Sobre a cultura da pedofilia

Ilustração feita com exclusividade por Sarah Assaf

Texto da escritora Alicen Grey, publicado originalmente em inglês no Feminist Current.

Tradução: Sarah Assaf.

 


Você já ouviu sobre a cultura do estupro, mas você já ouviu sobre a cultura da pedofilia?

“Eu sou um pedófilo, mas não sou um monstro.
Sou atraído por crianças mas relutante a agir sobre elas. Antes de me julgar rigorosamente, você estaria disposto a me escutar?
Todd Nickerson”

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Caro Todd Nickerson,

No Salon alguns dias atrás, você escreveu esse artigo provocantemente intitulado “Eu sou um pedófilo, mas não sou um monstro”. Provavelmente, um monte de pessoas está agora fazendo perguntas como “Será pedofilia natural?” ou “A pedofilia pode ser curada?”. Mas eu não vou tentar responder a essas perguntas específicas. Em vez disso, eu gostaria de aprofundar esse discurso através do preenchimento de algumas grandes lacunas em seu artigo.

Vamos começar com esta peça que faltava: a grande maioria dos pedófilos são homens. E a maioria das crianças vitimizadas por esses pedófilos que optam por agir sobre seus desejos sexuais são meninas. Este é um grande detalhe para negar a seu público, você não acha? Infelizmente, como enraizado e evidente que o patriarcado é, geralmente é o último detalhe mencionado em conversas dessa natureza – se for mencionado de qualquer modo.

Dito isto, a pedofilia pode parecer um tabu e desprezada pelas massas, mas uma avaliação honesta da nossa cultura em geral revela o contrário. Proponho que a pedofilia seja realmente recompensada e celebrada, e que toda a nossa cultura e compreensão da sexualidade seja construída em torno do que parecem ser os desejos de pedofilia. Eu chamo isso de “Cultura da Pedofilia.”

Na cultura da pedofilia, espera-se que as mulheres mantenham um nível quase impossível de magreza, pré-adolescentes em sua quase andrógina falta de curvatura e gordura corporal. Devido a essa pressão, distúrbios alimentares são abundantes em mulheres jovens, e as mulheres em particular, são alvo ao longo de suas vidas por uma indústria de perda de peso de bilhões de dólares.

Na cultura da pedofilia, a categoria mais acessada do Pornhub é “Teen” (adolescente).”Barely Legal” (quase ilegal), “meninas” em roupas de colegial que usam de tudo, desde “manipulações de virgens”, fantasias de incesto pai e filha, simulação professor-aluna – escreva o que quiser, existe pornografia para isso, e tem sido esgotado milhões e milhões e milhões de vezes. É justo de se pensar se a única coisa que afasta alguns desses espectadores de assistir à pornografia infantil diretamente são as leis de consenso e idade.

Influenciada pela indústria da pornografia, a labioplastia ou ninfoplastia – cirurgia plástica que consiste na remoção de pele dos lábios vaginais -, está rapidamente ganhando popularidade, assim como outros procedimentos, como himenoplastia, que restaura o “aperto” virgin-like para vaginas das mulheres.

Na cultura da pedofilia, as mulheres são pressionadas a se depilar com lâmina ou cera suas regiões inferiores e axilas regularmente. A indústria de cosméticos – novamente, dirigida às mulheres – vende cremes “anti-envelhecimento” e loções que irão tornar a nossa pele “macia como a de um bebê.”

Na cultura da pedofilia, nós casualmente nos referimos a mulheres adultas como “meninas” ou “garotas”. Nós temos uma paralvra especificamente para adolescentes atraentes: jailbait (ninfetas). Mulheres são sexualizada como chicks, kittens e babes.

