Para iniciar esse ano, vamos fazer uma breve retrospectiva dos melhores filmes e séries que vimos em 2015:
// LIVRE
A trama é autobiográfica: Cheryl Strayed teve uma infância relativamente difícil e sofre com a morte prematura de sua mãe por causa de um câncer. Depois de alguns anos lidando com esse sentimento, decide fazer a trilha Pacific Crest Trail como um ato simbólico de ressurreição e empoderamento pessoal. A atuação de Reese está arrebatadora. Não é à toa que foi indicada em mais de 15 prêmios diferentes. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// GAROTAS
Karidja Touré, de 21 anos, interpreta Marieme, uma garota de 16 que mora na periferia de Paris com os irmãos e a mãe que mal fica em casa por conta do trabalho de faxineira. O pai nem aparece na história. O irmão mais velho é violento e a agride por qualquer motivo. Ao saber que não conseguirá ingressar no curso técnico por causa das notas baixas, ela fica puta da vida e é aí que ela conhece Lady (Assa Sylla), Adiatou (Lindsay Karamoh) e Fily (Mariétou Touré). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// OLMO E A GAIVOTA
Uma mistura de documentário e ficção, o filme conta a história de uma atriz que descobre a gravidez quando está prestes a entrar em cartaz com o espetáculo “A Gaivota”, de Tchekov. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// WHAT HAPPENED, MISS SIMONE?
O documentário se propõe a contar todos os fatos da vida da cantora de blues Nina Simone, começando com suas aulas de piano na infância, até como teve que se reerguer para terminar sua carreira de forma digna nos seus últimos anos de vida. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// EX MACHINA
Uma vez feminista, não tive como não imprimir uma crítica à misoginia que existe no cenário atual e no filme. Seguida de uma bela duma misandria muito bem aplicada. O filme é incrível por diversos pontos, vou por partes. Vou contar o mote entre um tópico e outro e já deixo avisado, pode conter spoilers, especialmente a partir do tópico ~ Google, Facebook, Dados. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA
Charlize Theron brilhou no papel de Furiosa, a personagem mais importante a lutar ao lado de Max. Ela rouba a cena ao tentar salvar as mulheres feitas escravas por Immortan Joe para que todas sejam livres em outro lugar.
// DEAR WHITE PEOPLE
Porque Selma recebeu indicações ao Oscar (poucas, menos do que merecia), e “Dear White People” foi completamente ignorado pela academia? Não seria por falta de qualidade técnica, pois a fotografia do filme é boa, a edição muito bem alinhada, roteiro bem amarrado e bom ritmo de trama, além de apresentar boas atuações de seus protagonistas. Além disso, ambos os títulos falam de questões sociais, militância negra e representatividade. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// VICTORIA
O filme todo foi feito em apenas UM TAKE. O filme levou duas horas e meia sem intervalos para os atores, diretor ou equipe técnica. Antes de assisti-lo, não conseguia imaginar como isso seria possível, mas é realmente assim: tudo acontece em sequência e parece muito real (claro que tudo foi filmado em um bairro só de Berlim). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// PARCEIRAS ETERNAS
É um filme dirigido por Susanna Fogel sobre amizade nesse período estranho em que não somos mais jovens, mas também não temos a estabilidade que esperamos dos adultos (porque, na verdade, estamos à beira de descobrir que essa é a maior mentira desde o Papai Noel). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// QUE HORAS ELA VOLTA?
