de uma Minnie Mouse azul-celeste.

Nigel Hurst, chefe da galeria, de uma entrevista ao “Guardian” em que diz que

em termos de números de mulheres artistas que estão tendo seus trabalhos expostos, ainda há um teto de vidro que tem de ser resolvido

Dá para ler mais sobre essa entrevista clicando aqui.

A discrepância é extrema e muito visível, diz Hurst. Por exemplo, o preço mais alto pago em leilão por uma obra de uma artista viva do sexo feminino é de US$ 7,1 milhões para uma pintura da japonesa Yayoi Kusama; o mais alto pela obra de um homem é de US$ 58,4 milhões para uma escultura de Jeff Koons. Quando o grupo East London Fawcett pesquisou 134 galerias comerciais de Londres, em 2013, constatou que apenas 31% dos artistas representados eram mulheres.

Segundo o site da revista “Dazed”, estatísticas básicas como estas mostram que o protesto do grupo feminista anônimo, Guerrilla Girls, que dedicou os últimos 30 anos a lutar contra o sexismo e o racismo no mundo da arte, ainda é muito relevante.

Veja mais algumas obras:

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