Na cultura da pedofilia, muitas vezes eu noto homens em público me analisando com os olhos cheios de luxúria, até que vejam os pelos nas minhas pernas – em que ponto, eles recorrem a uma exibição teatral de desgosto. Eu tenho escutado grupos de rapazes em idade universitária falando sobre como eles não vão fazer sexo oral em uma mulher se seus grandes lábios forem muito proeminentes. Um homem que vinha atrás de sexo comigo durante três anos, de repente mudou de ideia quando eu revelei que eu não raspo e não rasparei meus pelos pubianos. Em outras palavras, muitos homens deixam de se sentirem atraídos por mim quando lembram que eu sou uma mulher, e não uma menina.

Certamente todos estes homens, que têm uma “preferência” para as qualidades acima mencionadas em mulheres, não são pedófilos pela definição estrita do termo. Mas parece que um número elevado de homens, provavelmente como resultado do condicionamento cultural profundo, encontram muitas das mesmas coisas atraentes em uma mulher que um pedófilo iria encontrar atraente em uma menina. Pequenos lábios, vaginas apertadas, hímens intactos, pele de bebê macia, membros sem pêlos e vulvas, juventude eterna, pequenos corpos frágeis… Como o usuário do Tumblr reddressalert escreveu: “como é que nós não reconhecemos que esta é essencialmente uma descrição de um bebê ou uma criança?”

De volta ao meu ponto original:

Eu preciso que você, e seus leitores simpatizantes, compreendam esta grave verdade: a pedofilia não é um quase tabu, ou é vergonhoso, ou repulsivo para a sociedade, como você diz que é. Eu queria que fosse. Muito em detrimento das mulheres em todo o mundo, seus desejos são refletidos de volta para você infinitamente, em uma escala global produzido em massa para atender uma demanda sempre crescente. Este mundo de supremacia masculina recebe de braços abertos, e todos os seus desejos são comandados. Ouso dizer que você está mais seguro de ser você mesmo, do que as meninas são.

Você diz “Eu sou um pedófilo, mas não um monstro”, e eu concordo plenamente com você. Você não é um monstro – você é um homem. Um homem bastante comum. Uma representação microcósmica de perversões mais prevalentes do patriarcado. Você não é especial, você não é anômalo, e você não está sozinho. Nem mesmo perto. Sua “orientação sexual” é apenas uma outra manifestação do desejo coletivo de homens para subjugar as fêmeas em uma cruzada para defender a supremacia masculina em todos os custos.

Portanto, se “ser compreensivo e dar apoio” a sua pedofilia envolve aliciamento de homens para erotizar características infantis em mulheres, e ensinando as mulheres a manter a juventude eterna a não agravar a insegurança do sexo masculino, então você não está pedindo o nosso apoio – você está pedindo nossa submissão. E assim como você diz que “não há nenhuma maneira ética de podermos concretizar plenamente os nossos desejos sexuais”, não há nenhuma maneira ética para solicitar a cooperação daqueles de nós que estão ativamente tentando desmantelar o sistema patriarcal que a sua “orientação” representa.

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Diário de viagem: Nã pela China

Meu nome é Ana Carolina Matsusaki, conhecida pelos amigos como . Antes, a China para mim era um shopping cheio de lojinhas com produtos pirateados na Avenida Paulista ou na 25 de março. O yakisoba era o prato oficial do país, e provavelmente o biscoito da sorte devia ser a sobremesa tradicional deles.

 
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De repente, fui parar na China e tudo mudou. Era 2012 e estávamos eu e meu namorado em uma trip de 5 meses pela Ásia. Passamos pela Tailândia, Camboja, Vietnã, Laos, mas nenhum foi tão marcante em termos de choque cultural quanto foi a China. Gosto de comparar nossa viagem à Ásia a um videogame, sendo os países do Sudeste Asiático o nível fácil. A China é o Chefão.

 
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E por que falar justamente da China? Até hoje, quando penso na China, quando falo sobre a China, é como se eu estivesse contando um sonho. Como encaixar na minha realidade as noites dormidas nos trens me alimentando com macarrão instantâneo, os dumplings no café da manhã, os chineses de cócoras jogando xadrez chinês, suas sopas quentes e perfumadas, os bebês com suas bundinhas de fora, chineses levantando da mesa do restaurante e deixando sobras que alimentariam 10 pessoas, os seus barcos de bambu, seus olhos curiosos nos sondando o tempo todo?