O filme conta a história da empregada doméstica Val (Casé), que se muda para São Paulo, deixando sua filha pequena Jéssica (Márdila) em Pernambuco, para trabalhar na casa de uma família classe média-alta. Anos depois, Jéssica decide vir morar na capital paulista com a mãe porque sonha em passar no vestibular da FAU-USP. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// THE UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT
A série lida com problemas reais fazendo críticas extremamente pungentes em um humor político e necessário. Há recorte de classe e raça o tempo inteiro e críticas acerca do machismo, xenofobia, mídia sensacionalista, classe alta estadunidense e o poder do homem branco que não é questionado em absolutamente nada e em momento algum, são de uma sensibilidade única. O espectador é bombardeado com piadas irônicas acerca da temática minorias e isso é sem dúvida o que as feministas estavam esperando há algum tempo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// ORPHAN BLACK
Sarah é uma mulher que está ali nos seus vinte e tantos anos e a vida não tem sido muito gentil com ela (quem sempre?). Ela tem uma filha que não vê há quase um ano, se envolveu com um cara errado, está sempre sem grana fazendo bicos ilegais, mas quer consertar tudo isso para poder criar a filha a qualquer custo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// BROAD CITY
Criada por Ilana Glazer e Abbi Jacobson, que interpretam elas mesmas, a série conta as aventuras e desventuras de duas melhores amigas em seus 20 e poucos anos morando em Nova York, sem grana, cheias de problemas, mas sempre juntas e felizes. A série é apadrinhada pela nossa queridíssima ninja feminista Amy Poehler. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// HOW TO GET AWAY WITH MURDER
Experiente, Viola Davis só vive agora, aos 49 anos, a sua primeira protagonista, e o faz com maestria: Annalise Keating é uma mulher negra americana, advogada e professora de Direito Penal. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// JESSICA JONES
A série é ótima como entretenimento: tem uma história atrativa e bem construída, uma protagonista que conquista apesar de não ser “certinha”, ritmo ágil. Mas sua relevância vai além do mundo televisivo. Sem ser didática e apelar para clichês, ela traz à luz um tema necessário que pouco foi abordado na TV, no caso dos abusos psicológicos, e retrata de forma humana o estupro, que vira e mexe é usado como mero recurso para chocar, sem acrescentar em nada à trajetória da personagem. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
Feliz Ano Novo, ovelhitas!
Esperamos que 2016 seja maravilhoso para todas!
Para iniciar esse ano, vamos fazer uma breve retrospectiva dos melhores filmes e séries que vimos em 2015:
// LIVRE
A trama é autobiográfica: Cheryl Strayed teve uma infância relativamente difícil e sofre com a morte prematura de sua mãe por causa de um câncer. Depois de alguns anos lidando com esse sentimento, decide fazer a trilha Pacific Crest Trail como um ato simbólico de ressurreição e empoderamento pessoal. A atuação de Reese está arrebatadora. Não é à toa que foi indicada em mais de 15 prêmios diferentes. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// GAROTAS
Karidja Touré, de 21 anos, interpreta Marieme, uma garota de 16 que mora na periferia de Paris com os irmãos e a mãe que mal fica em casa por conta do trabalho de faxineira. O pai nem aparece na história. O irmão mais velho é violento e a agride por qualquer motivo. Ao saber que não conseguirá ingressar no curso técnico por causa das notas baixas, ela fica puta da vida e é aí que ela conhece Lady (Assa Sylla), Adiatou (Lindsay Karamoh) e Fily (Mariétou Touré). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// OLMO E A GAIVOTA
Uma mistura de documentário e ficção, o filme conta a história de uma atriz que descobre a gravidez quando está prestes a entrar em cartaz com o espetáculo “A Gaivota”, de Tchekov. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// WHAT HAPPENED, MISS SIMONE?
O documentário se propõe a contar todos os fatos da vida da cantora de blues Nina Simone, começando com suas aulas de piano na infância, até como teve que se reerguer para terminar sua carreira de forma digna nos seus últimos anos de vida. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// EX MACHINA
Uma vez feminista, não tive como não imprimir uma crítica à misoginia que existe no cenário atual e no filme. Seguida de uma bela duma misandria muito bem aplicada. O filme é incrível por diversos pontos, vou por partes. Vou contar o mote entre um tópico e outro e já deixo avisado, pode conter spoilers, especialmente a partir do tópico ~ Google, Facebook, Dados. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA
Charlize Theron brilhou no papel de Furiosa, a personagem mais importante a lutar ao lado de Max. Ela rouba a cena ao tentar salvar as mulheres feitas escravas por Immortan Joe para que todas sejam livres em outro lugar.
// DEAR WHITE PEOPLE
Porque Selma recebeu indicações ao Oscar (poucas, menos do que merecia), e “Dear White People” foi completamente ignorado pela academia? Não seria por falta de qualidade técnica, pois a fotografia do filme é boa, a edição muito bem alinhada, roteiro bem amarrado e bom ritmo de trama, além de apresentar boas atuações de seus protagonistas. Além disso, ambos os títulos falam de questões sociais, militância negra e representatividade. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// VICTORIA
O filme todo foi feito em apenas UM TAKE. O filme levou duas horas e meia sem intervalos para os atores, diretor ou equipe técnica. Antes de assisti-lo, não conseguia imaginar como isso seria possível, mas é realmente assim: tudo acontece em sequência e parece muito real (claro que tudo foi filmado em um bairro só de Berlim). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// PARCEIRAS ETERNAS
É um filme dirigido por Susanna Fogel sobre amizade nesse período estranho em que não somos mais jovens, mas também não temos a estabilidade que esperamos dos adultos (porque, na verdade, estamos à beira de descobrir que essa é a maior mentira desde o Papai Noel). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// QUE HORAS ELA VOLTA?
O filme conta a história da empregada doméstica Val (Casé), que se muda para São Paulo, deixando sua filha pequena Jéssica (Márdila) em Pernambuco, para trabalhar na casa de uma família classe média-alta. Anos depois, Jéssica decide vir morar na capital paulista com a mãe porque sonha em passar no vestibular da FAU-USP. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// THE UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT
A série lida com problemas reais fazendo críticas extremamente pungentes em um humor político e necessário. Há recorte de classe e raça o tempo inteiro e críticas acerca do machismo, xenofobia, mídia sensacionalista, classe alta estadunidense e o poder do homem branco que não é questionado em absolutamente nada e em momento algum, são de uma sensibilidade única. O espectador é bombardeado com piadas irônicas acerca da temática minorias e isso é sem dúvida o que as feministas estavam esperando há algum tempo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// ORPHAN BLACK
Sarah é uma mulher que está ali nos seus vinte e tantos anos e a vida não tem sido muito gentil com ela (quem sempre?). Ela tem uma filha que não vê há quase um ano, se envolveu com um cara errado, está sempre sem grana fazendo bicos ilegais, mas quer consertar tudo isso para poder criar a filha a qualquer custo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// BROAD CITY
Criada por Ilana Glazer e Abbi Jacobson, que interpretam elas mesmas, a série conta as aventuras e desventuras de duas melhores amigas em seus 20 e poucos anos morando em Nova York, sem grana, cheias de problemas, mas sempre juntas e felizes. A série é apadrinhada pela nossa queridíssima ninja feminista Amy Poehler. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// HOW TO GET AWAY WITH MURDER
Experiente, Viola Davis só vive agora, aos 49 anos, a sua primeira protagonista, e o faz com maestria: Annalise Keating é uma mulher negra americana, advogada e professora de Direito Penal. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// JESSICA JONES
A série é ótima como entretenimento: tem uma história atrativa e bem construída, uma protagonista que conquista apesar de não ser “certinha”, ritmo ágil. Mas sua relevância vai além do mundo televisivo. Sem ser didática e apelar para clichês, ela traz à luz um tema necessário que pouco foi abordado na TV, no caso dos abusos psicológicos, e retrata de forma humana o estupro, que vira e mexe é usado como mero recurso para chocar, sem acrescentar em nada à trajetória da personagem. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