 
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Durante 45 dias viajamos por montanhas, campos de arroz e cidades com lanternas vermelhas. Foram cerca de 10 cidades: Yangshuo, Longsheng, Dali, Lijiang, Shangri-la, Chengdu, Leshan, Xiaan, Luoyang, Pingyao e Beijing.

 
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Tínhamos acabado de passar uma semana em Hong Kong quando colocamos nosso pé pela primeira vez na China de fato. Estávamos em Guanzhou, uma “pequena cidade” de 14 milhões de habitantes. Até então eu e meu namorado tínhamos viajado por 3 meses pela Ásia sem fazer nenhuma reserva de hotel. Chegávamos nas cidades e procurávamos na hora ou íamos até um hotel indicado pelo nosso guia de viagens. Na China percebemos que teríamos que mudar o nosso esquema, questão de sobrevivência. No primeiro hotel onde batemos à porta, ninguém falava inglês, e não havia vagas. Desespero. Eu já queria ir embora do país. Ainda bem que ficamos.

 

6 sabedorias milenares para pisar na China

 

Hospede-se em hostels

Na maioria dos hotéis não se fala inglês, e acredite, qualquer pessoa que fale inglês na China é uma pessoa em potencial para resolver 90% dos seus problemas. Nós sempre pedíamos para os recepcionistas dos hostels onde ficávamos, anotarem em papeizinhos tudo o que precisávamos: lugares que queríamos ir, nomes de remédios e o mais imprescindível para mim – a frase “sem pimenta, por favor”.
 

Vá de trem

Seguros e confortáveis são a forma mais divertida de se viajar pela China. Pássavamos horas conversando com os outros passageiros através de mímica. E eles costumam ser generosos, oferecendo – quase obrigando – comidinhas ao longo da viagem. Pode ser um milho cozido, pode ser uma lata de cerveja quente. Lembrando que você, mulher, provavelmente ficará de fora da oferta da cerveja quente e de alguns cigarros. Sim, a China é um país machista. Sim, vale a pena ficar fora da oferta de cerveja quente.
 

Like a superstar

Não faz tanto tempo assim que a China se abriu para o mundo. Turistas ocidentais ainda são raros por lá, principalmente fora de Beijing e Shanghai. Se o seu biotipo é diferente do dos chineses prepare-se para ser o centro das atenções. Os chineses vão querer tirar fotos com você (e inclusive fazer fila para isso), tocar seu cabelo (especialmente se você tiver dreads) e ficar na tua cola o tempo todo. Quando eu e meu namorado estávamos nas estações de trem jogando xadrez chinês para passar o tempo, não era raro nos vermos envoltos por uma multidão de curiosos.
 

Cadê meu yakisoba?

Embora você não encontre o yakisoba como conhecemos no Brasil (e com esse nome), há pratos muito similares. As comidas de lá são bem temperadas, muitas com molho agridoce e eles comem bastante sopa com noodles no dia a dia. Não dispenso e vou junto. Os deliciosos dumplings cozidos ao vapor em cestinhas de bambu são o pau pra toda obra. E para os mais lariquentos a dica é carregar sempre alguns potes de macarrão instantâneo com você, os boilers com água fervendo estão espalhados por todos os lados – trens, hotéis, hostels, estações de trem e de ônibus.
 

Internet controlada

Sim, é verdade que o acesso a sites como Facebook ou Instagram é censurado no país. Quem vê as lojinhas abarrotadas de turistas em cidades como Yangshuo ou Lijiang não diz que a China é um país comunista. Mas quanto mais viajávamos por lá, mais nos dávamos conta da triste mão de ferro que controla o país. Chineses totalmente desinformados (alguns não sabiam dos conflitos no Tibet), controle rigoroso para pisar na Praça da Paz Celestial (raio X e muitas câmeras) e boatos de que nosso guia poderia ser confiscado (por não mostrar Taiwan como parte da China).
 