Para iniciar esse ano, vamos fazer uma breve retrospectiva dos melhores filmes e séries que vimos em 2015:
// LIVRE
A trama é autobiográfica: Cheryl Strayed teve uma infância relativamente difícil e sofre com a morte prematura de sua mãe por causa de um câncer. Depois de alguns anos lidando com esse sentimento, decide fazer a trilha Pacific Crest Trail como um ato simbólico de ressurreição e empoderamento pessoal. A atuação de Reese está arrebatadora. Não é à toa que foi indicada em mais de 15 prêmios diferentes. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// GAROTAS
Karidja Touré, de 21 anos, interpreta Marieme, uma garota de 16 que mora na periferia de Paris com os irmãos e a mãe que mal fica em casa por conta do trabalho de faxineira. O pai nem aparece na história. O irmão mais velho é violento e a agride por qualquer motivo. Ao saber que não conseguirá ingressar no curso técnico por causa das notas baixas, ela fica puta da vida e é aí que ela conhece Lady (Assa Sylla), Adiatou (Lindsay Karamoh) e Fily (Mariétou Touré). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// OLMO E A GAIVOTA
Uma mistura de documentário e ficção, o filme conta a história de uma atriz que descobre a gravidez quando está prestes a entrar em cartaz com o espetáculo “A Gaivota”, de Tchekov. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// WHAT HAPPENED, MISS SIMONE?
O documentário se propõe a contar todos os fatos da vida da cantora de blues Nina Simone, começando com suas aulas de piano na infância, até como teve que se reerguer para terminar sua carreira de forma digna nos seus últimos anos de vida. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// EX MACHINA
Uma vez feminista, não tive como não imprimir uma crítica à misoginia que existe no cenário atual e no filme. Seguida de uma bela duma misandria muito bem aplicada. O filme é incrível por diversos pontos, vou por partes. Vou contar o mote entre um tópico e outro e já deixo avisado, pode conter spoilers, especialmente a partir do tópico ~ Google, Facebook, Dados. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA
Charlize Theron brilhou no papel de Furiosa, a personagem mais importante a lutar ao lado de Max. Ela rouba a cena ao tentar salvar as mulheres feitas escravas por Immortan Joe para que todas sejam livres em outro lugar.
// DEAR WHITE PEOPLE
Porque Selma recebeu indicações ao Oscar (poucas, menos do que merecia), e “Dear White People” foi completamente ignorado pela academia? Não seria por falta de qualidade técnica, pois a fotografia do filme é boa, a edição muito bem alinhada, roteiro bem amarrado e bom ritmo de trama, além de apresentar boas atuações de seus protagonistas. Além disso, ambos os títulos falam de questões sociais, militância negra e representatividade. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// VICTORIA
O filme todo foi feito em apenas UM TAKE. O filme levou duas horas e meia sem intervalos para os atores, diretor ou equipe técnica. Antes de assisti-lo, não conseguia imaginar como isso seria possível, mas é realmente assim: tudo acontece em sequência e parece muito real (claro que tudo foi filmado em um bairro só de Berlim). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// PARCEIRAS ETERNAS
É um filme dirigido por Susanna Fogel sobre amizade nesse período estranho em que não somos mais jovens, mas também não temos a estabilidade que esperamos dos adultos (porque, na verdade, estamos à beira de descobrir que essa é a maior mentira desde o Papai Noel). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// QUE HORAS ELA VOLTA?
O filme conta a história da empregada doméstica Val (Casé), que se muda para São Paulo, deixando sua filha pequena Jéssica (Márdila) em Pernambuco, para trabalhar na casa de uma família classe média-alta. Anos depois, Jéssica decide vir morar na capital paulista com a mãe porque sonha em passar no vestibular da FAU-USP. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// THE UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT
A série lida com problemas reais fazendo críticas extremamente pungentes em um humor político e necessário. Há recorte de classe e raça o tempo inteiro e críticas acerca do machismo, xenofobia, mídia sensacionalista, classe alta estadunidense e o poder do homem branco que não é questionado em absolutamente nada e em momento algum, são de uma sensibilidade única. O espectador é bombardeado com piadas irônicas acerca da temática minorias e isso é sem dúvida o que as feministas estavam esperando há algum tempo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// ORPHAN BLACK
Sarah é uma mulher que está ali nos seus vinte e tantos anos e a vida não tem sido muito gentil com ela (quem sempre?). Ela tem uma filha que não vê há quase um ano, se envolveu com um cara errado, está sempre sem grana fazendo bicos ilegais, mas quer consertar tudo isso para poder criar a filha a qualquer custo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// BROAD CITY
Criada por Ilana Glazer e Abbi Jacobson, que interpretam elas mesmas, a série conta as aventuras e desventuras de duas melhores amigas em seus 20 e poucos anos morando em Nova York, sem grana, cheias de problemas, mas sempre juntas e felizes. A série é apadrinhada pela nossa queridíssima ninja feminista Amy Poehler. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// HOW TO GET AWAY WITH MURDER
Experiente, Viola Davis só vive agora, aos 49 anos, a sua primeira protagonista, e o faz com maestria: Annalise Keating é uma mulher negra americana, advogada e professora de Direito Penal. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// JESSICA JONES
A série é ótima como entretenimento: tem uma história atrativa e bem construída, uma protagonista que conquista apesar de não ser “certinha”, ritmo ágil. Mas sua relevância vai além do mundo televisivo. Sem ser didática e apelar para clichês, ela traz à luz um tema necessário que pouco foi abordado na TV, no caso dos abusos psicológicos, e retrata de forma humana o estupro, que vira e mexe é usado como mero recurso para chocar, sem acrescentar em nada à trajetória da personagem. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
Mais um monte de coisas legais, importantes e inspiradoras que vimos durante a semana e que achamos que merece atenção.
// SHONDA RHIMES
“Vou ser totalmente honesta com vocês: eu mereço isto completamente”. Com esta frase, Shonda Rhimes (foto acima), produtora e roteirista de séries como “How to Get Away with Murder”, “Grey’s Anatomy” e “Scandal”, se tornou a primeira mulher a vencer o prêmio Norman Lear, por realização na TV, do Sindicato dos Produtores dos EUA. LEIA MAIS.
// NÃO É PAQUERA
A Nana Queiroz, da revista AzMina, fez um guia didático sobre a diferença entre paquera e assédio para um #carnavalsemassedio. Está explicado bem direitinho para quem ainda não entendeu. VEJA AQUI.
// VIRGINIA WOOLF
Você já imaginou como seria a voz da escritora Virginia Woolf (1882-1941)? Pois aqui está o único registro dela, em uma gravação de abril de 1937 de uma transmissão da rádio BBC. A conversa é intitulada “Craftsmanship” e é parte de uma série chamada “Words Fail Me”. Ouça:
A St. Vincent, aka Annie Clark, se uniu a Ernie Ball Music Man para fazer a sua própria guitarra. No vídeo abaixo, ela visita a fábrica e fala sobre a concepção e a construção do modelo, e sobre sua obsessão ao longo da vida com guitarras. “Um monte de pessoas não pensa sobre isso, mas esta é uma grande madeira que já foi uma árvore, sendo esculpida e moldada nesta coisa que lhe vai dar vida”, diz.
A guitarra será vendida a partir do dia 1º de março e custará US$ 1,899.99.
// HIP HOP FEMININO
Saiu o clipe de “Respeita Nosso Corre”, da Issa Paz, com participação de Sara Donato.
“Um som que exige respeito e denuncia o machismo na cena, que desvaloriza a mulher no movimento e concede poucos espaços”, diz a Issa Paz em seu Facebook.