Talvez doa em você

Escarrar no chão é normal. O tempo todo. Homens e mulheres. E dentro do restaurante, dentro do aeroporto, quando não tem placa proibindo. É a sinfonia da cidade. Além disso, em cidades pequenas, era comum ver crianças pequenas com roupas com uma abertura no bumbum <3 . Para facilitar o processo. Na rua mesmo.    

Cinco momentos maravilhosos para se viver na China

 

Pedalar de bicicleta em Shangri-la, uma pequena cidade próxima ao Tibet

 

Navegar de bambu boat pelo rio Amarelo em Yangshuo

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O famoso bairro 798 de Beijing

 

O bairro muçulmano em Xiaan, a cidade com os guerreiros de Terracota

 

Os terraços de arroz em Longsheng, conhecido como A Espinha do Dragão

 

Onde fiquei: China
Quanto tempo: 45 dias
Com quem: meu namorado
Quanto gastei:
Passagens (via Bangkok): R$ 2.400
Média de preço do hostel: $14 para duas pessoas
Média de gastos diário por pessoa: 20 a 30 dólares

Conclusão: Não é para os fracos. Volto em breve.


 
Nã Matsusaki é designer, ilustradora, mãe da pug Bullying e colaboradora Ovelha. Se você se apaixonou pela viagem dela, leia os relatos e mais fotos incríveis da sua viagem em seu blog, Ásia de Mochila.

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Alicen Grey, publicado originalmente em inglês no Feminist Current.

Tradução: Sarah Assaf.

 


Você já ouviu sobre a cultura do estupro, mas você já ouviu sobre a cultura da pedofilia?

“Eu sou um pedófilo, mas não sou um monstro.
Sou atraído por crianças mas relutante a agir sobre elas. Antes de me julgar rigorosamente, você estaria disposto a me escutar?
Todd Nickerson”

Screen-Shot-2015-09-28-at-12.03.10-PM

Caro Todd Nickerson,

No Salon alguns dias atrás, você escreveu esse artigo provocantemente intitulado “Eu sou um pedófilo, mas não sou um monstro”. Provavelmente, um monte de pessoas está agora fazendo perguntas como “Será pedofilia natural?” ou “A pedofilia pode ser curada?”. Mas eu não vou tentar responder a essas perguntas específicas. Em vez disso, eu gostaria de aprofundar esse discurso através do preenchimento de algumas grandes lacunas em seu artigo.

Vamos começar com esta peça que faltava: a grande maioria dos pedófilos são homens. E a maioria das crianças vitimizadas por esses pedófilos que optam por agir sobre seus desejos sexuais são meninas. Este é um grande detalhe para negar a seu público, você não acha? Infelizmente, como enraizado e evidente que o patriarcado é, geralmente é o último detalhe mencionado em conversas dessa natureza – se for mencionado de qualquer modo.

Dito isto, a pedofilia pode parecer um tabu e desprezada pelas massas, mas uma avaliação honesta da nossa cultura em geral revela o contrário. Proponho que a pedofilia seja realmente recompensada e celebrada, e que toda a nossa cultura e compreensão da sexualidade seja construída em torno do que parecem ser os desejos de pedofilia. Eu chamo isso de “Cultura da Pedofilia.”

Na cultura da pedofilia, espera-se que as mulheres mantenham um nível quase impossível de magreza, pré-adolescentes em sua quase andrógina falta de curvatura e gordura corporal. Devido a essa pressão, distúrbios alimentares são abundantes em mulheres jovens, e as mulheres em particular, são alvo ao longo de suas vidas por uma indústria de perda de peso de bilhões de dólares.

Na cultura da pedofilia, a categoria mais acessada do Pornhub é “Teen” (adolescente).”Barely Legal” (quase ilegal), “meninas” em roupas de colegial que usam de tudo, desde “manipulações de virgens”, fantasias de incesto pai e filha, simulação professor-aluna – escreva o que quiser, existe pornografia para isso, e tem sido esgotado milhões e milhões e milhões de vezes. É justo de se pensar se a única coisa que afasta alguns desses espectadores de assistir à pornografia infantil diretamente são as leis de consenso e idade.

Influenciada pela indústria da pornografia, a labioplastia ou ninfoplastia – cirurgia plástica que consiste na remoção de pele dos lábios vaginais -, está rapidamente ganhando popularidade, assim como outros procedimentos, como himenoplastia, que restaura o “aperto” virgin-like para vaginas das mulheres.

Na cultura da pedofilia, as mulheres são pressionadas a se depilar com lâmina ou cera suas regiões inferiores e axilas regularmente. A indústria de cosméticos – novamente, dirigida às mulheres – vende cremes “anti-envelhecimento” e loções que irão tornar a nossa pele “macia como a de um bebê.”

Na cultura da pedofilia, nós casualmente nos referimos a mulheres adultas como “meninas” ou “garotas”. Nós temos uma paralvra especificamente para adolescentes atraentes: jailbait (ninfetas). Mulheres são sexualizada como chicks, kittens e babes.

Na cultura da pedofilia, muitas vezes eu noto homens em público me analisando com os olhos cheios de luxúria, até que vejam os pelos nas minhas pernas – em que ponto, eles recorrem a uma exibição teatral de desgosto. Eu tenho escutado grupos de rapazes em idade universitária falando sobre como eles não vão fazer sexo oral em uma mulher se seus grandes lábios forem muito proeminentes. Um homem que vinha atrás de sexo comigo durante três anos, de repente mudou de ideia quando eu revelei que eu não raspo e não rasparei meus pelos pubianos. Em outras palavras, muitos homens deixam de se sentirem atraídos por mim quando lembram que eu sou uma mulher, e não uma menina.

Certamente todos estes homens, que têm uma “preferência” para as qualidades acima mencionadas em mulheres, não são pedófilos pela definição estrita do termo. Mas parece que um número elevado de homens, provavelmente como resultado do condicionamento cultural profundo, encontram muitas das mesmas coisas atraentes em uma mulher que um pedófilo iria encontrar atraente em uma menina. Pequenos lábios, vaginas apertadas, hímens intactos, pele de bebê macia, membros sem pêlos e vulvas, juventude eterna, pequenos corpos frágeis… Como o usuário do Tumblr reddressalert escreveu: “como é que nós não reconhecemos que esta é essencialmente uma descrição de um bebê ou uma criança?”

De volta ao meu ponto original:

Eu preciso que você, e seus leitores simpatizantes, compreendam esta grave verdade: a pedofilia não é um quase tabu, ou é vergonhoso, ou repulsivo para a sociedade, como você diz que é. Eu queria que fosse. Muito em detrimento das mulheres em todo o mundo, seus desejos são refletidos de volta para você infinitamente, em uma escala global produzido em massa para atender uma demanda sempre crescente. Este mundo de supremacia masculina recebe de braços abertos, e todos os seus desejos são comandados. Ouso dizer que você está mais seguro de ser você mesmo, do que as meninas são.

Você diz “Eu sou um pedófilo, mas não um monstro”, e eu concordo plenamente com você. Você não é um monstro – você é um homem. Um homem bastante comum. Uma representação microcósmica de perversões mais prevalentes do patriarcado. Você não é especial, você não é anômalo, e você não está sozinho. Nem mesmo perto. Sua “orientação sexual” é apenas uma outra manifestação do desejo coletivo de homens para subjugar as fêmeas em uma cruzada para defender a supremacia masculina em todos os custos.

Portanto, se “ser compreensivo e dar apoio” a sua pedofilia envolve aliciamento de homens para erotizar características infantis em mulheres, e ensinando as mulheres a manter a juventude eterna a não agravar a insegurança do sexo masculino, então você não está pedindo o nosso apoio – você está pedindo nossa submissão. E assim como você diz que “não há nenhuma maneira ética de podermos concretizar plenamente os nossos desejos sexuais”, não há nenhuma maneira ética para solicitar a cooperação daqueles de nós que estão ativamente tentando desmantelar o sistema patriarcal que a sua “orientação” representa.

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