// BIENAL DE VENEZA
Ao ser escolhida para presidir a 57ª Bienal de Veneza, a francesa Christine Macel se tornou a quarta mulher em 122 anos a ser a diretora artística do evento. Christine é curadora e inspetora de criação artística da comissão de artes plásticas do Ministério da Cultura francês desde 1995 e curadora-chefe do Centre Pompidou desde 2000, organizando exposições de artistas como Sophie Calle e Nan Goldin. LEIA MAIS.
// ZIKA VÍRUS
O governo de El Salvador pediu para a população evitar ter filhos até 2018 por causa do zika vírus. SÓ QUE, conforme observado pelo site da Vocativ, o aborto é ilegal no país e o controle de natalidade é de difícil acesso. Segundo dados de 2011 das Nações Unidas, há apenas seis países no mundo que negam às mulheres o aborto em qualquer circunstância: a Santa Sé (Vaticano), Malta, República Dominicana, El Salvador, Nicarágua e Chile. LEIA MAIS.
// FAST FASHION
O Repórter Brasil conversou com costureiras sobre relatos abusos e físicos que elas sofreram para cumprir metas do sistema “fast fashion”, em que as peças têm que ser produzidas com agilidade e em grandes quantidades. LEIA MAIS.
// MULHER DO TEMPO
O “El País” entrevistou as apresentadoras do tempo da TV mexicana, que são tachadas como mulheres-objeto, e levantou a questão do machismo no país. “O mais difícil do meu trabalho é provar, a cada dia, que não sou apenas um rosto bonito, que também sou uma boa profissional”, afirma Zelenny Ibarra, de 36 anos, apresentadora do tempo no grupo Multimedios y Milenio Televisión há 10 anos. LEIA MAIS.
// ENQUANTO ISSO NOS EUA
Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, anunciou que as empresas que tiverem 100 ou mais funcionários devem informar a Comissão para a Igualdade no Emprego sobre os pagamentos feitos aos empregados, discriminados por gênero, raça e grupo étnico. LEIA MAIS.
// MULHERES INAMORÁVEIS
Para fechar, um texto sobre pessoas que são tudo menos rasas. AQUI.
A trama é autobiográfica: Cheryl Strayed teve uma infância relativamente difícil e sofre com a morte prematura de sua mãe por causa de um câncer. Depois de alguns anos lidando com esse sentimento, decide fazer a trilha Pacific Crest Trail como um ato simbólico de ressurreição e empoderamento pessoal. A atuação de Reese está arrebatadora. Não é à toa que foi indicada em mais de 15 prêmios diferentes. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// GAROTAS
Karidja Touré, de 21 anos, interpreta Marieme, uma garota de 16 que mora na periferia de Paris com os irmãos e a mãe que mal fica em casa por conta do trabalho de faxineira. O pai nem aparece na história. O irmão mais velho é violento e a agride por qualquer motivo. Ao saber que não conseguirá ingressar no curso técnico por causa das notas baixas, ela fica puta da vida e é aí que ela conhece Lady (Assa Sylla), Adiatou (Lindsay Karamoh) e Fily (Mariétou Touré). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// OLMO E A GAIVOTA
Uma mistura de documentário e ficção, o filme conta a história de uma atriz que descobre a gravidez quando está prestes a entrar em cartaz com o espetáculo “A Gaivota”, de Tchekov. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// WHAT HAPPENED, MISS SIMONE?
O documentário se propõe a contar todos os fatos da vida da cantora de blues Nina Simone, começando com suas aulas de piano na infância, até como teve que se reerguer para terminar sua carreira de forma digna nos seus últimos anos de vida. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// EX MACHINA
Uma vez feminista, não tive como não imprimir uma crítica à misoginia que existe no cenário atual e no filme. Seguida de uma bela duma misandria muito bem aplicada. O filme é incrível por diversos pontos, vou por partes. Vou contar o mote entre um tópico e outro e já deixo avisado, pode conter spoilers, especialmente a partir do tópico ~ Google, Facebook, Dados. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA
Charlize Theron brilhou no papel de Furiosa, a personagem mais importante a lutar ao lado de Max. Ela rouba a cena ao tentar salvar as mulheres feitas escravas por Immortan Joe para que todas sejam livres em outro lugar.
// DEAR WHITE PEOPLE
Porque Selma recebeu indicações ao Oscar (poucas, menos do que merecia), e “Dear White People” foi completamente ignorado pela academia? Não seria por falta de qualidade técnica, pois a fotografia do filme é boa, a edição muito bem alinhada, roteiro bem amarrado e bom ritmo de trama, além de apresentar boas atuações de seus protagonistas. Além disso, ambos os títulos falam de questões sociais, militância negra e representatividade. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// VICTORIA
O filme todo foi feito em apenas UM TAKE. O filme levou duas horas e meia sem intervalos para os atores, diretor ou equipe técnica. Antes de assisti-lo, não conseguia imaginar como isso seria possível, mas é realmente assim: tudo acontece em sequência e parece muito real (claro que tudo foi filmado em um bairro só de Berlim). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// PARCEIRAS ETERNAS
É um filme dirigido por Susanna Fogel sobre amizade nesse período estranho em que não somos mais jovens, mas também não temos a estabilidade que esperamos dos adultos (porque, na verdade, estamos à beira de descobrir que essa é a maior mentira desde o Papai Noel). DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// QUE HORAS ELA VOLTA?
O filme conta a história da empregada doméstica Val (Casé), que se muda para São Paulo, deixando sua filha pequena Jéssica (Márdila) em Pernambuco, para trabalhar na casa de uma família classe média-alta. Anos depois, Jéssica decide vir morar na capital paulista com a mãe porque sonha em passar no vestibular da FAU-USP. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// THE UNBREAKABLE KIMMY SCHMIDT
A série lida com problemas reais fazendo críticas extremamente pungentes em um humor político e necessário. Há recorte de classe e raça o tempo inteiro e críticas acerca do machismo, xenofobia, mídia sensacionalista, classe alta estadunidense e o poder do homem branco que não é questionado em absolutamente nada e em momento algum, são de uma sensibilidade única. O espectador é bombardeado com piadas irônicas acerca da temática minorias e isso é sem dúvida o que as feministas estavam esperando há algum tempo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// ORPHAN BLACK
Sarah é uma mulher que está ali nos seus vinte e tantos anos e a vida não tem sido muito gentil com ela (quem sempre?). Ela tem uma filha que não vê há quase um ano, se envolveu com um cara errado, está sempre sem grana fazendo bicos ilegais, mas quer consertar tudo isso para poder criar a filha a qualquer custo. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// BROAD CITY
Criada por Ilana Glazer e Abbi Jacobson, que interpretam elas mesmas, a série conta as aventuras e desventuras de duas melhores amigas em seus 20 e poucos anos morando em Nova York, sem grana, cheias de problemas, mas sempre juntas e felizes. A série é apadrinhada pela nossa queridíssima ninja feminista Amy Poehler. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// HOW TO GET AWAY WITH MURDER
Experiente, Viola Davis só vive agora, aos 49 anos, a sua primeira protagonista, e o faz com maestria: Annalise Keating é uma mulher negra americana, advogada e professora de Direito Penal. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.
// JESSICA JONES
A série é ótima como entretenimento: tem uma história atrativa e bem construída, uma protagonista que conquista apesar de não ser “certinha”, ritmo ágil. Mas sua relevância vai além do mundo televisivo. Sem ser didática e apelar para clichês, ela traz à luz um tema necessário que pouco foi abordado na TV, no caso dos abusos psicológicos, e retrata de forma humana o estupro, que vira e mexe é usado como mero recurso para chocar, sem acrescentar em nada à trajetória da personagem. DÁ MAIS UMA LIDA AQUI.